{"id":32946,"date":"2008-07-08T11:27:26","date_gmt":"2008-07-08T11:27:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/08\/educar-para-a-sexualidade\/"},"modified":"2008-07-08T11:27:26","modified_gmt":"2008-07-08T11:27:26","slug":"educar-para-a-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/educar-para-a-sexualidade\/","title":{"rendered":"Educar para a sexualidade"},"content":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 lan\u00e7a obra para ajudar os pais a transmitirem perspectivas cat\u00f3licas sobre a vida e o amor <!--more--> O Secretariado Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 acaba de editar o livro &#8220;Conversar com os filhos sobre a Sexualidade&#8221;. Este novo recurso \u00e9 um texto dedicado, como o nome indica, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de pais no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o da sexualidade. Este volume \u00e9 o n\u00famero 1 de uma nova colec\u00e7\u00e3o do SNEC &#8211; &#8220;Educar ao Longo da Vida&#8221; &#8211; e vem responder aos pedidos de muitos pais. Cristina S\u00e1 Carvalho, do departamento de forma\u00e7\u00e3o do SNEC, psic\u00f3loga, \u00e9 autora do livro e fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA dos desafios que se colocam nos nossos dias.  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; \u00c9 f\u00e1cil abordar a sexualidade com as crian\u00e7as e adultos? Cristina S\u00e1 Carvalho (CSC) &#8211;<\/i> A sexualidade \u00e9 um fen\u00f3meno complexo e profundo. A sexualidade individual colide, n\u00e3o poucas vezes, com a necessidade de harmonia social. Mesmo, sem considerar a sexualidade nas suas dimens\u00f5es mais profundas, \u00e9 dif\u00edcil falar de sexualidade. \u00c9 ainda mais dif\u00edcil falar de fen\u00f3menos complexos que atingem as pessoas de forma t\u00e3o individualiza e profunda.  <i>AE &#8211; Numa sociedade em que cada vez mais tudo \u00e9 p\u00fablico e onde se fala abertamente de tudo, no tema sexualidade isso n\u00e3o acontece?  CSC &#8211;<\/i> A sexualidade tornou-se muito \u00f3bvia e objectiva. Estamos constantemente expostos \u00c0 erotiza\u00e7\u00e3o da sociedade, desde os outdoors aos an\u00fancios, a mensagens fortemente marcadas do ponto de vista sexual. As sociedades democr\u00e1ticas levaram as pessoas a procurar novas fronteiras e a viver novas experi\u00eancias. O que era do foro \u00edntimo, tornou-se p\u00fablico.  Tudo isto exigiria novas formas de regula\u00e7\u00e3o. Antigamente vivia-se com a press\u00e3o social, com o medo, uma certa austeridade nos valores que levava as pessoas ou a esconder ou a fazer determinadas op\u00e7\u00f5es. Actualmente essa press\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sentida. No entanto, a educa\u00e7\u00e3o e a viv\u00eancia de uma sexualidade saud\u00e1vel n\u00e3o acompanhou esta abertura de valores e de experi\u00eancia social. As crian\u00e7as s\u00e3o continuamente expostas a mensagens er\u00f3ticas e mesmo na vida familiar a sexualidade \u00e9 mais aberta. Mas se formos analisar a vis\u00e3o que as crian\u00e7as t\u00eam da sexualidade ela n\u00e3o \u00e9 muito melhor do que era h\u00e1 20 ou 50 anos atr\u00e1s. As crian\u00e7as continuam a aprender sozinhas e entregues \u00e0 experi\u00eancia.  <i>AE &#8211; E h\u00e1 melhorias? CSC &#8211;<\/i> Nas sociedades contempor\u00e2neas n\u00e3o parece haver maior equil\u00edbrio e felicidade, nem a pr\u00f3pria sexualidade \u00e9 vivida com maior prazer e de forma mais construtiva, pois as depress\u00f5es e disfun\u00e7\u00f5es sexuais s\u00e3o cada vez maiores, mesmo considerando que antigamente as pessoas escondiam os seus problemas depressivos por vergonha. Nas crian\u00e7as e adolescentes verifico que as escolas querem ajudar, mas t\u00eam poucos instrumentos e forma\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de outras preocupa\u00e7\u00f5es quotidianas. Os pais est\u00e3o por outro lado pouco preparados. E s\u00e3o principalmente as fam\u00edlias que deveriam assumir estas tarefas complexas da educa\u00e7\u00e3o e depois ser ajudados pelas outras ag\u00eancias sociais.  <i>AE &#8211; Os pais s\u00e3o as pessoas fulcrais para inverter a forma como tra\u00e7ou a realidade juvenil do desenvolvimento sexual? Isto apesar de n\u00e3o ser uma tarefa, como indica no livro, nada f\u00e1cil&#8230;Como encontrar o ponto de equil\u00edbrio entre o n\u00e3o falar tarde demais nem cedo demais? CSC &#8211;<\/i> Todas as tarefas educativas da fam\u00edlia s\u00e3o extremamente complexas. Aborrece-me ouvir constantes cr\u00edticas aos pais. E tamb\u00e9m eles se criticam imenso e sofrem muito com as suas dificuldades. Mas a forma como a sociedade se encontra, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as igrejas nem as escolas que educam, pois estas enfraquecerem muito como parceiros dos pais. Os modelos comportamentais chegam da televis\u00e3o e da publicidade.  A educa\u00e7\u00e3o que afecta a personalidade faz-se, sobretudo, por observa\u00e7\u00e3o e imita\u00e7\u00e3o a pessoas que s\u00e3o significativas. Os pais v\u00eaem o seu significado social disputado por personagens da televis\u00e3o que, infelizmente, s\u00e3o, na sua maioria, distorcidos. Mas na forma\u00e7\u00e3o da personalidade ningu\u00e9m tem maior influ\u00eancia do que os pais, quer sejam ausentes ou presentes. A sexualidade aprende-se logo em etapas precoces quando percebemos a forma como os pais interagem entre si e com os filhos. E a sexualidade tem de ser encarada no contexto global de um processo educativo da fam\u00edlia e da escola, nunca de forma isolada.   <i>AE &#8211; Apesar de os pais terem um projecto sexual desej\u00e1vel para os filhos, coloca-se a livre escolha e a responsabilidade. Educar para a responsabilidade pressup\u00f5e a liberdade de escolha. Como gerir?  CSC &#8211;<\/i>Primeiro, h\u00e1 que perceber que isolar os filhos do mundo n\u00e3o \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia. \u00c9 preciso responsabiliz\u00e1-los, pois viver em liberdade exige uma tomada de posi\u00e7\u00e3o pessoal. Por outras raz\u00f5es de ordem ideol\u00f3gica, h\u00e1 tend\u00eancia para concentrar as responsabilidades e o conhecimento educativo nas ag\u00eancias estatais \u2013 escolas, centros de sa\u00fade, etc. Isto esvazia a confian\u00e7a que os pais t\u00eam na sua capacidade de educar. O primeiro movimento \u00e9 devolver a auto confian\u00e7a aos pais. Segundo, os pais precisam de ter no\u00e7\u00e3o da vida real. Ou seja, independentemente dos seus valores, h\u00e1 tamb\u00e9m contra valores.  Os pais devem ter ideias e opini\u00f5es, mesmo que os filhos queiram fazer o contr\u00e1rio, ou que apenas fa\u00e7am uma parte do que os pais prop\u00f5em. Mas \u00e9 preciso que os pais proponham sem medo e com clareza. Os tabus s\u00e3o de excluir, pois sem propostas n\u00e3o h\u00e1 liberdade, mas libertinagem. O crescimento tem de ser feito dentro de um espa\u00e7o com orienta\u00e7\u00e3o. A proposta de valores que os pais fazem tem de ir ao encontro dos valores que vivem, pois os filhos v\u00e3o valorizar o facto de a viv\u00eancia dos pais estar de acordo com a proposta que fazem. Esta \u00e9 a chave do sucesso com melhores resultados.  <b>40 anos de \u00abHumanae Vitae\u00bb<\/b> <i>AE &#8211; Quatro d\u00e9cadas depois \u00e9 poss\u00edvel considerar actual a proposta de Paulo VI na \u00abHumanae Vitae\u00bb e integr\u00e1-la na vida social? CSC &#8211;<\/i>Tudo o que a Igreja prop\u00f5e sobre a sexualidade, que assenta na liga\u00e7\u00e3o fundamental entre a sexualidade e o amor, nunca ser\u00e1 alterada. A Igreja nunca ir\u00e1 atr\u00e1s de modas no que se refere \u00e0 sexualidade, pois este \u00e9 o centro da mensagem crist\u00e3. Do ponto de vista teol\u00f3gico e pastoral, a Igreja definiu o que \u00e9 a pessoa humana. H\u00e1 muita expectativa sobre a posi\u00e7\u00e3o da Igreja sobre algumas quest\u00f5es que s\u00e3o importantes na vida das pessoas, mas que a n\u00edvel teol\u00f3gico, talvez sejam mais pontuais \u2013 o avan\u00e7o da t\u00e9cnica e da ci\u00eancia, o controlo de nascimento e os m\u00e9todos utilizados, a preven\u00e7\u00e3o da Sida e a proposta \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.  A Igreja sempre teve uma grande preocupa\u00e7\u00e3o de, com o tempo, aceitar o que o individualismo tem de positivo mas nunca aceitar\u00e1 a zona ampla, onde facilmente o individualismo resvala para o ego\u00edsmo. Tudo o que vai contra o \u00abamar ao pr\u00f3ximo\u00bb que corresponde \u00e0 forma como os crist\u00e3os consideram chegar a Deus, nunca poder\u00e1 ser aceite. A vis\u00e3o que a Igreja tem dos m\u00e9todos contraceptivos e do combate \u00e0 Sida partir\u00e1 sempre destas duas premissas. A dignidade da pessoa \u00e9 intoc\u00e1vel e deve-se ajudar as pessoas a n\u00e3o cair no ego\u00edsmo que \u00e9 mortal na rela\u00e7\u00e3o com o outro.  <i>AE -Qual o papel da fam\u00edlia? CSC &#8211;<\/i> A fam\u00edlia assume um papel essencial na forma como a Igreja considera a sexualidade. Paulo VI chamou \u00e0 fam\u00edlia a \u00abIgreja dom\u00e9stica\u00bb, conferindo-lhe um papel sacramental e de relevo. E a Igreja continua a considerar que a sociedade humana n\u00e3o pode dispensar a fam\u00edlia.  A forma como na pastoral s\u00e3o vivida estas ideias fundamentais podem ter leituras e sofrer processos de acultura\u00e7\u00e3o. A Santa S\u00e9 lidera organismos cient\u00edficos de grande n\u00edvel, e estar\u00e3o sempre dispostos a ouvir o que a ci\u00eancia tem para dizer para, na pastoral, fazer a evolu\u00e7\u00e3o que melhor ajude as pessoas. Pois a fun\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e9 ajudar e servir as pessoas, e a sexualidade vai ser sempre encarada deste ponto de vista. A sociedade n\u00e3o coloca a quest\u00e3o da dignidade da pessoa, nem a defesa da fam\u00edlia, nem as quest\u00f5es do individualismo, mas apenas se podem usar preservativo. No magist\u00e9rio da Igreja, as coisas nunca funcionaram assim.   <i>AE &#8211; Dentro dessa linguagem, que \u00e9 considerada pela sociedade em geral, retrograda e r\u00edgida, como se explica \u00e0 sociedade uma proposta de sexualidade que n\u00e3o se restringe \u00e0 genitalidade? CSC &#8211;<\/i> Viver e transmitir o amor \u00e9 complexo. A Igreja sabe-o. Mais do que os documentos, o que interessa \u00e9 o testemunho de cada crist\u00e3o. A \u00abHumanae Vitae\u00bb sai no p\u00f3s-Conc\u00edlio Vaticano II e sabemos que ainda hoje h\u00e1 muito do Conc\u00edlio que ainda n\u00e3o se aproveitou, nomeadamente a presen\u00e7a dos leigos na sociedade e a capacidade que cada crist\u00e3o tem de viver profundamente aquilo em que acredita.  \u00c9 dif\u00edcil para as pessoas compreenderem tudo o que a Igreja pede, viverem-no e testemunharem-no. Mas este \u00e9 o caminho. N\u00e3o h\u00e1 receita para ter uma \u00f3ptima fam\u00edlia crist\u00e3. Mas as pessoas podem fazer este percurso, que \u00e9 humano. N\u00e3o se faz sem esfor\u00e7o e sem sacrif\u00edcio porque a vida \u00e9 dif\u00edcil. Mas h\u00e1 que ter um olhar benigno perante as dificuldades e pensar que o crescimento \u00e9 assim mesmo.   <i>AE &#8211; Mas h\u00e1 40 anos fen\u00f3menos como a Sida eram ainda desconhecidos. Como enquadr\u00e1-lo na proposta que a Igreja faz? CSC &#8211;<\/i> As doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis sempre existiram e sempre foram um problema complexo. O avan\u00e7o m\u00e9dico no S\u00e9culo XX fez-nos esperar uma resolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica a todos os n\u00edveis, inclusive no campo da sa\u00fade. Mas a Sida e o seu aparecimento mostrou-nos que a ci\u00eancia ainda n\u00e3o d\u00e1 todas as respostas. As mortes e os \u00f3rf\u00e3os t\u00eam um forte impacto que n\u00e3o se consegue compreender. A Sida vem mostrar que \u00e9 preciso pensar a sexualidade de outra forma. A sexualidade n\u00e3o \u00e9 algo que instrumentalizamos, mas que devemos reorganizar, para ter prazer porque \u00e9 essencial \u00e0 vida, para as pessoas serem saud\u00e1veis, felizes e alegres, mas \u00e9 preciso adiar o prazer imediato para ter um prazer maior. A proposta do livro para a preven\u00e7\u00e3o da Sida, surge a partir da educa\u00e7\u00e3o para a responsabiliza\u00e7\u00e3o. Na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia a amea\u00e7a funciona durante pouco tempo e leva a uma escalada enorme. No contexto da toxicodepend\u00eancia devemos considerar que a educa\u00e7\u00e3o parte de todos os adultos. H\u00e1 uma associa\u00e7\u00e3o muito forte entre a desregula\u00e7\u00e3o sexual e o consumo de droga. Enquanto n\u00e3o houver recupera\u00e7\u00e3o, devemos reduzir ao m\u00e1ximo os efeitos.  <b>Falar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es<\/b> <i>AE &#8211; Esta \u00e9 uma linguagem acess\u00edvel e compreens\u00edvel para os adolescentes?  CSC &#8211;<\/i> Os adolescentes s\u00e3o extraordin\u00e1rios. T\u00eam muito de complexo e de desafiador. O adulto que trabalha com ele, quer em casa quer na escola, tem de estar informado e preparado para as perguntas. E manter uma grande abertura porque o trabalho com os adolescentes faz-se numa rela\u00e7\u00e3o pessoal. O adulto deve ser guia e companheiro ao mesmo tempo.   <i>AE &#8211; Esta \u00e9 a chave para tornar a mensagem acess\u00edvel aos jovens?  CSC &#8211;<\/i> Para todas as mensagens educativas. N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre o ensino da matem\u00e1tica e a sexualidade.   <i>AE &#8211; A presen\u00e7a e o acompanhamento s\u00e3o a chave para se transmitir a proposta da sexualidade crist\u00e3 \u00e0s pessoas? CSC &#8211;<\/i> Parece-me que ser\u00e1 assim para toda a educa\u00e7\u00e3o. Se as pessoas n\u00e3o t\u00eam valores crist\u00e3os, o m\u00e9todo deve ser o mesmo. A educa\u00e7\u00e3o parte sempre de uma presen\u00e7a humana. A presen\u00e7a dos pais na vida dos filhos tem uma primeira dimens\u00e3o de conhecimento, de criar intimidade. Se este acompanhamento come\u00e7ar na inf\u00e2ncia, na adolesc\u00eancia ser\u00e1 muito mais f\u00e1cil.   <i>AE &#8211; Para quando o lan\u00e7amento do guia para educadores \u00abEduca\u00e7\u00e3o da Sexualidade\u00bb? CSC &#8211;<\/i> Durante o m\u00eas de Julho. A nossa proposta \u00e9 publicar um guia para uma abordagem da sexualidade em termos institucionais. Ser\u00e1 uma mais valia para os educadores, pois ter\u00e1 uma proposta de programa\u00e7\u00e3o para adultos, para crian\u00e7as e jovens.  N\u00e3o pretende ser uma resposta que todos utilizem, mas fornece pistas que podem ser aplicadas nas escolas, nas par\u00f3quias, e ser integrados no projecto educativo da sexualidade que \u00e9 essencial nos dias de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secretariado Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 lan\u00e7a obra para ajudar os pais a transmitirem perspectivas cat\u00f3licas sobre a vida e o amor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[144,154,193,206,297,312],"class_list":["post-32946","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-concilio-vaticano-ii","tag-crianca","tag-educacao","tag-familia","tag-santa-se","tag-snec"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32946"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32946\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}