{"id":32904,"date":"2008-07-05T11:54:48","date_gmt":"2008-07-05T11:54:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/05\/academia-portuguesa-da-historia-premiou-padre-de-braga\/"},"modified":"2008-07-05T11:54:48","modified_gmt":"2008-07-05T11:54:48","slug":"academia-portuguesa-da-historia-premiou-padre-de-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/academia-portuguesa-da-historia-premiou-padre-de-braga\/","title":{"rendered":"Academia Portuguesa da Hist\u00f3ria premiou padre de Braga"},"content":{"rendered":"<p>A \u00abfalta de motiva\u00e7\u00e3o\u00bb dos investigadores por n\u00e3o terem os meios necess\u00e1rios de quem os deveria proporcionar e a \u00abmediocridade\u00bb de parte dos estudos que s\u00e3o publicados est\u00e3o a marcar a actualidade da investiga\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria em Portugal. Esta \u00e9 a opini\u00e3o de Franquelim Neiva Soares, um sacerdote historiador que, esta semana, foi galardoado pela Academia Portuguesa da Hist\u00f3ria. O pr\u00e9mio Joaquim Ver\u00edssimo Serr\u00e3o, institu\u00eddo pela Funda\u00e7\u00e3o Ant\u00f3nio Almeida, foi atribu\u00eddo pela Academia Portuguesa da Hist\u00f3ria ao padre Franquelim Neiva Soares, um sacerdote da Arquidiocese de Braga que tem dedicado a sua vida ao estudo hist\u00f3rico. O galard\u00e3o, entregue numa cerim\u00f3nia em Lisboa, foi conseguido pela publica\u00e7\u00e3o da obra \u201cCorrespond\u00eancia de Ant\u00f3nio Rodrigues Santiago, precedido de um estudo geneal\u00f3gico\u201d. O livro \u2013 editado a expensas do pr\u00f3prio autor porque n\u00e3o conseguiu qualquer apoio para o fazer \u2013 foi alvo de uma abordagem no suplemento Cultura do Di\u00e1rio do Minho e foi impresso na gr\u00e1fica do DM. Representando um trabalho de investiga\u00e7\u00e3o que decorreu por um per\u00edodo de \u00abcerca de dez anos\u00bb, o padre Franquelim Soares confessou n\u00e3o ter ficado surpreendido com a atribui\u00e7\u00e3o do pr\u00e9mio. \u00abSei o valor do que fa\u00e7o\u00bb, afirmou sem falsas mod\u00e9stias o investigador, lamentando a \u00abmediocridade\u00bb de muitas abordagens hist\u00f3ricas que se publicam \u00abmesmo em contexto universit\u00e1rio\u00bb. Do alto dos seus 70 anos, o padre Franquelim Soares concorda que a sua vida pode ser entendida como uma miss\u00e3o ao servi\u00e7o da Igreja e da Hist\u00f3ria. Se a um padre se pode dizer que est\u00e1 \u201ccasado\u201d com a Igreja, no caso daquele sacerdote pode-se afirmar que tem a Hist\u00f3ria como \u201camante\u201d. De facto, o padre Franquelim Soares confessa-se \u00abapaixonado\u00bb pelo estudo hist\u00f3rico e, quando algo lhe desperta a curiosidade cient\u00edfica vai \u00abat\u00e9 ao fundo da quest\u00e3o\u00bb n\u00e3o se contentando em \u00abficar pela rama\u00bb como muitos dos estudos que lamenta estarem a ser publicados no pa\u00eds e at\u00e9 no mundo. Questionado sobre esta paix\u00e3o pessoal, o sacerdote refere compreender a dificuldade dos historiadores da actualidade em prosseguirem as suas carreiras. \u00abSe vivesse da Hist\u00f3ria havia dias que n\u00e3o teria o que comer\u00bb, afirmou o historiador, lastimando a falta de recursos para a investiga\u00e7\u00e3o. Indicando que o pr\u00e9mio agora atribu\u00eddo \u2013 que se juntar\u00e1 a outros j\u00e1 recebidos e a outros que acredita ainda h\u00e1-de receber \u2013 vai ser guardado junto da sua documenta\u00e7\u00e3o pessoal, o padre Franquelim Soares indica que o mesmo \u00ab\u00e9 o reconhecimento para um estudo de uma obra que poucas pessoas ainda conhecem\u00bb. Conhecido por possuir valiosos documentos, o investigador n\u00e3o faz disso segredo e refere que, se algu\u00e9m, um dia, quiser estudar a sua vida \u00abficar\u00e1 muito admirado com o esp\u00f3lio bibliogr\u00e1fico e documental\u00bb. Pedindo apenas que esse algu\u00e9m seja tamb\u00e9m um \u00abapaixonado\u00bb pela Hist\u00f3ria, o padre Franquelim Soares indicou que, \u00abquanto ao resto\u00bb, n\u00e3o sabe o que dir\u00e1. Conhecido dos melhores alfarrabistas de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, o historiador refere que esse pormenor \u00abn\u00e3o \u00e9 essencial para o estudo da Hist\u00f3ria mas faz muito jeito\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00abfalta de motiva\u00e7\u00e3o\u00bb dos investigadores por n\u00e3o terem os meios necess\u00e1rios de quem os deveria proporcionar e a \u00abmediocridade\u00bb de parte dos estudos que s\u00e3o publicados est\u00e3o a marcar a actualidade da investiga\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria em Portugal. 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