{"id":329,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/cristaos-responsaveis\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"cristaos-responsaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cristaos-responsaveis\/","title":{"rendered":"Crist\u00e3os respons\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o  &#8211; ABRIL <!--more--> Crist\u00e3os respons\u00e1veis Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o \u2013 ABRIL  Que todos quantos desempenham fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade na Igreja sejam luminoso exemplo de vida, sempre d\u00f3ceis ao Esp\u00edrito.  1. Todos respons\u00e1veis. O Evangelho \u00e9 um chamamento \u00e0 responsabilidade. Veja-se o in\u00edcio do Evangelho segundo S. Marcos: \u00abO tempo chegou ao seu termo. Arrependei-vos e acreditai na Boa Nova\u00bb (Mc 1, 15) \u2013 proclama Jesus. \u00c9 como se dissesse: a responsabilidade est\u00e1 do vosso lado; n\u00e3o espereis que Deus venha fazer um grande milagre para vos obrigar \u00e0 convers\u00e3o; arrepender-se e acreditar \u00e9 responsabilidade vossa. E este esp\u00edrito perpassa as p\u00e1ginas dos Evangelhos: cada um \u00e9 respons\u00e1vel por si diante de Deus. E \u00e9 tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelos outros e diante dos outros \u2013 leia-se, neste contexto, a par\u00e1bola do bom samaritano (Lc 10, 29-37). N\u00e3o h\u00e1 desculpa para ser disc\u00edpulo de Jesus de outro modo, n\u00e3o h\u00e1 argumento para nenhuma \u00abfuga do mundo\u00bb, n\u00e3o h\u00e1 maldade do mundo que n\u00e3o seja fruto do mal que nos habita e este sempre implica convers\u00e3o e responsabilidade pessoal. Ser\u00e1 esta a leitura que fazemos da Boa Nova de Cristo e da sua vida entre n\u00f3s? H\u00e1 motivos para crer que mais facilmente nos entretemos com um cristianismo feito de rituais e tradi\u00e7\u00f5es, consumidos como consumimos tudo o resto, irresponsavelmente!  2. Todos respons\u00e1veis, em Igreja. O disc\u00edpulo de Cristo \u00e9 sempre membro de uma comunidade de f\u00e9. E n\u00e3o pode, por isso, sentir-se alheio \u00e0 dupla responsabilidade que sobre ele impende: como disc\u00edpulo de Cristo e, consequentemente, como membro de uma comunidade \u2013 a qual tem direito a esperar dele essa condi\u00e7\u00e3o adulta que se revela no assumir respons\u00e1vel do chamamento divino, ou seja, da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o. Considerar que a comunidade s\u00f3 diz respeito a alguns, estar enquistado numa cr\u00edtica mordaz \u00e0queles que trabalham e ao trabalho feito, mas sempre indispon\u00edvel para qualquer compromisso, lamentar sistematicamente o mau exemplo dos padres, dos bispos, dos religiosos, mas nunca se interrogar sobre o pr\u00f3prio exemplo, dizer \u00aba Igreja\u00bb, como se fosse uma realidade \u00e0 qual se \u00e9 estranho\u2026 \u2013 s\u00e3o sinais evidentes de uma incongru\u00eancia vital, porventura n\u00e3o consciente, mas real. Infelizmente, esta incongru\u00eancia foi alimentada, durante s\u00e9culos, no interior da Igreja, fruto da sua clericaliza\u00e7\u00e3o e da por demais evidente menoriza\u00e7\u00e3o da maioria absoluta dos seus membros: os fi\u00e9is leigos. Esta menoriza\u00e7\u00e3o produziu frutos seculares de desresponsabiliza\u00e7\u00e3o que, ainda hoje, \u00e9 muito dif\u00edcil ultrapassar. E por isso, quando da parte de muitos membros do clero se escutam lamentos sobre a pouca disponibilidade dos leigos ou sobre a sua falta de forma\u00e7\u00e3o para colaborar na vida da comunidade, talvez fosse \u00fatil que juntamente com os lamentos viesse o compromisso de fazer mais e melhor para formar os leigos, em ordem a uma verdadeira co-responsabilidade eclesial.  3. Luminoso exemplo de vida. A responsabilidade de cada crist\u00e3o \u00e9 esta: convertendo-se ao Evangelho, ser luminoso exemplo de vida, na fidelidade ao Esp\u00edrito de Deus. E se \u00e9 assim com todos, na sociedade actual \u00e9-o mais ainda com aqueles que, por voca\u00e7\u00e3o, tradi\u00e7\u00e3o e exig\u00eancia das fun\u00e7\u00f5es desempenhadas, surgem mais expostos ao olhar inquiridor da sociedade. Num tempo em que tudo \u00e9 mediatizado, tornado objecto de explora\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o por parte dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que quem desempenha fun\u00e7\u00f5es com maior visibilidade social seja objecto de maior aten\u00e7\u00e3o e curiosidade por parte desses meios, apostados em dar a conhecer o que acontece, de melhor ou de pior \u2013 mais de pior do que de melhor \u2013 na vida quotidiana. \u00c9 de esperar, pois, que os crist\u00e3os investidos de miss\u00f5es eclesiais com maior visibilidade social, sejam tamb\u00e9m objecto de um escrut\u00ednio mais severo por parte dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. E \u00e9 igualmente de esperar que estes possam aparecer como \u00abos melhores dos melhores\u00bb, de modo a, fi\u00e9is ao Esp\u00edrito Santo, constitu\u00edrem luminosos exemplos de vida, para os seus irm\u00e3os na f\u00e9 e para toda a sociedade. Quando assim n\u00e3o acontece \u2013 porque se deixam vencer pelo mal, pela vaidade, pelo auto-endeusamento, porque se deixam corromper pelo mundo e pelos seus apelos \u2013 s\u00e3o eles, certamente, os primeiros a sofrer. Mas sofre tamb\u00e9m a Igreja que representam, sofrem os seus irm\u00e3os na f\u00e9, e sofre toda a sociedade \u2013 a qual, mesmo se n\u00e3o crente, tem o direito a esperar deles, como de todos os crist\u00e3os, um exemplo de vida coerente no seguimento de Cristo. Elias Couto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o Apostolado da Ora\u00e7\u00e3o &#8211; ABRIL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[261],"class_list":["post-329","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}