{"id":32876,"date":"2008-07-03T15:49:00","date_gmt":"2008-07-03T15:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/03\/accao-social-na-diocese-do-porto\/"},"modified":"2008-07-03T15:49:00","modified_gmt":"2008-07-03T15:49:00","slug":"accao-social-na-diocese-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/accao-social-na-diocese-do-porto\/","title":{"rendered":"Ac\u00e7\u00e3o Social na Diocese do Porto"},"content":{"rendered":"<p>Segundo a \u00faltima Carta Social (documento do Minist\u00e9rio do Trabalho e da Solidariedade Social), em 2006, 70,3% das respostas sociais em Portugal eram asseguradas pelo designado sector da economia social solid\u00e1ria, 65,8 % das quais pelas chamadas Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social (IPSS).   A hist\u00f3ria da cultura portuguesa demonstra que, em determinados momentos da sua vida, confrontadas com certos desafios, as nossas comunidades responderam com generosidade e com alguma originalidade, o que as colocou entre as mais inovadoras. A comprov\u00e1-lo est\u00e3o as m\u00faltiplas formas de associa\u00e7\u00f5es criadas para cumprir os mais diversos tipos de objectivos. Exemplos disso s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es de protec\u00e7\u00e3o ou de solidariedade, centros de bem-estar (sociais, sociais culturais ou sociais paroquiais), infant\u00e1rios, institutos, miseric\u00f3rdias, movimentos de apoio, obras, vener\u00e1veis ordens&#8230;  No conjunto nacional, s\u00e3o, exactamente, 4.928, que empregam cerca de 200.000 trabalhadores e apoiam, directamente, 600.000 utentes e respectivas fam\u00edlias e, indirectamente, uma mais alargada e significativa parte da comunidade nacional. Umas (cerca de 41%) s\u00e3o de iniciativa da Igreja Cat\u00f3lica, muitas de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3, algumas de outras igrejas e outras de iniciativas de cidad\u00e3os e organiza\u00e7\u00f5es civis.  Na \u00e1rea da diocese do Porto s\u00e3o 590 as Institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social presentemente registadas. Muitas dessas t\u00eam marcas crist\u00e3s e, concretamente, 239 s\u00e3o de erec\u00e7\u00e3o can\u00f3nica. Todas t\u00eam a causa humana como seu verdadeiro m\u00f3bil. Nascidas de uma converg\u00eancia de vontades que se organizaram em virtude da consci\u00eancia dos valores da sociabilidade, as Institui\u00e7\u00f5es t\u00eam contribu\u00eddo decisivamente para a consolida\u00e7\u00e3o de um novo tipo de sociedade, constitu\u00edda a partir da base ou, se quisermos, a partir de comunidades concretas. Para al\u00e9m deste aspecto, elas t\u00eam despertado ou consolidado, nalguns casos, as vontades singulares, para o sentido da partilha dos bens e para a efectiva\u00e7\u00e3o de legados e funda\u00e7\u00f5es, verdadeiro manifesto da dimens\u00e3o social da propriedade e do destino universal dos bens a favor de todos os homens. Ao mesmo tempo, t\u00eam promovido e permitido a possibilidade de um trabalho volunt\u00e1rio, como express\u00e3o de um servi\u00e7o que traduz o sentido do cora\u00e7\u00e3o e da gratuitidade, na vida dessas comunidades. Demonstrando ainda que, quando as estruturas, os mecanismos sociais e os pr\u00f3prios sistemas o permitem, ou n\u00e3o o impedem, as comunidades, ou ao menos as vontades associadas como express\u00e3o destas, t\u00eam capacidade de tomar iniciativas, de se organizarem e de se mobilizarem na constru\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria vida e cultura. Isto tem a ver, ali\u00e1s, com a consci\u00eancia do sentido de responsabilidade que essa mesma experi\u00eancia despertou, ao promover a participa\u00e7\u00e3o de todos na condu\u00e7\u00e3o dos destinos da sociedade. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es sem finalidade lucrativa e de iniciativa de particulares. S\u00e3o eloquentes express\u00f5es do exerc\u00edcio da cidadania, da caridade e da solidariedade. Os seus dirigentes s\u00e3o exclusivamente volunt\u00e1rios, que, mediante a concess\u00e3o de bens e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, pugnam por objectivos como apoio a crian\u00e7as e jovens, \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 integra\u00e7\u00e3o social e comunit\u00e1ria, educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional dos cidad\u00e3os, promo\u00e7\u00e3o e protec\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, nomeadamente atrav\u00e9s da presta\u00e7\u00e3o de cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilita\u00e7\u00e3o, protec\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os na velhice e invalidez e em todas as situa\u00e7\u00f5es de falta ou diminui\u00e7\u00e3o de meios de subsist\u00eancia ou de capacidade para o trabalho e resolu\u00e7\u00e3o dos problemas habitacionais das popula\u00e7\u00f5es. Se a grande maioria dessas Institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o protegidas por acordos de coopera\u00e7\u00e3o com o Estado, em m\u00e9dia, os custos da sua actividade apenas em 43% s\u00e3o suportados pelo or\u00e7amento estatal. \tA identidade destas Institui\u00e7\u00f5es \u00e9 express\u00e3o da entrega volunt\u00e1ria a sensibilidades, a capacidades de intuir necessidades e projectar ideias, prop\u00f3sitos, respostas e sonhos. \u00c9 s\u00edmbolo de uma entrega feita na base de uma din\u00e2mica pr\u00f3pria, que tem levado \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas ac\u00e7\u00f5es, na sua grande maioria com resultados concretos e palp\u00e1veis na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida de muitos dos nossos concidad\u00e3os. Resulta de um tempo e uma pr\u00e1tica de ineg\u00e1vel virtude: de saber crer, saber fazer e saber querer.  <i>Pe. Lino Maia, presidente da CNIS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a \u00faltima Carta Social (documento do Minist\u00e9rio do Trabalho e da Solidariedade Social), em 2006, 70,3% das respostas sociais em Portugal eram asseguradas pelo designado sector da economia social solid\u00e1ria, 65,8 % das quais pelas chamadas Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social (IPSS). 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