{"id":32846,"date":"2008-07-02T10:34:09","date_gmt":"2008-07-02T10:34:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/02\/homilia-do-bispo-do-funchal-no-dia-da-regiao-da-madeira\/"},"modified":"2008-07-02T10:34:09","modified_gmt":"2008-07-02T10:34:09","slug":"homilia-do-bispo-do-funchal-no-dia-da-regiao-da-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-funchal-no-dia-da-regiao-da-madeira\/","title":{"rendered":"Homilia do Bispo do Funchal no Dia da Regi\u00e3o da Madeira"},"content":{"rendered":"<p>\u00abConstruir um futuro cada vez mais digno e feliz\u00bb <!--more--> A Catedral da nossa Diocese congrega-nos de novo para a Eucaristia, a celebra\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia do louvor e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as a Deus por todos os Seus dons e benef\u00edcios, neste Dia da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.   Este \u00e9 um Dia particularmente significativo para todos os Madeirenses e Porto-Santenses, tanto para aqueles que aqui residem como para os muitos milhares que vivem fora da Regi\u00e3o, em tantas comunidades emigrantes espalhadas pelo mundo.    \u00c9 um Dia que recorda o nosso Passado e celebra o que hoje somos, com gratid\u00e3o e respeito por todos aqueles que o constru\u00edram, quantas vezes at\u00e9 com arrojo e verdadeiro hero\u00edsmo! Um Dia que coloca diante de n\u00f3s o Presente, sem ilus\u00f5es e sem medos, com as suas esperan\u00e7as e as suas d\u00favidas, um presente que nos interpela a uma vontade forte de construir um Futuro cada vez mais digno de homens e mulheres livres, que somos chamados a ser.   Assim, para todos e cada um de n\u00f3s, celebrar o Dia da Regi\u00e3o, \u00e9, antes de mais, sentir-se chamado a dar o seu melhor, em todos os campos da vida social, econ\u00f3mica, pol\u00edtica e cultural, para que a Sociedade de hoje e do amanh\u00e3 seja a express\u00e3o do trabalho, dedica\u00e7\u00e3o e generosidade de todos n\u00f3s.    Palavra de Deus para n\u00f3s, hoje   Os textos b\u00edblicos que acabam de ser proclamados s\u00e3o Palavra de Deus para n\u00f3s, hoje e aqui. Eles interpelam-nos e ajudam-nos a encontrar o recto sentido e o horizonte \u00faltimo das nossas atitudes e dos compromissos que assumimos na concreta vida pessoal, eclesial e social. \u00c9 verdade que \u00e9 uma Palavra, dirigida antes de mais e de modo particular aos crentes, mas n\u00e3o deixa de questionar e interpelar tamb\u00e9m todos quantos se esfor\u00e7am por orientar a sua vida por princ\u00edpios, crit\u00e9rios e valores de verdadeiro Humanismo.     A 1\u00aa leitura, extra\u00edda do Livro dos Prov\u00e9rbios (Prov 2,1-9), coloca na boca de um pai que se dirige a seu filho, as palavras que cont\u00eam o segredo da arte de bem viver: \u201cMeu filho, se aceitares as minhas palavras e guardares os meus preceitos (\u2026) alcan\u00e7ar\u00e1s o conhecimento de Deus\u201d (vv.1 e 5). Este \u201cconhecimento de Deus\u201d, lembra-nos constantemente a Escritura e sabem-no os crentes, constitui a verdadeira Sabedoria. A Sabedoria \u00e9 apresentada pela tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica, de que o Cristianismo \u00e9 herdeiro, como o Bem supremo, a riqueza por excel\u00eancia, aquela que se deve buscar como um tesouro (cf. v.4), pois s\u00f3 ela \u00e9 capaz de nos fazer compreender e alcan\u00e7ar \u201ctodos os caminhos da felicidade\u201d (v.9).   O Livro dos Prov\u00e9rbios \u00e9 considerado, de entre os muitos que constituem o Antigo Testamento, aquele que melhor exprime a enorme riqueza da chamada \u201cLiteratura Sapiencial\u201d de Israel. Representa um g\u00e9nero liter\u00e1rio que n\u00e3o tem por objectivo narrar acontecimentos hist\u00f3ricos ou os feitos de personagens importantes, sejam elas reis, profetas ou sacerdotes. Pelo contr\u00e1rio, as suas personagens s\u00e3o simb\u00f3licas e surgem apenas com a finalidade de levar o leitor \u00e0 reflex\u00e3o sobre as grandes interroga\u00e7\u00f5es que, desde sempre, mais inquietam o ser humano: o sentido da vida, do sofrimento, do trabalho e da morte.    Neste sentido, a passagem que hoje escut\u00e1mos ajuda-nos a interrogar alguns aspectos da nossa vida actual. Vivemos um tempo que valoriza muito \u2013 por vezes de modo exagerado e quase exclusivo! \u2013 o conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico. As estruturas laborais dos pa\u00edses desenvolvidos tendem a deixar cada vez menos espa\u00e7o e lugar para aqueles que mostram dificuldades em se adaptar \u00e0s chamadas \u201cnovas tecnologias\u201d, perante um mundo cujas constantes e profundas mudan\u00e7as originam tantas vezes sofrimentos e graves dramas pessoais e familiares.     A Sabedoria, segredo de uma vida feliz   Para uma mentalidade utilitarista e economicista, a procura da Sabedoria, o esfor\u00e7o por alcan\u00e7ar a arte de bem viver, pode parecer apenas uma perda de tempo! E, no entanto, sabemos todos t\u00e3o bem que o segredo de uma vida feliz n\u00e3o est\u00e1 na simples acumula\u00e7\u00e3o de saberes ou de experi\u00eancias, por muito \u00fateis que nos possam ser. Algu\u00e9m escrevia, e com raz\u00e3o, que a nossa sociedade esquece com demasiada frequ\u00eancia que o fim \u00faltimo da vida humana n\u00e3o \u00e9 a excel\u00eancia e o sucesso, mas a felicidade.    Pensar o futuro, neste Dia da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, \u00e9 tamb\u00e9m perguntarmo-nos sobre o modo como estamos a preparar as novas gera\u00e7\u00f5es de Madeirenses e Porto-santenses para assumir as suas responsabilidades sociais, pol\u00edticas, econ\u00f3micas, culturais e religiosas, no dia de    amanh\u00e3. Seja-me permitido apelar, de modo particular, aos pais e demais respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es, para que n\u00e3o se dispensem do seu dever de proporcionar \u00e0s crian\u00e7as e jovens uma forma\u00e7\u00e3o completa, integral, que jamais esque\u00e7a os valores morais e \u00e9ticos, bem como o conhecimento aprofundado e aut\u00eantico da nossa tradi\u00e7\u00e3o religiosa.    Ser sal da terra e luz do mundo   No Evangelho h\u00e1 pouco proclamado (Mt 5,13-19), encontramos Jesus, no cimo do monte, instruindo os seus disc\u00edpulos. E f\u00e1-lo atrav\u00e9s de imagens simples e pequenas compara\u00e7\u00f5es, cheias, ainda hoje, de ineg\u00e1vel actualidade: \u201cV\u00f3s sois o sal da terra (\u2026) V\u00f3s sois a luz do mundo\u201d (vv.13 e 14). Para que serve o sal e qual a finalidade da luz? \u2013 Da resposta a estas duas breves quest\u00f5es, depende muito do sentido do nosso modo de estar no mundo como crist\u00e3os e disc\u00edpulos de Jesus.    Das palavras de Jesus, podemos inferir a clara exig\u00eancia de serem os Seus disc\u00edpulos, tanto os de ontem como os de hoje, sal da terra e luz do mundo, em todas as circunst\u00e2ncias da vida. Que significado tem para n\u00f3s, madeirenses daqui e das quatro partidas do mundo, esta exig\u00eancia radical de testemunhar Jesus Cristo e o Seu projecto?   O grande Padre Ant\u00f3nio Vieira, a quem Fernando Pessoa chamou \u00abimperador da L\u00edngua Portuguesa\u00bb e cujo 4\u00ba centen\u00e1rio do seu nascimento comemoramos este ano, come\u00e7a o c\u00e9lebre Serm\u00e3o de Santo Ant\u00f3nio aos Peixes, precisamente com esta passagem do evangelista S\u00e3o Mateus, afirmando o que, desde logo, \u00e9 evidente e quase redundante: \u201cCristo Senhor Nosso chama (aos disc\u00edpulos) \u2018sal da terra\u2019, porque quer que fa\u00e7am na terra o que faz o sal\u201d. Ora, continua o nosso insigne autor, se isso frequentemente n\u00e3o sucede, por uma das duas raz\u00f5es for\u00e7osamente ser\u00e1: seja porque o sal n\u00e3o cumpre a sua miss\u00e3o, seja porque a terra n\u00e3o se deixa salgar. Ou, porventura, acrescentar\u00edamos n\u00f3s, por ambas as raz\u00f5es.   Continuando com o Padre Ant\u00f3nio Vieira, notamos que entre as caracter\u00edsticas peculiares da sua longa vida est\u00e3o as diversas viagens que realiza entre Portugal e o Brasil: Vieira andou num verdadeiro vaiv\u00e9m, fazendo ponte entre a Europa e a Am\u00e9rica do Sul (embora passe a maior parte do tempo em terras de Vera Cruz), o que faz dele quase um precursor do emigrante, tal como \u00e9 tipificado, a partir da vida real, em muitos filmes e romances.       Emigrantes e Mission\u00e1rios   A prop\u00f3sito desta dimens\u00e3o de viandante que tem marcado a vida de tantos madeirenses ao longo da hist\u00f3ria \u2013 seja como Emigrantes, seja como Mission\u00e1rios \u2013 gostaria aqui de recordar o que escrevi, em recente mensagem para o Ano Jubilar Paulino, que h\u00e1 tr\u00eas dias inici\u00e1mos: \u201cA palavra \u2018viagem\u2019 est\u00e1 profundamente enraizada no cora\u00e7\u00e3o e na vida dos madeirenses e porto-santenses e n\u00e3o foi por ocaso que, h\u00e1 quase 500 anos, esta Igreja Particular do Funchal, a primeira criada por ocasi\u00e3o das nossas conquistas e descobertas, foi uma das maiores do mundo (&#8230;). Se geograficamente esta ficou confinada, ao fim de alguns anos, \u00e0 actual parcela diocesana, n\u00e3o deixou, no entanto, de enviar tantos ilustres filhos e filhas madeirenses, que, como S\u00e3o Paulo, foram anunciar o Evangelho por todos os continentes\u201d (Mensagem Pastoral \u201cAi de mim, se n\u00e3o evangelizar!\u201d \u2013 Funchal, 14 de Julho de 2008).   Na continuidade deste vigor mission\u00e1rio, situamos, tamb\u00e9m, os nossos emigrantes. Seja-me pois permitido, neste momento, uma palavra de sauda\u00e7\u00e3o e de est\u00edmulo para todos aqueles que, da Venezuela ao Canad\u00e1, do Brasil \u00e0 \u00c1frica do Sul, da Austr\u00e1lia aos Estados Unidos da Am\u00e9rica e em tantos outros lugares, vivem, lutam e trabalham, dando tamb\u00e9m um precioso testemunho da sua f\u00e9 crist\u00e3 e assumindo, sem vergonha nem desfalecimento, as tradi\u00e7\u00f5es religiosas que receberam desde o ber\u00e7o e que agora, por sua vez, se esfor\u00e7am por transmitir a seus filhos e netos.    Por isso, tamb\u00e9m eu, enquanto Bispo desta Diocese, que tem visto tantos dos seus filhos partir para terras long\u00ednquas, levando no alforge ilus\u00f5es e esperan\u00e7as, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es, ousadia e coragem, n\u00e3o posso deixar de olhar para estes homens e mulheres nascidos na Madeira e Porto Santo \u201ccomo s\u00edmbolos das potencialidades da nossa identidade, forjada ao longo dos s\u00e9culos pelos valores da esperan\u00e7a crist\u00e3, que nos alarga os horizontes e desperta as virtualidades para vencer os desafios e as crises do presente, de um modo solid\u00e1rio e fraterno\u201d (Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, Mensagem para o Dia de Portugal, de Cam\u00f5es e das Comunidades Portuguesas, 10 de Junho de 2008).     Olhar o futuro com esperan\u00e7a   Olhar com esperan\u00e7a e orgulho os nossos emigrantes, n\u00e3o pode fazer-nos esquecer quanto sofreram e ainda sofrem, na alma e no corpo, na busca da realiza\u00e7\u00e3o dos seus ideais. Por essa raz\u00e3o, fa\u00e7o agora minhas as palavras recentes do F\u00f3rum das Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas para a Imigra\u00e7\u00e3o, onde tamb\u00e9m est\u00e1 representada a Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, que lamenta a recente Directiva do Parlamento Europeu relativa \u00e0 deporta\u00e7\u00e3o dos imigrantes em situa\u00e7\u00e3o ilegal e nos recorda quanto \u00e9 importante \u201colhar o fen\u00f3meno migrat\u00f3rio numa perspectiva social, vendo nos migrantes pessoas que se deslocam para construir ou reconstruir um projecto de vida\u201d (Comunicado final da reuni\u00e3o de Lisboa, 28 de Junho de 2008).   Esperamos, por isso, que o nosso Pa\u00eds, na hora de transpor esta directiva comunit\u00e1ria para a sua legisla\u00e7\u00e3o interna, se recorde dos milh\u00f5es que deixaram o solo p\u00e1trio, em condi\u00e7\u00f5es tantas vezes ilegais e clandestinas, e que se tornaram mais tarde n\u00e3o apenas no orgulho das suas fam\u00edlias, como tamb\u00e9m, atrav\u00e9s do seu trabalho e das suas economias, muito contribu\u00edram para o desenvolvimento socioecon\u00f3mico, tanto da terra que os viu nascer como da p\u00e1tria de acolhimento.    S\u00faplica \u00e0 Senhora do Monte   Para concluir, confio \u00e0 Senhora do Monte, nossa M\u00e3e, as necessidades e anseios, preocupa\u00e7\u00f5es e sofrimentos, projectos e prop\u00f3sitos de todos os madeirenses, tanto dos que residem na Madeira e Porto Santo como daqueles que est\u00e3o dispersos nas comunidades do vasto mundo da emigra\u00e7\u00e3o.   Confio-lhe, de modo particular, esta Cidade do Funchal, engalanada por motivo da celebra\u00e7\u00e3o dos 500 anos da sua funda\u00e7\u00e3o, e para todos imploro as maiores b\u00ean\u00e7\u00e3os da nossa Padroeira: a sa\u00fade, a paz e a conc\u00f3rdia, o trabalho e a prosperidade, a for\u00e7a, a coragem, a alegria da f\u00e9 e da esperan\u00e7a para a vida de cada dia.    Funchal, 1 de Julho de 2008 <i>  \u2020 Ant\u00f3nio Carrilho, Bispo do Funchal <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abConstruir um futuro cada vez mais digno e feliz\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[101,104,122,154,168,186,187,191,193,203,206],"class_list":["post-32846","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-africa","tag-america","tag-brasil","tag-crianca","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-economia","tag-educacao","tag-europa","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}