{"id":32836,"date":"2008-07-01T15:56:39","date_gmt":"2008-07-01T15:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/01\/uma-porta-para-o-evangelho\/"},"modified":"2008-07-01T15:56:39","modified_gmt":"2008-07-01T15:56:39","slug":"uma-porta-para-o-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-porta-para-o-evangelho\/","title":{"rendered":"Uma porta para o Evangelho"},"content":{"rendered":"<p>O Evangelho nunca entrou, onde quer que fosse, apenas com o tesouro das palavras. Sempre delas precisou para compor a grande Palavra, o Verbo, que desde o princ\u00edpio estava em Deus e era Deus. Mas logo a seguir acontecia a grande viagem: encarnar e habitar no meio de n\u00f3s. E assim se estabelece o elo entre o Infinito e o finito, entre Deus e o homem. E assim foi no princ\u00edpio e pelo tempo fora. Palavra, acto e gesto como que se fizeram um s\u00f3 nesta aproxima\u00e7\u00e3o de Deus e na habita\u00e7\u00e3o com os homens. Em Jesus se refor\u00e7ou o gesto e o s\u00edmbolo. A palavra aliou-se \u00e0 caridade como sendo um s\u00f3. E o p\u00e3o foi servido \u00e1 mesa de Deus e do homem, do corpo e da alma. Desde o in\u00edcio que evangelizar foi dizer que Jesus \u00e9 o P\u00e3o da vida que mata a fome para a vida eterna. Exemplo disso foi a multid\u00e3o faminta sentada na relva que sentiu saciada a sua fome e entendeu que outras fomes havia a saciar. A hist\u00f3ria da miss\u00e3o \u00e9 a partilha fraterna deste p\u00e3o eucar\u00edstico, na celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio envolto na partilha do p\u00e3o da Palavra e das palavras, na mesa de cada lar, na escola de cada comunidade, na urg\u00eancia de cada hospital, no ensino dos pequenos gestos que constroem e vida das fam\u00edlias e da sociedade. E na aprendizagem da justi\u00e7a de Jesus que nunca deixa para o fim os que mais carecem de amor e de p\u00e3o. Foi esta a gl\u00f3ria da Igreja mission\u00e1ria. Longe, nos Continentes abandonados, e aqui, nas cidades, periferias e aldeias mais esquecidas dos poderes. E os gestos de acolher em creches, jardins-de-inf\u00e2ncia, escolas vocacionadas na aten\u00e7\u00e3o a cada um, centros de dia, lares de abandonados pela idade ou doen\u00e7a. A Igreja, com a entrega de tantos volunt\u00e1rios, servi\u00e7os apoiados pelas comunidades, criou uma escola de caridade onde se aprendeu num comp\u00eandio \u00fanico \u2013 o Evangelho \u2013 a palavra e a partilha. Novos tempos se vivem. O Estado cada vez mais ocupa estes espa\u00e7os e copia este estilo. Que mal h\u00e1 nisso? Nenhum. Se, com isso, n\u00e3o pretender transformar o servi\u00e7o em poder. Quando na realidade dum dever se trata. Que n\u00e3o sirva para roubar miss\u00e3o e afecto.  <i>Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Evangelho nunca entrou, onde quer que fosse, apenas com o tesouro das palavras. Sempre delas precisou para compor a grande Palavra, o Verbo, que desde o princ\u00edpio estava em Deus e era Deus. Mas logo a seguir acontecia a grande viagem: encarnar e habitar no meio de n\u00f3s. 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