{"id":32829,"date":"2008-07-01T12:17:49","date_gmt":"2008-07-01T12:17:49","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/01\/a-minha-vida-em-tuas-maos-entrego-na-esperanca-que-tu-a-possas-moldar\/"},"modified":"2008-07-01T12:17:49","modified_gmt":"2008-07-01T12:17:49","slug":"a-minha-vida-em-tuas-maos-entrego-na-esperanca-que-tu-a-possas-moldar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-minha-vida-em-tuas-maos-entrego-na-esperanca-que-tu-a-possas-moldar\/","title":{"rendered":"A minha vida em Tuas m\u00e3os entrego, na Esperan\u00e7a que Tu a possas moldar"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 guardado algures no tempo, um momento que marcou o in\u00edcio da minha caminhada, da minha jornada rumo a Sydney\u2026 foi um momento vivido \u00e0 pressa, com as ideias e as sensa\u00e7\u00f5es todas a estalarem \u00e0 minha volta. Passavam poucos minutos do meio-dia. Passavam poucos instantes de uma mini-partilha com o grupo de jovens com quem vivi a XV Jornada Mundial da Juventude, o grupo de Magos que, em l\u00e1grimas, encontraram um sentido para uma viagem long\u00ednqua mas tamb\u00e9m interior. O grupo do qual fui um dos animadores, que me proporcionou a viv\u00eancia mais plena que tive at\u00e9 hoje de uma aventura verdadeiramente divina.  Passavam breves segundos de ouvir a voz do Santo Padre a falar na minha l\u00edngua, a passar a mensagem de modo t\u00e3o claro\u2026 Ali, no Campo de Maria, repeti uma ousadia que tinha convictamente gritado dois anos antes: eu vou! Desse instante at\u00e9 aqui, parece que tudo foi um flash, e no entanto, tanto se passou. A minha vida virou-se de pernas para o ar, as minhas expectativas sobre quase tudo tombaram, a minha viv\u00eancia da f\u00e9 conheceu proximidades e afastamentos, a minha esperan\u00e7a pareceu-me, por vezes, v\u00e3. Na sede de chegar a um objectivo, mantive firme a minha promessa de ir a Sydney. Eu vou! Se calhar, passei por dificuldades que me teriam feito desistir, se fosse f\u00e1cil desistir\u2026 mas eu vou! Vou, em conjunto com tantos outros jovens da diocese, com quem aprendo tanto do que \u00e9 ser de Deus. Vou, levando comigo a representa\u00e7\u00e3o de tantos jovens que, como eu, queriam ir, mas todas as dificuldades que o mundo levanta falaram mais alto. Vou, partilhando com Companheiros de Jornada, de outras jornadas, com quem faz tanto sentido caminhar em Cristo. Vou, n\u00e3o com a presun\u00e7\u00e3o de estar imbu\u00eddo do Esp\u00edrito Santo, mas na esperan\u00e7a que Ele me renove, nesta peregrina\u00e7\u00e3o e em tantas outras que me fazem desejar ardentemente ser Sua imagem\u2026 e s\u00f3 Ele sabe o qu\u00e3o longo \u00e9 o caminho que tenho a trilhar. A partida antev\u00ea-se estranha, para mim. N\u00e3o tive grande disponibilidade para os encontros de prepara\u00e7\u00e3o, e conhe\u00e7o pouco o grupo com quem embarco. No entanto, desse pouco que pude \u201cler\u201d, ver e aprender, somos muito mais que um conjunto de pessoas com algo em comum. Temos uma liga\u00e7\u00e3o sempre mais forte e concreta &#8211; sinto-o &#8211; que \u00e9 a certeza da comunh\u00e3o em Cristo; que \u00e9 a certeza do ideal que nos une, com uma for\u00e7a e uma felicidade imensas, fora de n\u00f3s; que \u00e9 a certeza de tudo isto, de toda a novidade, de toda a ansiedade, fazerem sentido porque o fazemos por Ele, para Ele; que \u00e9 a certeza de termos Deus vivo e presente no centro das nossas vidas. Neste intervalo entre os dois instantes \u2013 o da decis\u00e3o de participar e o da partida \u2013 tive na minha hist\u00f3ria pessoal alguns acontecimentos que me marcaram e me moldaram para encarar a partida para a Austr\u00e1lia. Um deles foi a participa\u00e7\u00e3o numa caminhada a F\u00e1tima: t\u00eam em comum a quase-ignor\u00e2ncia com que mergulho nestes acontecimentos da minha vida. A menos de quinze dias da partida, permane\u00e7o quieto, sem \u00e2nsias, sem nervosismos. N\u00e3o tenho a mala pronta, n\u00e3o tenho a lista das coisas para levar elaborada, n\u00e3o tenho ainda o dinheiro cambiado, e mesmo entre as burocracias obrigat\u00f3rias, foi preciso um grande empurr\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o para eu tratar do visto ou do pagamento do bilhete. Vou tentar partir vazio, pois aprendi j\u00e1 que a bagagem que se traz de volta \u00e9 imensa, transbordante. N\u00e3o quero ir com desejos a realizar, ainda que muito possa surgir quando se tem uma oportunidade de estar no outro lado do mundo. N\u00e3o quero ir a pensar nas experi\u00eancias anteriores, as melhores e as piores. N\u00e3o quero fazer planos. Desejo, do fundo do cora\u00e7\u00e3o, que Deus escreva esta jornada como deve ser escrita, tocando-me com a Sua voz e ensinando-me a ser disc\u00edpulo do Mestre de Nazar\u00e9. Quero ir, simplesmente, entregue e confiado. \u00ab\u00c9s a for\u00e7a que me transforma, \u00e9s o vento que sopra! \u00c9s a for\u00e7a que me transforma, \u00e9s o fogo que arde! H\u00e1 em mim uma nova Vida!\u00bb <i>Paulo Almeida <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 guardado algures no tempo, um momento que marcou o in\u00edcio da minha caminhada, da minha jornada rumo a Sydney\u2026 foi um momento vivido \u00e0 pressa, com as ideias e as sensa\u00e7\u00f5es todas a estalarem \u00e0 minha volta. Passavam poucos minutos do meio-dia. 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