{"id":32828,"date":"2008-07-01T12:16:37","date_gmt":"2008-07-01T12:16:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/07\/01\/voluntarios-cristaos-generosos-e-disponiveis\/"},"modified":"2008-07-01T12:16:37","modified_gmt":"2008-07-01T12:16:37","slug":"voluntarios-cristaos-generosos-e-disponiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntarios-cristaos-generosos-e-disponiveis\/","title":{"rendered":"Volunt\u00e1rios crist\u00e3os, generosos e dispon\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Julho <!--more--> Que cres\u00e7a o n\u00famero daqueles que, como volunt\u00e1rios, prestam servi\u00e7os \u00e0 comunidade crist\u00e3, com pronta e generosa disponibilidade [Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para JULHO].  <b>1. Normalidade crist\u00e3<\/b> O servi\u00e7o aos irm\u00e3os e \u00e0 comunidade \u00e9 a atitude normal que resulta da viv\u00eancia da Boa Nova de Jesus Cristo. Servi\u00e7o sem pretens\u00f5es, pr\u00f3prio de quem se conhece chamado a ser, n\u00e3o para si mesmo, mas para os outros, cada outro. Assim, mesmo quem exerce mis-s\u00f5es de autoridade, na Igreja, recebe-as como servi\u00e7o a prestar e deve viv\u00ea-las na atitude evang\u00e9lica do \u00ablava-p\u00e9s\u00bb: quem quiser ser o primeiro, h\u00e1-de ser o \u00faltimo e o servo de todos (cf. Marcos 9, 35). Nem sempre, certamente, este modo de viver a autoridade foi \u2013 ou \u00e9 \u2013 praticado. Felizmente, \u00e9 tamb\u00e9m certo que muitos, ao longo dos s\u00e9culos, viveram segundo esta proposta evang\u00e9lica e se realizaram humana e crist\u00e3mente. Conv\u00e9m precisar, contudo, outro aspecto igualmente importante: o facto de a autoridade, na Igreja, ser um servi\u00e7o \u2013 e de quem a exerce ser o servo de todos \u2013 n\u00e3o retira nada ao exerc\u00edcio da autoridade: servir, neste caso, n\u00e3o \u00e9 servilismo nem fraqueza; s\u00f3 serve verdadeiramente quem assume em plenitude a autoridade que lhe foi confiada e, mesmo desagradando a alguns, leva por diante o servi\u00e7o de todos que, na Igreja, \u00e9 sempre servi\u00e7o \u00e0 verdade do Evangelho. Uma autoridade recebida e n\u00e3o exercida, por medo ou contemporiza\u00e7\u00e3o com o erro, o mal, o pecado, \u00e9 um servi\u00e7o que se n\u00e3o presta e que n\u00e3o presta.  <b>2. Servi\u00e7o e voluntariado<\/b> Sempre existiu, na Igreja, esta ideia de que o servi\u00e7o \u00e0 comunidade n\u00e3o deve ser imposto, antes deve resultar de uma voca\u00e7\u00e3o voluntariamente assumida. Foi e \u00e9 assim (ou deve ser) nas comunidades religiosas, foi e \u00e9 assim (ou deve ser) nas comunidades paro-quiais, foi e \u00e9 assim (ou deve ser) em qualquer institui\u00e7\u00e3o nascida da inventiva dos crist\u00e3os para o servi\u00e7o \u00e0 Igreja e aos irm\u00e3os, foi e \u00e9 assim (ou deve ser) no exerc\u00edcio do minist\u00e9rio ordenado (di\u00e1conos, presb\u00edteros, bispos). Neste sentido, pode dizer-se sem erro que o Cris-tianismo introduziu na hist\u00f3ria a liberdade para servir os outros, a alegria de o fazer e o desejo de o fazer gratuitamente. Deste modo, o conceito, embora n\u00e3o o termo, de volunta-riado sempre esteve activo na vida da Igreja e entre os crist\u00e3os. Continua a ser assim, actualmente, talvez de um modo mais estruturado e socialmente vis\u00edvel. H\u00e1 servi\u00e7o de voluntariado em todas as frentes da vida da Igreja: milhares de volunt\u00e1rios d\u00e3o o seu tempo ao servi\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos mais novos, na catequese; milhares, na limpeza, embelezamento e conserva\u00e7\u00e3o das Igrejas; milhares, na visita aos doentes; milhares, no apoio aos mais carenciados; milhares, nas institui\u00e7\u00f5es \u2013 confrarias, conselhos pastorais, conselhos econ\u00f3micos, centro sociais \u2013 que constituem a rede capilar sem a qual as comunidades crist\u00e3s n\u00e3o poderiam garantir adequadamente o normal decorrer da sua exist\u00eancia nem servir de tantas e t\u00e3o variadas formas a sociedade onde est\u00e3o inseridas. \u00c9 uma impressionante for\u00e7a de trabalho volunt\u00e1rio e servi\u00e7o desinteressado, quase sempre ignorado, mas presente e activo, dando vitalidade \u00e0s comunidades eclesiais e contribuindo para o bem p\u00fablico. E \u00e9 preciso que n\u00e3o caia no esquecimento nem seja constante objecto de menosprezo, mesmo da parte de alguns com obriga\u00e7\u00e3o de ver mais e melhor&#8230; quer na Igreja, quer fora dela!  <b>3. Mais e melhor voluntariado<\/b> As afirma\u00e7\u00f5es anteriores n\u00e3o anulam a possibilidade de desenvolver ainda mais o voluntariado nas comunidades crist\u00e3s, pois h\u00e1 \u00e1reas novas a necessitar de ac\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria empenhada e capaz. \u00c9 o caso da fam\u00edlia \u2013 sempre mais amea\u00e7ada por legisla\u00e7\u00f5es e comportamentos visando destru\u00ed-la na sua singularidade; \u00e9 o caso da vida, onde se exige um empenho permanentemente renovado, quer para vencer socialmente a ideologia abortista, quer para auxiliar as gr\u00e1vidas em risco de recorrerem ao aborto por se sentirem abandonadas ou pressionadas, quer para defender os doentes incur\u00e1veis, os deficientes profundos e os idosos da ideologia assassina promotora da eutan\u00e1sia, a qual, do \u00abdireito a morrer com dignidade\u00bb, come\u00e7a j\u00e1 a passar \u00e0 \u00abobriga\u00e7\u00e3o de morrer\u00bb, n\u00e3o importa como&#8230; Cada vez mais, \u00e9 necess\u00e1rio agir nestas novas realidades, promovendo outros modos de pensar e agir e disponibilizando tempo para cuidar destes que s\u00e3o os mais fr\u00e1geis entre os desprotegidos das nossas sociedades. O voluntariado crist\u00e3o tem de passar a novos patamares de exig\u00eancia, pois h\u00e1 tamb\u00e9m n\u00edveis novos de dificuldades e necessidades. E conv\u00e9m, sobretudo, que tal voluntariado seja exercido por cada um nas \u00e1reas em que se encontra melhor preparado para agir, dando um novo sentido de realiza\u00e7\u00e3o pessoal \u00e0s compet\u00eancias profissionais adquiridas e exercidas justamente a troco de um sal\u00e1rio.  <i>Elias Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de Julho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[93,127,193,206,329],"class_list":["post-32828","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-aborto","tag-catequese","tag-educacao","tag-familia","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32828\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}