{"id":327480,"date":"2024-05-24T15:59:59","date_gmt":"2024-05-24T14:59:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=327480"},"modified":"2024-05-24T15:59:59","modified_gmt":"2024-05-24T14:59:59","slug":"ad-limina-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ad-limina-2\/","title":{"rendered":"Ad Limina"},"content":{"rendered":"<p><em>Isabel Figueiredo,\u00a0Diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-207515 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/isabel-figueiredo.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Termina hoje mais uma visita <em>ad limina<\/em> dos Bispos Portugueses. Para quem consulta a Ag\u00eancia Ecclesia, foi poss\u00edvel acompanhar, dia a dia, o programa intenso de reuni\u00f5es e encontros entre os Bispos Portugueses e as estruturas do Vaticano, incluindo um encontro com o Papa Francisco. \u00a0Sem grandes surpresas e, com exce\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Renascen\u00e7a e do seguimento \u00e0 dist\u00e2ncia da Ag\u00eancia Lusa assim como da imprensa de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3, a comunica\u00e7\u00e3o social portuguesa n\u00e3o manifestou qualquer interesse nesta visita dos Bispos Portugueses a Roma, apesar do trabalho da dire\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o da CEP, que disponibilizou diariamente, informa\u00e7\u00f5es, imagens e v\u00eddeos a todos os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Na verdade, todas as aten\u00e7\u00f5es est\u00e3o focadas nos candidatos \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es europeias, nos trabalhos da Assembleia da Rep\u00fablica, na atua\u00e7\u00e3o do Governo, na guerra no M\u00e9dio Oriente e na guerra na Ucr\u00e2nia. A ordem de interesse ser\u00e1 mais ou menos esta e quase a podemos compreender. Digo \u201cquase\u201d porque nas semanas anteriores, muito de n\u00f3s tivemos grandes dificuldades em entender o facto de termos sido inundados de not\u00edcias sobre os maus-tratos sofridos por uma pobre senhora, mas muito rica, assim como o de confirmamos at\u00e9 que ponto a falta de educa\u00e7\u00e3o consegue ocupar mais espa\u00e7o no nosso debate pol\u00edtico, do que os problemas reais e urgentes do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por outro lado, j\u00e1 todos confirm\u00e1mos que o tema Igreja s\u00f3 consegue \u201cfurar\u201d os muros da indiferen\u00e7a medi\u00e1tica e social, quando estamos perante algo extraordinariamente bom, ou extraordinariamente mau. Temos exemplos recentes. A Jornada Mundial da Juventude teve as suas curvas de interesse medi\u00e1tico e culminou com uma relev\u00e2ncia de aten\u00e7\u00e3o por parte da comunica\u00e7\u00e3o social, como raramente se tinha visto. Pelo contr\u00e1rio, tudo o que se relaciona com a quest\u00e3o dram\u00e1tica dos abusos de menores que envolvam a Igreja, ganha uma sempre nova aten\u00e7\u00e3o e dimens\u00e3o. Neste caso, n\u00e3o est\u00e1 em causa a import\u00e2ncia vital da nossa aten\u00e7\u00e3o a este drama. O que falta sempre \u00e9 a capacidade de analisar o todo. A quem interessa o trabalho da Igreja nos bairros mais pobres e junto dos mais fr\u00e1geis e abandonados? A quem interessa uma maioria de homens e mulheres que vivem em morrem sem qualquer motivo de esc\u00e2ndalo, em par\u00f3quias, col\u00e9gios, miss\u00f5es?<\/p>\n<p>Nunca entendi o exerc\u00edcio da comunica\u00e7\u00e3o social que procura sempre, e em primeiro lugar, a den\u00fancia do errado, do que est\u00e1 mal, do chocante. A constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade livre e democr\u00e1tica faz-se com as pe\u00e7as todas. Se assim n\u00e3o for, vamo-nos mergulhando num buraco onde de tudo se desconfia, onde a cal\u00fania e a mentira e a desconfian\u00e7a ocupam o pensamento e a valida\u00e7\u00e3o de tudo o que nos rodeia.<\/p>\n<p>Muito se fala e escreve sobre a atual falta de relev\u00e2ncia da viv\u00eancia da F\u00e9 Cat\u00f3lica na sociedade atual. Dizem uns que a raz\u00e3o est\u00e1 no facto de n\u00e3o termos vozes que se imponham na an\u00e1lise da sociedade, de um modo concreto, na sociedade portuguesa. Dizem outros que a justifica\u00e7\u00e3o se encontra no facto de que Portugal j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds maioritariamente cat\u00f3lico, antes pelo contr\u00e1rio, os cat\u00f3licos s\u00e3o cada vez menos e cada vez mais velhos. E que se passa o mesmo com uma Europa envelhecida. S\u00f3 mesmo em \u00c1frica ou na \u00c1sia \u00e9 que se consegue contrariar esta realidade. Dizem outros ainda que a culpa est\u00e1 na falta do saber comunicar das Igrejas particulares\u2026 as justifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas, umas certas e assertivas, outras que servem prop\u00f3sitos estabelecidos.<\/p>\n<p>Mas quase todos apontam uma exce\u00e7\u00e3o, a toda esta realidade: o Papa Francisco, uma das \u00fanicas, sen\u00e3o mesmo a \u00fanica voz que o mundo escuta e respeita. E tamb\u00e9m aqui, se imp\u00f5e a palavra \u201cquase\u201d \u2026 porque, dentro da Igreja, h\u00e1 quem desrespeite, desconsidere, despreze e desobede\u00e7a tranquilamente ao Papa Francisco.<\/p>\n<p>Voltando ao in\u00edcio do texto: para quem d\u00e1 a sua vida porque Acredita, para quem trabalha em comunica\u00e7\u00e3o da Igreja, claro que custa perceber que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 visita <em>ad limina<\/em> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u201cn\u00e3o passa nada\u201d como dizem os nossos irm\u00e3os da vizinha Espanha; claro que custa que a comunica\u00e7\u00e3o social \u2013 elemento essencial na defesa de uma sociedade livre e democr\u00e1tica, que procura e anuncia a verdade da atualidade \u2013 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja, manifeste um interesse atento e ativo pelo mal e pelo mau; claro que custa constatar que \u00e9 dentro da Igreja que mais se critica aquele que tem conseguido falar de Jesus, da ora\u00e7\u00e3o, da comunh\u00e3o, do perd\u00e3o, da paz, a toda a hora e a prop\u00f3sito de tudo.<\/p>\n<p>Claro que sim. Mas tamb\u00e9m sabemos que aquilo que nos foi prometido nunca seria f\u00e1cil: estar no mundo, sem ser do mundo\u2026 que ideia mais fora de todos os par\u00e2metros do tempo e do mundo em que vivemos.<\/p>\n<p>Uma \u201csimples e rotineira\u201d visita<em> ad limina<\/em>, esquecida na agita\u00e7\u00e3o dos dias, pode e deve trazer inquieta\u00e7\u00f5es a todos, e de um modo particular \u00a0a quem trabalha em comunica\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o no sentido de encontrar culpas, mas na ess\u00eancia da nossa F\u00e9: a revela\u00e7\u00e3o da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 para chegar a todos. \u00a0A sua Igreja, que somos todos, assumiu essa miss\u00e3o h\u00e1 mais de dois mil anos e chegou at\u00e9 hoje. Como ser\u00e1 o amanh\u00e3?<\/p>\n<p>Isabel Figueiredo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabel Figueiredo,\u00a0Diretora do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207515,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-327480","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=327480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/327480\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=327480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=327480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=327480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}