{"id":326992,"date":"2024-05-22T10:31:44","date_gmt":"2024-05-22T09:31:44","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=326992"},"modified":"2024-05-22T10:31:44","modified_gmt":"2024-05-22T09:31:44","slug":"informa-se-que-o-inferno-encerrou-e-o-diabo-esta-desempregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/informa-se-que-o-inferno-encerrou-e-o-diabo-esta-desempregado\/","title":{"rendered":"Informa-se que o inferno encerrou e o diabo est\u00e1 desempregado"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-266299 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Hugo-Goncalves-Beja.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Aparentemente, segundo conversas que circulam em alguns meios eclesiais, o inferno teve de fechar as suas portas por falta de clientes, fruto da extin\u00e7\u00e3o do pecado e, consequentemente, por j\u00e1 n\u00e3o existirem pecadores, deste modo o diabo e os seus colaboradores ficaram no desemprego.<\/p>\n<p>Afirmava Gil Vicente que \u201c<em>ridendo castigat mores<\/em>\u201d &#8211; porque por vezes o uso da s\u00e1tira e da com\u00e9dia s\u00e3o necess\u00e1rias para falar e fazer pensar em temas s\u00e9rios. Infelizmente a tem\u00e1tica do inferno e do dem\u00f3nio h\u00e1 muito que desapareceram das prega\u00e7\u00f5es e das catequeses e o \u2018<em>mal<\/em>\u2019 ficou \u00f3rf\u00e3o, reduzido a uma quest\u00e3o \u00e9tica, tantas vezes sujeita \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o e crit\u00e9rios pessoais (<em>relativismo moral<\/em>). Talvez no passado se tenha, de forma excessiva e pouco pedag\u00f3gica, insistido de forma exaustiva no pecado e no dem\u00f3nio, como se todos estivessem perdidos, esquecendo que de Deus n\u00e3o s\u00f3 vem o ju\u00edzo, a condena\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o perd\u00e3o \u2013 n\u00e3o existe pecado algum que Deus n\u00e3o possa perdoar, quando de cora\u00e7\u00e3o contrito, e com prop\u00f3sito de emenda e repara\u00e7\u00e3o, o penitente se aproxima da confiss\u00e3o. A aus\u00eancia destes temas das catequeses e prega\u00e7\u00f5es de hoje tem levado a um \u2018baixar da guarda\u2019 de muitos cat\u00f3licos e, como j\u00e1 referido, \u00e0 queda no relativismo moral, com todas as consequ\u00eancias gravosas para a pessoa. Se existe C\u00e9u tamb\u00e9m \u00e9 verdade que existe o seu oposto, o inferno \u2013 o pr\u00f3prio Senhor Jesus o afirma. N\u00e3o poucas vezes, quando se aborda em conversa o tema do pecado, parte das pessoas considera-se que n\u00e3o \u00e9 pecadora, pois para elas o pecado \u00e9 matar, roubar, etc, e por isso n\u00e3o considera necess\u00e1ria a confiss\u00e3o. Mas, a abono da verdade, tamb\u00e9m em alguns pastores ou se perdeu as no\u00e7\u00f5es de pecado, inferno, mal, dem\u00f3nio, ou por uma quest\u00e3o de ser politicamente correto n\u00e3o se abordam estas quest\u00f5es; por outro lado denota-se a falta disponibilidade para estar no confession\u00e1rio e as confiss\u00f5es ficam reduzidas a dois momentos no ano pastoral, o da Quaresma e do Advento. Tamb\u00e9m existem aqueles que, muitas vezes sem consci\u00eancia, preferem fazer uma celebra\u00e7\u00e3o penitencial com absolvi\u00e7\u00e3o geral, abusando de uma faculdade que \u00e9 dada pelo direito can\u00f3nico para situa\u00e7\u00f5es muito particulares \u2013 este tipo de atitudes s\u00f3 prejudicam gravemente os leigos, levando-os a considerar o extraordin\u00e1rio como ordin\u00e1rio e perdendo o h\u00e1bito importante de confessar os seus pecados, de ter dire\u00e7\u00e3o espiritual e de ter uma corre\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia consonantes com os pecados enunciados na confiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesta \u00faltima d\u00e9cada em particular, \u00e0 sombra de afirma\u00e7\u00f5es de que \u2018<em>Deus \u00e9 misericordioso<\/em>\u2019, de que \u2018<em>Deus \u00e9 amor<\/em>\u2019, foi-se construindo a ideia de que, n\u00e3o obstante todo o pecado e a aus\u00eancia de convers\u00e3o, de arrependimento e de confiss\u00e3o, Deus acabar\u00e1 por perdoar a pessoa. Esta \u00e9 uma ideia errada, n\u00e3o porque Deus n\u00e3o seja amor, n\u00e3o seja clemente, compassivo, misericordioso e justo, mas porque falta algo de fundamental e que est\u00e1 acima de tudo isto e lhe d\u00e1 sentido e que \u00e9 a Verdade; pois n\u00e3o h\u00e1 amor, justi\u00e7a, miseric\u00f3rdia sem Verdade &#8211; o pr\u00f3prio Jesus nos diz que Ele \u00e9 o caminho, a Verdade e a Vida, que ningu\u00e9m vai ao Pai se n\u00e3o por Ele.<\/p>\n<p>Formar a consci\u00eancia \u00e0 luz da palavra de Deus \u00e9 fundamental e redescobrir o Sacramento da Confiss\u00e3o como lugar de encontro com Deus, o Pai misericordioso que se esconde na figura paternal da par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo, que ouve os seus filhos confessarem os seus pecados, que os perdoa e que os auxilia com a Sua gra\u00e7a, tamb\u00e9m \u00e9 deveras importante. Esta \u00e9 uma tarefa que em primeiro lugar \u00e9 imputada aos pastores, seguidamente aos catequistas e, por fim, \u00e0 pr\u00f3pria fam\u00edlia.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos ter medo de falar no diabo e do pecado; n\u00e3o falar nestas realidades n\u00e3o as torna n\u00e3o existentes, apenas as reveste de uma camuflagem pela nossa nega\u00e7\u00e3o, mas elas continuar\u00e3o atuantes e agradecer\u00e3o o nosso estado de nega\u00e7\u00e3o, o qual permitir\u00e1 uma melhor e maior a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Pe. Hugo Gon\u00e7alves<\/em><br \/>\n<em>Diocese de Beja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Hugo Gon\u00e7alves, Diocese de Beja<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":266299,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-326992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=326992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326992\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/266299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=326992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=326992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=326992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}