{"id":326908,"date":"2024-05-21T16:15:13","date_gmt":"2024-05-21T15:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=326908"},"modified":"2024-05-21T16:15:13","modified_gmt":"2024-05-21T15:15:13","slug":"a-cruz-escondida-274","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-274\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Os desafios de um punhado de irm\u00e3s e religiosos na regi\u00e3o dos Andes<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-326911 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/ACN-20230217-141055.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Serm\u00f5es na montanha<\/h4>\n<p><em>Na Diocese de Tacna e Moquegua, que cobre uma vasta \u00e1rea na regi\u00e3o do Altiplano, entre os Andes e o Lago Titicaca, vivem muitas pessoas em zonas muito remotas. Chegar a todos, levar a todos o abra\u00e7o da Igreja \u00e9 um dos maiores desafios que se colocam ao Bispo D. Marcos Antonio Cortez. \u00c0 Funda\u00e7\u00e3o AIS o prelado destaca a generosidade das irm\u00e3s e religiosos que se dedicam a esta miss\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p>Vista ao longe, a serra \u00e9 imponente. Mas quem a olha assim, \u00e0 dist\u00e2ncia, n\u00e3o consegue ver as pessoas que vivem por l\u00e1, por vezes em lugares remotos onde s\u00f3 se chega com muita paci\u00eancia e cansa\u00e7o. Esse \u00e9 um dos trabalhos de um punhado de irm\u00e3s e religiosos da Diocese de Tacna e Moquegua. O servi\u00e7o aos fi\u00e9is que vivem isolados na montanha ou nas margens do Lago Titicaca \u00e9 essencial e o bispo, D. Marcos Cortez n\u00e3o regateia elogios a estes mission\u00e1rios que tornam a Igreja pr\u00f3xima de quem vive longe. \u201cTodos eles fazem um trabalho louv\u00e1vel: trabalham com os jovens e fazem trabalhos de caridade, por exemplo, entregando alimentos e cuidando dos idosos: h\u00e1 muitos idosos abandonados nesta regi\u00e3o\u201d, explica o prelado durante uma visita recente \u00e0 sede internacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS, em K\u00f6nigstein, na Alemanha. S\u00e3o trinta irm\u00e3s e quatro religiosos. Todos eles dedicam o seu tempo a esta miss\u00e3o, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao cuidado dos fi\u00e9is que vivem muitas vezes quase que isolados. A geografia da regi\u00e3o torna este trabalho muito duro, exigente mesmo. Um aut\u00eantico desafio. \u201cO maior desafio \u00e9 estar l\u00e1 e acompanh\u00e1-los.\u00a0Quem reside nestes locais raramente tem a oportunidade de ser visitado por um padre, que muitas vezes s\u00f3 tem possibilidade de vir uma vez por ano\u201d, afirma D. Cortez.\u00a0\u201cH\u00e1 locais onde s\u00f3 se chega de barco. As irm\u00e3s fazem-no, para apoiar estas pessoas para que, pelo menos, possam fazer a adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.\u201d Esta situa\u00e7\u00e3o de isolamento que afecta tantos idosos \u00e9 explicada tamb\u00e9m pela situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica dif\u00edcil. Os mais novos partem para as cidades \u00e0 procura de trabalho e os mais velhos ficam, muitas vezes, entregues a si pr\u00f3prios. \u201cOs jovens v\u00e3o \u00e0s cidades em busca de trabalho e oportunidades e os idosos ficam nestas zonas isoladas, onde ir visit\u00e1-los \u00e9 muito complicado e onde vivem cada vez menos pessoas\u201d, acrescenta o Bispo.<\/p>\n<h4>O apoio aos migrantes<\/h4>\n<p>O apoio aos que vivem longe n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico grande desafio da diocese. Tacna e Moquegua faz fronteira com a Bol\u00edvia e o Chile, e \u00e9, por isso, uma regi\u00e3o de acolhimento para imigrantes destes dois pa\u00edses e tamb\u00e9m da Venezuela.\u00a0\u201cA imigra\u00e7\u00e3o cresceu consideravelmente no Peru nos \u00faltimos anos\u201d, explica o Bispo. \u201cMuitos migrantes encontram o seu primeiro lugar de descanso em Tacna antes de decidirem ficar ou continuar para cidades como Lima ou Arequipa\u201d, acrescenta.\u00a0Estima-se que, no final de 2023, cerca de 1,6 milh\u00f5es de venezuelanos viver\u00e3o no Peru, segundo a Plataforma de Coordena\u00e7\u00e3o Interinstitucional para Refugiados e Migrantes, isto, claro, sem contar com as pessoas provenientes de outros pa\u00edses.\u00a0No entanto, nas palavras de D. Alvaro Cortez, pode inferir-se que este n\u00famero poder\u00e1 ser ainda maior, pois \u201cnem todos os migrantes se registam e a maioria est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade\u201d. Por tudo isto, diz ainda o prelado, \u201co acompanhamento pastoral dos migrantes \u00e9 muito importante\u201d.\u00a0\u201cOs venezuelanos que v\u00eam para c\u00e1 em busca de emprego e de uma vida melhor t\u00eam hist\u00f3rias incr\u00edveis.\u00a0Muitos vieram caminhando, atravessando montanhas.\u00a0Muitas fam\u00edlias chegam com crian\u00e7as pequenas, por isso a pastoral familiar tamb\u00e9m \u00e9 importante\u201d, acrescenta. Ao longo do tempo tem-se verificado uma integra\u00e7\u00e3o destes migrantes na vida local e na vida da pr\u00f3pria Igreja. \u201cH\u00e1 muitas fam\u00edlias j\u00e1 integradas e com trabalho, h\u00e1 muitos catequistas entre os venezuelanos.\u00a0Eles dedicaram-se \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, observa o Bispo. Para fazer face a todos os desafios que se colocam \u00e0 Diocese, a ajuda da Funda\u00e7\u00e3o AIS tem-se revelado essencial. E D. Alvaro Cortez faz quest\u00e3o de o dizer e de agradecer essa solidariedade. \u201cA ajuda da AIS \u00e9 essencial e profundamente integradora.\u00a0Sentimos os benfeitores pr\u00f3ximos.\u00a0O seu apoio vai al\u00e9m do aspecto financeiro.\u00a0\u00c9 outra forma de estar perto de n\u00f3s.\u00a0As pessoas reconhecem esse gesto, \u00e9 muito bonito\u201d, diz.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios de um punhado de irm\u00e3s e religiosos na regi\u00e3o dos Andes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-326908","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=326908"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/326908\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=326908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=326908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=326908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}