{"id":32673,"date":"2008-06-25T10:43:21","date_gmt":"2008-06-25T10:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/25\/a-grande-viagem-de-paulo\/"},"modified":"2008-06-25T10:43:21","modified_gmt":"2008-06-25T10:43:21","slug":"a-grande-viagem-de-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-grande-viagem-de-paulo\/","title":{"rendered":"A grande viagem de Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Paulo, a figura mais vis\u00edvel do cristianismo nascente, viveu, segundo a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, entre os anos 8 e 67. Nasceu em Tarso, na Cil\u00edcia (actualmente, no litoral sudeste da Turquia), de uma fam\u00edlia judaica da di\u00e1spora (\u201cdispers\u00e3o\u201d seguida \u00e0 tomada de Jerusal\u00e9m pelos babil\u00f3nicos, por volta do ano 587 a. C.).  Circuncidado ao oitavo dia, manteve-se na lei mosaica (Filipenses 3:5), como fiel fariseu. Sua fam\u00edlia adquiriu cidadania romana (que lhe garantiu protec\u00e7\u00e3o f\u00edsica ao longo da sua vida), pelo que, como qualquer cidad\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano, tinha um nome latino (Paulus), al\u00e9m do seu nome judaico (Saul).  Al\u00e9m de ter recebido not\u00e1vel forma\u00e7\u00e3o hel\u00e9nica, como viriam a revelar, mais tarde, as suas numerosas cartas (a segunda parte do Novo Testamento, depois dos quatro Evangelhos e dos Actos dos Ap\u00f3stolos), frequentou a escola rab\u00ednica de Gamaliel, em Jerusal\u00e9m (Actos 22:3), para onde, na sua juventude, fora viver. A\u00ed participou no apedrejamento do primeiro m\u00e1rtir crist\u00e3o, Est\u00eav\u00e3o, numa \u00e9poca em que o Cristianismo ainda tinha o nome de \u201ccaminho\u201d (Actos 9:2). Em seguida, desencadeou uma persegui\u00e7\u00e3o contra os disc\u00edpulos de Jesus, convencido de que estava a defender a \u201ctradi\u00e7\u00e3o dos pais\u201d. No seu caminho para Damasco, aonde fora enviado para controlar a agita\u00e7\u00e3o dos seguidores do \u201ccaminho\u201d, viu uma luz, que o cercou e cegou, e, caindo por terra, ouviu a voz de Cristo ressuscitado (1 Cor\u00edntios 15:8), que lhe dizia: \u00abSaul, Saul, porque me persegues?\u00bb. (Actos 9:4).  A partir deste epis\u00f3dio marcante, descrito tr\u00eas vezes nos Actos dos Ap\u00f3stolos (9:1- 19; 22:5-16; 26:9-18), tornou-se disc\u00edpulo e ap\u00f3stolo de Jesus (embora historicamente O n\u00e3o tenha conhecido).  Distinguiu-se, todavia, dos outros ap\u00f3stolos por ter aberto decisivamente o cristianismo aos povos pag\u00e3os: \u00abPorque o Senhor assim no-lo mandou: \u201cEstabeleci-te para luz dos gentios, para seres destinado \u00e0 salva\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos confins da terra\u201d\u00bb (Actos 13:47). Foi das figuras que mais contribuiu, mediante soberbo di\u00e1logo com a sabedoria judaica e a filosofia grega, para a intelig\u00eancia e a organiza\u00e7\u00e3o do cristianismo primitivo.  Tornou-se, pelo aprofundamento teol\u00f3gico da mensagem de Jesus, em modelo de di\u00e1logo, por um lado, com a sinagoga, apesar da sua ruptura com tradi\u00e7\u00f5es judaicas secund\u00e1rias (como a circuncis\u00e3o e os estritos h\u00e1bitos alimentares), e, por outro, com o mundo pag\u00e3o, atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o dos \u201csinais do Verbo\u201d e consequente incultura\u00e7\u00e3o.  A colec\u00e7\u00e3o epistolar paulina \u00e9 composta de catorze cartas, escritas pelo pr\u00f3prio punho ou encomendadas a escribas: Romanos, 1 e 2 Cor\u00edntios, G\u00e1latas, Ef\u00e9sios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Tim\u00f3teo, Tito, Fil\u00e9mon e Hebreus.  Paulo d\u00e1 a entender, em v\u00e1rias passagens dos seus escritos, que tinha problemas de sa\u00fade, padecendo de uma doen\u00e7a cr\u00f3nica e dolorosa, por n\u00f3s desconhecida, que lhe ter\u00e1 dificultado a sua actividade. Ap\u00f3s muitos anos de viagens mission\u00e1rias, sobretudo na Gr\u00e9cia, Maced\u00f3nia e \u00c1sia Menor, foi preso em Jerusal\u00e9m, sob a acusa\u00e7\u00e3o de infiltrar pag\u00e3os no Templo (Actos 21:28). O seu apelo a C\u00e9sar valeu-lhe uma ida a Roma, onde, ap\u00f3s cerca de dois anos de pris\u00e3o domicili\u00e1ria, foi libertado.  Ter\u00e1 reiniciado a sua actividade apost\u00f3lica, visitado a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e retornado \u00e0 \u00c1sia Menor, onde, em Tr\u00f4ade, fora repentinamente preso e, mais uma vez, enviado a Roma. A\u00ed, no ano 67, teria sido julgado e condenado \u00e0 morte, n\u00e3o de crucifix\u00e3o, mas de decapita\u00e7\u00e3o, em face de ser cidad\u00e3o romano.  <i>Ricardo Tavares, Professor Faculdade de Teologia da UCP <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo, a figura mais vis\u00edvel do cristianismo nascente, viveu, segundo a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, entre os anos 8 e 67. Nasceu em Tarso, na Cil\u00edcia (actualmente, no litoral sudeste da Turquia), de uma fam\u00edlia judaica da di\u00e1spora (\u201cdispers\u00e3o\u201d seguida \u00e0 tomada de Jerusal\u00e9m pelos babil\u00f3nicos, por volta do ano 587 a. C.). 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