{"id":32590,"date":"2008-06-20T17:42:20","date_gmt":"2008-06-20T17:42:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/20\/d-gilberto-reis-assinala-10-anos-a-frente-da-diocese-de-setubal\/"},"modified":"2008-06-20T17:42:20","modified_gmt":"2008-06-20T17:42:20","slug":"d-gilberto-reis-assinala-10-anos-a-frente-da-diocese-de-setubal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-gilberto-reis-assinala-10-anos-a-frente-da-diocese-de-setubal\/","title":{"rendered":"D. Gilberto Reis assinala 10 anos \u00e0 frente da Diocese de Set\u00fabal"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 10 anos, a 21 de Junho de 1998, entrava na Diocese de Set\u00fabal o seu segundo Bispo, D. Gilberto dos Reis.  10 anos depois, D. Gilberto dos Reis concedeu ao jornal Not\u00edcias de Set\u00fabal uma entrevista para marcar o anivers\u00e1rio de pontificado. Nela revela um pouco do seu pensamento h\u00e1 dez anos, e algumas das suas ideias para presente e para o futuro da Diocese a que preside.  &#8220;Al\u00e9m do calor\u201d, \u00e9 sobretudo \u201ca alegria das pessoas em receber o novo Bispo\u201d aquilo que D. Gilberto dos Reis mais recorda do dia da sua tomada de posse, a 21 de Junho de 1998.  \u201cQuando o Santo Padre me pediu para vir para Set\u00fabal\u201d, recorda ainda, \u201csenti que Deus me chamava, e senti-me na responsabilidade de responder segundo aquilo que entendi ser melhor\u201d. E precisa que se ordenou para \u201cestar onde a Igreja me pedisse; e, j\u00e1 que o crist\u00e3o escuta, aceitei, porque Deus me chamava, com a consci\u00eancia dos meus limites, mas tamb\u00e9m sabendo que Deus n\u00e3o falha na Sua ajuda\u201d, disse.  Sobre poss\u00edveis compara\u00e7\u00f5es e diferen\u00e7as encontradas entre os crist\u00e3os da Diocese do Porto, em que serviu como Bispo Auxiliar, e as terras do Sado, o Bispo de Set\u00fabal adianta que \u201cencontrei a mesma perten\u00e7a, a mesma coragem de testemunhar, embora naturalmente num n\u00famero mais reduzido, comparado com o Porto\u201d. Mas, quanto ao entusiasmo, \u201cexperimenta-se o mesmo nos dois lados, e onde est\u00e3o os crist\u00e3os, nota-se a experi\u00eancia viva de Cristo\u201d, disse.  Sobre as diferen\u00e7as adianta que \u201co tecido social \u00e9 muito diferente, e muito marcado por uma grande interculturalidade, e problemas sociais maiores que no Porto: um maior desemprego, muita gente com pens\u00f5es baixas e com uma inadapta\u00e7\u00e3o social muito mais marcada\u201d.  Uma das iniciativas episcopais que tem marcado a vida diocesana ao longo da d\u00e9cada tem sido a Visita Pastoral, sistem\u00e1tica, a todas as comunidades paroquiais, e que teve h\u00e1 poucos dias o seu fim, com a \u00faltima par\u00f3quia da Vigararia de Set\u00fabal a receber a visita do Bispo. D. Gilberto dos Reis reconhece a import\u00e2ncia desta iniciativa, e recorda que, com ela, tem sempre em mente atingir tr\u00eas grandes objectivos. \u201cUm maior conhecimento da realidade diocesana, um aprofundamento dos la\u00e7os de comunh\u00e3o, e uma esp\u00e9cie de exame de consci\u00eancia, que permita relan\u00e7ar a presen\u00e7a e a vida da par\u00f3quia no futuro\u201d.  O Prelado reconhece que este esfor\u00e7o serviu para \u201cconhecer melhor a Diocese, e para ajudar a criar na par\u00f3quia e nos grupos a consci\u00eancia de que n\u00e3o s\u00e3o ilhas\u201d. Nas visitas D. Gilberto quer deixar \u00e0s par\u00f3quias desafios para o futuro.  \u201cO desafio de uma f\u00e9 profunda, que leva \u00e0 intimidade e ao seguimento de Jesus de forma feliz e esclarecida; o desafio de sermos comunh\u00e3o, com Deus e uns com os outros; e o desafio de a Igreja n\u00e3o se confinar ao templo, mas apresentar Cristo a todas as pessoas\u201d.  Para D. Gilberto Reis continua v\u00e1lido o apelo que fez num dos seus primeiros escritos onde convidava os sadinos para a Miss\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso acolher os que chegam, e sair para fora para trazer os que est\u00e3o longe, e seria bom que houvessem grupos que evangelizassem, que levassem a Igreja para fora\u201d, afirma.  Outra das iniciativas de D. Gilberto foi a convoca\u00e7\u00e3o de anos \u2013 ou Tri\u00e9nios \u2013 especiais, com temas como a Eucaristia e a Sagrada Escritura. Com isto D. Gilberto pretendeu reavivar \u201ca paix\u00e3o por Jesus ainda \u00e9 entre n\u00f3s uma experi\u00eancia deficit\u00e1ria\u201d.  O Bispo de Set\u00fabal aponta a import\u00e2ncia de \u201cir ao encontro dos jovens e das fam\u00edlias, sobretudo das mais jovens\u201d, sendo esta uma aposta incontorn\u00e1vel, pois afirma cada vez ter uma maior no\u00e7\u00e3o que \u201c\u00e9 preciso tamb\u00e9m formar gente para ir ao encontro das multid\u00f5es. Cada par\u00f3quia precisa de um grupo de evangelizadores, para permitir que a ac\u00e7\u00e3o pastoral se alargue, porque os ministros ordenados, por muito competentes que sejam, n\u00e3o chegam a toda a parte\u201d.  D. Gilberto afirma que nas comunidades \u201ch\u00e1 uma f\u00e9 de confian\u00e7a, mas uma ignor\u00e2ncia da f\u00e9 como verdade, uma ignor\u00e2ncia muito grande. H\u00e1 que apostar muito nos pais das crian\u00e7as da catequese e dos escutas, h\u00e1 que dar-lhes Cristo. E h\u00e1 tamb\u00e9m que ir ao encontro de quem sofre, tanto atrav\u00e9s das grandes institui\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m nos pequenos gestos\u201d.  Outra das iniciativas de D. Gilberto foi a convoca\u00e7\u00e3o de Tri\u00e9nios especiais, com temas como a Eucaristia e a Sagrada Escritura. Sobre a possibilidade de haver outros Tri\u00e9nios no horizonte, D. Gilberto afirma gostar sempre de \u201ccome\u00e7ar por ouvir propostas mas gostaria que fosse algo que ajudasse a narrar a caridade de Deus, e chamar a aten\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o. Apanhar\u00edamos assim as tr\u00eas dimens\u00f5es da Igreja: Liturgia, Palavra, Servi\u00e7o\u201d.  Sobre o Ano Paulino, o Bispo de Set\u00fabal afirma ser \u201cuma s\u00edntese, porque Paulo \u00e9 essa s\u00edntese. Um homem apaixonado por Deus, um homem de Igreja em comunh\u00e3o, um apaixonado por ir para fora, n\u00e3o apenas geograficamente, mas procurando fazer pontes com a cultura. \u00c9 algu\u00e9m que pode ajudar a fazer o compromisso entre v\u00e1rias intui\u00e7\u00f5es\u201d.  Acerca da forma\u00e7\u00e3o dos futuros padres, D. Gilberto afirma que o Semin\u00e1rio \u00e9 uma obra preparada deste o tempo de D. Manuel Martins. Para o bispo residente de Set\u00fabal, \u00e9 uma \u201calegria ver a presen\u00e7a de v\u00e1rios jovens, e dos outros permanecerem no sacerd\u00f3cio. Mas \u00e9 necess\u00e1rio pedir cada vez mais esta gra\u00e7a. \u00c9 preciso pedir, n\u00e3o s\u00f3 de boca mas de cora\u00e7\u00e3o, ter fome de voca\u00e7\u00f5es. Fico triste quando, numa par\u00f3quia, isso n\u00e3o \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o relevante\u201d, afirma.  D. Gilberto Reis v\u00ea os movimentos eclesiais como uma \u201cpresen\u00e7a rica, embora \u00e0s vezes sejam como as par\u00f3quias, e tamb\u00e9m envelhe\u00e7am\u201d. A sua presen\u00e7a ajuda a dar vida \u00e0s par\u00f3quias. No entanto, o bispo admite que este \u00e9 um ponto onde gostaria que se crescesse ainda mais \u201c e que os respons\u00e1veis estejam atentos aos l\u00edderes dos grupos, e possam tamb\u00e9m fazer alguma renova\u00e7\u00e3o, porque nem sempre se envelhece da melhor forma\u201d.  Sobre os novos desafios a n\u00edvel de infraestruturas no territ\u00f3rio da Diocese, D. Gilberto afirma que \u201c\u00e9 preciso apresentar Cristo como Algu\u00e9m que se vive. Teremos ent\u00e3o de encontrar a melhor forma de o fazer\u201d, explica.  A finalizar, o Bispo de Set\u00fabal afirma que os diocesanos n\u00e3o t\u00eam \u201ccom que se envergonhar. S\u00f3 o ter\u00edamos se n\u00e3o f\u00f4ssemos fi\u00e9is ao Senhor\u201d, concluiu.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 10 anos, a 21 de Junho de 1998, entrava na Diocese de Set\u00fabal o seu segundo Bispo, D. Gilberto dos Reis. 10 anos depois, D. Gilberto dos Reis concedeu ao jornal Not\u00edcias de Set\u00fabal uma entrevista para marcar o anivers\u00e1rio de pontificado. 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