{"id":325889,"date":"2024-05-15T10:20:42","date_gmt":"2024-05-15T09:20:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=325889"},"modified":"2024-05-16T16:31:54","modified_gmt":"2024-05-16T15:31:54","slug":"igreja-estado-concordata-consagrou-principio-da-cooperacao-e-abriu-espaco-para-relacao-de-dialogo-permanente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-estado-concordata-consagrou-principio-da-cooperacao-e-abriu-espaco-para-relacao-de-dialogo-permanente\/","title":{"rendered":"Igreja\/Estado: Concordata consagrou princ\u00edpio da \u00abcoopera\u00e7\u00e3o\u00bb e abriu espa\u00e7o para rela\u00e7\u00e3o de \u00abdi\u00e1logo permanente\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Confer\u00eancia na UCP destaca import\u00e2ncia do acordo internacional para a sociedade portuguesa, 20 anos ap\u00f3s a sua assinatura<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_325928\" aria-describedby=\"caption-attachment-325928\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-325928 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1079\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094909_edit_15294301138834-1536x863.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-325928\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/OC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 15 mai 2024 (Ecclesia) &#8211; D. Jos\u00e9 Alves, da Comiss\u00e3o Parit\u00e1ria da Concordata, por parte da Igreja Cat\u00f3lica, afirmou hoje que o acordo internacional assinado em 2004 consagrou o princ\u00edpio da \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d, nas rela\u00e7\u00f5es com o Estado.<\/p>\n<p>\u201cA Concordata nasceu e desenvolveu-se sobre o s\u00f3lido alicerce da coopera\u00e7\u00e3o, ideia que permeia todo o texto, do in\u00edcio ao fim\u201d, referiu, na abertura da confer\u00eancia \u2018Uma Concordata para o s\u00e9culo XXI\u2019, que decorre hoje na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP).<\/p>\n<p>No 20.\u00ba anivers\u00e1rio da Concordata entre a Santa S\u00e9 e a Rep\u00fablica Portuguesa, D. Jos\u00e9 Alves deixou votos de que a mesma seja \u201cmais conhecida e apreciada\u201d, no \u00e2mbito jur\u00eddico.<\/p>\n<p>O arcebispo em\u00e9rito sublinhou que o texto assume o \u201crespeito pela autonomia e independ\u00eancia\u201d de cada uma das partes, na revis\u00e3o da Concordata de 1940, face \u00e0s mudan\u00e7as eclesiais, pol\u00edticas e sociais.<\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio do processo, estabeleceu-se um bom clima de coopera\u00e7\u00e3o\u201d, por \u201cvontade expressa\u201d das suas partes, recordou.<\/p>\n<p>Para o respons\u00e1vel cat\u00f3lico, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u201ctem-se mantido sempre um clima pac\u00edfico\u201d e, apesar de permanecerem quest\u00f5es em aberto, nunca houve necessidade de recorrer ao tribunal para resolver tem\u00e1ticas do foro concordat\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO alicerce da coopera\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se s\u00f3lido\u201d, assumiu, deixando votos de que se possa alcan\u00e7ar, \u201ca breve prazo, o que ainda falta, que \u00e9 pouco\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 a embaixadora Maria Jos\u00e9 Pires, copresidente da Comiss\u00e3o Parit\u00e1ria, por parte da Rep\u00fablica Portuguesa, falou da Concordata de 2004 como \u201cum documento moderno, com grande significado cultural\u201d.<\/p>\n<p>A diplomata considerou que o texto d\u00e1 resposta \u201cnovas exig\u00eancias\u201d, nomeadamente a perten\u00e7a de Portugal \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, e implica um \u201ctrabalho cont\u00ednuo, que permanece na agenda\u201d.<\/p>\n<p>O \u201cesp\u00edrito de excelente colabora\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou, permitiu que nestes 20 anos tenha sido regulamentada a leciona\u00e7\u00e3o da disciplina de EMRC e a assist\u00eancia religiosa em diversos \u00e2mbitos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_325891\" aria-describedby=\"caption-attachment-325891\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-325891\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/IMG_20240515_094851-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-325891\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/OC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Maria Jos\u00e9 Pires real\u00e7ou que a consagra\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito de \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d, no texto da Concordata, levou a \u201cinova\u00e7\u00f5es dignas de m\u00e9rito e de relev\u00e2ncia\u201d, com a cria\u00e7\u00e3o de dois organismos de \u201cdi\u00e1logo permanente\u201d, a Comiss\u00e3o Parit\u00e1ria e a Comiss\u00e3o Bilateral, para a coopera\u00e7\u00e3o no que diz respeito aos bens da Igreja que integram o patrim\u00f3nio cultural portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia desta manh\u00e3 \u00e9 promovida pela Comiss\u00e3o Parit\u00e1ria da Concordata, em parceria com o Instituto Superior de Direito Can\u00f3nico da UCP, incluindo a inaugura\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o relativa ao anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP, saudou os participantes, afirmando que assinalar o 20.\u00ba anivers\u00e1rio da Concordata \u00e9 \u201cmais do que um olhar sobre o passado\u201d.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel lembrou que a \u201cespecificidade institucional\u201d da UCP est\u00e1 consagrada num \u201cdocumento estruturante\u201d para a sociedade, no qual se promove um \u201crelacionamento livre e plenamente respeitador\u201d da autonomia da Igreja Cat\u00f3lica e do Estado.<\/p>\n<p>Isabel Capeloa Gil encerrou a sua interven\u00e7\u00e3o desejando um futuro de rela\u00e7\u00f5es institucionais \u201crobusto e coeso\u201d.<\/p>\n<p>O programa inclui confer\u00eancias de D. Manuel Clemente, patriarca em\u00e9rito de Lisboa, sobre as implica\u00e7\u00f5es da JMJ 2023; de Maria da Gl\u00f3ria Garcia, antiga reitora da UCP, sobre o estatuto jur\u00eddico da institui\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica; e de mons. Saturino Gomes, membro da Comiss\u00e3o Parit\u00e1ria da Concordata, sobre o trabalho deste organismo.<\/p>\n<p>Miguel Assis Raimundo, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, aborda o tema \u2018Concordata e Lei da Liberdade Religiosa: balan\u00e7o e quest\u00f5es em aberto\u2019.<\/p>\n<p>O encerramento est\u00e1 a cargo de D. Rui Val\u00e9rio, patriarca de Lisboa e magno chanceler da UCP.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #e8e1e1;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\">A Concordata entre o Estado Portugu\u00eas e a Santa S\u00e9, que reconhece a personalidade jur\u00eddica da Igreja Cat\u00f3lica, foi assinada a 18 de maio de 2004; a 30 de setembro do mesmo ano, o documento foi ratificado pela Assembleia da Rep\u00fablica com os votos favor\u00e1veis do PSD, CDS-PP e PS.<\/p>\n<p>O acordo aborda quest\u00f5es ligadas \u00e0 fiscalidade, com o pagamento de impostos (IRS\/IRC) por parte dos eclesi\u00e1sticos e das institui\u00e7\u00f5es religiosas detentoras de atividades como a solidariedade social, educa\u00e7\u00e3o, cultura, de com\u00e9rcio ou lucrativas.<\/p>\n<p>O novo texto levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o bilateral para o desenvolvimento da coopera\u00e7\u00e3o quanto aos bens da Igreja que integre o patrim\u00f3nio cultural portugu\u00eas, sublinhando uma din\u00e2mica de \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d entre as duas partes.<\/p>\n<p>A atual Concordata consagra a exist\u00eancia da disciplina de EMRC, continuando os professores a ser propostos pelos bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela.<\/p>\n<p>Reconhece-se ainda a especificidade da Universidade Cat\u00f3lica e a possibilidade de as escolas superiores cat\u00f3licas (semin\u00e1rios e outros estabelecimentos de forma\u00e7\u00e3o e de cultura eclesi\u00e1stica) conferirem graus e t\u00edtulos nos termos do direito portugu\u00eas.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia na UCP destaca import\u00e2ncia do acordo internacional para a sociedade portuguesa, 20 anos ap\u00f3s a sua 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