{"id":32587,"date":"2008-06-20T11:26:46","date_gmt":"2008-06-20T11:26:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/20\/biblia-deve-ser-estudada-nas-escolas\/"},"modified":"2008-06-20T11:26:46","modified_gmt":"2008-06-20T11:26:46","slug":"biblia-deve-ser-estudada-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/biblia-deve-ser-estudada-nas-escolas\/","title":{"rendered":"B\u00edblia deve ser estudada nas escolas"},"content":{"rendered":"<p>D. Gianfranco Ravasi pediu na Universidade Cat\u00f3lica, reflex\u00e3o alargada do texto b\u00edblico para o homem de hoje <!--more--> D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura, considera que a B\u00edblia deveria ser estudada na escola \u201cn\u00e3o por raz\u00f5es religiosas, mas por motivos culturais\u201d. Reconhecendo que para o homem de hoje a B\u00edblia tem uma mensagem \u201cdistante\u201d, manifesta que os \u201cgrandes s\u00edmbolos do passado n\u00e3o est\u00e3o ultrapassados culturalmente\u201d.   O Presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura esteve ontem, dia 19, na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa para proferir uma confer\u00eancia sobre \u201cA B\u00edblia, \u00abGrande C\u00f3digo\u00bb da cultura ocidental\u201d.  D. Ravasi acredita que para os jovens de hoje, \u201ca B\u00edblia representa, pelo menos, o s\u00edmbolo de uma estrada a percorrer\u201d, explicou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA no final da confer\u00eancia. O homem de hoje \u201cperdeu a capacidade de acolher os grandes s\u00edmbolos da riqueza do passado\u201d. O Presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura afirma que a comunidade eclesial, mas tamb\u00e9m a escola, deve fazer um esfor\u00e7o \u201cpara propor os grandes s\u00edmbolos do passado, os grandes temas\u201d.  D. Ravasi indica que se deve encarar o texto b\u00edblico n\u00e3o apenas como uma \u201cgrande fonte para a teologia e para os especialistas dentro dos espa\u00e7os sacros\u201d, mas aponta o esfor\u00e7o que se deve desenvolver para \u201coferecer o texto b\u00edblico como um grande ponto de refer\u00eancia para a compreens\u00e3o da cultura do passado e da cultura actual\u201d.  \u201cNa B\u00edblia encontramos os grandes temas existenciais que dizem respeito a todos os homens. Temas sobre o bem e o mal, a vida e a morte, o amor e o \u00f3dio, a dor, o desespero, mas tamb\u00e9m a vida de esperan\u00e7a\u201d, aponta, evidenciando que s\u00e3o temas importantes para todos os seres humanos, \u201cindependentemente dos credos\u201d.   D. Gianfranco Ravasi indicou que a B\u00edblia possui \u201cuma componente estrutural no dom\u00ednio art\u00edstico, \u00e9tico e social na cultura ocidental\u201d.   Este \u201cgrande c\u00f3digo\u201d reinterpreta e actualiza coordenadas \u201chist\u00f3ricas e culturais novas e diversas\u201d. O Presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura indica que epis\u00f3dios b\u00edblicos ganham um novo olhar quando reflectidos por \u201cum exegeta como Gerhard von Rad que re\u00fane reinterpreta\u00e7\u00f5es actualizadas de Kierkegaard Lutero ou Rembrandt\u201d.   D. Ravasi aponta outro \u201ct\u00f3pico da qualidade est\u00e9tica da B\u00edblia\u201d \u2013 a capacidade \u201cdegenerativa\u201d  que o texto sagrado tem \u201cao transformar-se em pretexto para falar de outra coisa ou para rebater o seu sentido original\u201d. O Presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura indica que a deforma\u00e7\u00e3o da mensagem original mostra que a B\u00edblia tem uma for\u00e7a enorme. \u201cSaramago, por exemplo, n\u00e3o prescinde dos temas religiosos\u201d, lembra.  O ministro da cultura do Vaticano afirmou que quer propor a presen\u00e7a da Santa S\u00e9 na Bienal de Veneza de arte contempor\u00e2nea, no pr\u00f3ximo ano. O objectivo \u00e9 juntar cinco artistas c\u00e9lebres de arte que possam \u201cpreparar os grandes s\u00edmbolos b\u00edblicos\u201d, porque \u201cfaltam, seja para refutar ou para concordar, express\u00f5es art\u00edsticas que ultrapassem os sonhos prim\u00e1rios da interpreta\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u201d. Ser\u00e1 uma oportunidade \u201cprovocat\u00f3ria para criar\u201d.  D. Ravasi indica um \u00faltimo modelo interpretativo \u2013 o transfigurativo. \u201cA arte consegue frequentemente tornar vis\u00edveis resson\u00e2ncias secretas de um texto sagrado\u201d.   \u00abA Paix\u00e3o segundo Mateus\u201d de Bach \u00e9 um dos exemplos citados Presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Cultura para mostrar a que \u201cpor mais palavras que um exegeta utilize para explicar uma frase b\u00edblia, h\u00e1 outras demonstra\u00e7\u00f5es que atingem a sensibilidade e o ponto fulcral da mensagem\u201d.   \u201cH\u00e1 artistas que arriscam uma interpreta\u00e7\u00e3o fulgurante atrav\u00e9s das imagens\u201d. A Igreja S\u00e3o Lu\u00eds dos Franceses, em Roma, exp\u00f5e um quadro onde o pintor Caravaggio evidencia os momentos fundamentais da vida de S\u00e3o Mateus, nomeadamente a voca\u00e7\u00e3o. \u201cUma luz emocionada, n\u00e3o frontal, mostra como sem palavras e atrav\u00e9s de uma sensibilidade art\u00edstica, se tocam as pessoas\u201d.   <b>Espelhar a import\u00e2ncia da Palavra<\/b> Presente tamb\u00e9m na confer\u00eancia na UCP, o Cardeal Patriarca de Lisboa n\u00e3o deixou de comentar, e porque o tema era a B\u00edblia, o inqu\u00e9rito que indica que os diocesanos de Lisboa l\u00eaem pouco o texto b\u00edblico. D. Jos\u00e9 Policarpo mostrou-se pouco surpreendido com os resultados.   O Cardeal Patriarca de Lisboa aponta ser um risco interpretar os dados de uma forma absoluta e generalizada, pois \u201ca amostragem \u00e9 muito pequena\u201d. D. Jos\u00e9 Policarpo admite ser \u201cmuito positivo a frequ\u00eancia com que os crist\u00e3os procuram ler as escrituras\u201d, apesar de reconhecer que \u201co ritmo de vida das pessoas imp\u00f5e outras prioridades nas comunidades\u201d.  A presen\u00e7a da Palavra de Deus nos grupos de trabalho e de reflex\u00e3o \u201cn\u00e3o est\u00e1 espelhada no estudo\u201d, indica o Cardeal Patriarca que acrescenta que os indicadores do inqu\u00e9rito servem sobretudo para \u201cnos levar mais longe na linha da comemora\u00e7\u00e3o da palavra de Deus\u201d. O Ano Paulino ser\u00e1 uma \u201c\u00f3ptima ocasi\u00e3o para fazer da Palavra de Deus um caminho completo de descoberta do cristianismo\u201d.   O Cardeal Patriarca de Lisboa explica que tanto o Ano Paulino como o pr\u00f3prio S\u00ednodo dos Bispos, marcado para Outubro sobre a Palavra de Deus, s\u00e3o \u201ciniciativas que, sendo internas, querem irradiar para fora a import\u00e2ncia da Palavra\u201d.   D. Jos\u00e9 Policarpo sublinha que \u201ca igreja nunca faz nada para dentro\u201d. O S\u00ednodo dos Bispos, sendo um encontro interno da hierarquia da igreja, \u201ccom toda a mediatiza\u00e7\u00e3o feita em torno deste evento e a vastid\u00e3o dos estudos preparat\u00f3rios, ter\u00e3o uma repercuss\u00e3o na cultura\u201d, aponta.  A caminhada proposta para o Ano Paulino pela CEP \u201cn\u00e3o \u00e9 um passeio tur\u00edstico. Ela \u00e9 arriscada e carregada de surpresas\u201d, indica o Cardeal Patriarca de Lisboa.   <b>A cultura portuguesa&#8230;vista de fora<\/b> Falando \u00e0 margem da confer\u00eancia, o Presidente do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura reconhece em Portugal \u201cuma identidade pr\u00f3pria, vis\u00edvel na l\u00edngua, por exemplo, que mant\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o escrita\u201d, indica.  \u201cO contributo portugu\u00eas na Europa, n\u00e3o se restringe a raz\u00f5es pol\u00edticas\u201d, aponta D. Ravasi, referindo-se ao papel portugu\u00eas no Tratado de Lisboa. As raz\u00f5es culturais s\u00e3o ineg\u00e1veis, considera, porque Portugal \u201capresenta figuras preponderantes\u201d.   D. Ravasi recorda que o escritor Jos\u00e9 Saramago apesar das cr\u00edticas que faz \u00e0 religi\u00e3o, na escrita, reconhece a sua for\u00e7a. \u201cAs figuras do passado, como Pessoa, deixaram um tra\u00e7o particular na cultura\u201d, exemplifica. O Presidente Ravasi aponta tamb\u00e9m o fado como um s\u00edmbolo pr\u00f3prio da cultura portuguesa que ultrapassa as fronteiras portuguesas, e que \u201ccontinua a chegar \u00e0 Europa\u201d.  O Presidente do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura admite que \u201ctalvez Portugal devesse entrar mais na cultura europeia, mais do que acontece actualmente\u201d. Ravasi relembra muitos s\u00e3o os que se interessam pela cultura portuguesa, como \u00e9 o caso do escritor italiano Ant\u00f3nio Tabuchi, \u201cum admirador e investigador das ra\u00edzes de Portugal\u201d.   <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=noticia.asp?noticiaid=61386> A B\u00edblia, \u00abGrande C\u00f3digo\u00bb da cultura ocidental<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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