{"id":325774,"date":"2024-05-15T09:42:17","date_gmt":"2024-05-15T08:42:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=325774"},"modified":"2024-05-14T10:43:48","modified_gmt":"2024-05-14T09:43:48","slug":"quinto-congresso-eucaristico-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quinto-congresso-eucaristico-nacional\/","title":{"rendered":"Quinto Congresso Eucar\u00edstico Nacional"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Antonino Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_184289\" aria-describedby=\"caption-attachment-184289\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-184289\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/antonino-dias1.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-184289\" class=\"wp-caption-text\">Fotos: Ag\u00eancia ECCLESIA<\/figcaption><\/figure>\n<p>O quinto Congresso Eucar\u00edstico Nacional vem a caminho, de 31 de maio a 2 de junho faz-se acontecer, em Braga. O primeiro ocorreu h\u00e1 cem anos, em 1924. O segundo, cinquenta anos depois, em 1974. O terceiro, 25 anos depois deste, em 1999. Os tr\u00eas realizaram-se em Braga. Em 2016, por\u00e9m, decorreu o quarto Congresso Eucar\u00edstico Nacional, em F\u00e1tima. Agora retornamos a Braga. Cada um destes Congressos teve o seu lema condutor. O deste ano ter\u00e1 como linha de for\u00e7a \u201cPartilhar o p\u00e3o, alimentar a esperan\u00e7a. Reconheceram-no ao partir do p\u00e3o\u201d. Desta Diocese de Portalegre-Castelo Branco j\u00e1 se inscreveram trinta e algumas pessoas. Vai ser bom. Pretende-se sublinhar a centralidade da Eucaristia e do Domingo. O Domingo \u00e9 a P\u00e1scoa semanal que identifica a comunidade crist\u00e3, \u00e9 o centro da sua vida e miss\u00e3o, \u00e9 o dia dos dias, o primeiro dia da semana, o que de mais belo tem a Igreja no seu caminho atrav\u00e9s dos tempos.<\/p>\n<p>Ao longo da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, o povo escolhido, o povo eleito entre todos os povos para ter uma miss\u00e3o em favor de todos, foi provado e educado por Deus como um pai pr\u00f3ximo que educa e apoia o seu filho com amor, chamando-o a aten\u00e7\u00e3o para os riscos que se podem correr quando se dormita na vida e se d\u00e1 azo \u00e0 indiferen\u00e7a ou quando h\u00e1 acomoda\u00e7\u00f5es \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de prosperidade e abund\u00e2ncia, pois &#8220;nem s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem, mas de tudo o que sai da boca do Senhor&#8221; (Dt 8, 3).<\/p>\n<p>Para que chegasse \u00e0 terra prometida, Deus enviava, todos os dias, ao seu povo, o man\u00e1, o alimento que lhe renovava as for\u00e7as f\u00edsicas para n\u00e3o desfalecer. Muitos s\u00e9culos depois, Jesus explica aos seus disc\u00edpulos que esse man\u00e1 tinha em vista a doa\u00e7\u00e3o de um outro alimento de excel\u00eancia sem igual: \u201cOs vossos pais comeram o man\u00e1 no deserto, mas morreram. Eu sou o p\u00e3o vivo, o que desceu do C\u00e9u, se algu\u00e9m comer deste p\u00e3o viver\u00e1 eternamente; e o p\u00e3o que Eu hei de dar \u00e9 a minha carne, pela vida do mundo\u201d (cf. Jo 6,49-51). Mas logo surge o espanto e o burburinho condizente: \u201cComo pode Ele dar-nos a sua carne a comer?\u201d. Jesus, por\u00e9m, n\u00e3o se assusta nem recua, n\u00e3o desiste, n\u00e3o adoci\u00e7a a linguagem nem suaviza o discurso, antes pelo contr\u00e1rio, volta a reafirmar-lhes: &#8220;Em verdade em verdade vos digo, se n\u00e3o comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e n\u00e3o beberdes o seu sangue, n\u00e3o tereis a vida em v\u00f3s. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu hei de ressuscit\u00e1-lo no \u00faltimo dia, porque a minha carne \u00e9 uma verdadeira comida e o meu sangue uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele&#8221; (Jo 6, 56).<\/p>\n<p>Alguns n\u00e3o tiveram mesmo paci\u00eancia para ouvir mais, acharam insuport\u00e1vel tal conversa e desandaram mesmo, murmurando: \u201cQuem pode entender isto?\u201d Jesus, por\u00e9m, ainda vai mais longe. Volta-se para os Doze e pergunta-lhes: \u201cTamb\u00e9m v\u00f3s quereis ir embora?\u201d. Como quem diz: se tamb\u00e9m achais insuport\u00e1vel o que vos digo e quereis ir embora, est\u00e1 na hora, n\u00e3o quero ningu\u00e9m atr\u00e1s de mim a pensar que me est\u00e1 a fazer um favor. Perante o repto, logo lhe responde Pedro com uma afirma\u00e7\u00e3o que ainda hoje a fazemos nossa: \u201cA quem iremos n\u00f3s, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna\u201d (Jo 6,68).<\/p>\n<p>Tal como o povo foi peregrino em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra prometida, tamb\u00e9m hoje n\u00f3s somos peregrinos em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e1tria definitiva, que, como est\u00e1 escrito, nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais o cora\u00e7\u00e3o humano pressentiu o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (cf. 1Cor 2,9). Outrora, nesta caminhada do seu povo, Deus fez-se pr\u00f3ximo, manifestou-lhe o seu amor e cuidado, deu-lhe alimento e fortaleceu-o para que n\u00e3o desanimasse no meio das suas fragilidades e sofrimento da vida. Deus, por\u00e9m, nunca esteve t\u00e3o pr\u00f3ximo do seu povo como est\u00e1 hoje entre n\u00f3s. Ele mesmo fez-se p\u00e3o, \u2018o p\u00e3o vivo descido do C\u00e9u\u2019, o alimento do seu povo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 meta. \u00c9 este alimento que, sacramentalmente, alimenta, cura e unifica:\u00a0 &#8220;Uma vez que h\u00e1 um \u00fanico p\u00e3o, n\u00f3s, embora muitos, somos um s\u00f3 corpo, porque todos participamos desse \u00fanico p\u00e3o&#8221; (1 Cor 10, 17). Cristo Eucaristia faz-nos sair de n\u00f3s mesmos para fazer de todos n\u00f3s uma s\u00f3 coisa com Ele, um s\u00f3 corpo, o Corpo M\u00edstico de Cristo, do qual fazem parte a Igreja triunfante (no C\u00e9u), a Igreja padecente (no Purgat\u00f3rio) e a Igreja militante (na terra). Na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, a Igreja renova continuamente a sua consci\u00eancia de ser sinal e instrumento, n\u00e3o s\u00f3 da \u00edntima uni\u00e3o com Deus mas tamb\u00e9m da unidade de todo o g\u00e9nero humano (cf. LG1). No entanto, a Eucaristia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 express\u00e3o de comunh\u00e3o na vida da Igreja, tamb\u00e9m \u00e9 projeto de solidariedade em prol de toda a humanidade, fazendo nascer um compromisso na edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais humana, equitativa e fraterna.<\/p>\n<p>Bento XVI dizia que na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica \u201cencontramo-nos naquela \u2018hora\u2019 de Jesus da qual nos fala o Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, a hora do triunfo total sobre o pecado e a morte, a hora em que Deus vence porque Deus \u00e9 amor. Esta \u2018hora\u2019 de Jesus torna-se a nossa hora, se n\u00f3s, mediante a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, nos deixarmos envolver por aquele processo de transforma\u00e7\u00e3o que o Senhor tem por finalidade (cf. Bento XVI, Col\u00f3nia, 21\/8\/2005).<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, afirmava que \u201ccada esfor\u00e7o de santidade, cada iniciativa para realizar a miss\u00e3o da Igreja, cada aplica\u00e7\u00e3o dos planos pastorais deve extrair a for\u00e7a de que necessita do mist\u00e9rio eucar\u00edstico e orientar-se para ele como o seu ponto culminante. Na Eucaristia, temos Jesus, o seu sacrif\u00edcio redentor, a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, temos o dom do Esp\u00edrito Santo, temos a adora\u00e7\u00e3o, a obedi\u00eancia e o amor ao Pai. Se transcur\u00e1ssemos a Eucaristia, como poder\u00edamos dar rem\u00e9dio \u00e0 nossa indig\u00eancia? (EdeE, 60).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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