{"id":32514,"date":"2008-06-17T11:22:10","date_gmt":"2008-06-17T11:22:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/17\/bens-culturais-da-igreja-redescobrir-sempre\/"},"modified":"2008-06-17T11:22:10","modified_gmt":"2008-06-17T11:22:10","slug":"bens-culturais-da-igreja-redescobrir-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bens-culturais-da-igreja-redescobrir-sempre\/","title":{"rendered":"Bens Culturais da Igreja. Redescobrir sempre!"},"content":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o express\u00e3o, n\u00e3o apenas passada, da experi\u00eancia de um povo, de pessoas. \u00c9 algo vivo e que comunica uma vida. <!--more--> \u00c9 recorrente, e confessemos que em muitos casos come\u00e7a a ser inconsequente, falar de mundo de informa\u00e7\u00e3o. Um mundo vasto que une o mundo disperso. Uma atitude que pretende unir e n\u00e3o separar ou cortar. A vastid\u00e3o e a intensidade da comunica\u00e7\u00e3o. O saber tudo a qualquer momento e em qualquer lugar. A velocidade da informa\u00e7\u00e3o transmitida pelos mais variados meios. Enfim, todas elas perspectivas sabidas e assimiladas, discutidas, conversadas ou, pura e simplesmente, concebidas. Reflectir sobre este assunto, apesar de, como dissemos, parecer inconsequente, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio, porque \u00e9 sempre novo e actual. Neste sentido, pensar a problem\u00e1tica dos Bens Culturais da Igreja no \u00e2mbito da comunica\u00e7\u00e3o e da globalidade da informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixa de ser um desafio. \u00c9 que pensar a referida problem\u00e1tica \u00e9 perceber e sentir a arte crist\u00e3, nas suas mais variadas perspectivas e vertentes, como alguma coisa que gera comunica\u00e7\u00e3o, informa e forma aqueles que se disp\u00f5em a olh\u00e1-la e a viv\u00ea-la. Na verdade, a arte crist\u00e3 nasce na l\u00f3gica do mist\u00e9rio da incarna\u00e7\u00e3o como uma t\u00e9nue continuidade dessa comunica\u00e7\u00e3o de Deus \u00e0 Hist\u00f3ria, mas ao mesmo tempo afirmando a for\u00e7a de uma mensagem que perdura no tempo e na hist\u00f3ria, nessa hist\u00f3ria que vive as fortes consequ\u00eancias da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Se anteriormente fal\u00e1mos de informa\u00e7\u00e3o, em excesso ou n\u00e3o, h\u00e1 uma quest\u00e3o que temos de levantar e, acima de tudo sentir. \u00c9 que nessa tal intensidade de informa\u00e7\u00e3o que todos os dias, a todo o momento, nos chega, h\u00e1 mensagens que n\u00e3o s\u00e3o outra coisa sen\u00e3o uma contra mensagem. Informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tecnicamente errada, mas geradora de conflito, atrito e pouco pac\u00edfica. Nesta dimens\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e melhor ainda, na intencionalidade que est\u00e1 por detr\u00e1s dela, a comunica\u00e7\u00e3o, a arte crist\u00e3 tem no mundo um papel fundamental. Para al\u00e9m de unir na dimens\u00e3o da f\u00e9 os crentes, permitindo-lhes &#8220;ver&#8221; os mist\u00e9rios que celebram, permite ainda despertar nos observadores, crentes ou n\u00e3o, sentimentos novos e redescobrir a beleza. Normalmente a leitura formal das coisas n\u00e3o se fica por a\u00ed. Essa leitura abre novos olhares, indo mais longe e atingindo outros objectivos.  Tudo isto significa refor\u00e7ar o que a Igreja sente e vive em rela\u00e7\u00e3o aos Bens Culturais. Eles s\u00e3o express\u00e3o, n\u00e3o apenas passada, da experi\u00eancia de um povo, de pessoas. \u00c9 algo vivo e que comunica uma vida. Materiais ou imateriais, m\u00f3veis ou im\u00f3veis, s\u00e3o sempre essa linguagem actual e actuante na vida das pessoas. H\u00e1 necessidade, nessa tal quest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, de perceber como \u00e9 importante e bom haver essa boa refer\u00eancia a uma s\u00e3 comunica\u00e7\u00e3o. A miss\u00e3o dos bens culturais na vida da Igreja, como depreendemos, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e patrimonial. Ficar somente na leitura e numa avalia\u00e7\u00e3o material dos bens empobrece o olhar sobre os mesmos. Nesta linha, e desde h\u00e1 muito, a Igreja tem procurado incutir a necessidade, nunca esquecida de os valorizar. Reavivar continuamente esta necessidade \u00e9 tarefa actual. Tem havido, como sabemos, um saud\u00e1vel crescente interesse sobre esta realidade. E porque \u00e9 uma realidade, \u00e9 actual e imposs\u00edvel de esquecer. Valorizar pastoralmente, propor caminhos de di\u00e1logo com a cultura a partir daquilo que s\u00e3o express\u00e3o viva da cultura crist\u00e3. Redescobrir a for\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o subjacente e, mais ainda, da for\u00e7a comunicativa dos bens culturais. Us\u00e1-los, acima de tudo dar-lhes uso e dar a conhecer o seu sentido, s\u00e3o um desafio que \u00e9 conhecido e indiscut\u00edvel, mas ao mesmo tempo sempre necess\u00e1rio. O trabalho realizado pelas v\u00e1rias entidades, Dioceses, Congrega\u00e7\u00f5es, Par\u00f3quias e Servi\u00e7os Diocesanos, permite-nos compreender melhor como cada vez mais os Bens Culturais da Igreja s\u00e3o uma realidade transversal a todos os sectores da viv\u00eancia eclesial. Pastoralmente, eles passam por todas as realidades, teologicamente eles d\u00e3o sentido e clareza \u00e0 experi\u00eancia teol\u00f3gica de s\u00e9culos. Exposi\u00e7\u00f5es, col\u00f3quios, confer\u00eancias, restauros de fundo ou mais superficiais, ac\u00e7\u00f5es da mais variada ordem relacionadas com os Bens Culturais, s\u00e3o uma realidade. H\u00e1 que dar a conhecer e incentivar \u00e0 participa\u00e7\u00e3o. Di\u00e1logo com entidades, poss\u00edveis mecenas, apelar a um compromisso conjunto, unificar iniciativas e abrir portas, podemos estar certos de que ser\u00e3o um princ\u00edpio, que apesar de existir, necessita sempre de uma releitura. O crescente interesse, por parte de tantos agentes, religiosos e n\u00e3o s\u00f3, deve constituir sempre o ponto de partida, para ser tamb\u00e9m o ponto de chegada. <i>Pe. Ant\u00f3nio Pedro Boto de Oliveira Dir. Bens Culturais Patriarcado de Lisboa<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles s\u00e3o express\u00e3o, n\u00e3o apenas passada, da experi\u00eancia de um povo, de pessoas. \u00c9 algo vivo e que comunica uma vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-32514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32514\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}