{"id":32488,"date":"2008-06-16T11:43:19","date_gmt":"2008-06-16T11:43:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/16\/ano-paulino-em-beja\/"},"modified":"2008-06-16T11:43:19","modified_gmt":"2008-06-16T11:43:19","slug":"ano-paulino-em-beja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-paulino-em-beja\/","title":{"rendered":"Ano Paulino em Beja"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Vitalino diz que \u00aba redescoberta da centralidade de Cristo\u00bb ser\u00e1 o \u00abgrande meio para chegar aos irm\u00e3os mais afastados\u00bb <!--more--> <u>Caminhar com S\u00e3o Paulo ao encontro de Cristo<\/u>  1. Um Ano Paulino&#8230; O Santo Padre Bento XVI proclamou um ano jubilar dedicado ao Ap\u00f3stolo S. Paulo. Este &#8220;Ano Paulino&#8221;, que ter\u00e1 lugar de 28 de Junho de 2008 at\u00e9 29 de Junho de 2009, celebrar\u00e1 o bimilen\u00e1rio do nascimento do Ap\u00f3stolo, colocado pelos historiadores entre os anos 7 e 10 d.C. Este ser\u00e1, certamente, um tempo prop\u00edcio para conhecer melhor a vida e a obra de S. Paulo, mas ser\u00e1, tamb\u00e9m, mais uma oportunidade a n\u00e3o perder, para voltarmos ao essencial da nossa f\u00e9 crist\u00e3, a nossa identifica\u00e7\u00e3o com Cristo.  De facto, este ano deve ajudar-nos a colocar Jesus Cristo no centro da nossa vida, de modo que a nossa identidade se distinga principalmente pelo encontro, pela comunh\u00e3o com Cristo e com a sua Palavra. Paulo \u00e9 para n\u00f3s um modelo a seguir. Ele j\u00e1 n\u00e3o vive para si, vive de Cristo e com Cristo (Fl 1, 21). Diante da cruz de Cristo n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que possa vangloriar-se. Para os crist\u00e3os n\u00e3o h\u00e1 outro motivo de gl\u00f3ria que n\u00e3o seja a cruz do Senhor Jesus Cristo (Gl 6, 14). Neste sentido, o Ap\u00f3stolo chega at\u00e9 a considerar os nossos sofrimentos como os &#8220;sofrimentos de Cristo em n\u00f3s&#8221; (2 Cor 1, 5), de modo que &#8220;trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que tamb\u00e9m a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo&#8221; (2 Cor 4, 10). Assim, devemos viver a nossa vida quotidiana partindo sempre de uma grande intimidade com o Senhor Jesus, porque nada nos pode separar do seu amor (Rm 8, 39). A nossa vida crist\u00e3 n\u00e3o nasce de ideias ou de doutrinas v\u00e3s e passageiras, mas alicer\u00e7a-se numa rocha est\u00e1vel e segura que nenhuma tempestade pode destruir (Mt 7, 25). Dessa rocha segura tiramos toda a nossa for\u00e7a, toda a nossa esperan\u00e7a, porque, &#8220;se Deus est\u00e1 por n\u00f3s, quem pode estar contra n\u00f3s?&#8221; (Rm 8, 31). Por isso mesmo, a nossa perten\u00e7a radical a Cristo e o facto de &#8220;existirmos n&#8217;Ele&#8221; deve levar-nos a uma atitude de total confian\u00e7a e de imensa alegria.  2. Para redescobrir a centralidade de Cristo&#8230; Portanto, n\u00f3s n\u00e3o acreditamos num Deus distante, desconhecido ou vingativo. Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, \u201cenviou aos nossos cora\u00e7\u00f5es o Esp\u00edrito do seu Filho&#8221; (Gl 4, 6), e deu-nos a possibilidade de O chamarmos Pai. Pelo Esp\u00edrito Santo que recebemos no dia do nosso Baptismo e pelo qual podemos exclamar \u201cAbb\u00e1, \u00f3 Pai&#8221;, n\u00f3s entr\u00e1mos num relacionamento \u00fanico e singular de filia\u00e7\u00e3o com Deus. N\u00f3s n\u00e3o somos \u201cestrangeiros nem h\u00f3spedes, mas concidad\u00e3os dos santos e membros da fam\u00edlia de Deus.\u201d (Ef 2, 19). E esta fam\u00edlia \u00e9 a Igreja, corpo de Cristo, porque, &#8220;uma vez que h\u00e1 um \u00fanico p\u00e3o, n\u00f3s, embora muitos, somos um s\u00f3 corpo&#8221; (1 Cor 10, 17). De facto, pela comunh\u00e3o do Corpo de Cristo, todos somos um s\u00f3 em Cristo (Gl 3, 28).  Desta forma, a redescoberta da centralidade de Cristo na nossa vida pessoal e na vida diocesana ser\u00e1 o grande meio para chegarmos aos nossos irm\u00e3os mais afastados e para que, todos juntos, possamos edificar o Corpo de Cristo at\u00e9 que alcancemos \u00e0 \u201cmedida da estatura de Cristo na sua plenitude\u201d (Ef 4, 13).  3. guiados por catequeses paulinas&#8230; Na nossa Diocese, o in\u00edcio oficial da celebra\u00e7\u00e3o do Ano Paulino ter\u00e1 lugar no pr\u00f3ximo Dia Diocesano, dia 27 de Setembro de 2008, embora nada impe\u00e7a que as Par\u00f3quias, que assim o entenderem, comecem as actividades j\u00e1 a partir do dia 28 de Junho. Para ajudar a uma viv\u00eancia mais intensa deste ano foram elaborados uma pagela, com uma ora\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o Ano Paulino, e um cartaz divulgativo, tamb\u00e9m pr\u00f3prio para este ano. Todos aqueles que os quiserem utilizar dever\u00e3o contactar o P. Jo\u00e3o Paulo Quelhas. Ser\u00e1, ainda, posta ao servi\u00e7o de toda a Diocese uma proposta da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa para a viv\u00eancia do Ano Paulino. Trata-se de um conjunto de 52 catequeses, editadas num belo livro, que pode ser adquirido na nossa Livraria Diocesana. Embora seja desej\u00e1vel seguir este itiner\u00e1rio proposto para todas as semanas do ano, sabendo que nem todas as comunidades e pessoas conseguir\u00e3o reunir-se semanalmente, vamos adaptar algumas catequeses para os tempos lit\u00fargicos principais do ano, a saber, 4 ou 5 catequeses para o Advento, 7 catequeses para a Quaresma e 7 catequeses para o tempo pascal.  Tamb\u00e9m vai ser publicado um cartaz para ser afixado nas igrejas, institui\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os das dioceses, assim como uma estampa com uma bela ora\u00e7\u00e3o. Os interessados dever\u00e3o comunicar as quantidades pretendidas dos diferentes subs\u00eddios anunciados, a fim de poderem ser impressos ou encomendados de acordo com os pedidos. Tamb\u00e9m a Escola de Minist\u00e9rios, que iniciar\u00e1 novamente a sua actividade no pr\u00f3ximo m\u00eas de Setembro, se dedicar\u00e1 mais exaustivamente ao estudo da vida e da obra de S. Paulo e desenvolver\u00e1 um conjunto de ac\u00e7\u00f5es pelos diferentes Arciprestados, tendo em vista um maior conhecimento da Palavra de Deus, partindo das propostas do pr\u00f3ximo S\u00ednodo dos Bispos, que se realizar\u00e1 em Roma, com o tema a Palavra de Deus na vida da Igreja.  4. Disc\u00edpulos e enviados de Cristo, para que n\u2019Ele todos tenham vida S. Paulo, chamado e fascinado por Cristo, depois do encontro com Ele no caminho de Damasco, tornou-se um ap\u00f3stolo incans\u00e1vel, ardoroso, corajoso e sem medo. Obrigado a explicar o seu direito e dever de ser ap\u00f3stolo, d\u00e1-nos um belo testemunho da sua vida apost\u00f3lica, que vale a pena ler e meditar, com a pergunta de fundo: o que aconteceu a Paulo para ser assim e o que nos falta a n\u00f3s para n\u00e3o nos tornarmos semelhantes a ele? (2 Cor 4, 1 ss) A sua identifica\u00e7\u00e3o com Cristo levou-o a exclamar: \u201cse eu anuncio o Evangelho, n\u00e3o \u00e9 para mim motivo de gl\u00f3ria, \u00e9 antes uma obriga\u00e7\u00e3o que me foi imposta: ai de mim, se eu n\u00e3o evangelizar!\u201d (1 Cor 9, 16) Parafraseando o t\u00edtulo da V Confer\u00eancia Geral da Igreja da Am\u00e9rica Latina, em 2007, na Aparecida, tamb\u00e9m eu direi que a nossa Igreja diocesana precisa de se converter a Cristo, deixar-se fascinar por Ele, alimentar-se da sua Palavra e dos seus Sacramentos e ir ao encontro dos irm\u00e3os na fam\u00edlia e na sociedade alentejana, para que todos n\u2019Ele tenham vida, pois \u00e9 Ele o \u00fanico Salvador do mundo. Estas v\u00e1rias dimens\u00f5es interpenetram-se: nem seremos mission\u00e1rios, se n\u00e3o conhecermos melhor a Cristo, nem seremos seus verdadeiros disc\u00edpulos, se n\u00e3o formos suas testemunhas. Precisamos de viver um cristianismo mais conhecedor da B\u00edblia, mais orante e mais mission\u00e1rio. Oxal\u00e1 este Ano Paulino seja um contributo forte para a prepara\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo Diocesano, que h\u00e1 anos venho anunciando. Para terminar, convido-vos a todos a que celebremos com disponibilidade e entusiasmo este ano de gra\u00e7a e miseric\u00f3rdia dedicado ao Ap\u00f3stolo S. Paulo, doutor das na\u00e7\u00f5es na f\u00e9 e na verdade (1Tm 2,7), para que a nossa Igreja Diocesana seja cada vez mais uma \u201ccarta conhecida e lida por todos os homens&#8221; (2 Cor 3, 2). Que Nossa Senhora, de quem todos somos muito devotos, nos conduza, atrav\u00e9s da leitura e medita\u00e7\u00e3o dos textos e da vida de S. Paulo, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o mais profunda com seu Filho, Jesus Cristo, para nos tornarmos seus disc\u00edpulos e enviados, para que n\u2019Ele todos tenham vida, dotada daquelas qualidades essenciais como s\u00e3o a esperan\u00e7a, a f\u00e9, a alegria e a caridade. <i> \u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, Bispo de Beja<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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