{"id":32463,"date":"2008-06-13T15:41:47","date_gmt":"2008-06-13T15:41:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/13\/iconografia-aproxima-maria-e-santo-antonio\/"},"modified":"2008-06-13T15:41:47","modified_gmt":"2008-06-13T15:41:47","slug":"iconografia-aproxima-maria-e-santo-antonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/iconografia-aproxima-maria-e-santo-antonio\/","title":{"rendered":"Iconografia aproxima Maria e Santo Ant\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Ant\u00f3nio Couto, na Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria de Junho ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, na noite do dia 12 <!--more--> 12 de JUNHO: Homilia de D. Ant\u00f3nio Couto, Bispo Auxiliar de Braga e Presidente da Peregrina\u00e7\u00e3o Anivers\u00e1ria de Junho 2008   \u00abViver na verdade\u00bb (8.\u00ba mandamento)  \u00abQuem habitar\u00e1, Senhor, no vosso santu\u00e1rio? O que n\u00e3o usa a l\u00edngua para levantar cal\u00fanias\u00bb (Sl 15(14),3).  <i>Santo Ant\u00f3nio de Lisboa, Festa (Altar do Recinto, 12 de Junho, 22h30)<\/i>  Sir 39,8-14 = \u00abAdquirir\u00e1 a rectid\u00e3o de julgamento\u00bb Ap 14,1.4-5 = \u00abNa sua boca nunca se encontrou mentira: s\u00e3o irrepreens\u00edveis\u00bb Mt 5,13-19 = \u00abDeve brilhar a vossa luz diante dos homens\u00bb  1. Maria aparece muitas vezes, na iconografia, com o Menino nos bra\u00e7os e um olhar de gra\u00e7a suavemente iluminado. O movimento dos bra\u00e7os mostra a ternura maternal de quem embala e segura o Menino Jesus, ou a alegria evangelizadora de quem apresenta e oferece Jesus a este mundo, reclamando de cada um de n\u00f3s m\u00e3os carinhosas e seguras, cora\u00e7\u00e3o maternal, olhar de gra\u00e7a.  2. \u00c9 f\u00e1cil ler, no contexto da iconografia, uma grande cumplicidade entre Maria e Santo Ant\u00f3nio de Lisboa, de P\u00e1dua ou de todo o mundo. V\u00ea-se bem que tamb\u00e9m Santo Ant\u00f3nio aparece com o Menino nos bra\u00e7os: umas vezes, segurando Jesus com os dois bra\u00e7os; outras vezes, com um bra\u00e7o segurando Jesus, e no outro ostentando um livro, o Livro, o Livro da Palavra de Deus, que t\u00e3o bem viveu e t\u00e3o bem soube dizer; outras vezes ainda, ostentando Jesus sentado sobre o Livro, Senhor do Livro, como o Anjo de Mateus sentado sobre a pedra do sepulcro (Mt 28,2). Bel\u00edssimas figura\u00e7\u00f5es de amor e luz. Maria olhando pelo Menino Jesus ou convidando-nos a olhar pelo Menino Jesus. Santo Ant\u00f3nio de Lisboa ostentando o Menino Jesus e o Livro, mostrando bem com que amor soube ler a Escritura, e convidando-nos a acolher o Menino que atravessa em contraluz toda a Escritura, e a ler a Escritura em contraluz acolhendo em cada p\u00e1gina, n\u00e3o apenas sons e s\u00edlabas e palavras e frases, mas um Rosto e um Nome, JESUS.  3. Maria e Santo Ant\u00f3nio de Lisboa. Os dois com o Menino Jesus nos bra\u00e7os e no cora\u00e7\u00e3o, nos l\u00e1bios, na vida. Eles tomaram conta de Jesus com amor, tomaram conta do amor. Ou foi o amor que tomou conta deles? Na verdade, s\u00e3o eles que seguram Jesus, ou \u00e9 Jesus que os segura a eles? Somos n\u00f3s que seguramos a Palavra de Deus, ou \u00e9 a Palavra de Deus que nos segura a n\u00f3s? Fr\u00e1gil, forte seguran\u00e7a, a seguran\u00e7a-confian\u00e7a do amor, forte como a morte o amor (Ct 8,6).  4. \u00c9 por esta imagem de um Menino ao colo de uma M\u00e3e, seguro-confiante na for\u00e7a do amor maternal que cuida dele sempre, que, em termos b\u00edblicos, entramos no caminho da Verdade (J. GOLDSTAIN, Le monde des psaumes, Paris, Source, 1964, p. 391 e 393. Verdade, na B\u00edblia hebraica, diz-se \u2019emet, cuja etimologia remete para seguran\u00e7a, firmeza, confian\u00e7a (\u2019emunah, \u2019aman, \u2019amen). Diz ent\u00e3o o Livro que Santo Ant\u00f3nio segura no bra\u00e7o com o Menino em cima que o lugar mais verdadeiro do mundo, portanto, a maior fonte de seguran\u00e7a do mundo, s\u00e3o os bra\u00e7os de uma M\u00e3e ou de um Pai que ternamente seguram um beb\u00e9.  5. A verdade \u00e9, portanto, a verdade do Amor que n\u00e3o engana, o mais puro amor que existe. A analogia do amor materno e paterno abre para Deus, que o mesmo Livro diz que ama com amor perfeito. S. Paulo dirige-se a n\u00f3s desta maneira, ao escrever as primeiras linhas da primeira p\u00e1gina do Novo Testamento:   \u00ab1,4(\u2026) Irm\u00e3os AMADOS por Deus (\u00eagap\u00eam\u00e9noi hyp\u00f2 [to\u00fb] theo\u00fb)\u00bb (1 Ts 1,4).  A locu\u00e7\u00e3o \u00abAMADOS\u00bb apresenta-se no tempo perfeito passivo (\u00eagap\u00eam\u00e9noi: part. perf. passivo de agap\u00e1\u00f4), e traduz, portanto, um amor novo, vindo de Deus, que come\u00e7ou a amar e a amar continua ainda hoje, pois \u00e9 esse o sentido do perfeito grego.  6. \u00c9 por isso que Deus, amor perfeito e permanente \u2013 o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13,8) \u2013, n\u00e3o mente, n\u00e3o engana, n\u00e3o seduz. Ele \u00e9 a Sabedoria, Ele \u00e9 a luz. Ele chama, Ele ama, Ele d\u00e1 a Sabedoria, Ele alumia. A nossa luz \u00e9 reflexa, a nossa sabedoria \u00e9 recebida, recebido \u00e9 o amor com que amamos. N\u00e3o o amor da sabedoria. Mas a sabedoria do amor. \u00abDeus governa o mundo com as palmas das suas m\u00e3os\u00bb (Sir 18,3), em que est\u00e1 tatuado o nosso rosto e o nosso nome (Is 49,16), e tem sempre as suas \u00abm\u00e3os abertas sobre n\u00f3s\u00bb (Sl 139,5). M\u00e3os de amor.  7. Como Maria e como Santo Ant\u00f3nio, experimentemos tamb\u00e9m viver de cora\u00e7\u00e3o aberto e de m\u00e3os abertas para acolher e saborear o dom de Deus (Hb 6,4) e experimentar a beleza da Palavra de Deus (Hb 6,5). Maria e Santo Ant\u00f3nio, com o Livro e o Menino, representam uma nova cultura, n\u00e3o assente na mentira, na esclerose ou dureza do cora\u00e7\u00e3o, no poder e na viol\u00eancia, mas na ternura, no amor, na suavidade e na verdade.  8. Santo Ant\u00f3nio de Lisboa, Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima, ensinai-nos a viver com o Livro da Palavra de Deus e o Menino nos bra\u00e7os e no cora\u00e7\u00e3o. \u00c1men. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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