{"id":324448,"date":"2024-05-04T10:53:09","date_gmt":"2024-05-04T09:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=324448"},"modified":"2024-05-04T10:53:09","modified_gmt":"2024-05-04T09:53:09","slug":"fixar-o-nosso-olhar-em-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fixar-o-nosso-olhar-em-maria\/","title":{"rendered":"Fixar o nosso olhar em Maria"},"content":{"rendered":"<p><em>D. Ant\u00f3nio Luciano, Diocese de Viseu<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_324449\" aria-describedby=\"caption-attachment-324449\" style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-324449\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria-771x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria-771x1024.jpg 771w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria-196x260.jpg 196w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria-768x1020.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria-1157x1536.jpg 1157w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/antonio-luciano-costa-maria.jpg 1446w\" sizes=\"(max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-324449\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Diocese de Viseu<\/figcaption><\/figure>\n<p>Chegou o m\u00eas de maio, o \u201cM\u00eas de Maria\u201d, dedicado ao culto dirigido \u00e0 M\u00e3e de Jesus, centrado numa espiritualidade mariana, que tem na ora\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o express\u00e3o muito viva na f\u00e9 do povo crist\u00e3o.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do ter\u00e7o congrega muitos fi\u00e9is durante o m\u00eas de maio na Igreja paroquial, num santu\u00e1rio, numa igreja, capela, hospital, lar de idosos e noutros espa\u00e7os, animado com c\u00e2nticos e reflex\u00f5es sobre a vida de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>O ter\u00e7o \u00e9 uma forma de ora\u00e7\u00e3o simples, que precede ou acompanha a ora\u00e7\u00e3o contemplativa do Esp\u00edrito Santo. O ter\u00e7o \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, das mulheres simples, dos idosos, dos pastores e dos jovens, dos mission\u00e1rios e dos doentes, que na sua pobreza e pequenez se abandonam nas m\u00e3os de Maria e confiam na sua intercess\u00e3o: \u201cRogai por n\u00f3s pecadores\u201d.<\/p>\n<p>O m\u00eas dedicado a Maria \u00e9 por si expressivo de um culto mariano, que \u00e9 transversal \u00e0 vida da Igreja. A recita\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o pedido por Nossa Senhora aos pastorinhos em F\u00e1tima: \u201crezai o ter\u00e7o todos os dias\u201d \u00e9 uma oportunidade para os crist\u00e3os entrarem de um modo simples na vida e na escola de Maria. \u00c9 um meio concreto para viver a vida do cora\u00e7\u00e3o dilacerado que diante de Deus se sente pobre e pecador.<\/p>\n<p>O Ros\u00e1rio \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o excelente, que na sua simplicidade pode ser rezado por todos e em qualquer lugar e situa\u00e7\u00e3o de vida. \u201cPor sua natureza, a recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio exige um ritmo tranquilo, um certo vagar para pensar, de modo a favorecer os mist\u00e9rios da vida do Senhor, vistos atrav\u00e9s do Cora\u00e7\u00e3o d\u00b4Aquela que mais de perto esteve em contacto com Ele, e assim abrir acesso \u00e0s suas insond\u00e1veis riquezas\u201d (Paulo VI, Marialis Cultus, n. 47).<\/p>\n<p>Muitos foram os santos e os Papas que nos convidaram e incentivaram a rezar o ter\u00e7o em cada dia, para assim crescermos no verdadeiro amor e devo\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e de Jesus. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, um Papa profundamente mariano, cujo lema era \u201cTotus Tuus\u201d, \u201cTodo de Maria\u201d, n\u00e3o se cansava de repetir aos jovens que \u201co ter\u00e7o era a sua ora\u00e7\u00e3o predileta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Ros\u00e1rio tem uma ora\u00e7\u00e3o profundamente cristol\u00f3gica. Com efeito, o seu elemento mais caracter\u00edstico \u2013 a repeti\u00e7\u00e3o lit\u00e2nica da Av\u00e9 Maria \u2013 torna-se tamb\u00e9m louvor incessante a Cristo, objeto \u00faltimo do an\u00fancio do Anjo, e da sauda\u00e7\u00e3o da m\u00e3e de Jo\u00e3o Batista: \u201cBendito \u00e9 o fruto do teu ventre\u201d (Lc 1,42). Mais ainda a repeti\u00e7\u00e3o da Av\u00e9 Maria constitui a urdidura sobre a qual se desenrola a contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios: o Jesus de cada Av\u00e9 Maria \u00e9 o mesmo que a sucess\u00e3o dos mist\u00e9rios nos apresenta de cada vez, como Filho de Deus e da Virgem Sant\u00edssima, nascido numa gruta em Bel\u00e9m, apresentado no Templo por Sua M\u00e3e, adolescente cheio de zelo pelas coisas de Seu Pai; depois Redentor agonizante no horto, flagelado e coroado de espinhos, a carregar a cruz e a morrer no Calv\u00e1rio; por fim ressuscitado da morte e subindo \u00e0 gl\u00f3ria do Pai, para efundir o dom do Esp\u00edrito Santo\u201d (Marialis Cultus, n. 46).<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II no Ano do Ros\u00e1rio prop\u00f4s \u00e0 Igreja o elenco dos mist\u00e9rios luminosos que nos levam a contemplar os mist\u00e9rios da vida de Jesus desde o Batismo no Rio Jord\u00e3o, \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o das Bodas de Can\u00e1, ao an\u00fancio do Reino de Deus, \u00e0 Transfigura\u00e7\u00e3o no Monte Tabor at\u00e9 ao mist\u00e9rio do dom do Sacerd\u00f3cio e a Institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia.<\/p>\n<p>Com todo este incentivo doutrinal rezar o ter\u00e7o \u00e9 uma maneira de com os sentimentos de Maria contemplar Cristo para com Ele nos unirmos no amor; isto disp\u00f5e-nos o cora\u00e7\u00e3o para vivermos em anamnese da liturgia, onde encontramos estes mesmos mist\u00e9rios da vida de Cristo, a fim de nos unirmos a Ele na Sua realidade sacramental.<\/p>\n<p>O ter\u00e7o pode ser uma espl\u00eandida prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, e tornar-se um \u00f3timo prolongamento dela.<\/p>\n<p>Convido os pastores, os consagrados e os fi\u00e9is leigos a valorizarmos a ora\u00e7\u00e3o mariana do ter\u00e7o nas nossas comunidades para que aprendamos a verdadeira linguagem do cora\u00e7\u00e3o: \u201cSe dizeis \u201cMaria\u201d, Ela diz \u201cJesus\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro Domingo de Maio \u00e9 dedicado ao \u201cDia da M\u00e3e\u201d, vivamos com alegria este dia refletindo em comunidade sobre o dom da maternidade.<\/p>\n<p>Contemplemos sob o olhar da M\u00e3e de Jesus as nossas m\u00e3es e rezemos por elas para que sejam fi\u00e9is \u00e0 sua miss\u00e3o de m\u00e3es, mestras, educadoras e cuidadoras da vida dos seus filhos, conduzindo-os sempre pelos caminhos do amor e da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Sejamos filhos na gratid\u00e3o e na presen\u00e7a junto das nossas m\u00e3es, rezemos por elas e confiemos a sua vida \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Rezemos por todas as m\u00e3es falecidas para que junto de Deus continuem a interceder por n\u00f3s seus filhos.<\/p>\n<p>Pe\u00e7amos a Nossa Senhora M\u00e3e de Jesus e modelo de todas as m\u00e3es para que cuide de n\u00f3s nos diversos caminhos da vida. Confio \u00e0 M\u00e3e de Jesus, todas as m\u00e3es particularmente aquelas, que experimentam a dor, a separa\u00e7\u00e3o, a prova\u00e7\u00e3o, o abandono, ou outras experi\u00eancias de sofrimento f\u00edsico, moral e espiritual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Luciano, Bispo de Viseu<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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