{"id":32389,"date":"2008-06-09T12:20:24","date_gmt":"2008-06-09T12:20:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/09\/cavaco-silva-distingue-religiosa-pelo-trabalho-no-bairro-6-de-maio\/"},"modified":"2008-06-09T12:20:24","modified_gmt":"2008-06-09T12:20:24","slug":"cavaco-silva-distingue-religiosa-pelo-trabalho-no-bairro-6-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cavaco-silva-distingue-religiosa-pelo-trabalho-no-bairro-6-de-maio\/","title":{"rendered":"Cavaco Silva distingue religiosa pelo trabalho no Bairro 6 de Maio"},"content":{"rendered":"<p>Ir. Mafalda Moniz admite surpresa e pede outro olhar sobre os bairros problem\u00e1ticos <!--more--> Foi com atrapalha\u00e7\u00e3o e surpresa que a Irm\u00e3 Mafalda Moniz, das Mission\u00e1rias Dominicanas do Ros\u00e1rio, recebeu a noticia que seria uma das personalidades condecoradas pelo Presidente da Rep\u00fablica, Cavaco Silva, no Dia de Portugal, assinalado a 10 de Junho, com a Ordem de M\u00e9rito.  Nas comemora\u00e7\u00f5es nacionais, a decorrer em Viana do Castelo, a religiosa ser\u00e1 distinguida como grande oficial da Ordem do M\u00e9rito, pela sua obra no Bairro Social 6 de Maio, na Amadora, nos sub\u00farbios da capital portuguesa.  A Ordem de M\u00e9rito tem por finalidade galardoar actos ou servi\u00e7os merit\u00f3rios praticados no exerc\u00edcio de quaisquer fun\u00e7\u00f5es, p\u00fablicas ou privadas, ou que revelem desinteresse e abnega\u00e7\u00e3o em favor da colectividade.  A Irm\u00e3 Mafalda Moniz afirma n\u00e3o se sentir merecedora de tal condecora\u00e7\u00e3o, pois \u201cn\u00e3o fa\u00e7o nada de extraordin\u00e1rio\u201d, quando comparado \u201ccom o que tantas pessoas fazem a favor dos outros\u201d. Esta \u00e9 a sua miss\u00e3o enquanto mission\u00e1ria dominicana, por isso \u201cn\u00e3o estou \u00e0 espera de recompensa\u201d.  Uma condecora\u00e7\u00e3o para o 6 de Maio  O que considera ter chamado a aten\u00e7\u00e3o foi o trabalho desenvolvido pelas religiosas no Bairro 6 de Maio, na Amadora. \u201cA condecora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 minha, mas de quem, todos os dias se envolve neste trabalho\u201d.  Um trabalho de acolhimento, de ajuda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o imigrante, de apoio aos jovens, \u00e0s crian\u00e7as e \u00e0s fam\u00edlias carenciadas \u201cnuma altura muito complicada para a popula\u00e7\u00e3o em geral, mas mais ainda para quem n\u00e3o tem nada\u201d.  A miss\u00e3o do centro social \u00e9 \u201ctrabalhar para uma plena cidadania\u201d, explica a religiosa.  H\u00e1 muito que a Irm\u00e3 Mafalda Moniz conhece as ruas do 6 de Maio. Entre 1987 e 1990 a religiosa esteve no bairro a \u201cdescobrir qual a minha voca\u00e7\u00e3o\u201d. Esteve depois tr\u00eas anos em Mo\u00e7ambique, \u201cdurante um tempo fui estando l\u00e1 e c\u00e1\u201d, at\u00e9 que desde 1996, \u201cestabilizei na Congrega\u00e7\u00e3o que vive no Bairro\u201d.  No 6 de Maio j\u00e1 fez um pouco de tudo. Mas o trabalho com jovens e adolescentes \u201csempre mexeu muito comigo\u201d. A integra\u00e7\u00e3o dos jovens, a preven\u00e7\u00e3o da delinqu\u00eancia, \u201cno fundo, a constru\u00e7\u00e3o de um projecto de vida\u201d, a somar \u00e0 parte pastoral s\u00e3o tarefas que, sem privilegiar, elege.  Formada em pol\u00edtica social, a Ir. Mafalda Moniz passou, em 2000, a trabalhar no Centro como t\u00e9cnica de Servi\u00e7o Social. Desde 2003 assume fun\u00e7\u00f5es de directora t\u00e9cnica. Mas, \u201cnuma casa pequena, fa\u00e7o um pouco de tudo\u201d, acrescenta entusiasmada. Como a pr\u00f3pria afirma \u201cn\u00e3o consigo estar no gabinete\u201d e ser respons\u00e1vel por todas as \u00e1reas, apesar de contar com uma equipa, leva-a ao encontro das pessoas.  \u201cViver no bairro ajuda muito. Escutar as pessoas, mesmo que por vezes faltem as respostas\u201d, sublinha ser uma miss\u00e3o.  O projecto do livro \u00abDo outro lado da linha\u00bb, datado de 2003, deu origem \u00e0s bolsas de estudo para que jovens, sem recursos financeiros, pudessem estudar na universidade. O projecto de ac\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u201c\u00e9 o bolo do trabalho da institui\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; servi\u00e7o social, acompanhamento \u00e0s fam\u00edlias, gabinete jur\u00eddico no apoio aos imigrantes, s\u00e3o apenas alguns exemplos deste \u201cbolo\u201d.  A comunidade tem tamb\u00e9m o projecto de alfabetiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 desenvolvido com a ajuda de professores destacados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e de outros volunt\u00e1rios para dar aulas \u201ce tempo \u00e0 comunidade\u201d.  Muitos jovens que foram crescendo com a comunidade, s\u00e3o tamb\u00e9m volunt\u00e1rios e colaboradores. \u201cAlguns que foram realojados noutros locais, voltam ao bairro para ajudar\u201d, enfatiza a religiosa.  A Irm\u00e3 Mafalda explica que os jovens \u201cse sentem aqui acolhidos e em casa\u201d. A religiosa conhece-os pelo nome, com as suas caracter\u00edsticas pessoais. O est\u00edmulo \u00e9 resultado do contacto pessoal. \u201c\u00c9 certo que os jovens podem estar alheados, mas que fazemos n\u00f3s para combater isso\u201d, questiona quando confrontada com as declara\u00e7\u00f5es de Cavaco Silva sobre o afastamento dos jovens da pol\u00edtica.  A fam\u00edlia \u201cn\u00e3o tem tempo para estar com eles\u201d, aponta a religiosa que explica que s\u00e3o \u201csubstitutas da fam\u00edlia\u201d.  Os jovens a quem \u201cconseguimos chegar\u201d fazem um processo de desenvolvimento pessoal. A Irm\u00e3 Mafalda lamenta n\u00e3o conseguirem chegar a todos. \u201cEsta \u00e9 a frustra\u00e7\u00e3o, pois nem todos aderem \u00e0 proposta\u201d.  Um outro olhar  Conotado com delinqu\u00eancia e dist\u00farbios, a Irm\u00e3 Mafalda Moniz acredita que a condecora\u00e7\u00e3o pode ser uma oportunidade para as pessoas perceberem o que de bom acontece no Bairro 6 de Maio. \u201cEsta \u00e9 uma publicidade positiva\u201d, brinca.  A condecora\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 importante para a comunidade\u201d, explica, mesmo para aqueles que n\u00e3o usufruem directamente das val\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o. \u201cMas poder\u00e1 ser uma forma de eles verem o que pode acontecer de bom, com eles tamb\u00e9m\u201d.  O Bairro vai sendo conhecido por raz\u00f5es \u201cpositivas e isso pode ajudar a mudar mentalidades\u201d, aponta a religiosa que explica que alguns moradores n\u00e3o arranjam trabalho porque moram no 6 de Maio.  O reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Centro Social \u201cd\u00e1 credibilidade\u201d. No meio de dificuldades e de parcerias com outras institui\u00e7\u00f5es \u201cquem sabe se n\u00e3o poder\u00e3o surgir mais ajudas\u201d, avan\u00e7a esperan\u00e7ada.  No passado m\u00eas de Maio, durante a entrega dos pr\u00e9mios \u201cMulher Activa 2007\u201d, a Primeira-dama, Maria Cavaco Silva, destacara que \u201ca Irm\u00e3 Mafalda d\u00e1-se toda ao Bairro 6 de Maio. E gostava que lhe vissem o sorriso quando tem uma boa not\u00edcia, como um cheque que lhe entreguei para levar os seus meninos de f\u00e9rias \u00e0 beira-mar\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ir. 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