{"id":32349,"date":"2008-06-06T11:52:38","date_gmt":"2008-06-06T11:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/06\/viver-o-domingo-com-a-igreja-catolica\/"},"modified":"2008-06-06T11:52:38","modified_gmt":"2008-06-06T11:52:38","slug":"viver-o-domingo-com-a-igreja-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viver-o-domingo-com-a-igreja-catolica\/","title":{"rendered":"Viver o Domingo com a Igreja Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Instru\u00e7\u00e3o Pastoral sobre o Domingo e sua celebra\u00e7\u00e3o completa 30 anos, mantendo actualidade em quest\u00f5es fulcrais <!--more--> O Domingo \u00e9 das mais antigas e mais \u201cimportantes institui\u00e7\u00f5es crist\u00e3s\u201d (Cf. \u00abA Instru\u00e7\u00e3o Pastoral sobre o Domingo e sua celebra\u00e7\u00e3o\u00bb). O respeito e a viv\u00eancia do descanso e da missa dominicais s\u00e3o \u00edndices significativos da penetra\u00e7\u00e3o do cristianismo na alma duma popula\u00e7\u00e3o. Publicada a 9 de Junho de 1978, esta instru\u00e7\u00e3o pastoral aborda as quest\u00f5es fulcrais sobre este dia da semana. A reuni\u00e3o dos fi\u00e9is para a celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal era a nota dominante do Domingo crist\u00e3o nos prim\u00f3rdios. Actualmente, nas sociedades de velha tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u201ca viv\u00eancia social do Domingo \u00e9 sobretudo marcada por ser o dia de descanso\u201d \u2013 sublinha o documento da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. E acrescenta: \u201cmesmo que a muitos escape o sentido espiritual e religioso do descanso dominical, ele \u00e9 um valor que a Igreja se empenha em defender\u201d. Depois do primeiro recenseamento \u00e0 pr\u00e1tica dominical realizado a 6 de Fevereiro de 1977, os bispos portugueses constataram que \u201c\u00e9 baixa a frequ\u00eancia das missas dominicais, quase se perdeu a tradi\u00e7\u00e3o das devo\u00e7\u00f5es de Domingo \u00e0 tarde\u201d. Este dia da semana foi-se adaptando, ao longo dos s\u00e9culos, \u00e0s circunst\u00e2ncias mut\u00e1veis da vida social. Hoje, ele defronta uma das \u201cmais profundas mudan\u00e7as socioculturais, a passagem da civiliza\u00e7\u00e3o da estabilidade \u2013 para a moderna civiliza\u00e7\u00e3o urbana \u2013 civiliza\u00e7\u00e3o da mobilidade\u201d. A pastoral do Domingo tem de enfrentar com \u201crealismo esta mudan\u00e7a, superando as dificuldades e aproveitando as oportunidades que dela adv\u00eam\u201d \u2013 real\u00e7a o documento. Passados trinta anos, a realidade ainda continua em mobilidade constante. No entanto, no cap\u00edtulo \u00abPara uma Pastoral realista do Domingo\u00bb, os bispos portugueses apontam as solu\u00e7\u00f5es: \u201cA pastoral do Domingo tem, pois, de contar com realidades como a dispers\u00e3o das pessoas nos fins de semana, f\u00e9rias e turismo, sem esquecer as peregrina\u00e7\u00f5es e visitas a santu\u00e1rios; os pequenos grupos, a come\u00e7ar pelos que se formam por motivos de vida espiritual e apostolado; e os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, com tudo o que representam de distrac\u00e7\u00e3o dos valores espirituais e religiosos, mas tamb\u00e9m de possibilidade novas de transmiss\u00e3o da mensagem evang\u00e9lica ou de promo\u00e7\u00e3o dos valores crist\u00e3os\u201d. Com o aproximar dos tempos de veraneio, a mobilidade acentua-se. O valor do Domingo poder\u00e1 cair no esquecimento de alguns. Para que tal n\u00e3o aconte\u00e7a, os bispos portugueses apelam no referido documento para \u201cum esfor\u00e7o de aprofunda-mento doutrinal, que ponha mais a claro a origem, o conte\u00fado de f\u00e9 e a espiritua-lidade o dia do Senhor\u201d. Encontrar o valor do Domingo \u00e9 palavra de ordem&#8230; Nesta linha de aprofundamento, os prelados portugueses aprovaram \u2013 a 11 de Novembro de 1993 \u2013 uma Nota Pastoral \u00abO Domingo numa sociedade em mudan\u00e7a\u00bb. Os pseudo-valores ganharam novo impacto. O documento continua com alertas. \u201cA laiciza\u00e7\u00e3o da vida moderna e a crise de valores levaram ao amortecimento da f\u00e9 ou das suas express\u00f5es\u201d.  As melhores formas dos crist\u00e3os actuarem foram expressas na instru\u00e7\u00e3o pastoral, mas a nota pastoral refor\u00e7a as linhas. \u201cO trabalho cont\u00ednuo, a multiplica\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias e dos servi\u00e7os dos tempos livres, a mobilidade das popula\u00e7\u00f5es e a j\u00e1 referida crise de valores levantam, em muitos lugares, s\u00e9rias dificuldades a uma aut\u00eantica viv\u00eancia do Domingo\u201d.  Apesar de ser um tempo reservado a Deus, o Domingo tamb\u00e9m \u00e9 um tempo para o homem, para cada homem e para todos os homens. Este descanso dominical \u00e9 um espa\u00e7o aberto \u00e0 conviv\u00eancia, ao encontro e presta\u00e7\u00e3o gratuita de servi\u00e7os, extraordinariamente importantes para a vida comunit\u00e1ria e colectiva dos homens. \u201cAntes de mais, para a vida familiar, hoje t\u00e3o afectada pela dispers\u00e3o dos membros da fam\u00edlia, pelo desen-contro de hor\u00e1rios, por dificuldades econ\u00f3micas e de habita\u00e7\u00e3o, pela degrada\u00e7\u00e3o das ideias e costumes que infectam o ambiente e penetram mesmo, atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, at\u00e9 ao interior dos lares\u201d \u2013 expressa a Nota Pastoral \u00abO Domingo numa Sociedade em Mudan\u00e7a\u00bb.  A Igreja percebe as conting\u00eancias da sociedade e convoca os crist\u00e3os para uma pastoral do Domingo com criatividade. \u201cCriatividade pastoral e social\u201d \u2013 avan\u00e7a o documento. E finaliza: \u201cN\u00e3o podemos viver sem o Domingo\u201d <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instru\u00e7\u00e3o Pastoral sobre o Domingo e sua celebra\u00e7\u00e3o completa 30 anos, mantendo actualidade em quest\u00f5es fulcrais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[147,206,211,303,320],"class_list":["post-32349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-familia","tag-ferias","tag-santuarios","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32349\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}