{"id":323334,"date":"2024-04-24T12:35:24","date_gmt":"2024-04-24T11:35:24","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=323334"},"modified":"2024-04-26T12:59:53","modified_gmt":"2024-04-26T11:59:53","slug":"25-abril-setores-catolicos-participaram-na-tentativa-de-modernizar-estruturas-destaca-diretor-do-cehr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/25-abril-setores-catolicos-participaram-na-tentativa-de-modernizar-estruturas-destaca-diretor-do-cehr\/","title":{"rendered":"25 de Abril: Setores cat\u00f3licos participaram \u00abna tentativa de modernizar\u00bb estruturas, destaca diretor do CEHR"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abAs gera\u00e7\u00f5es mais novas j\u00e1 n\u00e3o conheceram, felizmente, realidades que eram de um atraso econ\u00f3mico gritante\u00bb &#8211; Paulo Fontes<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_323273\" aria-describedby=\"caption-attachment-323273\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-323273 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1289\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514-387x260.jpg 387w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514-768x516.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DOC.20240423.42735400.JC0003514-1536x1031.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-323273\" class=\"wp-caption-text\">Foto. Lusa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 24 abr 2024 (Ecclesia) \u2013 O diretor do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa (CEHR) da UCP afirmou que, antes do 25 de Abril de 1974, setores cat\u00f3licos participaram \u201cna tentativa de modernizar\u201d a sociedade portuguesa, ainda nas \u201cestruturas do Estado Novo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs cat\u00f3licos, nomeadamente certos setores cat\u00f3licos militantes, est\u00e3o a\u00ed, j\u00e1 de antes, estavam no Marcelismo, certos setores, hoje, muitas vezes, at\u00e9 apelidados tecnocr\u00e1ticos. Setores cat\u00f3licos que participaram na estrutura de Estado na tentativa de modernizar e fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o a um modelo econ\u00f3mico diferente, a partir, ainda, das estruturas do Estado Novo\u201d, assinalou Paulo Fontes, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>O investigador acrescenta que estes respons\u00e1veis \u201cse empenham, claramente, na mudan\u00e7a pol\u00edtica\u201d, recordadando os que est\u00e3o na chamada ala liberal, como \u201cS\u00e1 Carneiro, Miller Guerra, Magalh\u00e3es Motta\u201d.<\/p>\n<p>Para o especialista, \u201cseria muito interessante\u201d perceber que, nessa movimenta\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m h\u00e1 mulheres que afirmam \u201ca sua lideran\u00e7a e participam nessas din\u00e2micas\u201d.<\/p>\n<p>Paulo Fontes observa que este tempo \u201c\u00e9 particularmente interessante, mas desafiante\u201d, para aqueles que, \u201cem nome do Cristianismo e em nome dos valores crist\u00e3os\u201d, se procuram posicionar na sociedade dos nossos dias.<\/p>\n<p>O historiador refere que, hoje, a democracia tem \u201cimensos desafios\u201d, e uma institui\u00e7\u00e3o como a Igreja \u201cpode contribuir imenso para uma renova\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ch\u00e3o democr\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>A democracia constr\u00f3i-se todos os dias e, para as Igrejas, que t\u00eam uma proposta espec\u00edfica e uma orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica tamb\u00e9m, isso obriga a colocar-se com humildade, no sentido de fazer propostas, mas de acolher a realidade e, a partir dela, procurar participar nas din\u00e2micas de mudan\u00e7a com os pr\u00f3prios protagonistas\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>O entrevistado assinala que o 25 de Abril de 1974 foi \u201cde facto uma rutura na estrutura pol\u00edtica do pa\u00eds\u201d, na medida em que permitiu a transi\u00e7\u00e3o de um regime pol\u00edtico autorit\u00e1rio, ditatorial, \u201cpara um novo regime pol\u00edtico que veio a ser o da democracia liberal, da democracia de tipo parlamentar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu creio, que 50 anos, depois temos de reconhecer que houve um salto qualitativo muito forte em v\u00e1rios campos da vida social. Talvez as gera\u00e7\u00f5es mais novas j\u00e1 n\u00e3o conheceram felizmente realidades que eu diria que eram de um atraso econ\u00f3mico gritante\u201d, refere o historiador.<\/p>\n<p>Paulo Fontes admite que pode \u201ccurar a compreender\u201d como \u00e9 que em 1974 ainda havia \u201cmeninos de p\u00e9 descal\u00e7o nas aldeias, a falta de habita\u00e7\u00e3o, um analfabetismo ainda persistente, a situa\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade completamente secundarizada\u201d.<\/p>\n<p>\u201825 de Abril: perman\u00eancias, ruturas e recomposi\u00e7\u00f5es\u2019, \u00e9 o t\u00edtulo do livro lan\u00e7ado este m\u00eas, no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos do 25 de abril de 1974, com coordena\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa e edi\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Para o diretor do CEHR, o 25 de Abril de 1974 pode ser situado \u201crelativamente a um tema central da modernidade, que \u00e9 o tema da liberdade\u201d, com o qual a \u201cIgreja Cat\u00f3lica foi tendo movimentos de avan\u00e7os e recursos\u201d, mas a ades\u00e3o plena ao sentido da liberdade e das liberdades modernas \u201cfica positivamente estatu\u00eddo com o II Conc\u00edlio do Vaticano, com a Declara\u00e7\u00e3o Conciliar \u2018Dignitatis Humanae\u2019 (Dignidade Humana), de 1965\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNo caso portugu\u00eas, a mudan\u00e7a pol\u00edtica foi tamb\u00e9m o reconhecimento e a possibilidade de se p\u00f4r em pr\u00e1tica, esta vis\u00e3o mais aberta, digamos assim, de uma sociedade aberta, que o pr\u00f3prio II Conc\u00edlio do Vaticano tinha aderido e que tinha proposto aos crist\u00e3os\u201d, desenvolveu Paulo Fontes, no Programa ECCLESIA, transmitido hoje, na RTP2.<\/p>\n<p><em>HM\/CB\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abAs gera\u00e7\u00f5es mais novas j\u00e1 n\u00e3o conheceram, felizmente, realidades que eram de um atraso econ\u00f3mico gritante\u00bb &#8211; 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