{"id":323224,"date":"2024-04-23T16:11:48","date_gmt":"2024-04-23T15:11:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=323224"},"modified":"2024-04-24T11:01:00","modified_gmt":"2024-04-24T10:01:00","slug":"25-de-abril-jornalismo-e-meios-de-comunicacao-desempenham-um-grande-papel-na-construcao-da-memoria-nelson-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/25-de-abril-jornalismo-e-meios-de-comunicacao-desempenham-um-grande-papel-na-construcao-da-memoria-nelson-ribeiro\/","title":{"rendered":"25 de Abril: Jornalismo e meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00abdesempenham um grande papel\u00bb na constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria &#8211; N\u00e9lson Ribeiro"},"content":{"rendered":"<p><em>Diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da UCP olha para o contributo da comunica\u00e7\u00e3o social na \u00abRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u00ab e recorda \u00abcaso da R\u00e1dio Renascen\u00e7a\u00bb<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_310365\" aria-describedby=\"caption-attachment-310365\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-310365 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/radio-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-310365\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/OC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 23 abr 2024 (Ecclesia) \u2013 O diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa (UCP) afirmou que o jornalismo e os meios de comunica\u00e7\u00e3o \u201cdesempenham um grande papel\u201d na constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, no \u00e2mbito da Revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril de 1974.<\/p>\n<p>\u201cO jornalismo, e os meios de comunica\u00e7\u00e3o de uma forma mais geral, n\u00e3o s\u00f3 o jornalismo e os jornalistas, t\u00eam um papel muito importante na constru\u00e7\u00e3o e na reconstru\u00e7\u00e3o da nossa mem\u00f3ria coletiva, e, ali\u00e1s, o acontecimento do 25 de Abril ser\u00e1 um exemplo. Diria que a maioria da sociedade portuguesa, basta ter menos de 55 anos, n\u00e3o ter\u00e1 mem\u00f3ria dos acontecimentos do 25 de Abril, mas, na verdade, todos temos mem\u00f3rias\u201d, referiu N\u00e9lson Ribeiro.<\/p>\n<p>O professor destaca, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, que todos t\u00eam uma ideia do que foi o 25 de Abril e dos dias posteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o e que, muitas vezes, isso \u201cs\u00e3o mem\u00f3rias mediadas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando n\u00f3s formamos futuros jornalistas e profissionais de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 muito importante que eles tenham consci\u00eancia tamb\u00e9m deste papel que est\u00e3o a ter, ou seja, eles n\u00e3o est\u00e3o apenas a relatar o presente, mas ao relatarem o presente tamb\u00e9m est\u00e3o a ajudar a fixar aquilo que v\u00e3o ser as mem\u00f3rias que n\u00f3s vamos ficar em rela\u00e7\u00e3o ao passado, e isso \u00e9 muito importante\u201d, desenvolveu.<\/p>\n<p>O diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa assinala que h\u00e1 50 anos vivia-se um per\u00edodo de censura que \u201cera muita limitadora da comunica\u00e7\u00e3o que as pessoas podiam ter acesso\u201d, o que contrasta com a atualidade, em que \u201ca informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em todo lado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos acesso a tudo, n\u00e3o deixa de ser tamb\u00e9m, ou de haver aqui tamb\u00e9m alguma ilus\u00e3o para a qual eu julgo que \u00e9 importante n\u00f3s alertarmos cada vez mais, sobretudo num momento em que n\u00f3s temos muitas vezes acesso e estamos a consumir a informa\u00e7\u00e3o que nos chega, sobretudo atrav\u00e9s das redes sociais. E n\u00e3o nos podemos esquecer que as redes sociais t\u00eam a operar algoritmos cada vez mais poderosos que est\u00e3o a selecionar a informa\u00e7\u00e3o por n\u00f3s\u201d, adverte.<\/p>\n<p>O entrevistado alerta para o perigo que se apresenta \u00e0 democracia de os algoritmos, no mundo digital, estarem a selecionar informa\u00e7\u00e3o que refor\u00e7a aquilo que cada um pensa.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 bastante perigoso do ponto de vista democr\u00e1tico, porque n\u00f3s passamos a estar menos expostos \u00e0quilo que as pessoas que n\u00e3o pensam como n\u00f3s [partilham]\u201d, afirmou N\u00e9lson Ribeiro, ressaltando que \u00e9 importante que a democracia seja feita \u201cde di\u00e1logo\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>O jornalismo tem, de facto, esse papel central de nos confrontar com vis\u00f5es do mundo, vis\u00f5es da realidade, que s\u00e3o diversas e que est\u00e3o em discuss\u00e3o permanente, e n\u00f3s ao fugirmos para as redes sociais, para n\u00e3o sermos confrontados com essa pluralidade de opini\u00f5es, obviamente isso contribui muito para uma certa polariza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 aquilo que n\u00f3s tamb\u00e9m vemos que est\u00e1 a acontecer em muitos pa\u00edses, e em Portugal tamb\u00e9m\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #d6d6d6;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-323225 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/diretor-da-Faculdade-de-Ciencias-Humanas-da-UCP--363x260.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/diretor-da-Faculdade-de-Ciencias-Humanas-da-UCP--363x260.jpg 363w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/diretor-da-Faculdade-de-Ciencias-Humanas-da-UCP--768x550.jpg 768w, 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pol\u00edtico do Estado Novo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNo p\u00f3s-data de 25 de Abril, a Renascen\u00e7a acabaria tamb\u00e9m por ser uma esp\u00e9cie de s\u00edmbolo daquilo que foi um debate e uma luta que se travou na sociedade portuguesa entre as for\u00e7as que pretendiam a instaura\u00e7\u00e3o de um regime democr\u00e1tico em Portugal, versus as for\u00e7as de extrema-esquerda que pretendiam que Portugal se transformasse num regime mais na orla da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica\u201d, lembra.<\/p>\n<p>O diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da UCP evoca a ocupa\u00e7\u00e3o dos est\u00fadios da R\u00e1dio Renascen\u00e7a em 1975, quando \u201ca emiss\u00e3o passou a ser controlada por um pequeno grupo de trabalhadores\u201d.<\/p>\n<p>No dia 18 de junho de 1975, sindicatos dos setores da informa\u00e7\u00e3o e das telecomunica\u00e7\u00f5es convocaram uma manifesta\u00e7\u00e3o de apoio aos trabalhadores ocupantes, contestando o papel da igreja neste per\u00edodo revolucion\u00e1rio e defendendo que a R\u00e1dio Renascen\u00e7a fosse restitu\u00edda \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cA seguir ao 25 de novembro [de 1975], em que a R\u00e1dio Renascen\u00e7a \u00e9 depois devolvida \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, a Renascen\u00e7a vai ter um papel singular, porque passa a ser o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o impresso, ou seja, al\u00e9m dos jornais, \u00e9 o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 controlado pelo Estado\u201d, refere.<\/p>\n<p>O professor universit\u00e1rio explica que a Renascen\u00e7a se estabeleceu como \u201ca \u00fanica voz\u201d que tinha \u201calguma independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao poder pol\u00edtico\u201d e que \u201cisso foi muito importante para trazer uma outra vis\u00e3o dos acontecimentos e da realidade\u201d.<\/p>\n<p>A entrevista com N\u00e9lson Ribeiro esteve hoje em destaque no Programa ECCLESIA, transmitido na RTP2.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><em>LS\/LJ\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas da UCP olha para o contributo da comunica\u00e7\u00e3o social na \u00abRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u00ab e recorda \u00abcaso da R\u00e1dio 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