{"id":322855,"date":"2024-04-19T17:22:53","date_gmt":"2024-04-19T16:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=322855"},"modified":"2024-04-19T17:22:53","modified_gmt":"2024-04-19T16:22:53","slug":"a-cruz-escondida-270","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-270\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p>Terroristas no Burquina Fasso s\u00e3o uma amea\u00e7a real para as popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-322856 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ACN-20190513-87684.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ACN-20190513-87684.jpg 800w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ACN-20190513-87684-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ACN-20190513-87684-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<h4>Semente de crist\u00e3os<\/h4>\n<p><em>Nos \u00faltimos anos, a viol\u00eancia dos grupos terroristas em \u00c1frica, nomeadamente no Burquina Fasso, tem crescido de forma alarmante. O Padre Pierre Rouamba, prior-geral dos Irm\u00e3os Mission\u00e1rios do Campo, est\u00e1 muito preocupado com esta situa\u00e7\u00e3o e denuncia casos de ataques brutais a pessoas que recusam a convers\u00e3o for\u00e7ada ao Isl\u00e3o, sendo mesmo degoladas ou raptadas e escravizadas. Mas, apesar de todas as amea\u00e7as e de todo o medo, a f\u00e9 das popula\u00e7\u00f5es continua a crescer\u2026<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso recuar muito no tempo. Na P\u00e1scoa do ano passado, o Pe. Pierre Rouamba esteve em Kompienga. \u00c9 uma localidade que retrata em si a trag\u00e9dia em que o Burquina Fasso est\u00e1 mergulhado. Rodeada por grupos terroristas, Kompienga est\u00e1 praticamente isolada do resto do mundo. \u00c0 sua volta foram plantadas minas terrestres e os terroristas t\u00eam at\u00e9 postos de controlo. \u201cS\u00f3 podemos entrar de helic\u00f3ptero\u201d, explicou o sacerdote \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o AIS. N\u00e3o h\u00e1 outra forma de entrar ou sair da povoa\u00e7\u00e3o e de escapar \u00e0 vigil\u00e2ncia dos b\u00e1rbaros que, de dedo no gatilho, querem impor a submiss\u00e3o de todos a um Isl\u00e3o radical. Foi o que aconteceu no final de Maio, vai fazer agora um ano. \u201cPor volta do Pentecostes, os terroristas come\u00e7aram a atacar a popula\u00e7\u00e3o local. Muitas pessoas foram mortas ou gravemente feridas e tiveram de ser transportadas por via a\u00e9rea. Os terroristas tamb\u00e9m se apoderaram de gado e est\u00e3o a fazer tudo o que podem para levar a popula\u00e7\u00e3o a converter-se ou a sair dali. Se as pessoas se recusam a converter-se ao Isl\u00e3o s\u00e3o obrigadas a partir, mas como as estradas est\u00e3o bloqueadas, s\u00e3o deixadas a vaguear pela floresta sem bens, e muitas morrem por falta de comida e de cuidados\u201d, descreveu o mission\u00e1rio. \u00c9 dif\u00edcil a vida dos Crist\u00e3os num ambiente assim. \u00c9 rara a semana em que n\u00e3o ocorre uma trag\u00e9dia, um ataque, uma morte.<\/p>\n<h4>Abandonados \u00e0 sua sorte<\/h4>\n<p>As palavras do Pe. Pierre s\u00e3o um grito de socorro, mas tamb\u00e9m de revolta. O mundo n\u00e3o olha para o Burquina Fasso, n\u00e3o olha para tantos pa\u00edses de \u00c1frica onde as popula\u00e7\u00f5es simplesmente est\u00e3o a ser abandonadas \u00e0 sua sorte. Para a Igreja, esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um desafio. N\u00e3o se trata apenas de ajudar as popula\u00e7\u00f5es v\u00edtimas da viol\u00eancia terrorista num pa\u00eds que sofreu recentemente dois golpes de Estado. \u00c9 preciso ir mais longe. Mesmo quando esquecer \u00e9 imposs\u00edvel, \u00e9 preciso curar as feridas e alcan\u00e7ar o perd\u00e3o. \u201cComo \u00e9 que o perd\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado? Porque o esquecimento \u00e9 imposs\u00edvel. Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais gostar\u00edamos de criar unidades de apoio para oferecer apoio espiritual e psicol\u00f3gico. Muitas pessoas v\u00eam ter connosco simplesmente para serem ouvidas.\u201d Ouvir, estar presente, saber secar as l\u00e1grimas. \u00c0s vezes, n\u00e3o \u00e9 preciso dizer muito. Bastam estes pequenos gestos, os abra\u00e7os apertados, o sil\u00eancio comovido. A Igreja do Burquina Fasso vive disto, destes encontros com verdadeiros n\u00e1ufragos, com v\u00edtimas do terror mais puro. Esta \u00e9 uma Igreja que acolhe e acompanha as v\u00edtimas da viol\u00eancia. \u201cMuitas pessoas viram os seus entes queridos serem degolados, decapitados, violados ou reduzidos \u00e0 escravatura sexual. Crian\u00e7as nasceram por causa dessas viola\u00e7\u00f5es\u2026 Teremos de curar todas estas feridas, sejam elas f\u00edsicas ou psicol\u00f3gicas\u201d, diz o Pe. Pierre.<\/p>\n<h4>Fazer frente aos terroristas<\/h4>\n<p>N\u00e3o se pense que a pr\u00f3pria Igreja escapa aos homens de negro, aos terroristas da Al Qaeda e do Daesh, o Estado Isl\u00e2mico. \u00c9 a f\u00e9 testada nos limites do sofrimento. \u201c\u00c9 precisamente porque estes Crist\u00e3os s\u00e3o perseguidos, que aprofundam a sua liga\u00e7\u00e3o a Cristo. O sangue dos m\u00e1rtires \u00e9 semente de crist\u00e3os, de uma forma particular aqui no Burquina Fasso. Em Kompienga, sob o fogo dos terroristas, os pedidos de baptismo multiplicam-se e as aulas de catequese prosseguem\u201d, acrescenta ainda o respons\u00e1vel pelos Mission\u00e1rios do Campo. Esta congrega\u00e7\u00e3o desempenha um papel essencial em v\u00e1rios pa\u00edses, nomeadamente em \u00c1frica, onde o terrorismo jihadista quer impor a sua vontade pela for\u00e7a das armas. Um trabalho essencial que conta tamb\u00e9m com a generosidade dos benfeitores da Funda\u00e7\u00e3o AIS. \u201cAtrav\u00e9s da nossa parceria com a Funda\u00e7\u00e3o AIS, estamos a vivenciar uma verdadeira solidariedade, especialmente atrav\u00e9s de um recente projecto de apoio alimentar a refugiados e pessoas deslocadas que implement\u00e1mos numa das par\u00f3quias que nos foram confiadas, em Pama, na Diocese de Fada N\u2019Gourma\u201d, explica o Pe. Pierre Rouamba.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terroristas no Burquina Fasso s\u00e3o uma amea\u00e7a real para as popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-322855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=322855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/322855\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=322855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=322855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=322855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}