{"id":32261,"date":"2008-06-02T11:13:33","date_gmt":"2008-06-02T11:13:33","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/06\/02\/amizade-pessoal-com-cristo-vivo\/"},"modified":"2008-06-02T11:13:33","modified_gmt":"2008-06-02T11:13:33","slug":"amizade-pessoal-com-cristo-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/amizade-pessoal-com-cristo-vivo\/","title":{"rendered":"Amizade pessoal com Cristo vivo"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o geral do Santo Padre para o m\u00eas de JUNHO <!--more--> AMIZADE PESSOAL COM CRISTO VIVO  Que os crist\u00e3os cultivem uma amizade profunda e pessoal com Cristo, para assim poderem comunicar a for\u00e7a do seu amor \u00e0s outras pessoas [Inten\u00e7\u00e3o geral do Santo Padre para o m\u00eas de JUNHO].  1. Um nome, uma ideia, uma religi\u00e3o&#8230; Para grande n\u00famero de pessoas, Cristo \u00e9 um nome do passado, entre muitos outros que a Hist\u00f3ria traz at\u00e9 n\u00f3s: Plat\u00e3o, Alexandre, C\u00e9sar&#8230; Um nome, simplesmente. Para outras, Cris-to \u00e9 uma \u00abideia\u00bb: bondade, n\u00e3o-viol\u00eancia. Para outras, ainda, \u00e9 uma \u00abreligi\u00e3o\u00bb, ou seja, um modo de conceber Deus e a rela\u00e7\u00e3o do homem com Ele \u2013 uma religi\u00e3o ao lado de tantas outras e como tantas outras, sinais, todas elas, do atraso cultural da humanidade, aparecendo como infestantes por todo o lado, sem nunca se conseguir extermin\u00e1-las de vez. Neste caso, olha-se o fen\u00f3meno com a sobranceria de mentes ilustradas e culturalmente superiores, imu-nes \u00e0 doen\u00e7a e empenhadas em venc\u00ea-la por meio do progresso. Alguns crist\u00e3os \u2013 muitos ou poucos, n\u00e3o o sei dizer \u2013 assumem uma ou ambas as atitudes: Cristo como uma \u00abideia\u00bb e como uma \u00abreligi\u00e3o\u00bb (neste caso, sem o aspecto negativo). Seja um nome, uma ideia ou uma religi\u00e3o, este Cristo n\u00e3o compromete ningu\u00e9m ou compromete muito pouco: alguns usos e costumes, um certo ambiente ao jeito do t\u00e3o badalado \u00abesp\u00edrito do Natal\u00bb, e sobretudo uma heran\u00e7a cultural e art\u00edstica acarinhada por muitos, embora tamb\u00e9m cada vez mais desprezada por bastantes.  2. Uma pessoa&#8230; viva! O Cristo \u00abnome\u00bb ou \u00abideia\u00bb n\u00e3o incomoda e todos vivem pacificamente com ele. Para alguns, pode at\u00e9 ser objecto de curiosidade hist\u00f3rica. O Cristo \u00abreligi\u00e3o\u00bb j\u00e1 incomoda quem v\u00ea a religi\u00e3o como um sinal de atraso cultural da humanidade \u2013 e tal inc\u00f3modo tanto pode tra-duzir-se num encolher de ombros enfadado como estar na origem de atitudes persecut\u00f3rias ou, pelo menos, de desqualifica\u00e7\u00e3o social. H\u00e1, por\u00e9m, um outro Cristo, ou melhor, um Cristo que, sem deixar de ser um nome do passado, uma ideia interessante e uma religi\u00e3o espalhada pelos quatro cantos do mundo, \u00e9 muito mais: \u00e9 uma pessoa e est\u00e1 vivo, aqui e agora! Este \u00e9 o Cristo dos crist\u00e3os \u2013 ou deve ser. N\u00e3o vivemos de um nome ou de uma ideia, n\u00e3o somos mais uma religi\u00e3o, entre outras. Somos, desde h\u00e1 dois mil\u00e9nios, os felizes companheiros de Jesus de Nazar\u00e9, o Cristo morto e ressuscitado, Deus feito um de n\u00f3s para nos salvar do poder do pecado e da morte e para oferecer esta salva\u00e7\u00e3o a toda a humanidade. Se isto \u00e9 uma pretens\u00e3o que o mundo n\u00e3o entende, tamb\u00e9m n\u00e3o entendeu o nosso Mestre, que passou fazendo o bem, escutado com gosto por muitos, seguido por alguns, mas atrai\u00e7oado, rejeitado, maltratado, torturado e morto. Enquanto n\u00e3o nos percebermos assim, felizes companheiros de uma Pessoa viva e presente no aqui e agora da nossa vida, uma Pessoa que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus fazendo-Se nosso companheiro de jornada, ainda n\u00e3o somos crist\u00e3os \u2013 estamos apenas a caminho de s\u00ea-lo. E precisamos de nos converter continuamente, para que a nossa rela\u00e7\u00e3o com Cristo seja cada vez mais pessoal, marcada pela amizade, pela confian\u00e7a e pela dedica\u00e7\u00e3o sem limites. Deste modo, seremos capazes de levar at\u00e9 aos nossos irm\u00e3os, crentes ou n\u00e3o, o amor de Jesus por cada ser humano, amor de um Deus que \u00e9 Pai e ama infinitamente, sofredoramente cada um dos seus filhos.   3. Consequ\u00eancias Ao contr\u00e1rio dos outros nomes e das grandes personagens do passado long\u00ednquo, Jesus, o Cristo, n\u00e3o suscita s\u00f3 indiferen\u00e7a ou curiosidade hist\u00f3rica. H\u00e1 aqueles que O amam e aque-les que O odeiam. Odeiam o nome, pelo seu significado na hist\u00f3ria da humanidade, e odeiam-No a Ele por continuar vivo na vida de milh\u00f5es de pessoas. Este \u00f3dio n\u00e3o se distingue do \u00f3dio aos seus disc\u00edpulos \u2013 porque o problema \u00e9 precisamente esse: em cada tempo e nos mais diversos lugares, h\u00e1 quem O afirme vivo, presente e actuante no meio do mundo, e assuma com Ele uma rela\u00e7\u00e3o verdadeiramente pessoal. E tal n\u00e3o acontece apenas com indiv\u00edduos iso-lados, mas com gente constitu\u00edda em povo de Deus, Igreja convocada para anunciar a Palavra: \u00abo Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo. Convertei-vos e acreditai no Evangelho\u00bb de Jesus, o Filho de Deus (cf. Marcos 1, 51; 1, 1). Este an\u00fancio, inc\u00f3modo porque desinstala o ouvinte, provoca resist\u00eancias, mas \u00e9 tamb\u00e9m motivo de alegria para muitos, maravilhados com a autoridade, coer\u00eancia e for\u00e7a de humaniza\u00e7\u00e3o do Evangelho. E, sobretudo, porque n\u00e3o \u00e9 o an\u00fancio de uma ideologia nem de uma \u00abreligi\u00e3o\u00bb entre outras \u2013 \u00e9 o an\u00fancio do Deus vivo, que ama infi-nitamente cada ser humano, ao ponto de Se fazer homem e morrer e ressuscitar por cada um de n\u00f3s. Anunciar este Deus Amor \u00e9 a \u00fanica resposta digna da Igreja e dos crist\u00e3os ao \u00f3dio daqueles que pretendem silenciar o nome de Jesus.  Elias Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o geral do Santo Padre para o m\u00eas de JUNHO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[267],"class_list":["post-32261","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32261"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32261\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}