{"id":3223,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/funcao-pedagogica-dos-opinion-makers\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"funcao-pedagogica-dos-opinion-makers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/funcao-pedagogica-dos-opinion-makers\/","title":{"rendered":"Fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica dos \u2018opinion makers\u2019"},"content":{"rendered":"<p>Na primeira quinzena de Novembro uma revista de grande tiragem \u2013 apelidada de refer\u00eancia, embora com uma conota\u00e7\u00e3o pol\u00edtica suficientemente definida, da qual sou leitor semanalmente desde o primeiro n\u00famero \u2013 fazia assunto de capa com um dos ditos \u2018opinion makers\u2019 (isto \u00e9, comentadores ou na tradu\u00e7\u00e3o mais literal: \u2018fazedores de opini\u00e3o\u2019) mais conceituados do panorama da comunica\u00e7\u00e3o social portuguesa: Marcelo Rebelo de Sousa. Declara\u00e7\u00f5es, compara\u00e7\u00f5es, melindres e conjecturas perpassaram oito p\u00e1ginas sobre o assunto. No entanto, a principal \u2018preocupa\u00e7\u00e3o\u2019 parecia situar-se quanto \u00e0 real influ\u00eancia dos apelidados \u2018opinion makers\u2019 no eleitorado, tanto de direita como de esquerda \u2013 como se estes conceitos ainda signifiquem qualquer coisa na linguagem e comportamento s\u00f3cio-pol\u00edtico \u2013 na concorr\u00eancia do \u00abshare\u00bb televisivo ou na leitura de factos e pessoas em an\u00e1lise! Cada vez mais parece que se mede a aceita\u00e7\u00e3o\/credibilidade dos jornais\/revistas, r\u00e1dios\/televis\u00f5es pelo leque de colaboradores at\u00e9 mais do que pelos jornalistas profissionais, muitos deles arregimentados, assalariados e vinculados a quem lhes paga, certamente reveladores da linha editorial do meio de comunica\u00e7\u00e3o social em causa. Numa \u00e9poca t\u00e3o vol\u00e1til e avessa \u00e0 reflex\u00e3o pessoal e interpessoal parece que quem pense, discerne e procura a raz\u00e3o de ser das coisas, implicando pessoas, se est\u00e1 a tornar \u2018ave rara\u2019 com protagonismo mais ou menos consentido por um p\u00fablico um tanto acr\u00edtico, am\u00f3rfico e ab\u00falico. \u00c9 preciso reflectir sobre o que nos acontece, por forma a sacudir a banalidade das circunst\u00e2ncias, a futilidade das maiorias ou a vulgaridade das sondagens. A pluralidade dos comentadores\/colaboradores\/articulistas n\u00e3o faz obnubilar as ideias que os movem, mesmo os que tentam reclamar-se de \u2018independentes\u2019. Quantos \u00abestatutos de editorial\u00bb fizeram inscrever este ep\u00edteto, mas depois temos de saber e de descortinar quem \u00e9 o grupo econ\u00f3mico, s\u00f3cio-pol\u00edtico, \u00edndice religioso ou mesmo alcance ideol\u00f3gico para saber ler\/ver\/escutar, desmontando o que se diz e qual o objectivo menos claro a atingir. Parece que, muito camufladamente, a luta mais ou menos ideologizada tem de ser descoberta a bem do que se comunica e do que se pretende informar! Parafraseando podemos salientar: diz o que l\u00eas, quem ouves ou quem v\u00eas e saberemos quem \u00e9s, o que pensas e o que far\u00e1s&#8230; mesmo que isso n\u00e3o se manifeste \u00e0 primeira impress\u00e3o.  \u00c9 urgente despir a roupagem dos \u2018opinion makers\u2019 (comentadores) para descobrir o pa\u00eds que somos, a na\u00e7\u00e3o que sentimos e a p\u00e1tria que estamos a construir.  A. S\u00edlvio Couto <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira quinzena de Novembro uma revista de grande tiragem \u2013 apelidada de refer\u00eancia, embora com uma conota\u00e7\u00e3o pol\u00edtica suficientemente definida, da qual sou leitor semanalmente desde o primeiro n\u00famero \u2013 fazia assunto de capa com um dos ditos \u2018opinion makers\u2019 (isto \u00e9, comentadores ou na tradu\u00e7\u00e3o mais literal: \u2018fazedores de opini\u00e3o\u2019) mais conceituados do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-3223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3223\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}