{"id":322,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/olhar-o-deficiente-com-outros-olhos\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"olhar-o-deficiente-com-outros-olhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/olhar-o-deficiente-com-outros-olhos\/","title":{"rendered":"Olhar o deficiente com outros olhos"},"content":{"rendered":"<p>Olhar o deficiente com outros olhos \u201cA maneira como n\u00f3s olhamos para as pessoas com defici\u00eancia est\u00e1 a mudar: deix\u00e1mos de olhar para as pessoas como doentes e pass\u00e1mos a olhar para as pessoas como cidad\u00e3os\u201d \u2013 referiu \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Jo\u00e3o Paulo Nunes, do conselho cient\u00edfico do congresso euromediterr\u00e2nico sobre a pessoa com defici\u00eancia, a decorrer em Lisboa, de 27 a 29 de Mar\u00e7o. Apesar das pessoas com defici\u00eancia terem caracter\u00edsticas peculiares \u201cdevem ter os mesmos direitos e deveres que os outros\u201d apenas com uma diferen\u00e7a \u201cna consecu\u00e7\u00e3o desses mesmos direitos e deveres\u201d. E adianta: \u201cestes ter\u00e3o que ser subsidiados pela sociedade\u201d \u2013 sublinhou Jo\u00e3o Paulo Nunes, no Congresso \u201cRumo a uma nova cultura da defici\u00eancia\u201d, uma iniciativa da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias. Para uma pessoa que tenha uma paralisia cerebral \u201cn\u00e3o podemos esperar um desempenho totalmente aut\u00f3nomo\u201d mas \u201cpodemos criar condi\u00e7\u00f5es para que se possibilite os seus direitos e deveres\u201d. A legisla\u00e7\u00e3o portuguesa relacionada com esta problem\u00e1tica \u201c\u00e9 muito avan\u00e7ada\u201d. O problema reside \u201cna defici\u00eancia de sistema e em termos de aplica\u00e7\u00e3o\u201d para que essa legisla\u00e7\u00e3o possa ser vertida na realidade. Tudo est\u00e1 contemplado mas existe uma mudan\u00e7a que \u201cn\u00e3o se faz por lei: a altera\u00e7\u00e3o das mentalidades\u201d \u2013 salienta. Quando se fala da \u00abnova cultura da defici\u00eancia\u00bb, \u201centendemo-la como aquilo que vai na alma das pessoas\u201d. Se nesse n\u00facleo de decis\u00f5es \u201ctivermos novos conceitos sobre a pessoa com defici\u00eancia\u201d a situa\u00e7\u00e3o sofrer\u00e1 \u201caltera\u00e7\u00f5es\u201d. Mudan\u00e7as que poder\u00e3o acontecer no seio das fam\u00edlias que t\u00eam deficientes porque estas sentem que s\u00e3o \u201cinsuficientemente apoiadas pela sociedade para poderem ter esse filho\u201d. Quando um casal ambiciona ter um filho \u201cest\u00e1 a arriscar\u201d porque \u201cum filho \u00e9 um risco\u201d mas quem beneficia em uma an\u00e1lise desse risco \u201c\u00e9 a sociedade porque ele pode contribuir para o bem comum\u201d. Ao querer contribuir para uma melhoria na sociedade, muitas vezes o casal \u201ctem em m\u00e3os um filho portador de defici\u00eancia\u201d e a\u00ed a \u201csociedade esquece-se dessa fam\u00edlia\u201d \u2013 lamenta Jo\u00e3o Paulo Nunes. Para ajudar as fam\u00edlias que t\u00eam a seu cargo pessoas com defici\u00eancia existem \u201cbastantes institui\u00e7\u00f5es que prestam esses cuidados\u201d, embora o n\u00famero seja \u201csempre insuficiente\u201d. \u00c9 o caso da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas, que tem dois equipamentos sociais, um em F\u00e1tima e outro em Viseu, \u201cque pretende ser um espa\u00e7o onde as pessoas tenham uma vida digna\u201d mas \u201cnunca assumindo esse acolhimento como um estado definitivo\u201d \u2013 disse o coordenador cient\u00edfico do congresso. Uma situa\u00e7\u00e3o que \u201craramente acontece\u201d porque as fam\u00edlias sentem que \u201cos seus est\u00e3o bem acolhidos\u201d.  Em rela\u00e7\u00e3o ao Ano Europeu das pessoas com defici\u00eancias, a celebrar durante 2003, Jo\u00e3o Paulo Nunes considera \u201cpouco importante esta comemora\u00e7\u00e3o\u201d porque \u201cdevemos ter uma consci\u00eancia permanente sobre esta realidade\u201d e n\u00e3o apenas \u201cem situa\u00e7\u00f5es ocasionais\u201d \u2013 concluiu.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhar o deficiente com outros olhos \u201cA maneira como n\u00f3s olhamos para as pessoas com defici\u00eancia est\u00e1 a mudar: deix\u00e1mos de olhar para as pessoas como doentes e pass\u00e1mos a olhar para as pessoas como cidad\u00e3os\u201d \u2013 referiu \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Jo\u00e3o Paulo Nunes, do conselho cient\u00edfico do congresso euromediterr\u00e2nico sobre a pessoa com defici\u00eancia, 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