{"id":32177,"date":"2008-05-28T17:53:39","date_gmt":"2008-05-28T17:53:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/28\/exposicao-viver-para-os-outros\/"},"modified":"2008-05-28T17:53:39","modified_gmt":"2008-05-28T17:53:39","slug":"exposicao-viver-para-os-outros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/exposicao-viver-para-os-outros\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o \u00abViver para os Outros\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Retratos e di\u00e1rios de vidas de mission\u00e1rias que se dedicam aos outros  <!--more--> Outrora reservadas a galerias ou espa\u00e7os museol\u00f3gicos, as exposi\u00e7\u00f5es sa\u00edram para a rua ao encontro das pessoas e do seu dia-a-dia. Esta \u00e9 a melhor forma de comunicar e de transmitir mensagens imprevistas, mas curiosas e tocantes.  A exposi\u00e7\u00e3o \u00abViver para os outros\u00bb, que conta a vida das Irm\u00e3s Dominicanas do Ros\u00e1rio foi ontem inaugurada num espa\u00e7o comercial. Duas realidades distintas? Talvez n\u00e3o.   Na montra da loja Viva, na Avenida da Igreja, em Lisboa, est\u00e3o expostos cinco cartazes que apresentam fotografias e excertos dos \u201cdi\u00e1rios de miss\u00e3o\u201d que as religiosas protagonizam em tantos palcos de guerra ou de dramas sociais.   \u00abEsconda-me o comandante\u00bb, \u00abPreciso que me ou\u00e7am\u00bb, \u00abEu falo com eles\u00bb, \u00abProcuro uma m\u00e3e\u00bb s\u00e3o alguns dos 25 cartazes que partilham a vida mission\u00e1ria. Para a Irm\u00e3 Deolinda Rodrigues, Superiora Provincial das Mission\u00e1rias Dominicanas do Ros\u00e1rio o patrim\u00f3nio destas vidas n\u00e3o podia ficar fechado, \u201ct\u00ednhamos obriga\u00e7\u00e3o moral e mission\u00e1ria de o partilhar\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.  No meio da sua correria di\u00e1ria e da sua vida ocupada, as fotografias saltam de uma montra comercial para pedir \u00e0s pessoas \u201cque parem e que leiam as hist\u00f3rias. Que se deixem tocar\u201d.  As fotografias mostram o trabalho realizado pelas Irm\u00e3s. As imagens contam vidas de entrega, muitas em pa\u00edses de miss\u00e3o, contam experi\u00eancias, \u201cpor vezes dif\u00edceis\u201d, mas \u201cmuito gratificantes\u201d, pois mostram \u201cpessoas que ajudaram a construir a hist\u00f3ria mission\u00e1ria das Irm\u00e3s Dominicanas\u201d, explica a Superiora Provincial.   \u201cO acento das imagens est\u00e1 na solidariedade e ajuda, n\u00e3o na trag\u00e9dia\u201d.  A Irm\u00e3 Deolinda passeia a mem\u00f3ria pelas fotografias de uma irm\u00e3 enfermeira em Angola, que \u201ccriou crian\u00e7as abandonadas pelos pais\u201d, ou de uma religiosa que trabalhou com leprosos, nas Filipinas, ou deixa-se ainda levar para Timor ou para as \u201chist\u00f3rias de uma experi\u00eancia nas cadeias em Kinshasa, no Congo\u201d.   Mais h\u00e1 retratos de hist\u00f3rias portuguesas, constru\u00eddas no Bairro 6 de Maio, na Amadora, onde as Irm\u00e3s Dominicanas do Ros\u00e1rio vivem e trabalham com a popula\u00e7\u00e3o.   A proposta de expor em lojas comerciais \u00e9 arrojada mas porque \u201cquer chamar mais a aten\u00e7\u00e3o, integrando as miss\u00f5es na vida quotidiana das pessoas\u201d, explica a religiosa. Numa igreja ou livraria, nem todos poderiam ter contacto. \u201cQuem passa na rua, pode ver e ler as nossas experi\u00eancias\u201d.  <b>O desafio de publicitar o religioso<\/b> Pouco habituados a lidar com o produto religioso, S\u00e9rgio Alves, Designer gr\u00e1fico que concebeu os cartazes, da 37 Design, explica que as marcas publicit\u00e1rias com quem habitualmente trabalham divergem, na ess\u00eancia, quando comparadas com \u201chist\u00f3rias de mulheres que lutam para melhorar a vida de outras pessoas\u201d.  Se a n\u00edvel gr\u00e1fico pode haver poucas diferen\u00e7as \u2013 \u201cum cartaz \u00e9 sempre um cartaz\u201d, explica, S\u00e9rgio Alves aponta que \u201csabemos que a dimens\u00e3o comercial n\u00e3o est\u00e1 presente, estamos apenas a ajudar a comunicar\u201d.  Pela carga humana que tanto fotografias como textos cont\u00eam o desafio foi maior. Aliado \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de n\u00e3o interferir nas lojas, do ponto de vista gr\u00e1fico, nomeadamente a \u201cbusca na procura de uma solu\u00e7\u00e3o leg\u00edvel e percept\u00edvel\u201d, mostra que \u00e9 poss\u00edvel passar uma mensagem mais humana, sendo um \u201cmeio eficaz de comunica\u00e7\u00e3o\u201d.  <b>Interc\u00e2mbio social e religioso<\/b> Para Carlos Liz a originalidade da exposi\u00e7\u00e3o come\u00e7a na vida das religiosas. As irm\u00e3s n\u00e3o se encontram fechadas num convento ou numa igreja mas \u201cpassam a sua vida em ruas, muitas vezes mais dif\u00edceis do que as ruas de Lisboa\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESA Carlos Liz, director geral da APEME &#8211; \u00c1rea de Planeamento e Estudos de Mercado, Lda, e um dos organizadores da exposi\u00e7\u00e3o.  Esta mostra conta a \u201cvida real\u201d que, segundo o director geral da APEME, \u00e9 a parte \u201cparte mais bonita\u201d. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cvirada para fora quer continuar as experi\u00eancias de miss\u00e3o das irm\u00e3s\u201d.   A exposi\u00e7\u00e3o nas montras comerciais mostra que \u201cas empresas est\u00e3o a descobrir a responsabilidade social\u201d. No entanto, importa compreender que \u201co humano, inspirado pelo religioso, n\u00e3o tem preconceitos e n\u00e3o exclui institui\u00e7\u00f5es que vivem socialmente com outra miss\u00e3o\u201d. As lojas comerciais t\u00eam por objectivo vender e ter lucro. Mas vivem no meio da cidade, t\u00eam montras que podem ser caminhos para \u201cuma converg\u00eancia de miss\u00f5es\u201d.   A penetra\u00e7\u00e3o entre mundos \u00e9 \u201calgo novo, mas muito bonita de se descobrir\u201d. Esta converg\u00eancia \u201censina os dois mundos\u201d. Para Carlos Liz o termo \u00abaprender\u00bb \u00e9 decisivo. A Igreja, para se dirigir ao outro e realizar a sua miss\u00e3o, precisa de aprender coisas novas. \u201cConhecer a sociedade contempor\u00e2nea, a sociedade em rede possibilita uma grande aprendizagem\u201d.  Carlos Liz mostra-se \u201cdeslumbrado na forma como as pessoas se disponibilizam para estes interc\u00e2mbios\u201d. O organizador da exposi\u00e7\u00e3o explica que, mesmo quem est\u00e1 mais longe do mundo eclesial \u201creconhece o elevado valor humano e social que experi\u00eancias como estas cont\u00eam\u201d. A sociedade \u201cfica melhor se estas institui\u00e7\u00f5es existirem e por isso apoia-as\u201d.   \u201cQuanto mais vamos ao encontro do mundo fora da Igreja, mais a experi\u00eancia de partilha sai fortalecida, entre mundos que, \u00e0 partida se pode dizer que, n\u00e3o nasceram para estar juntos. Isso \u00e9 o mais bonito\u201d, sublinha.   A exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficar\u00e1 circunscrita \u00e0 loja da Avenida da Igreja. Em Lisboa, procure os 25 cartazes nas lojas da Rua Augusta, da Rua 5 de Outubro, dos Restauradores e ainda no Prior Velho. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel encontrar \u00abViver para os outros\u00bb em Set\u00fabal, no Porto, em Cascais, no Montijo e em Almada.   <b>\u00abDo Outro Lado da Linha\u00bb<\/b> Junto com a exposi\u00e7\u00e3o, uma reedi\u00e7\u00e3o do livro \u00abDo Outro Lado da Linha\u00bb mostra em fotografias o dia-a-dia do Bairro 6 de Maio, na Amadora. Esta publica\u00e7\u00e3o, da autoria de Dina Monteiro e Rosa Reis, quer minorar as dificuldades de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos jovens no bairro, cujas realidades constituem ciclos de exclus\u00e3o social. \u201cEste livro lan\u00e7a um olhar ao Bairro, que na sua maioria \u00e9 alvo de not\u00edcias pelos piores motivos. Mas existem muitos bons motivos para noticiar\u201d, explica a Irm\u00e3 Deolinda.   As receitas da venda do livro destinam-se a Bolsas de Estudo \u2013 do projecto \u00abUm passo para o outro lado\u00bb &#8211; para apoiar os jovens mais necessitados do Bairro 6 de Maio. Actualmente s\u00e3o quatro os jovens a beneficiar da bolsa.   O livro est\u00e1 \u00e0 venda nas Livrarias do Di\u00e1rio de Not\u00edcias, na Livraria Almedina, nos Hipermercados Continente e no Centro Social do Bairro 6 de Maio.   <b>\u00abEstar\u00bb no Bairro 6 de Maio<\/b> O trabalho das Irm\u00e3s Dominicanas no Bairro 6 de Maio passa pelo \u201cestar\u201d. A residir no bairro, as religiosas n\u00e3o levaram \u201cnenhum projecto, mas conforme o evoluir da rela\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o, as necessidades iam sendo respondidas\u201d.   O apoio prestado, similar a outros tantos centros paroquiais, com respostas para crian\u00e7as e jovens, e a organiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, nomeadamente na \u201cconstitui\u00e7\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o de moradores\u201d, a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u201cpriorit\u00e1ria\u201d para uma comunidade essencialmente cabo-verdiana, mas com pessoas de outros pa\u00edses lus\u00f3fonos.   A exig\u00eancia do projecto foi alertando para a necessidade de t\u00e9cnicos formados na \u00e1rea social. Nesse sentido foi assinada com a Seguran\u00e7a Social um protocolo de projecto comunit\u00e1rio, cuja ajuda \u201ctem sido essencial no apoio ao trabalho comunit\u00e1rio\u201d que se estende a dimens\u00f5es jur\u00eddicas, apoio psicol\u00f3gico, social, educacional e tamb\u00e9m pastoral e religioso. \u201cFuncionamos como uma par\u00f3quia\u201d, acrescenta a Superiora Provincial.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retratos e di\u00e1rios de vidas de mission\u00e1rias que se dedicam aos outros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[106,154,181,187,193,261,285,314],"class_list":["post-32177","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-angola","tag-crianca","tag-diocese-de-setubal","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-missoes","tag-patrimonio","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}