{"id":321598,"date":"2024-04-09T17:55:23","date_gmt":"2024-04-09T16:55:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=321598"},"modified":"2024-04-09T17:55:23","modified_gmt":"2024-04-09T16:55:23","slug":"a-virtude-da-humildade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-virtude-da-humildade\/","title":{"rendered":"A virtude da humildade"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro,\u00a0<\/em><em>Professor e Formador<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_152027\" aria-describedby=\"caption-attachment-152027\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-152027\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/antonio_estanqueir_opiniao.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-152027\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia Ecclesia\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>A humildade \u00e9 uma virtude que nos torna mais conscientes das nossas limita\u00e7\u00f5es e mais dispostos a valorizar os outros. N\u00e3o deve ser confundida com baixa autoestima, falta de autoconfian\u00e7a, passividade ou submiss\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p>Fundamento de outras virtudes, a humildade tem um papel central nas diversas religi\u00f5es, entre as quais se destaca o cristianismo. De acordo com a doutrina cat\u00f3lica, a virtude da humildade op\u00f5e-se \u00e0 soberba (orgulho excessivo ou arrog\u00e2ncia), um dos \u201csete pecados capitais\u201d do comportamento humano.<\/p>\n<p>Esta virtude, express\u00e3o de maturidade psicol\u00f3gica e espiritual, deve ser cultivada por todos, em especial por l\u00edderes e educadores. \u00c9 uma forma de sabedoria que promove o desenvolvimento pessoal e aumenta a qualidade das rela\u00e7\u00f5es humanas. Est\u00e1 na base do sucesso e da felicidade.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, como se manifesta a virtude da humildade? N\u00e3o havendo uma resposta \u00fanica, vejamos dez atitudes essenciais das pessoas humildes de cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> Aceitar-se <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ser humilde pressup\u00f5e conhecer-se a si mesmo. Uma pessoa humilde, consciente das suas capacidades e limita\u00e7\u00f5es, dos seus pontos fortes e fracos, aceita-se como \u00e9, sem complexos, evitando comparar-se com os outros. Compara\u00e7\u00f5es descuidadas podem gerar sentimentos de inferioridade ou de superioridade em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo. Os sentimentos de inferioridade enfraquecem a autoestima e a autoconfian\u00e7a, enquanto os sentimentos de superioridade conduzem ao egocentrismo, \u00e0 vaidade ou \u00e0 arrog\u00e2ncia, impedindo uma rela\u00e7\u00e3o equilibrada com os outros. N\u00e3o somos superiores nem inferiores a ningu\u00e9m. Nem melhores nem piores. Somos diferentes, mas iguais em dignidade e direitos. Todos merecemos respeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Refletir sobre as cr\u00edticas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 sinal de humildade refletir sobre as cr\u00edticas que recebemos dos outros e tentar compreender as suas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es, antes de reagir. Se as cr\u00edticas s\u00e3o justas e construtivas, vindas de pessoas pr\u00f3ximas (familiares, amigos, colegas, professores ou l\u00edderes) que nos querem ajudar, devemos aceit\u00e1-las como uma oportunidade para aprender e crescer. Mas se as cr\u00edticas s\u00e3o injustas e destrutivas, feitas por algu\u00e9m pouco informado ou mal-intencionado, ser\u00e1 prefer\u00edvel manter o autocontrolo e n\u00e3o lhes dar import\u00e2ncia. Caso se trate de um insulto, temos o direito de defender a nossa dignidade com firmeza, exigindo respeito. Ser humilde n\u00e3o implica deixar-se humilhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Admitir erros<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Somos respons\u00e1veis pelas nossas escolhas na vida pessoal e social. Quando fazemos boas escolhas, cuidando de n\u00f3s e dos outros, sentimo-nos satisfeitos. \u00a0Quando fazemos m\u00e1s escolhas, causando preju\u00edzos a n\u00f3s ou aos outros, devemos ter a humildade de admitir os nossos erros e aprender com a experi\u00eancia. Ningu\u00e9m \u00e9 perfeito. As pessoas humildes, mesmo sabendo que h\u00e1 circunst\u00e2ncias dif\u00edceis de controlar, n\u00e3o inventam justifica\u00e7\u00f5es nem procuram culpados para o seu comportamento incorreto. Assumem a responsabilidade pelos erros que cometem no uso da sua liberdade. Quanto mais liberdade, mais responsabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> Pedir desculpa <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A atitude de pedir desculpa a algu\u00e9m revela grande humildade. N\u00e3o \u00e9 fraqueza, mas coragem. Uma pessoa consciente e respons\u00e1vel reconhece, honestamente, o mal que fez aos outros. O pedido de desculpa pode ser feito numa mensagem escrita, mas \u00e9 mais eficaz faz\u00ea-lo presencialmente, face a face, escolhendo o momento oportuno. Quando pedimos desculpa, devemos ser sinceros, expressar arrependimento genu\u00edno e prometer corrigir o nosso comportamento. O mais importante est\u00e1 na decis\u00e3o de agir melhor no futuro e n\u00e3o repetir os mesmos erros. Seremos desculpados? A resposta depende do cora\u00e7\u00e3o dos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Mostrar empatia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma pessoa humilde mostra empatia, capacidade de se colocar no lugar dos outros para compreender o que eles pensam, sentem e querem. Escuta as palavras dos outros e observa a sua linguagem corporal (o olhar, as express\u00f5es do rosto e os gestos) sem pressa de falar. Em vez de fazer julgamentos precipitados ou criticar o comportamento de algu\u00e9m, pergunta a si mesmo: \u201cSe eu estivesse na mesma situa\u00e7\u00e3o, o que gostaria ou aceitaria que me fizessem?\u201d A empatia incentiva-nos a tratar os outros humanamente como queremos ser tratados, em circunst\u00e2ncias semelhantes. \u00c9 a chave da compaix\u00e3o e da solidariedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Dialogar <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Quando queremos partilhar ideias ou resolver eventuais conflitos, a melhor atitude \u00e9 dialogar com humildade, sem arrog\u00e2ncia nem preconceitos. Importa mais escutar do que falar. Pessoas dialogantes escutam os outros com aten\u00e7\u00e3o, ainda que discordem das suas opini\u00f5es. Depois de escutar, apresentam o seu ponto de vista, de forma honesta, num estilo de comunica\u00e7\u00e3o afirmativo (n\u00e3o passivo nem agressivo). Conscientes de que n\u00e3o sabem tudo, mostram abertura de esp\u00edrito para aprender com os outros. E, sempre que necess\u00e1rio, procuram negociar acordos com os seus interlocutores. O di\u00e1logo aut\u00eantico, alicer\u00e7ado no respeito m\u00fatuo, \u00e9 o caminho da aprendizagem e da conviv\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Pedir ajuda<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>As pessoas humildes t\u00eam a coragem de pedir ajuda sem temer recusas. Pedem aquilo que lhes falta e os outros podem dar. Precisamos uns dos outros para satisfazer as nossas necessidades biol\u00f3gicas e psicol\u00f3gicas, materiais e espirituais. Quem n\u00e3o precisa? Nas situa\u00e7\u00f5es em que nos sentimos indecisos ou desorientados e n\u00e3o sabemos como agir, \u00e9 sensato pedir opini\u00f5es ou conselhos a algu\u00e9m competente e dispon\u00edvel, que mere\u00e7a confian\u00e7a. Se aceitarmos a ajuda dos outros com humildade, sem vergonha, podemos resolver melhor alguns problemas e desenvolver as nossas compet\u00eancias pessoais e sociais. Caminhamos juntos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Agradecer<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma das atitudes essenciais das pessoas humildes \u00e9 a gratid\u00e3o. Merecem a nossa gratid\u00e3o todos os que nos ajudam com o seu tempo, o seu saber ou o seu esfor\u00e7o, especialmente os familiares e amigos que nos d\u00e3o apoio incondicional nos bons e nos maus momentos. Quando atingimos um objetivo ou celebramos um resultado positivo, devemos apreciar e agradecer o contributo dos outros. Ningu\u00e9m conquista nada sozinho. O sucesso na vida pessoal, social e profissional depende mais da coopera\u00e7\u00e3o do que da competi\u00e7\u00e3o com os outros. H\u00e1 sempre motivos para oferecer um elogio sincero ou dizer \u201cobrigado\u201d a algu\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> Perdoar<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A humildade abre-nos o cora\u00e7\u00e3o para perdoar aos outros as suas ofensas. Perdoar n\u00e3o \u00e9 desvalorizar nem esquecer o que aconteceu. \u00c9 tomar a decis\u00e3o livre, consciente e volunt\u00e1ria, de renunciar \u00e0 vingan\u00e7a pessoal contra o agressor e resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de fazer justi\u00e7a pelas pr\u00f3prias m\u00e3os. Isto n\u00e3o revela ingenuidade, mas sabedoria. Porque s\u00f3 o perd\u00e3o poder\u00e1 libertar-nos do veneno da raiva e do \u00f3dio. Perdoando, ganhamos paz interior e damos a quem nos tratou mal uma oportunidade para mudar de comportamento. Mas o perd\u00e3o n\u00e3o implica reconcilia\u00e7\u00e3o. Uma pessoa agredida tem o direito de cortar rela\u00e7\u00f5es com o agressor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong> Ser solid\u00e1rio <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Numa cultura individualista e competitiva, a grandeza de uma pessoa est\u00e1 na humildade de servir o pr\u00f3ximo. Quem \u00e9 humilde, disp\u00f5e-se a ser solid\u00e1rio, dando aos outros o que eles precisam. Partilha, de livre vontade, o que tem e sabe. Faz o bem aos outros de forma generosa e gratuita, sem esperar recompensa ou gratid\u00e3o. A solidariedade \u00e9 a base da vida social. Quando somos compassivos e solid\u00e1rios, promovemos o bem-estar dos outros e sentimo-nos mais felizes. Com gestos de bondade, por mais simples que sejam, fortalecemos as nossas rela\u00e7\u00f5es e contribu\u00edmos para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e fraterna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ant\u00f3nio Estanqueiro<\/em><\/p>\n<p><em>Professor e Formador<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Estanqueiro,\u00a0Professor e Formador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":152027,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-321598","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/321598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=321598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/321598\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=321598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=321598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=321598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}