{"id":321403,"date":"2024-04-08T15:22:16","date_gmt":"2024-04-08T14:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=321403"},"modified":"2024-04-08T15:26:51","modified_gmt":"2024-04-08T14:26:51","slug":"lusofonias-nos-calores-deste-congo-brazzaville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-nos-calores-deste-congo-brazzaville\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Nos calores deste Congo Brazzaville"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Brazzaville<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-321408 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Lusofonias-AlainMayama-9-4-2024.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 quente esta Rep\u00fablica do Congo, cuja capital \u00e9 Brazzaville. Habituamo-nos a citar o Congo como a antiga col\u00f3nia belga com a capital hoje chamada Kinshasa. Mas essa \u00e9 outra, \u00e9 a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica, que no tempo de Mobutu se chamou Zaire. Estamos situados\u2026<\/p>\n<p>Aterrei em Brazzaville vindo de Libreville, capital do Gab\u00e3o. A temperatura estava uma brasa. Entrei na terra onde os Espiritanos chegaram no long\u00ednquo 1865. As Miss\u00f5es, nesta antiga col\u00f3nia francesa, foram criadas e desenvolvidas por Padres e Irm\u00e3os da Congrega\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Aqui se escreveram (e\u00a0 continuam a escrever) p\u00e1ginas significativas da hist\u00f3ria da Igreja e da Miss\u00e3o.<\/p>\n<p>O equador atravessa o pa\u00eds que tem 342 kms 2 de superf\u00edcie e apenas 5,3 milh\u00f5es de habitantes, porque parte do territ\u00f3rio \u00e9 floresta. O franc\u00eas \u00e9 a l\u00edngua oficial, mas o povo fala tamb\u00e9m lingala e kikongo. A independ\u00eancia foi em 1960, tendo uma hist\u00f3ria sofrida, pois os primeiros 30 anos foram de ditadura e, quando a democracia quis dar os primeiros passos, come\u00e7ou uma violenta guerra civil que vitimou o povo at\u00e9 quase ao in\u00edcio deste mil\u00e9nio. O lucro com o petr\u00f3leo trouxe uma enorme prosperidade a uma pequen\u00edssima elite, mas n\u00e3o beneficiou a popula\u00e7\u00e3o congolesa, permanecendo profundo o fosso entre ricos e pobres.<\/p>\n<p>Voltemos \u00e0 Miss\u00e3o Espiritana. Foi criado um Distrito, dependente da Fran\u00e7a. Em 1999, tornou-se uma Regi\u00e3o da rec\u00e9m-fundada Prov\u00edncia da \u00c1frica Central (PAC). \u00c9 Prov\u00edncia do Congo Brazzaville a partir de 2 de outubro de 2010. Hoje s\u00e3o mais de 70 Espiritanos nascidos e crescidos nestas terras congolesas, estando a maioria em miss\u00e3o fora de portas, como \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Espiritana. As Comunidades neste pa\u00eds s\u00e3o multiculturais, com Padres e Irm\u00e3os naturais dali e outros vindos de fora. Os Espiritanos sentem a honra e a responsabilidade de serem os fundadores da Igreja no Congo, onde continuam a desempenhar cargos de responsabilidade e a fazer uma op\u00e7\u00e3o clara pelas popula\u00e7\u00f5es mais pobres e descartadas.<\/p>\n<p>Atravessado pelo equador, este pa\u00eds faz fronteira com Cabinda e tem o Maiombe e outras \u00e1reas florestais ainda hoje habitadas por popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas com que os Espiritanos vivem e trabalham, como acontece com os Likouala e os Sangha. H\u00e1 um investimento enorme no acompanhamento de crian\u00e7as e jovens com especiais dificuldades, como o \u2018Espa\u00e7o Jarrot\u2019, o Centro Sala Ngolo e as Escolas ORA. Os Espiritanos est\u00e3o presentes e intervenientes em sete locais, espalhados pelo pa\u00eds: Brazzaville, Pointe-Noire, Dolisie, Madingou, L\u00e9kana, Impfondo e B\u00e9tou.<\/p>\n<p>Para mim, o Congo-Brazzaville tinha apenas dois rostos, o dos dois Espiritanos com quem vivo em Roma: o P. Alain Mayama (nosso Superior Geral, eleito em 2021) e o do Irm\u00e3o Jean Claude Kibinda (ec\u00f3nomo-Geral adjunto), nascido e crescido no Mayombe, nas vizinhan\u00e7as de Cabinda. O Irm\u00e3o Jean Claude tem j\u00e1 um longo percurso mission\u00e1rio, tendo passado boa parte da vida mission\u00e1ria a trabalhar nos Camar\u00f5es. Assegura em Roma muitas responsabilidades como n\u00famero 2 do Economato Geral, mas tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela beleza do parque-jardim da Casa Geral, cada vez mais \u2018Laudato Si\u2019, com muitas flores e, nas \u00faltimas semanas, com a planta\u00e7\u00e3o de uma d\u00fazia de \u00e1rvores citrinas, com laranjeiras, limoeiros e tangerineiras. O P. Alain Mayama \u00e9 o primeiro africano eleito como Superior Geral desta Congrega\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria que conta com mais de 320 anos, pois foi fundada em Paris em 1703. Nascido em 1971, \u00e9 um jovem Padre com um vast\u00edssimo curriculum mission\u00e1rio. Fez a sua Profiss\u00e3o Religiosa em 1999 e foi Ordenado Padre em 2000. Foi nomeado para os Camar\u00f5es onde exerceu responsabilidades na forma\u00e7\u00e3o de futuros espiritanos da \u00c1frica Central. Enviado aos Estados Unidos para estudos Superiores, ali se doutorou, apostando tamb\u00e9m, nesse per\u00edodo, na Pastoral da Sa\u00fade, como Capel\u00e3o de Hospital em Detroit. Regressou \u00e0 \u00c1frica Central, como formador em Libreville, no Gab\u00e3o. Foi eleito Superior Provincial do Congo Brazzaville em 2011, mas o Cap\u00edtulo Geral de Bagamoyo (Tanz\u00e2nia) elegeu-o Conselheiro Geral em 2012. Veio para Roma, aqui passou os dolorosos tempos de covid e, no Cap\u00edtulo Geral de 2021, novamente realizado em Bagamoyo, abriu uma nova p\u00e1gina na hist\u00f3ria desta Congrega\u00e7\u00e3o, ao ser o primeiro africano a ser eleito Superior Geral, cargo que exerce.<\/p>\n<p>\u00c9 este pa\u00eds, este povo e estes mission\u00e1rios que estou a abra\u00e7ar pela primeira vez e com quem quero fazer caminho nos pr\u00f3ximos dias. Estas visitas s\u00e3o sempre uma gra\u00e7a pela riqueza dos encontros, das partilhas, da Miss\u00e3o que por aqui acontece num dia a dia sempre novo e desafiante.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Brazzaville<\/em><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - Nos calores deste Congo Brazzaville\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5ISx6rktj4yIBgy9JzHqfj?si=2DA4EKJFSJm1umbTh_D3Zw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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