{"id":320941,"date":"2024-04-08T09:37:31","date_gmt":"2024-04-08T08:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=320941"},"modified":"2024-04-05T10:38:30","modified_gmt":"2024-04-05T09:38:30","slug":"ele-vive-nos-nossos-coracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ele-vive-nos-nossos-coracoes\/","title":{"rendered":"Ele Vive nos nossos cora\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em>Daniela Sofia Neto, Diocese de Coimbra<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-320942 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/daniela-sofia-neto-coimbra.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Vivemos tempos sombrios, marcados pela incerteza, como uma n\u00e9voa densa sobre a humanidade. Este tempo da Quaresma e da P\u00e1scoa oferece-nos uma reflex\u00e3o sobre o modo como vivemos os nossos dias e aquilo a que damos import\u00e2ncia. \u00c0 semelhan\u00e7a de Cristo na sua Via Sacra, tamb\u00e9m os nossos caminhos s\u00e3o percorridos com a dor da Cruz que cada um de n\u00f3s carrega. S\u00e3o claros os resqu\u00edcios de uma crise global provocada pela pandemia COVID-19, com uma forte indetermina\u00e7\u00e3o quanto ao futuro e que nos abalou f\u00edsica e psicologicamente de modo profundo. A instabilidade pol\u00edtica faz-se sentir, desde protestos e manifesta\u00e7\u00f5es que consequentemente mostram o descontentamento dos povos a elei\u00e7\u00f5es com sentimentos agridoces que espelham tens\u00f5es e polariza\u00e7\u00f5es em torno da preserva\u00e7\u00e3o da democracia. Vemos todos os dias imagens de conflitos armados que ceifam tantas vidas e as not\u00edcias que lemos falam-nos de tens\u00f5es geopol\u00edticas que n\u00e3o sabemos o que futuramente nos trar\u00e3o. As desigualdades econ\u00f3micas s\u00e3o igualmente avassaladoras, mostrando disparidades na distribui\u00e7\u00e3o da riqueza e amea\u00e7ando sobretudo as pessoas mais fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis. As mulheres, crian\u00e7as e as minorias s\u00e3o tamb\u00e9m as principais v\u00edtimas de viol\u00eancia e de homic\u00eddios, nos seus pr\u00f3prios lares e portos de abrigo, at\u00e9 \u00e0s ruas. O mundo grita \u201csocorro\u201d, com fen\u00f3menos clim\u00e1ticos que representam uma amea\u00e7a para a exist\u00eancia global, fazendo transbordar uma preocupa\u00e7\u00e3o sobre a resili\u00eancia das comunidades e dos ecossistemas. Enquanto uns experienciam a ansiedade de alcan\u00e7ar o sucesso, outros passam por ela pela esperan\u00e7a de apenas (sobre)viver. Tantas pessoas vivem alienadas e desconectadas da realidade, n\u00e3o permitindo que se olhe para esta n\u00e9voa de concomitante(s) crises(s). Vivemos mais solit\u00e1rios, vazios e isolados do que nunca, apesar de a tecnologia ser uma potenciadora de redes sociais (mas n\u00e3o \u00e9 e nunca ser\u00e1 o mesmo). Sofremos perdas, passamos por depress\u00f5es e dece\u00e7\u00f5es. Apercebemo-nos das nossas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es e fraquezas. E tanto mais que h\u00e1 para dizer sobre uma verdadeira crise de Direitos Humanos, que urge combater com Justi\u00e7a e Paz. Afinal, \u201csomos p\u00f3 e ao p\u00f3 voltaremos\u201d. Esta mensagem, que ecoa na Quarta-Feira de Cinzas e que marca o in\u00edcio da Quaresma \u00e9 um lembrete poderoso da efemeridade da vida e convida-nos a refletir sobre o que realmente importa: gratid\u00e3o, amor e generosidade. Devemos olhar para este caminho que Jesus percorre com uma Cruz pesada com esperan\u00e7a e reden\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o esquece os oprimidos e os vulner\u00e1veis. Ensina-nos a viver despojados dos nossos bens e a olhar para o nosso interior, mostra-nos como seria belo sabermos perdoar e o valor da reconcilia\u00e7\u00e3o, mesmo diante de adversidades. A Via Sacra de Jesus deve ser como uma chamada a viver os Seus ensinamentos com coragem, compaix\u00e3o e solidariedade na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais harmonioso, justo, compassivo e emp\u00e1tico. Ele Morre, por amor e Ressuscita. Tamb\u00e9m n\u00f3s temos estes momentos nas nossas vidas. A nossa Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 quando nos erguemos das cinzas perante dificuldades e encontramos for\u00e7as para seguir em frente. Quando cometemos erros e temos a coragem para os reparar e com eles aprender. Esta \u00e9 a verdadeira P\u00e1scoa e a mensagem que nos transmite: Ele est\u00e1 vivo, Ele Vive em cada um de n\u00f3s, Ele Vive nos nossos cora\u00e7\u00f5es. Que possamos sempre renascer e abra\u00e7ar o mundo com empatia e amor. Que sejamos pedras vivas na constru\u00e7\u00e3o de um Mundo melhor. Que tenhamos a coragem de seguir o Seu exemplo ao amar o pr\u00f3ximo como ele amou e que n\u00e3o percamos a for\u00e7a e a inspira\u00e7\u00e3o em cada passo deste caminho. No fim de contas, Ele Ressuscitou e deixou-nos a sua mensagem de Amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela Sofia Neto, Diocese de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":320942,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-320941","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320941\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/320942"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}