{"id":32070,"date":"2008-05-21T17:33:02","date_gmt":"2008-05-21T17:33:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/21\/ha-falta-de-preparacao-para-a-paternidade\/"},"modified":"2008-05-21T17:33:02","modified_gmt":"2008-05-21T17:33:02","slug":"ha-falta-de-preparacao-para-a-paternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ha-falta-de-preparacao-para-a-paternidade\/","title":{"rendered":"\u00abH\u00e1 falta de prepara\u00e7\u00e3o para a paternidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Pe. Querubim Silva afirma que a lacuna no acompanhamento dos filhos \u00e9 tamb\u00e9m \u00abculpa do Estado\u00bb <!--more--> Um estudo realizado pelo Conselho Nacional da Educa\u00e7\u00e3o (CNE) aponta que 23% das crian\u00e7as portuguesas s\u00e3o atingidas pela pobreza. Um n\u00famero que supera inclusive a realidade dos adultos atingidos pelo fen\u00f3meno da pobreza ( 21%).  O estudo \u201cA educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as dos 0-12\u201d, apresentado ontem, dia 20, indica ainda que as crian\u00e7as portuguesas s\u00e3o mais vitimizadas do que em qualquer outro pa\u00eds da Europa e que as crian\u00e7as portuguesas s\u00e3o das que menos brincam com os pais, tendo na televis\u00e3o a principal fonte de entretenimento.  Para o Pe. Querubim Silva, membro do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o designado pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, as quest\u00f5es da pobreza associadas \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o, \u00e0 falta de meios e ambientes para o aproveitamento escolar s\u00e3o factores de insucesso.  H\u00e1 uma \u201cclara lacuna no acompanhamento dos pais\u201d, mas esta lacuna, reconhece o sacerdote, \u201cpor vezes sintoma de inc\u00faria, \u00e9 tamb\u00e9m fruto de circunst\u00e2ncias sociais em que os pais vivem\u201d. Para sobreviver e responder \u00e0 necessidade dos filhos, \u201cos pais acabam por descuidar o acompanhamento aos filhos\u201d.   O problema dos maus tratos \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 \u201cdemasiado camuflado\u201d. Com frequ\u00eancia se encontra, mesmo em fam\u00edlias equilibradas, \u201cfalta de paci\u00eancia e de amor, que no fundo \u00e9 o suporte pedag\u00f3gico\u201d.   O Pe. Querubim aponta mais \u201cmaus tratos camuflados do que o que se imagina\u201d. A imprepara\u00e7\u00e3o de muitos pais para assumirem tarefas educativas e paternidade conscientes, s\u00e3o exemplos disso mesmo. \u201cHoje as solicita\u00e7\u00f5es fora de casa s\u00e3o muitas. E n\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es, muitos adultos s\u00e3o capazes de trocar o cuidar dos filhos por um pouco de divertimento\u201d, aponta.  O Pe. Querubim indica que \u201cganhar-se-\u00eda mais se na organiza\u00e7\u00e3o laboral e social houvesse um maior destaque \u00e0 fam\u00edlia, com espa\u00e7o para acompanhamento educativo\u201d.  \u201cEstar gr\u00e1vida \u00e9 correr o risco de perder o emprego, depois vem o per\u00edodo de aleitamento\u201d, lembra o sacerdote, apresar de, \u201cmuitas coisas terem melhorado, claro, o panorama geral ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d.   Face ao contexto social e aos pr\u00f3prios n\u00fameros que indicam a baixa de natalidade, o Pe. Querubim Silva interroga-se se \u201cem breve teremos crian\u00e7as para educar\u201d.   O acr\u00e9scimo da popula\u00e7\u00e3o por via da imigra\u00e7\u00e3o \u201ctrar\u00e1 novos problemas\u201d, adianta. A sociedade portuguesa n\u00e3o perspectiva \u201cum acr\u00e9scimo de popula\u00e7\u00e3o e um acompanhamento condigno daqueles que ser\u00e3o o futuro\u201d. \u201cEstamos a criar um contexto pior ainda do o que actualmente vivemos. N\u00e3o tenho d\u00favidas\u201d, enfatiza.  Acerca das medidas propostas pelo CNE para melhorar a qualidade do ensino ministrado \u00e0s crian\u00e7as at\u00e9 aos 12 anos, o representante da CEP acredita ver nas propostas \u201cmedidas mais harmoniosas e vantajosas\u201d.  De forma faseada, \u00e0 semelhan\u00e7a do que acontece noutros pa\u00edses, \u201ca monodoc\u00eancia coadjuvada e o estabelecimento de etapas s\u00e3o positivos\u201d, indica. Estas medidas representam uma ruptura com a forma actual, mas passadas as ressist\u00eancias, \u201ccom o aux\u00edlio de uma monitoriza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o adequadas de equipas inter-profissionais, poder\u00e3o conduzir a resultados positivos\u201d.  O Pe. Querubim Silva aponta a necessidade de conjuga\u00e7\u00e3o entre iniciativas estatais, por via de estruturas de iniciativa da sociedade civil que prestem o mesmo servi\u00e7o p\u00fablico e as parcerias familiares.  Um programa de renova\u00e7\u00e3o como este \u201cimplica repensar as pol\u00edticas familiares\u201d, sublinha. O sacerdote rejeita a possibilidade de se cair num assistencialismo estatal, mas reconhece \u201cum ambi\u00eancia ideol\u00f3gica que tem tornado tudo estatal\u201d.   O sacerdote adverte por isso, que as parcerias com as IPSS e as autarquias s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias.   \u201cQualquer democracia reconhece que as respostas t\u00eam de ser m\u00faltiplas\u201d, com uma \u201cparticipa\u00e7\u00e3o coordenada, \u00e9 claro\u201d, mas sem a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, onde se inclui confiss\u00f5es religiosas, \u201cn\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel levar adiante uma educa\u00e7\u00e3o capaz\u201d.  O Pe Querubim Silva lembra ainda que a fase entre os 6 aos 12 anos \u00e9 fundamental na estrutura\u00e7\u00e3o de bases para aprendizagens futuras.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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