{"id":320497,"date":"2024-04-01T14:41:30","date_gmt":"2024-04-01T13:41:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=320497"},"modified":"2024-04-01T14:41:30","modified_gmt":"2024-04-01T13:41:30","slug":"coimbra-homilia-de-d-virgilio-antunes-na-vigilia-pascal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/coimbra-homilia-de-d-virgilio-antunes-na-vigilia-pascal\/","title":{"rendered":"Coimbra: Homilia de D. Virg\u00edlio Antunes na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-152835 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Coimbra_Cidade.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>Escutamos, nesta noite, o novo an\u00fancio pascal, o an\u00fancio da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus: \u201cRessuscitou: n\u00e3o est\u00e1 aqui\u201d, proclama aquele jovem vestido com uma t\u00fanica branca, sentado do lado direito do sepulcro. \u00c9 uma not\u00edcia sempre inesperada e sempre nova, a desafiar a f\u00e9 das mulheres que foram de manh\u00e3 cedo ao sepulcro de Jesus, a desafiar a f\u00e9 dos disc\u00edpulos e a f\u00e9 de todos os que acreditaram ao longo dos s\u00e9culos, entre os quais nos inclu\u00edmos.<\/p>\n<p>A not\u00edcia da morte de Jesus tinha-nos surgido como uma realidade expect\u00e1vel. Mais tarde ou mais cedo, por uma morte natural ou por condena\u00e7\u00e3o, haveria de acontecer, pois conhecemos bem a regra da finitude desta vida terrena e sabemos que todo aquele que nasceu, envelhece e morre. O nome de Jesus ter-se-ia perdido na bruma dos tempos se a sua peregrina\u00e7\u00e3o sobre a terra, mesmo que visivelmente extraordin\u00e1ria nas suas a\u00e7\u00f5es, tivesse acabado como a de tantos outros famosos, cuja mem\u00f3ria desapareceu ou ficou somente nas p\u00e1ginas de algum livro como acontecimento de historicidade fi\u00e1vel ou duvidosa.<\/p>\n<p>O nome de Jesus continua presente na hist\u00f3ria porque a not\u00edcia da Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o irrompeu no mundo como absoluta novidade. As mulheres, os disc\u00edpulos, os ap\u00f3stolos e depois uma multid\u00e3o incont\u00e1vel de homens e mulheres ouviram esse an\u00fancio e acreditaram nele. A pr\u00f3pria narra\u00e7\u00e3o dos Evangelhos, praticamente o \u00fanico lugar a preservar a mem\u00f3ria escrita acerca de Jesus, s\u00f3 nasceu porque os disc\u00edpulos acreditaram que o seu Mestre ressuscitou. As outras fontes hist\u00f3ricas da mesma \u00e9poca ignoram a sua pessoa, a sua obra, a sua morte e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Quando muito fazem algumas escassas refer\u00eancias ao movimento desencadeado pelos seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Nos dias de hoje, marcados por alguma indiferen\u00e7a religiosa que pode ter a marca do agnosticismo ou da seculariza\u00e7\u00e3o, discute-se pouco o significado da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, por ser, nesse contexto cultural, um acontecimento irrelevante. No ambiente em que vivemos, as aten\u00e7\u00f5es centram-se mais nos disc\u00edpulos de Jesus do que no pr\u00f3prio Jesus. Custa muito a acreditar e parece a muitos rondar a insensatez, por um lado que algu\u00e9m possa acreditar que Jesus ressuscitou e est\u00e1 vivo, por outro, que algu\u00e9m possa ainda, neste tempo, conduzir a sua vida com base nesta certeza de f\u00e9.<\/p>\n<p>E, no entanto, grande obra da gra\u00e7a de Deus, n\u00f3s e muitos outros de todas as latitudes, cidad\u00e3os deste mesmo mundo, participantes da vida desta sociedade, do conhecimento, da tecnologia, do progresso, continuamos a acreditar que Jesus ressuscitou e que Ele est\u00e1 vivo. Continuamos tamb\u00e9m a acolh\u00ea-lO como o Senhor da nossa vida, o nosso Mestre. Continuamos a procurar viver a partir da f\u00e9 pascal.<\/p>\n<p>Se porventura, noutros per\u00edodos da hist\u00f3ria, a f\u00e9 crist\u00e3 podia fazer parte de um h\u00famus cultural de que todos participavam, de facto, hoje, ser crist\u00e3o, acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e viver da f\u00e9, f\u00e9 que \u00e9 sempre um dom, \u00e9 tamb\u00e9m sempre fruto de uma decis\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Entre n\u00f3s, \u00e9 frequente haver estupefa\u00e7\u00e3o geral quando algu\u00e9m cultural ou socialmente considerado, publicamente se declara crente. Mais ainda, quando se declara crist\u00e3o, e a estupefa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada, se porventura se declara praticante.<\/p>\n<p>Damos gra\u00e7as a Deus pela perseveran\u00e7a dos que nasceram numa igreja de cristandade maiorit\u00e1ria e seguiram em frente com humildade e decis\u00e3o pelo caminho da f\u00e9. Damos gra\u00e7as a Deus, de um modo especial, nesta Vig\u00edlia, pelos eleitos que v\u00e3o fazer a sua profiss\u00e3o de f\u00e9, que v\u00e3o celebrar a sua entrada na igreja e que querem ser fi\u00e9is \u00e0 gra\u00e7a de se tornarem disc\u00edpulos de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Este \u00e9, car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o tempo da f\u00e9, da f\u00e9 que \u00e9 compromisso de vida. \u00c9 o tempo de saborearmos a alegria de estar com o Senhor ressuscitado, de deixarmos que a sua vida nos preencha, que d\u00ea sentido \u00e0 nossa exist\u00eancia. \u00c9 o tempo de nos entregarmos \u00e0 sua miseric\u00f3rdia infinita, que nos ampara em todos os momentos.<\/p>\n<p>Este \u00e9, car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, o tempo da f\u00e9 humilde, que n\u00e3o se apresenta com outros argumentos nem com outros sinais, sen\u00e3o o da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. Da f\u00e9 que n\u00e3o oferece outra sabedoria sen\u00e3o a de Deus, que pode mesmo parecer insensatez aos olhos do mundo.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que quando estamos perdidos, Ele nos procura. Quando sofremos, Ele nos alivia com a sua paix\u00e3o. Sabemos que quando estamos desanimados, Ele nos faz arder de esperan\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o. Que quando somos pecadores, Ele perdoa os nossos pecados. E que quando estamos \u00e0 beira da morte, Ele nos oferece a sua vida.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa do Senhor traz-nos de novo o convite \u00e0 viv\u00eancia de uma f\u00e9 viva, ativa, comprometida com o dom que recebemos. Esta \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o humana para a nossa perseveran\u00e7a e, ao mesmo tempo, para que colhamos a felicidade que ela nos d\u00e1 e demos ao mundo as raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Na leitura do livro do \u00caxodo, que nos transmite a experi\u00eancia da P\u00e1scoa Antiga, Deus dizia a Mois\u00e9s que convocasse os filhos de Israel para que se pusessem a caminho. Ele vai \u00e0 sua frente a abrir os caminhos da sua liberta\u00e7\u00e3o e a transformar as \u00e1guas de morte em \u00e1guas de vida. Eles acolheram o convite e tornaram-se um povo em caminho, passaram por persegui\u00e7\u00f5es e tribula\u00e7\u00f5es, mas sentiram sempre a presen\u00e7a amorosa de Deus ao longo dos desertos pelos quais tiveram de passar.<\/p>\n<p>O Novo Povo de Deus, nascido da \u00e1gua-viva do batismo na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, recebeu tamb\u00e9m a miss\u00e3o e voca\u00e7\u00e3o de se tornar um povo em caminho, um povo de peregrinos. \u201cIde dizer aos seus disc\u00edpulos e a Pedro que ele vai adiante de v\u00f3s para a Galileia. L\u00e1 o vereis\u201d, escutavam as mulheres pela voz do mensageiro do sepulcro, segundo a narra\u00e7\u00e3o do Evangelho de S\u00e3o Marcos.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a nossa condi\u00e7\u00e3o desde aquele dia feliz do batismo: Como pessoas e como povo, como igreja, somos peregrinos da f\u00e9, f\u00e9 sempre em constru\u00e7\u00e3o e sempre vivida na esperan\u00e7a e no amor. Na tarde daquele primeiro dia da semana, o Senhor ilustra essa nossa voca\u00e7\u00e3o, quando se aproxima dos disc\u00edpulos de Imaus, lhes narra as Escrituras e conta o que lhe aconteceu em Jerusal\u00e9m. Quando se lhes revela ao partir do p\u00e3o, tamb\u00e9m eles se p\u00f5em a caminho, primeiro para Jerusal\u00e9m, a fim de conhecerem o testemunho dos ap\u00f3stolos, e depois em dire\u00e7\u00e3o aos lugares onde cada um pode continuar a sentir a presen\u00e7a reconfortante do Ressuscitado.<\/p>\n<p>O acontecimento fundador tem lugar em Jerusal\u00e9m, mas o caminho da f\u00e9 estende-se a uma longa peregrina\u00e7\u00e3o, sempre em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Galileia, isto \u00e9, aos lugares onde se passam os nossos dias. A\u00ed, com tudo o que acontece, continua a nossa peregrina\u00e7\u00e3o com Cristo, a\u00ed vivemos da f\u00e9, a\u00ed damos testemunho da esperan\u00e7a a que fomos chamados.<\/p>\n<p>Come\u00e7\u00e1mos um caminho com Cristo no Batismo. Se tom\u00e1mos essa decis\u00e3o inicial, havemos de ser perseverantes, como \u00e9 o caso destes car\u00edssimos eleitos que nesta P\u00e1scoa v\u00e3o receber o sacramento do Batismo. Se porventura fomos levados ao Batismo, ainda antes de termos o discernimento da nossa vontade, \u00e9 sempre tempo de nos deixarmos enraizar em Cristo por meio de uma decis\u00e3o consciente e livre em cada um dos nossos dias. Uns e outros havemos de ser igualmente perseverantes com a for\u00e7a do Esp\u00edrito que habita em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, a P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 este hino \u00e0 vida que nos \u00e9, hoje, de novo anunciado. Acolhemo-lo como o compromisso de trabalhar incansavelmente em favor de toda a vida, em favor de toda a cria\u00e7\u00e3o redimida por Cristo. Que a P\u00e1scoa seja a inspira\u00e7\u00e3o de vida de que o nosso mundo precisa, este mundo em que vivemos, frequentemente envolto nas mais densas trevas de morte: nestas guerras que aniquilam multid\u00f5es indefesas, nas culturas que matam seres humanos indefesos, nos comportamentos perniciosos que destroem esperan\u00e7as leg\u00edtimas. Porventura, nas persegui\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas ou religiosas que impedem as pessoas de serem livres e felizes.<\/p>\n<p>Alegremo-nos, por isso, com Cristo ressuscitado e pe\u00e7amos-lhe a gra\u00e7a da perseveran\u00e7a no caminho da f\u00e9 batismal, essa fonte da nossa vida e fonte de vida para o mundo todo.<\/p>\n<p><em style=\"font-weight: inherit;\">D. Virg\u00edlio do Nascimento Antunes<\/em><br \/>\n<em>Bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":17,"featured_media":152835,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[930],"class_list":["post-320497","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-pascoa-sabado-santo-vigilia-pascal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320497\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}