{"id":320099,"date":"2024-03-30T16:43:31","date_gmt":"2024-03-30T16:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=320099"},"modified":"2024-03-30T16:43:31","modified_gmt":"2024-03-30T16:43:31","slug":"coimbra-missa-crismal-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/coimbra-missa-crismal-2024\/","title":{"rendered":"Coimbra: Missa Crismal 2024"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/p>\n<p>A Missa Crismal constitui para n\u00f3s, sacerdotes, uma ocasi\u00e3o muito especial da nossa vida e minist\u00e9rio: eleva-se dos nossos cora\u00e7\u00f5es e dos nossos l\u00e1bios um sentido hino de louvor e gratid\u00e3o a Deus pela voca\u00e7\u00e3o a que fomos chamados. Sentimos e proclamamos que n\u00e3o somos nada diante da grandeza de Deus e da gra\u00e7a que nos concedeu, a de sermos cooperadores escolhidos para a realiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o de anunciar a Boa Nova, de curar e consolar os nossos irm\u00e3os com o \u00f3leo da alegria.<\/p>\n<p>Recordo como v\u00f3s a emo\u00e7\u00e3o com que comecei a participar na Missa Crismal j\u00e1 na inf\u00e2ncia e na juventude. Recordo que perscrutava j\u00e1 o que poderia passar-se na mente e no cora\u00e7\u00e3o dos sacerdotes que conhecia e como vislumbrava o mist\u00e9rio do amor de Jesus presente neles. Essa experi\u00eancia profunda de vida adensava em mim o desejo de identifica\u00e7\u00e3o com a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal no meio das turbul\u00eancias pr\u00f3prias daquelas idades: o apelo da voca\u00e7\u00e3o tornava-se mais forte e a decis\u00e3o humana ia-se construindo, mesmo que \u00e0 mistura com todas as retic\u00eancias relativas \u00e0 sua concretiza\u00e7\u00e3o na pobreza da nossa pessoa.<\/p>\n<p>Recordamos como o amor de Deus fez caminho em n\u00f3s e foi decisivo para que sent\u00edssemos a gra\u00e7a de um chamamento que nos moveu e deixou completamente desarmados e sem argumentos. Hoje, e passados mais ou menos anos, continuamos a agradec\u00ea-lo ao Senhor e a renovar o nosso compromisso de fidelidade com toda a verdade e com amor. Hoje, continuamos a viver da certeza de que o Senhor \u00e9 o \u201ctudo\u201d da nossa vida, o Alfa e o \u00d3mega, o que \u00e9, que era e que h\u00e1 de vir, o Senhor do Universo, e apresentamo-nos diante d\u2019Ele como o pequeno \u201cnada\u201d em que pode realizar a Sua obra.<\/p>\n<p>Diante das tenta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e sociais que nos sugerem o sacerd\u00f3cio segundo o modelo das estruturas de poder, ouvimos a voz do profeta que nos chama a sermos \u201cministros do nosso Deus\u201d, ou seja, servos do nosso Deus.<\/p>\n<p>Diante das tenta\u00e7\u00f5es mundanas, mesmo que mascaradas de espiritualidade, que nos sugerem a import\u00e2ncia da nossa pessoa e minist\u00e9rio, que nos levam a considerar a valentia das nossas decis\u00f5es e a for\u00e7a das nossas a\u00e7\u00f5es, reconhecemos que o Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre n\u00f3s e que Ele nos ungiu para realizarmos a obra de Deus.<\/p>\n<p>Face \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de nos isolarmos como refer\u00eancia dentro do Povo de Deus, deparamo-nos com o testemunho de Jo\u00e3o Batista que, confrontado com a pergunta acerca da sua identidade, responde energicamente \u201cEu n\u00e3o sou o Messias\u201d (Jo 1, 20) e diante da interroga\u00e7\u00e3o \u201c\u00c9s tu o profeta?\u201d, reafirma, \u201cN\u00e3o\u201d. E depois aponta para Jesus e diz: \u201cEis o Cordeiro de Deus\u201d. Centra-se, pois, em Jesus Cristo como a sua \u00fanica refer\u00eancia e aponta-O como a nossa \u00fanica refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, os Ap\u00f3stolos professam que s\u00e3o chamados e enviados para dar testemunho do que viram e ouviram, na certeza de que apenas Jesus Cristo pode proclamar o \u201cEu sou\u201d, express\u00e3o da Sua revela\u00e7\u00e3o complementada pelas v\u00e1rias express\u00f5es da Sua identidade: o Filho, o Bom Pastor, o Caminho, a Verdade, a Vida, a Luz do Mundo, o P\u00e3o do C\u00e9u, a Videira, o Mestre, o Guia, o Senhor, o Salvador&#8230;<\/p>\n<p>N\u00f3s, car\u00edssimos irm\u00e3os sacerdotes, pela gra\u00e7a especial da ordena\u00e7\u00e3o sacramental, somos constitu\u00eddos sinal sacramental de Jesus Cristo, o \u00fanico Senhor e Guia da Igreja; e, como ministros ordenados, somos, ao mesmo tempo, constitu\u00eddos servidores do sacerd\u00f3cio comum de todos os fi\u00e9is em ordem \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o da Igreja Santa de Deus.<\/p>\n<p>Nesta celebra\u00e7\u00e3o da Missa Crismal, convido-vos a aprofundar a espiritualidade da nossa condi\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os &#8211; bispo, presb\u00edteros e di\u00e1conos \u2013 em ordem a um caminho sempre em constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade expressa pela nossa vida e a\u00e7\u00e3o. Sugiro que o fa\u00e7amos com base em tr\u00eas frases, em jeito de met\u00e1foras que procuram centrar-nos no essencial, de onde h\u00e1 de decorrer todo o alinhamento do nosso projeto de vida, do nosso programa de vida e da agenda da nossa vida.<\/p>\n<p>O nosso projeto \u00e9 Jesus Cristo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o nosso ser de crist\u00e3os radica na gra\u00e7a recebida para nos identificarmos com Cristo em tudo, sem que nada de n\u00f3s possa ficar de fora ou reservado para qualquer outro plano. O batismo na \u00e1gua e no Esp\u00edrito cria em n\u00f3s uma realidade nova, sacramental, que nos torna filhos no Filho e membros do Seu Corpo, que \u00e9 a Igreja, a fim de a edificarmos, de a fazermos crescer e de ser santa.<\/p>\n<p>Os sacerdotes, por um t\u00edtulo especial de gra\u00e7a, recebemos n\u00e3o s\u00f3 a primeira un\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito por meio do \u00f3leo do Crisma, mas tamb\u00e9m aquela que nos consagra e nos torna sacramentalmente ministros e servos de Deus e da Sua Igreja. Quando nos interrogamos acerca de qual o nosso projeto de vida, o que nos move e identifica como crist\u00e3os e ministros ordenados, encontramos f\u00e1cil a resposta: \u00e9 Jesus Cristo. O estilo de vida na simplicidade e na pobreza, a castidade, no caso do bispo e dos presb\u00edteros, vivida em celibato, e a obedi\u00eancia \u00e0 vontade do Pai, devem exprimir em n\u00f3s uma identifica\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo dia ap\u00f3s dia.<\/p>\n<p>A cultura atual est\u00e1 marcada pelo individualismo e cada procura afirmar-se como o seu pr\u00f3prio projeto de vida, realizar-se a partir de si mesmo. O ministro ordenado aceita livremente que seja Cristo a conduzi-lo como seu disc\u00edpulo, acolhe feliz a voca\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter outro projeto de vida sen\u00e3o o pr\u00f3prio Cristo.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, na mesma cultura atual assiste-se ao fen\u00f3meno de muitas pessoas entregarem a outros a gest\u00e3o do seu crescimento a fim de tirarem o melhor partido das suas potencialidades, num mundo de concorr\u00eancia pessoal e de busca de maior sucesso individual do que o dos outros. Especialmente n\u00f3s, os ministros ordenados, temos por voca\u00e7\u00e3o deixar que Cristo seja tudo em n\u00f3s, a fim de podermos, n\u2019Ele e com Ele, ser sinal de b\u00ean\u00e7\u00e3o para os outros.<\/p>\n<p>O nosso programa \u00e9 o Evangelho.<\/p>\n<p>Estamos num tempo marcado por ideologias, dentro e fora da Igreja. Algumas delas sugerem inclusivamente uma leitura do Evangelho como uma Boa Not\u00edcia constru\u00edda e interpretada a gosto pessoal ou polarizada \u00e0 volta de for\u00e7as de press\u00e3o.<\/p>\n<p>Os ministros ordenados s\u00e3o chamados a estar acima das l\u00f3gicas humanas, pois a Boa Nova do Evangelho \u00e9 uma mensagem unificadora da comunh\u00e3o, a partir da revela\u00e7\u00e3o realizada por Jesus e tendo em conta a ininterrupta Tradi\u00e7\u00e3o e o Magist\u00e9rio da Igreja.<\/p>\n<p>Nenhum batizado est\u00e1 acima do Evangelho e os ministros ordenados encontram nele a regra e o programa das suas vidas, devendo procurar nele o \u00fanico crit\u00e9rio para o seu agir. Somos servos da Palavra feita carne, expressa nas palavras que nos comunicam Cristo e, juntamente com os sacramentos, no-l\u2019O oferecem vivo e atuante na nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Somos os primeiros a incarnar a voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o de nos submetermos ao Evangelho como a express\u00e3o dos caminhos de Deus para a nossa vida, a voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o de o testemunharmos a muitos outros sob a forma de an\u00fancio a fim de que seja o nosso e o seu programa de vida. \u00c9 pela ilumina\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que guia a sua leitura, medita\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o, que O conhecemos em profundidade e que dispomos o cora\u00e7\u00e3o para o acolher, para viver n\u2019Ele e para O anunciar. N\u00e3o h\u00e1 para n\u00f3s outros crit\u00e9rios nem outro programa de vida, porque Ele \u00e9 a Palavra de Deus, que nos converte \u00e0 vontade salvadora de Deus.<\/p>\n<p>A nossa agenda \u00e9 a Igreja.<\/p>\n<p>Os ministros ordenados est\u00e3o sujeitos \u00e0 vulnerabilidade da sua condi\u00e7\u00e3o humana e \u00e0s muitas agendas que silenciosamente entram no espa\u00e7o das suas vidas. Somos tamb\u00e9m n\u00f3s, potencial ou realmente ref\u00e9ns da ditadura do relativismo teol\u00f3gico, espiritual e pastoral, bem manifesta no \u201ceu penso\u201d, \u201ceu acho\u201d, \u201ceu gosto\u201d, \u201ceu quero\u201d, relativismo esse que nos pode conduzir \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de agendas pessoais ou de grupo em ordem ao exerc\u00edcio do minist\u00e9rio ordenado.<\/p>\n<p>\u00c9 muito tentador romper a unidade e a comunh\u00e3o da Igreja com argumentos de conveni\u00eancia pessoal, cultural ou social, com a defesa velada de um estatuto de poder mais do que de um servi\u00e7o, por vezes com a apar\u00eancia de uma piedade programada para justificar as nossas situa\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>O ministro ordenado n\u00e3o tem uma agenda pr\u00f3pria. A sua agenda \u00e9 a da Igreja que serve com todas as suas for\u00e7as, sem outra inten\u00e7\u00e3o nem vontade do que a de dar a sua vida em atitude de gratid\u00e3o infinita pela voca\u00e7\u00e3o a que amorosamente foi chamado.<\/p>\n<p>Mesmo na pastoral, na liturgia, na espiritualidade ou na caridade, \u00e9 a agenda da Igreja e n\u00e3o a nossa que nos tem de mover. Tudo isso deve ser sentido e vivido como a\u00e7\u00e3o da Igreja, serva de Jesus Cristo, submissa ao Evangelho e, enquanto iluminada pelo Esp\u00edrito Santo, dotada da faculdade de conduzir a humanidade ao encontro com o Deus, que salva.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, agrade\u00e7amos diariamente a Deus os sacerdotes que nos deu e rezemos todos pelos sacerdotes da nossa Igreja Diocesana, rezemos pelos sacerdotes de toda a Igreja, para que encontrem no cora\u00e7\u00e3o de Deus o verdadeiro amor, \u00fanica seguran\u00e7a e for\u00e7a para as suas vidas.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os sacerdotes, que o Senhor encontre em n\u00f3s a simplicidade, humildade e f\u00e9, que nos levem a ser pastores felizes, \u00e0 maneira de Jesus, que d\u00e1 a vida pelos seus amigos. E que o \u00d3leo Santo do Crisma continue sempre a exalar em n\u00f3s o perfume da gra\u00e7a do amor com que fomos ungidos.<\/p>\n<p>Coimbra, 28 de mar\u00e7o de 2024<br \/>\n<em>Virg\u00edlio do Nascimento Antunes<\/em><br \/>\n<em>Bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":9,"featured_media":203801,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[174],"class_list":["post-320099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-coimbra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/203801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}