{"id":319943,"date":"2024-03-29T19:31:54","date_gmt":"2024-03-29T19:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=319943"},"modified":"2024-03-29T19:31:54","modified_gmt":"2024-03-29T19:31:54","slug":"lisboa-homilia-de-d-rui-valerio-na-celebracao-da-paixao-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lisboa-homilia-de-d-rui-valerio-na-celebracao-da-paixao-do-senhor\/","title":{"rendered":"Lisboa: Homilia de D. Rui Val\u00e9rio na celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_319954\" aria-describedby=\"caption-attachment-319954\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-319954\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-319954\" class=\"wp-caption-text\">Foto Diogo Paiva Brand\u00e3o\/Patriarcado de Lisboa<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Envolvidos pelo sil\u00eancio que brota da Cruz do Calv\u00e1rio, de onde pende o Redentor do mundo, o nosso assombro iguala o de Elias, quando, no Monte Horeb, pressentiu a presen\u00e7a do Senhor no murm\u00fario da brisa suave e cobriu o seu rosto. Hoje, n\u00f3s cobrimos a nossa mudez, n\u00e3o de eruditos discursos, mas com duas quest\u00f5es decisivas que a santidade do Crucificado nos sugere. E n\u00e3o nos questionamos sobre o porqu\u00ea do sofrimento, ou da morte, mas somente lhe perguntamos: \u201cque Deus, Tu, nos revelas? E, que ser humano nos prop\u00f5es?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I \u201cQue Deus, Tu, nos revelas?\u201d<\/p>\n<ol>\n<li>Ao contemplarmos o G\u00f3lgota, vislumbramos um Deus de compaix\u00e3o, que assume totalmente a nossa condi\u00e7\u00e3o, partilhando connosco tudo quanto nos define e configura, exceto o pecado, at\u00e9 mesmo os limites e constrangimentos com que a exist\u00eancia humana se confronta, como a experi\u00eancia do sofrimento, da insufici\u00eancia, da vulnerabilidade e da morte.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O livro do G\u00e9nesis diz-nos que, ao sermos criados, Deus imprimiu em n\u00f3s a Sua imagem e semelhan\u00e7a, concedendo-nos os seus atributos: a Beleza, a Bondade e a Verdade. Os relatos da crucifica\u00e7\u00e3o parecem, de certa maneira, inverter o que fora realizado no ato criador primordial. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o ser humano a receber de Deus a sua assinatura inconfund\u00edvel; \u00e9 o pr\u00f3prio Deus a receber da condi\u00e7\u00e3o humana tudo o que a define at\u00e9 ao limite impens\u00e1vel da m\u00e1goa, da dor, da morte e da solid\u00e3o, que Lhe era estranho e contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 maravilhoso constatar que, por amor, Deus se deixa tocar por aquilo que n\u00e3o havia criado e at\u00e9 Lhe era adverso \u2013 o sofrimento e a morte \u2013; e mais, permite ser rejeitado, e at\u00e9 insultado, fustigado e condenado \u00e0 mais ignominiosa de todas as mortes. \u00c9 assim que Deus nos recebe e acolhe inteiramente, com toda a nossa mis\u00e9ria, com toda a nossa desgra\u00e7a, com toda a nossa vulnerabilidade. N\u00e3o h\u00e1 maior amor! Com raz\u00e3o dizia S. Bernardo de Claraval: \u201cAs chagas do corpo deixam ver o \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<ol start=\"2\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">O Crucificado revela-nos o rosto salvador de Deus. Cristo Crucificado salva-nos, restaurando a nossa rela\u00e7\u00e3o com o Pai e escancarando a todos o caminho da vida eterna, porque s\u00f3 n\u2019Ele se conjugou a for\u00e7a divina com a liberdade humana. Cristo realizou uma a\u00e7\u00e3o livre, de abertura, de abandono incondicional. E tudo aconteceu na morte de Cruz, num gesto de entrega, de amor, que transformou o desespero em coragem, a cobardia em abnega\u00e7\u00e3o, o t\u00e9dio em inclina\u00e7\u00e3o amorosa. A Cruz \u00e9 o lugar da nossa reden\u00e7\u00e3o e, por isso, da nossa recria\u00e7\u00e3o. Como dizem os Padres da Igreja, foi junto ao madeiro da \u00e1rvore do \u00c9den que surgiu a morte pelo pecado de Ad\u00e3o, agora, Aquele que pende do Madeiro da Cruz conquista-nos a salva\u00e7\u00e3o. A Cruz j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 lugar de pecado e morte, mas lugar de Vida.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<ol start=\"3\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">A humanidade vive no ex\u00edlio de si mesma. Veio de Deus e para Deus foi criada; mas, na desobedi\u00eancia a Deus, partiu para uma terra distante e long\u00ednqua, afastada da sua p\u00e1tria divina. Jesus veio at\u00e9 aos seus dom\u00ednios para a resgatar da desventura em que se havia afundado, para a reconquistar e libertar, para a fazer regressar \u00e0 terra sagrada da sua condi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria. A Cruz \u00e9, portanto, o \u00eaxodo que realiza esse regresso, \u00e9 o caminho pelo deserto da vida, sem o qual n\u00e3o seria poss\u00edvel ver a pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o, a p\u00e1tria onde corre leite e mel, onde ningu\u00e9m ser\u00e1 escravo ou servo, onde todo o ser humano se assume como filho amado de Deus e irm\u00e3o dos demais. A cruz \u00e9 tamb\u00e9m a ponte, atrav\u00e9s da qual Cristo vem at\u00e9 n\u00f3s, ao mesmo tempo que mergulha na miser\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o do ser humano para nos resgatar e reconquistar para Si. Na cruz, revela-se este apego de Deus \u00e0 humanidade, a cada um de n\u00f3s, este amor indiz\u00edvel que se estende at\u00e9 \u00e0 loucura de jamais desistir de n\u00f3s, filhos pr\u00f3digos, alienados e vendidos aos deuses do individualismo ego\u00edsta.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<ol start=\"4\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">\u201cComo um cordeiro que \u00e9 levado ao matadouro, maltratado e humilhado\u201d (Is 53, 7) assim a Cruz revela-nos Deus Crucificado, que n\u00e3o nos olha com desd\u00e9m ou desprezo, n\u00e3o nos aponta o dedo da culpa, nem nos condena. N\u00e3o \u00e9 vingativo, nem severo juiz. Ele ergue-se humildemente na Cruz, n\u00e3o sedento de vingan\u00e7a, mas s\u00f3 com sede de amar. Por isso, nada nos desarma tanto, como a Cruz! Desarma-nos das nossas autodefesas e purifica-nos dos impulsos de viol\u00eancia. Na sua presen\u00e7a, as lan\u00e7as e as espadas do cora\u00e7\u00e3o transformam-se, realmente, em foices de solidariedade e em arados de justi\u00e7a. Emerge um Deus do sil\u00eancio, que n\u00e3o se lamenta, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ordena que. do c\u00e9u caia um fogo exterminador. Irrompe, sim, da luz do seu olhar, uma suplica, dirigida somente aos filhos que Ele, no Filho Unig\u00e9nito Jesus Cristo, quer gerar em cada homem e mulher \u00e0 face da terra; do seu sofrimento, brota uma s\u00faplica ao amor que Ele, pelo Esp\u00edrito, quer derramar em todos os cora\u00e7\u00f5es; do seu rosto de autenticidade, sem m\u00e1scaras, nem fingimentos, emerge a voz da Verdade que quer libertar a humanidade; do seu corpo dilacerado, jorra o sangue da vida nova para ser esperan\u00e7a que salva.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um Deus que n\u00e3o agride, nem ofende\u2026 pura gratuidade de amor, porque, mesmo que da humanidade, a quem se d\u00e1 totalmente, s\u00f3 receba desd\u00e9m e indiferen\u00e7a, n\u00e3o cessa de lhe oferecer a sua vida. E ainda que os homens e mulheres o abandonem, Ele jamais desiste de algu\u00e9m, nem nunca deixa ningu\u00e9m para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p>II E agora: \u201cQue ser humano nos prop\u00f5es?\u201d<\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\">O Crucificado revela-nos que o ser humano \u00e9 chamado \u00e0 salva\u00e7\u00e3o e que, na cruz de Cristo, foi definitivamente liberto da condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima da for\u00e7a destruidora do mal. O projeto de ser humano que emerge das feridas laceradas de Jesus Cristo, das suas dolorosas chagas e do seu sofrimento, revela-o como um ser para a vida em plenitude. A sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 o novo atributo da humanidade que floresce da Cruz redentora de Cristo.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">De facto, na sua paix\u00e3o e morte, confluem a justi\u00e7a de Deus e a sua mais d\u00f3cil miseric\u00f3rdia, esbatendo-se todas as fronteiras que as separavam. O Pai permite que sobre o Filho, o justo inocente, recaia todo o peso da sua justi\u00e7a. Jesus Cristo \u00e9 o Cordeiro que toma sobre si os pecados do mundo, Aquele que, como diz S\u00e3o Paulo, se fez pecado e maldi\u00e7\u00e3o por n\u00f3s (2Cor 5, 21; Gal 3, 13), Aquele que, por nosso amor, aboliu os decretos da nossa condena\u00e7\u00e3o (Col 2, 14). Por isso, foi Ele, o Justo, que sofreu o dram\u00e1tico castigo que o nosso pecado provocou, obtendo, para n\u00f3s, o perd\u00e3o e a paz. Que paradoxo de amor! O homem cometeu o pecado que abriu as portas \u00e0 morte e Cristo, no sacrif\u00edcio amoroso da sua vida, conquistou-nos a vida eterna de filhos de Deus.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tal como o Filho pr\u00f3digo que, ao regressar \u00e0 casa paterna, n\u00e3o foi punido pela sua deser\u00e7\u00e3o e por ter rompido com o pai, mas antes, recebeu o anel da dignidade real, foi revestido com o traje da dignidade filial e cal\u00e7ado com as sand\u00e1lias da dignidade de pessoa, assim tamb\u00e9m a humanidade n\u00e3o sofreu castigo pelo mal que cometeu, tendo sido Cristo a resgatar-nos da morte, tornando-nos filhos amados do Pai, restituindo-nos \u00e0 dignidade da comunh\u00e3o e liberdade e vivificando-nos pela sua vida de amor. Que Mist\u00e9rio este? Em Cristo, unem-se a justi\u00e7a e a miseric\u00f3rdia de Deus e, de maneira mais radical, unem-se n\u2019Ele Deus e o homem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mas a cruz, para al\u00e9m da for\u00e7a solid\u00e1ria que revela e da capacidade luminosa de Cristo Crucificado decifrar o mist\u00e9rio do sofrimento humano, tamb\u00e9m se ergue com uma incomensur\u00e1vel for\u00e7a de vida e esperan\u00e7a. Cristo vence a morte com a d\u00e1diva da sua vida pela nossa salva\u00e7\u00e3o. Libertou o ser humano das amarras aterrorizadoras que o prendiam, por causa do pecado, resgatando-o do poder das trevas. Hoje, morrer \u00e9 doar-se ao Pai e colocar-se nas suas sant\u00edssimas m\u00e3os. Morrer por amor \u00e9 saborear o doce sabor da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<ol start=\"2\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">Em segundo lugar, o Crucificado revela-nos que, para o ser humano, s\u00f3 o caminho da d\u00e1diva de si, a op\u00e7\u00e3o de ser dom e sacrif\u00edcio para os outros, como Ele, \u00e9 a estrada da verdadeira vida, \u00e9 o trajeto por meio do qual se pode alcan\u00e7ar a plenitude, como peregrinos que n\u00e3o viajam apenas por itiner\u00e1rios terrenos, \u00e0 conquista de metas geogr\u00e1ficas, mas por itiner\u00e1rios de santidade que, atrav\u00e9s da doa\u00e7\u00e3o por amor, atravessam os pr\u00f3prios limites da temporalidade e alcan\u00e7am a eternidade da vida de comunh\u00e3o com Deus.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<ol start=\"3\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">Em terceiro lugar, Cristo crucificado revela-nos um ser humano envolvido na luz do Mist\u00e9rio. N\u00e3o obstante o desejo de coroar o pat\u00edbulo da Cruz com as categorias do sucesso e do \u00eaxito, a verdade \u00e9 que dele continua a ecoar o grito de morte e de abandono do Inocente. A carta aos Hebreus fala do sacrif\u00edcio perfeito em que a v\u00edtima, o sacerdote e o altar coincidem, s\u00e3o o \u00fanico Deus. A l\u00f3gica sacrificial estende-se muito para al\u00e9m dos confins do entendimento humano, envolve totalmente a Deus e aflora o incompreens\u00edvel. Como diz o Ap\u00f3stolo \u201cum Messias crucificado \u00e9 esc\u00e2ndalo para os judeus e loucura para os gentios\u201d (1Cor 1, 23). O sacrif\u00edcio perfeito \u00e9 tamb\u00e9m o sacrif\u00edcio perfeitamente incompreens\u00edvel, que s\u00f3 o amor entende. De facto, as regras tradicionais hebraicas estabeleciam que a v\u00edtima fosse morta com o m\u00ednimo de sofrimento poss\u00edvel, mas Jesus Cristo padeceu a mais atroz e cruel das mortes.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A cruz de Cristo, envolta em mist\u00e9rio, revela-nos a total solidariedade de Deus com a condi\u00e7\u00e3o humana votada \u00e0 morte e, em simult\u00e2neo, revela-nos tamb\u00e9m que a morte n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima palavra sobre a exist\u00eancia humana. Deus ama-nos e, cheio de compaix\u00e3o, morre connosco para connosco ressuscitar para a sua plenitude.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Perante a Cruz, recebemos a verdadeira luz que nos permite olhar de frente para as sombras da exist\u00eancia, para ver na sua escurid\u00e3o uma for\u00e7a germinal. Assim como, a semente, ao ser lan\u00e7ada, penetra nas trevas da terra, para fecundar muitos frutos, tamb\u00e9m a tua cruz \u00e9 fonte de nova vida. \u00c1men!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">S\u00e9 Patriarcal, 29 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n<figure id=\"attachment_319954\" aria-describedby=\"caption-attachment-319954\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-319954\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Celebracao-da-Paixao-2024_Lisboa2-1024x683.jpg 1024w, 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Lisboa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":319954,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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