{"id":319849,"date":"2024-03-29T13:17:21","date_gmt":"2024-03-29T13:17:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=319849"},"modified":"2024-03-29T13:17:21","modified_gmt":"2024-03-29T13:17:21","slug":"meditacoes-do-papa-francisco-para-a-via-sacra-de-sexta-feira-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/meditacoes-do-papa-francisco-para-a-via-sacra-de-sexta-feira-santa\/","title":{"rendered":"Medita\u00e7\u00f5es do Papa Francisco para a Via-Sacra de Sexta-feira Santa"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00abEm ora\u00e7\u00e3o com Jesus, no caminho da cruz\u00bb<\/em><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_277860\" aria-describedby=\"caption-attachment-277860\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-277860 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Via-Sacra-Coliseu-4-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-277860\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lusa<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Senhor Jesus, olhamos para a vossa cruz e compreendemos que destes tudo por n\u00f3s. Dedicamo-Vos este tempo. Queremos pass\u00e1-lo ao p\u00e9 de V\u00f3s, que rezastes desde o Gets\u00e9mani at\u00e9 ao Calv\u00e1rio. No Ano de Ora\u00e7\u00e3o, unimo-nos ao vosso caminho de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Evangelho segundo S\u00e3o Marcos (14, 32-37)<\/em><\/p>\n<p>Chegaram a uma propriedade chamada Gets\u00e9mani (\u2026). Tomando consigo Pedro, Tiago e Jo\u00e3o, come\u00e7ou a sentir pavor e a angustiar-Se. E disse-lhes: \u00ab(&#8230;) Ficai aqui e vigiai\u00bb. Adiantando-Se um pouco, caiu por terra e orou (\u2026): \u00abAbb\u00e1, Pai! Tudo Te \u00e9 poss\u00edvel; afasta de Mim este c\u00e1lice! Mas n\u00e3o se fa\u00e7a o que Eu quero, e sim o que Tu queres\u00bb. Depois, foi ter com os disc\u00edpulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: \u00ab(\u2026) Nem uma hora pudeste vigiar!\u00bb<\/p>\n<p>Senhor, preparastes com a ora\u00e7\u00e3o cada uma das vossas jornadas e agora, no Gets\u00e9mani, preparais a P\u00e1scoa. Abb\u00e1, Pai! Tudo Te \u00e9 poss\u00edvel \u2013 dizeis V\u00f3s \u2013, porque a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 antes de tudo di\u00e1logo e intimidade; mas \u00e9 tamb\u00e9m luta e s\u00faplica: afasta de Mim este c\u00e1lice! E \u00e9 abandono e oferta: mas n\u00e3o se fa\u00e7a o que Eu quero, e sim o que Tu queres. Assim, em ora\u00e7\u00e3o, entrastes pela porta estreita do nosso sofrimento e atravessaste-la profundamente. Sentistes medo e ang\u00fastia (cf. Mc 14, 33): medo diante da morte, ang\u00fastia sob o peso do nosso pecado que experimentastes sobre V\u00f3s, enquanto Vos invadia uma amargura infinita. Mas, no apogeu da luta, rezastes \u00abmais instantemente\u00bb (Lc 22, 44): assim transformastes a veem\u00eancia do sofrimento em oferta de amor.<\/p>\n<p>Uma coisa apenas nos pedistes: ficar convosco, vigiar. N\u00e3o nos pedis o imposs\u00edvel, mas a proximidade. No entanto, quantas vezes me distanciei de V\u00f3s! Quantas vezes, como os disc\u00edpulos, em vez de vigiar dormi, quantas vezes n\u00e3o tive tempo ou vontade de rezar porque cansado, anestesiado pelas comodidades, ensonado na alma. Jesus, repeti novamente para mim, para n\u00f3s, vossa Igreja: \u00abLevantai-vos e orai\u00bb (Lc 22, 46). Acordai-nos, Senhor, despertai-nos do torpor do cora\u00e7\u00e3o, porque tamb\u00e9m hoje, sobretudo hoje, precisais da nossa ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Jesus \u00e9 condenado \u00e0 morte<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O Sumo Sacerdote ergueu-se no meio da assembleia e interrogou Jesus: \u00abN\u00e3o respondes nada ao que estes testemunham contra Ti?\u00bb Mas Ele continuava em sil\u00eancio e nada respondia. (\u2026) Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: \u00abN\u00e3o respondes nada? V\u00ea de quantas coisas \u00e9s acusado!\u00bb Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos estava estupefacto (Mc 14, 60-61; 15, 4-5).<\/p>\n<p>Jesus, sois a vida, e acabais condenado \u00e0 morte; sois a verdade, e suportastes um processo cheio de falsidades. Mas por que n\u00e3o reclamais? Por que n\u00e3o levantais a voz e explicais as vossas raz\u00f5es? Por que n\u00e3o refutais os eruditos e os poderosos, como sempre fizestes com tanto sucesso? A vossa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 surpreendente, Jesus: no momento decisivo, n\u00e3o falais; calais-Vos. Porque, quanto mais forte \u00e9 o mal, mais radical \u00e9 a vossa resposta. E a vossa resposta \u00e9 o sil\u00eancio. Mas o vosso sil\u00eancio \u00e9 fecundo: \u00e9 ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 mansid\u00e3o, \u00e9 perd\u00e3o, \u00e9 o caminho para redimir do mal, para converter o que sofreis num dom que ofereceis. Jesus, dou-me conta de Vos conhecer pouco, porque n\u00e3o conhe\u00e7o suficientemente o vosso sil\u00eancio; porque no frenesim de correr e fazer, absorvido pelas coisas, tomado pelo medo de n\u00e3o continuar a figurar ou pela mania de me p\u00f4r no centro, n\u00e3o encontro tempo para parar e ficar convosco: para Vos deixar agir a V\u00f3s, Palavra do Pai que trabalhais no sil\u00eancio. Jesus, o vosso sil\u00eancio mexe comigo: ensina-me que a ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o nasce dos l\u00e1bios que se movem, mas dum cora\u00e7\u00e3o que sabe permanecer \u00e0 escuta: porque rezar \u00e9 fazer-se d\u00f3cil \u00e0 vossa Palavra, \u00e9 adorar a vossa presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>V\u00f3s que respondeis ao mal com o bem\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>V\u00f3s que extinguis o clamor com a mansid\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>V\u00f3s que detestais a cr\u00edtica e as lamenta\u00e7\u00f5es\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>V\u00f3s que me conheceis intimamente\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>V\u00f3s que me tendes mais amor do que me amo eu pr\u00f3prio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Falai ao meu cora\u00e7\u00e3o, Jesus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Jesus carrega a cruz<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Subindo ao madeiro,<\/p>\n<p>Ele levou os nossos pecados no seu corpo,<\/p>\n<p>para que, mortos para o pecado,<\/p>\n<p>vivamos para a justi\u00e7a:<\/p>\n<p>pelas suas chagas fomos curados (1 Ped 2, 24).<\/p>\n<p>Jesus, tamb\u00e9m n\u00f3s carregamos cruzes, \u00e0s vezes muito pesadas: uma doen\u00e7a, um acidente, a morte dum ente querido, uma desilus\u00e3o afetiva, um filho que anda perdido, o emprego que falta, uma ferida interior que n\u00e3o cura, o fracasso dum projeto, a mil\u00e9sima expetativa para nada&#8230; Jesus, como se faz ent\u00e3o para rezar? Como fazer quando me sinto esmagado pela vida, quando um fardo me pesa no cora\u00e7\u00e3o, quando estou sob press\u00e3o e j\u00e1 n\u00e3o tenho for\u00e7a para reagir? A vossa resposta reside numa proposta: \u00abVinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos\u00bb (Mt 11, 28). Vir a V\u00f3s\u2026 mas eu fecho-me em mim: passo e repasso, sinto pena de mim mesmo, afundo na condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima, um campe\u00e3o de negatividade. Vinde a Mim: diz\u00ea-lo, n\u00e3o foi suficiente! Ent\u00e3o vindes ao nosso encontro e carregais aos ombros a nossa cruz, para nos tirar de cima o seu peso. Desejais que lancemos sobre V\u00f3s fadigas e preocupa\u00e7\u00f5es, pois quereis que nos sintamos livres e amados em V\u00f3s. Obrigado, Jesus! Uno a minha cruz \u00e0 vossa, trago-Vos o meu cansa\u00e7o e as minhas mis\u00e9rias, lan\u00e7o sobre V\u00f3s todos os pesos do meu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>Com a minha hist\u00f3ria\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>Com as minhas canseiras\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>Com as minhas limita\u00e7\u00f5es e fragilidades \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>Com os meus temores\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>Depondo toda a confian\u00e7a no vosso amor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venho a V\u00f3s, Senhor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Jesus cai pela primeira vez<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Em verdade, em verdade vos digo: se um gr\u00e3o de trigo, lan\u00e7ado \u00e0 terra, n\u00e3o morrer, fica ele s\u00f3; mas, se morrer, d\u00e1 muito fruto (Jo 12, 24).<\/p>\n<p>Ca\u00edstes, Jesus! Em que pensais, como rezais com a face no p\u00f3? Mas sobretudo o que \u00e9 que Vos d\u00e1 a for\u00e7a para Vos levantardes? Enquanto estais com o rosto por terra, n\u00e3o podendo j\u00e1 ver o c\u00e9u, imagino-Vos a repetir no cora\u00e7\u00e3o: Pai, que estais nos c\u00e9us. O olhar amoroso do Pai, que pousa sobre V\u00f3s, \u00e9 a vossa for\u00e7a. Mas imagino tamb\u00e9m que, enquanto beijais a terra \u00e1rida e fria, estejais a pensar no homem, tirado da terra, a pensar em n\u00f3s, que estamos no centro do vosso cora\u00e7\u00e3o; e repitais as palavras do vosso Testamento: \u00abIsto \u00e9 o meu corpo, que vai ser entregue por v\u00f3s\u00bb (Lc 22, 19). O amor do Pai por V\u00f3s, e o vosso por n\u00f3s. O amor: aqui est\u00e1 a mola que Vos faz levantar e prosseguir. Porque, quem ama, n\u00e3o fica por terra, recome\u00e7a; quem ama, n\u00e3o se cansa, corre; quem ama, voa. Jesus, pe\u00e7o-Vos sempre muitas coisas, mas s\u00f3 preciso duma: saber amar. Cairei na vida, mas, com o amor, poderei levantar-me e continuar para diante, como fizestes V\u00f3s, que sois perito em quedas. De facto a vossa vida foi um cair cont\u00ednuo ao nosso encontro: de Deus para homem, de homem para servo, de servo para crucificado, at\u00e9 ao t\u00famulo; ca\u00edstes na terra como semente que morre; ca\u00edstes para nos reerguer da terra e levar para o C\u00e9u. V\u00f3s que levantais do p\u00f3 e fazeis renascer a esperan\u00e7a, dai-me for\u00e7as para amar e recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar<\/p>\n<p>Quando prevalece a desilus\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar<\/p>\n<p>Quando caiem sobre mim os ju\u00edzos dos outros\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar<\/p>\n<p>Quando nada funciona e me torno impaciente\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar<\/p>\n<p>Quando sinto que n\u00e3o aguento mais\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar<\/p>\n<p>Quando me oprime o pensamento de que nada mudar\u00e1\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, dai-me a for\u00e7a de amar e recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> Jesus encontra sua m\u00e3e<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ent\u00e3o Jesus, ao ver ali ao p\u00e9 a sua m\u00e3e e o disc\u00edpulo que Ele amava, disse (&#8230;) ao disc\u00edpulo: \u00abEis a tua m\u00e3e!\u00bb E, desde aquela hora, o disc\u00edpulo acolheu-a como sua (Jo 19, 26-27).<\/p>\n<p>Jesus, os vossos abandonaram-Vos, Judas traiu-Vos, Pedro renegou-Vos: ficastes sozinho com a cruz. Mas est\u00e1 l\u00e1 a vossa m\u00e3e. N\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias palavras, bastam os seus olhos, que sabem enfrentar o sofrimento e ocupar-se dele. Jesus, no olhar de Maria cheio de l\u00e1grimas e de luz, encontrais a mem\u00f3ria da ternura, das car\u00edcias, dos bra\u00e7os amorosos que sempre Vos acolheram e sustentaram. O olhar materno \u00e9 o olhar da mem\u00f3ria, que nos fundamenta no bem. N\u00e3o se pode prescindir duma m\u00e3e que nos traz ao mundo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos prescindir duma m\u00e3e que nos ponha direitos, no mundo. V\u00f3s o sabeis e, da cruz, dais-nos a vossa pr\u00f3pria m\u00e3e. Eis a tua m\u00e3e \u2013 dizeis ao disc\u00edpulo, a cada um de n\u00f3s: depois da Eucaristia, dais-nos Maria, a d\u00e1diva extrema antes de morrer. Jesus, no vosso caminho, serviu-Vos conforto a recorda\u00e7\u00e3o do seu amor; tamb\u00e9m o meu caminho precisa de se fundar na mem\u00f3ria do bem. Dou-me conta, por\u00e9m, que a minha ora\u00e7\u00e3o \u00e9 pobre de mem\u00f3ria: r\u00e1pida, apressada, uma lista de necessidades para hoje e amanh\u00e3. Maria, detende a minha corrida! Ajudai-me a fazer mem\u00f3ria: a guardar a gra\u00e7a, a lembrar o perd\u00e3o e os prod\u00edgios de Deus, a reavivar o primeiro amor, a saborear as maravilhas da provid\u00eancia, a chorar de gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor<\/p>\n<p>Quando reaparecem as feridas do passado\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor<\/p>\n<p>Quando extravio o sentido e o fio das coisas\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor<\/p>\n<p>Quando perco de vista os dons que recebi\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor<\/p>\n<p>Quando perco de vista o dom que sou\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor<\/p>\n<p>Quando me esque\u00e7o de Vos agradecer\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Senhor, reavivai em mim a recorda\u00e7\u00e3o do vosso amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 ajudado pelo Cireneu<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Quando [os soldados] O iam conduzindo, lan\u00e7aram m\u00e3o de um certo Sim\u00e3o de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atr\u00e1s de Jesus (Lc 23, 26).<\/p>\n<p>Jesus, quantas vezes, diante dos desafios da vida, presumimos de os superar sozinhos! Como \u00e9 dif\u00edcil pedir uma m\u00e3o, com medo de dar a impress\u00e3o de n\u00e3o estarmos \u00e0 altura, temos sempre a preocupa\u00e7\u00e3o de bem parecer e nos exibir! N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fiar-se, e menos ainda entregar-se. Mas quem reza sabe que \u00e9 um necessitado e V\u00f3s, Jesus, estais habituado a entregar-Vos na ora\u00e7\u00e3o. Assim n\u00e3o desprezais a ajuda do Cireneu. Expondes as vossas fragilidades a ele, um homem simples, um agricultor que volta do campo. Obrigado porque, fazendo-Vos amparar na necessidade, apagais a imagem dum deus invulner\u00e1vel e distante. N\u00e3o sois im\u00f3vel no poder, mas invenc\u00edvel no amor, e ensinais-nos que amar significa socorrer os outros precisamente nisto: nas fragilidades de que se envergonham. Ent\u00e3o as fragilidades transformam-se em oportunidades. Assim aconteceu ao Cireneu: a vossa fragilidade mudou a sua vida; e um dia dar-se-\u00e1 conta de ter socorrido o seu Salvador, ter sido redimido atrav\u00e9s daquela cruz que levou. Para que a minha vida tamb\u00e9m mude, pe\u00e7o-Vos, Jesus: ajudai-me a baixar as defesas e deixar-me amar por V\u00f3s, precisamente no ponto onde tenho mais vergonha de mim mesmo.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p>De toda a presun\u00e7\u00e3o de autossufici\u00eancia \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p>De pensar que consigo sem V\u00f3s e sem os outros\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Da mania do perfeccionismo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Da relut\u00e2ncia em entregar-Vos as minhas mis\u00e9rias\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Da pressa frente aos necessitados que encontro no caminho\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Curai-me, Jesus!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 confortado pela Ver\u00f3nica que Lhe enxuga o rosto<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Bendito seja Deus (\u2026) o Pai das miseric\u00f3rdias e o Deus de toda a consola\u00e7\u00e3o! Ele nos consola em toda a nossa tribula\u00e7\u00e3o, para que tamb\u00e9m n\u00f3s possamos consolar aqueles que est\u00e3o em qualquer tribula\u00e7\u00e3o (\u2026). Na verdade, assim como abundam em n\u00f3s os sofrimentos de Cristo, tamb\u00e9m, por meio de Cristo, \u00e9 abundante a nossa consola\u00e7\u00e3o (2 Cor 1, 3-5).<\/p>\n<p>Jesus, muitos acompanham o espet\u00e1culo b\u00e1rbaro da vossa execu\u00e7\u00e3o e, sem Vos conhecer nem conhecer a verdade, proferem senten\u00e7as e condena\u00e7\u00f5es, lan\u00e7ando sobre V\u00f3s inf\u00e2mia e desprezo. O mesmo acontece hoje, Senhor, e nem sequer \u00e9 preciso um cortejo macabro: basta um teclado para insultar e publicar senten\u00e7as. Mas, enquanto muitos gritam e condenam, abre caminho no meio da multid\u00e3o uma mulher. N\u00e3o fala; age. N\u00e3o insulta; compadece-se. Vai contracorrente: sozinha, com a coragem da compaix\u00e3o, arrisca por amor, encontra forma de passar por entre os soldados apenas para Vos dar o conforto duma car\u00edcia no rosto. O seu gesto passar\u00e1 \u00e0 hist\u00f3ria, e \u00e9 um gesto de consola\u00e7\u00e3o. Quantas vezes invoco a vossa consola\u00e7\u00e3o, Jesus! Mas a Ver\u00f3nica lembra-me que tamb\u00e9m V\u00f3s precisais da consola\u00e7\u00e3o: V\u00f3s, um Deus pr\u00f3ximo, pedis a minha proximidade; V\u00f3s, meu consolador, quereis ser consolado por mim. Amor n\u00e3o amado, tamb\u00e9m hoje procurais no meio da multid\u00e3o cora\u00e7\u00f5es sens\u00edveis ao vosso sofrimento, \u00e0 vossa amargura. Procurais verdadeiros adoradores que, em esp\u00edrito e verdade (cf. Jo 4, 23), permane\u00e7am convosco (cf. Jo 15), Amor abandonado. Jesus, acendei em mim o desejo de estar convosco, de Vos adorar e consolar. E fazei que eu seja, em vosso nome, consola\u00e7\u00e3o para os outros.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Deus de miseric\u00f3rdia, pr\u00f3ximo de quem tem o cora\u00e7\u00e3o ferido\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Deus de ternura, que Vos comoveis por n\u00f3s\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Deus de compaix\u00e3o, que detestais a indiferen\u00e7a \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>V\u00f3s que ficais triste quando aponto o dedo contra os outros\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>V\u00f3s que n\u00e3o viestes para condenar, mas para salvar\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tornai-me testemunha da vossa consola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Jesus cai de novo sob o peso da cruz<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>[O filho mais novo], caindo em si, disse: (\u2026) Levantar-me-ei, irei ter com o meu pai e vou dizer-lhe: \u00abPai, pequei (\u2026)\u00bb. E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaix\u00e3o, correu a lan\u00e7ar-se-lhe ao pesco\u00e7o e cobriu-o de beijos. O filho disse-lhe: \u00abPai, pequei (\u2026); j\u00e1 n\u00e3o mere\u00e7o ser chamado teu filho\u00bb. Mas o pai disse (&#8230;): \u00abEste meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado\u00bb (Lc 15, 17-18.20-22.24).<\/p>\n<p>Jesus, a cruz pesa! Carrega o peso da derrota, do fracasso, da humilha\u00e7\u00e3o. Compreendo-o quando me sinto esmagado pelas coisas, metralhado pela vida e incompreendido pelos outros; quando sinto o peso excessivo e enervante da responsabilidade e do trabalho, quando estou comprimido pelas garras da ansiedade, assaltado pela melancolia, enquanto um pensamento sufocante me vai repetindo: n\u00e3o vais sair desta, desta vez n\u00e3o te erguer\u00e1s. Mas h\u00e1 pior. Dou-me conta de tocar o fundo, quando volto a cair no mesmo: quando caio de novo nos meus erros, nos meus pecados, quando me escandalizo dos outros e depois apercebo-me de que n\u00e3o sou diferente. N\u00e3o h\u00e1 nada pior do que ficar desiludido consigo mesmo, esmagado pelo sentimento de culpa. Mas V\u00f3s, Jesus, ca\u00edstes v\u00e1rias vezes sob o peso da cruz, para estar perto de mim quando volto a cair. Convosco a esperan\u00e7a nunca acaba e, depois de cada queda, levanto-me outra vez, porque, quando erro, n\u00e3o Vos cansais de mim, mas ainda mais Vos aproximais. Obrigado por esperardes por mim; obrigado porque volto a cair tantas vezes e me perdoais infinitas vezes: sempre. Recordai-me que as quedas podem tornar-se momentos cruciais no caminho, porque me levam a compreender a \u00fanica coisa que importa: que preciso de V\u00f3s. Jesus, gravai no meu cora\u00e7\u00e3o a certeza mais importante: que s\u00f3 me levanto verdadeiramente quando V\u00f3s me levantais, quando me libertais dos pecados. Porque a vida n\u00e3o recome\u00e7a das minhas palavras, mas do vosso perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Quando, paralisado pela difid\u00eancia, sinto tristeza e des\u00e2nimo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Quando vejo a minha inadequa\u00e7\u00e3o e me sinto in\u00fatil\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Quando prevalecem a vergonha e o medo de n\u00e3o conseguir\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Quando me sinto tentado a perder a esperan\u00e7a\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p>Quando esque\u00e7o que a minha for\u00e7a est\u00e1 no vosso perd\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Levantai-me, Jesus!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><strong> Jesus encontra as mulheres de Jerusal\u00e9m<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Seguiam Jesus uma grande multid\u00e3o de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele (Lc 23, 27).<\/p>\n<p>Jesus, quem \u00e9 que Vos segue at\u00e9 ao fim pelo caminho da cruz? N\u00e3o os poderosos, que Vos esperam no Calv\u00e1rio, nem os espetadores que est\u00e3o longe, mas as pessoas simples, grandes aos vossos olhos e pequenas aos do mundo. S\u00e3o as mulheres a quem destes esperan\u00e7a: n\u00e3o t\u00eam voz, mas fazem-se ouvir. Ajudai-nos a reconhecer a grandeza das mulheres, daquelas que foram fi\u00e9is e estiveram perto de V\u00f3s na P\u00e1scoa, mas tamb\u00e9m daquelas que ainda hoje s\u00e3o descartadas, sofrendo ultrajes e viol\u00eancias. Jesus, as mulheres que encontrais batem no peito e choram por V\u00f3s. N\u00e3o choram por si mesmas, mas por V\u00f3s; choram pelo mal e o pecado do mundo. A sua ora\u00e7\u00e3o feita de l\u00e1grimas chega ao vosso cora\u00e7\u00e3o. E a minha ora\u00e7\u00e3o sabe chorar? Comovo-me diante de V\u00f3s, crucificado por mim, diante do vosso amor manso e ferido? Choro as minhas falsidades e a minha inconst\u00e2ncia? \u00c0 vista das trag\u00e9dias do mundo, o meu cora\u00e7\u00e3o permanece gelado ou enternece-se? Como reajo \u00e0 loucura da guerra, a rostos de crian\u00e7as que j\u00e1 n\u00e3o sabem sorrir, a m\u00e3es que as veem desnutridas e famintas e n\u00e3o t\u00eam mais l\u00e1grimas para derramar? V\u00f3s, Jesus, chorastes por Jerusal\u00e9m, chorastes pela dureza do nosso cora\u00e7\u00e3o. Sacudi-me no meu \u00edntimo, dai-me a gra\u00e7a de chorar rezando e de rezar chorando.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido<\/p>\n<p>V\u00f3s que conheceis os segredos do cora\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido<\/p>\n<p>V\u00f3s que Vos entristeceis face \u00e0 dureza dos \u00e2nimos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido<\/p>\n<p>V\u00f3s que amais os cora\u00e7\u00f5es humildes e contritos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido<\/p>\n<p>V\u00f3s que enxugastes com o perd\u00e3o as l\u00e1grimas de Pedro\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido<\/p>\n<p>V\u00f3s que transformais o choro em canto\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, enternecei o meu cora\u00e7\u00e3o endurecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 despojado das suas vestes<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00abSenhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou nu e Te vestimos? E quando Te vimos doente ou na pris\u00e3o, e fomos visitar-Te?\u00bb E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: \u00abEm verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes\u00bb (Mt 25, 37-40).<\/p>\n<p>Jesus, estas palavras disseste-las antes da Paix\u00e3o. Agora compreendo a vossa insist\u00eancia em identificar-Vos com os necessitados: V\u00f3s estivestes encarcerado; V\u00f3s sois tratado como estrangeiro, levado at\u00e9 fora da cidade para ser crucificado; V\u00f3s estais nu, despojado das vestes; V\u00f3s, doente e ferido; V\u00f3s, sedento na cruz e faminto de amor. Fazei que Vos veja nos atribulados e veja os atribulados em V\u00f3s, porque V\u00f3s estais neles, em quem \u00e9 despojado de dignidade, nos cristos humilhados pela prepot\u00eancia e a injusti\u00e7a, por lucros in\u00edquos obtidos \u00e0 custa dos outros na indiferen\u00e7a geral. Olho para V\u00f3s, Jesus, despojado das vestes, e compreendo que me convidais a despojar-me de tantas exterioridades. Porque V\u00f3s n\u00e3o olhais para as apar\u00eancias, mas para o cora\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o quereis uma ora\u00e7\u00e3o est\u00e9ril, mas caritativamente fecunda. Deus despido, desnudai-me tamb\u00e9m a mim. Porque \u00e9 f\u00e1cil falar, mas ser\u00e1 que Vos amo de verdade nos pobres, a vossa carne ferida? Rezo por quem est\u00e1 despojado de dignidade? Ou rezo apenas para acudir \u00e0s minhas necessidades e rodear-me de seguran\u00e7a? Jesus, a vossa verdade desnuda-me e leva-me a centrar no que importa: V\u00f3s crucificado e os irm\u00e3os crucificados. Dai-me a gra\u00e7a de o compreender agora, para n\u00e3o ser encontrado despojado de amor quando me apresentar diante de V\u00f3s.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>Do apego \u00e0s apar\u00eancias\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>Da coura\u00e7a da indiferen\u00e7a\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>De julgar que n\u00e3o toca a mim socorrer os outros \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>Dum culto feito de respeitabilidade e exterioridade\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>Da convic\u00e7\u00e3o de que a vida corre bem, se eu estiver bem\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Despojai-me, Senhor Jesus!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 pregado na cruz<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Quando chegaram ao lugar chamado Calv\u00e1rio, crucificaram-No a Ele e aos malfeitores, um \u00e0 direita e outro \u00e0 esquerda. Jesus dizia: \u00abPerdoa-lhes, Pai, porque n\u00e3o sabem o que fazem\u00bb (Lc 23, 33-34).<\/p>\n<p>Jesus, trespassam-Vos bra\u00e7os e p\u00e9s com cravos, dilacerando-Vos as carnes; mas \u00e9 agora, quando o sofrimento f\u00edsico \u00e9 mais atroz, que brota dos vossos l\u00e1bios a ora\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel: perdoais a quem Vos est\u00e1 cravando os pregos nos pulsos. E n\u00e3o apenas uma vez mas muitas, como recorda o Evangelho com esta forma verbal que indica uma a\u00e7\u00e3o repetida: diz\u00edeis \u00abPerdoa-lhes, Pai\u2026\u00bb. Convosco, Jesus, tamb\u00e9m eu posso encontrar a coragem de escolher o perd\u00e3o, que liberta o cora\u00e7\u00e3o e relan\u00e7a a vida. E, Senhor, n\u00e3o Vos basta perdoar-nos, quereis tamb\u00e9m desculpar-nos diante do Pai: n\u00e3o sabem o que fazem. Assumis a nossa defesa, fazeis-Vos nosso advogado, intercedeis por n\u00f3s. Agora que as vossas m\u00e3os, com que aben\u00e7o\u00e1veis e cur\u00e1veis, est\u00e3o pregadas, e que os vossos p\u00e9s, com que lev\u00e1veis a boa nova, j\u00e1 n\u00e3o podem caminhar, agora, na impot\u00eancia, revelais-nos a omnipot\u00eancia da ora\u00e7\u00e3o. No cimo do G\u00f3lgota, manifestais-nos a sublimidade da ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o, que salva o mundo. Jesus, que eu reze n\u00e3o s\u00f3 por mim e pelos meus entes queridos, mas tamb\u00e9m por quem n\u00e3o me quer bem e me faz mal; que eu reze, segundo os desejos do vosso cora\u00e7\u00e3o, por quem vive longe de V\u00f3s; que eu reze para reparar e interceder em favor de quantos, ignorando-Vos, n\u00e3o conhecem a alegria de Vos amar e ser perdoados por V\u00f3s.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro<\/p>\n<p>Pela dolorosa paix\u00e3o de Jesus\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro<\/p>\n<p>Pelo poder das suas chagas\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro<\/p>\n<p>Pelo seu perd\u00e3o na cruz\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro<\/p>\n<p>Por quantos perdoam por vosso amor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro<\/p>\n<p>Por intercess\u00e3o de quantos creem, adoram, esperam e Vos amam\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pai, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"11\">\n<li><strong> Jesus grita o seu abandono<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Desde o meio-dia at\u00e9 \u00e0s tr\u00eas da tarde, as trevas envolveram toda a terra. Cerca das tr\u00eas horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: \u00abEli, Eli, lem\u00e0 sabact\u00e0ni?\u00bb, isto \u00e9, \u00abMeu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?\u00bb (Mt 27, 45-46).<\/p>\n<p>Jesus, eis a ora\u00e7\u00e3o inaudita! Gritais ao Pai o vosso abandono. V\u00f3s, Deus do c\u00e9u, n\u00e3o trovejais respostas, mas perguntais porqu\u00ea? No auge da Paix\u00e3o, sentis a dist\u00e2ncia do Pai; e j\u00e1 nem O chamais Pai \u2013 como sempre \u2013, mas Deus, como se j\u00e1 n\u00e3o consegu\u00edsseis identificar o seu rosto. Por que \u00e9 que sucede isto? Para mergulhardes at\u00e9 ao fundo no abismo do nosso sofrimento. Fizeste-lo por mim, para que, quando vir apenas escurid\u00e3o, quando experimentar o colapso das certezas e o naufr\u00e1gio da vida, j\u00e1 n\u00e3o me sinta s\u00f3, mas acredite que V\u00f3s estais l\u00e1 comigo: V\u00f3s, Deus da comunh\u00e3o, que experimentais o abandono para n\u00e3o mais me deixar ref\u00e9m da solid\u00e3o. Quando gritastes o vosso porqu\u00ea, fizeste-lo com um Salmo: assim trouxestes \u00e0 ora\u00e7\u00e3o a desola\u00e7\u00e3o mais extrema. Eis o que se deve fazer nas tempestades da vida: em vez de calar e guardar dentro, gritar por V\u00f3s. Gl\u00f3ria a V\u00f3s, Senhor Jesus, porque n\u00e3o fugistes da minha confus\u00e3o, mas viveste-la profundamente; louvor e gl\u00f3ria a V\u00f3s que, assumindo todas as dist\u00e2ncias, fizestes-Vos pr\u00f3ximo de quem est\u00e1 mais longe de V\u00f3s. E, na escurid\u00e3o dos meus porqu\u00eas, encontro-Vos a V\u00f3s, Jesus, luz na noite. E, no grito de tantas pessoas sozinhas e exclu\u00eddas, oprimidas e abandonadas, revejo-Vos a V\u00f3s, meu Deus: fazei que Vos reconhe\u00e7a e Vos ame.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame<\/p>\n<p>Nas crian\u00e7as n\u00e3o nascidas e nas abandonadas\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame<\/p>\n<p>Em tantos jovens \u00e0 espera de algu\u00e9m que ou\u00e7a o seu grito de dor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame<\/p>\n<p>Nos in\u00fameros idosos descartados \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame<\/p>\n<p>Nos presos e em quem vive sozinho\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame<\/p>\n<p>Nos povos mais explorados e esquecidos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, fazei que Vos reconhe\u00e7a e vos ame.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li><strong> Jesus morre entregando-Se ao Pai e dando ao bom ladr\u00e3o o Para\u00edso<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>[Um dos malfeitores crucificado] disse: \u00abJesus, lembra-Te de mim quando estiveres no teu Reino\u00bb. Ele respondeu-lhe: \u00abEm verdade te digo: hoje estar\u00e1s comigo no Para\u00edso\u00bb. (\u2026) Dando um forte grito, Jesus exclamou: \u00abPai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u00bb. Dito isto, expirou (Lc 23, 42-43.46).<\/p>\n<p>Jesus, um malfeitor no Para\u00edso!!! Ele confia-Se a V\u00f3s, e V\u00f3s O confiais juntamente convosco ao Pai. Deus do imposs\u00edvel, dum ladr\u00e3o fazeis um santo. Mais: no Calv\u00e1rio, mudais o curso da hist\u00f3ria. Fazeis da cruz, emblema do supl\u00edcio, o \u00edcone do amor; do muro da morte, uma ponte para a vida. Transformais as trevas em luz, a separa\u00e7\u00e3o em comunh\u00e3o, o sofrimento em dan\u00e7a, e o pr\u00f3prio t\u00famulo \u2013 \u00faltima esta\u00e7\u00e3o da vida \u2013 no ponto de partida da esperan\u00e7a. Mas estas invers\u00f5es, realizai-las connosco, nunca sem n\u00f3s. Jesus, lembrai-Vos de mim: esta ora\u00e7\u00e3o sincera permitiu-Vos fazer maravilhas na vida daquele malfeitor. For\u00e7a inaudita da ora\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes penso que a minha ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja ouvida, mas o essencial \u00e9 perseverar, ter const\u00e2ncia, recordar-se de Vos dizer: \u00abJesus, lembrai-Vos de mim\u00bb. Lembrai-Vos de mim e o meu mal j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 \u00faltima paragem, mas um recome\u00e7o. Lembrai-Vos, isto \u00e9, colocai-me de novo no vosso cora\u00e7\u00e3o, mesmo quando me afastar, quando me perder na roda da vida que gira loucamente. Lembrai-Vos de mim, Jesus, porque ser recordado por V\u00f3s \u2013 assim no-lo mostra o bom ladr\u00e3o \u2013 \u00e9 entrar no Para\u00edso. Sobretudo lembrai-me, Jesus, que a minha ora\u00e7\u00e3o pode mudar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Jesus, lembrai-Vos de mim<\/p>\n<p>Quando a esperan\u00e7a se desvanece e reina a desilus\u00e3o\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, lembrai-Vos de mim<\/p>\n<p>Quando sou incapaz de tomar uma decis\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, lembrai-Vos de mim<\/p>\n<p>Quando perco a f\u00e9 em mim e nos outros\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, lembrai-Vos de mim<\/p>\n<p>Quando perco de vista a grandeza do vosso amor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, lembrai-Vos de mim<\/p>\n<p>Quando penso que minha ora\u00e7\u00e3o seja in\u00fatil\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus, lembrai-Vos de mim.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"13\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 descido da cruz e posto nos bra\u00e7os de Maria<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Sime\u00e3o (&#8230;) disse a Maria, sua m\u00e3e: \u00abEste menino est\u00e1 aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradi\u00e7\u00e3o; uma espada trespassar\u00e1 a tua alma\u00bb (Lc 2, 34-35).<\/p>\n<p>Maria, depois do vosso \u00absim\u00bb, o Verbo fez-Se carne no vosso ventre; agora, reclinada sobre o vosso ventre, est\u00e1 a sua carne torturada: aquele menino que traz\u00edeis nos bra\u00e7os \u00e9 um cad\u00e1ver dilacerado. E todavia, agora no momento mais doloroso, resplandece a vossa oferta: uma espada trespassa-Vos a alma e a vossa ora\u00e7\u00e3o continua a ser um \u00absim\u00bb a Deus. Maria, n\u00f3s somos pobres de \u00absins e ricos de \u00abses\u00bb: se tivesse tido pais melhores, se tivesse sido mais compreendido e amado, se a minha carreira tivesse corrido melhor, se n\u00e3o tivesse havido aquele problema, se eu ao menos deixasse de sofrer, se Deus me ouvisse&#8230; Ao perguntar-nos perpetuamente pelo porqu\u00ea das coisas, sentimos dificuldade em viver o presente com amor. V\u00f3s ter\u00edeis muitos \u00abses\u00bb para dizer a Deus, mas ainda dizeis \u00absim\u00bb. Forte na f\u00e9, acreditais que o sofrimento, permeado pelo amor, produz frutos de salva\u00e7\u00e3o; que o sofrimento com Deus n\u00e3o tem a \u00faltima palavra. E, enquanto segurais nos bra\u00e7os Jesus inanimado, ressoam em V\u00f3s as \u00faltimas palavras que Ele Vos dirigiu: Eis o teu filho. M\u00e3e, sou eu aquele filho! Acolhei-me nos vossos bra\u00e7os e debru\u00e7ai-Vos sobre as minhas feridas. Ajudai-me a dizer \u00absim\u00bb a Deus, \u00absim\u00bb ao amor. M\u00e3e de piedade, vivemos num tempo cruel e precisamos de compaix\u00e3o: V\u00f3s, terna e forte, ungi-nos de mansid\u00e3o: dissolvei as resist\u00eancias do cora\u00e7\u00e3o e os n\u00f3s da alma.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Tomai-me pela m\u00e3o, Maria<\/p>\n<p>Quando cedo a recrimina\u00e7\u00f5es e a fazer a v\u00edtima \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomai-me pela m\u00e3o, Maria<\/p>\n<p>Quando deixo de lutar aceitando conviver com as minhas falsidades\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomai-me pela m\u00e3o, Maria<\/p>\n<p>Quando vou adiando e n\u00e3o encontro a coragem de dizer \u00absim\u00bb a Deus<\/p>\n<p>Tomai-me pela m\u00e3o, Maria<\/p>\n<p>Quando sou indulgente comigo mesmo e inflex\u00edvel com os outros\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomai-me pela m\u00e3o, Maria<\/p>\n<p>Quando quero que a Igreja e o mundo mudem, mas eu n\u00e3o mudo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tomai-me pela m\u00e3o, Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"14\">\n<li><strong> Jesus \u00e9 colocado no t\u00famulo de Jos\u00e9 de Arimateia<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado Jos\u00e9; que tamb\u00e9m se tornara disc\u00edpulo de Jesus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. (&#8230;) Jos\u00e9 tomou o corpo, envolveu-o num len\u00e7ol limpo e depositou-o num t\u00famulo novo, que tinha mandado talhar na rocha (Mt 27, 57-60).<\/p>\n<p>Jos\u00e9: o nome que juntamente com o de Maria est\u00e1 no alvorecer do Natal, marca tamb\u00e9m a aurora da P\u00e1scoa. Jos\u00e9 de Nazar\u00e9 sonhou e corajosamente levou Jesus para O salvar de Herodes; tu, Jos\u00e9 de Arimateia, tomas o corpo d\u2019Ele, sem saber que um sonho imposs\u00edvel e maravilhoso se vai realizar l\u00e1 mesmo, no t\u00famulo que deste a Cristo quando pensavas que Ele n\u00e3o poderia fazer mais nada por ti. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 mesmo verdade que toda a d\u00e1diva feita a Deus recebe uma recompensa maior. Jos\u00e9 de Arimateia, \u00e9s o profeta da coragem ousada. Para dar o teu dom a um morto, vais ter com o temido Pilatos e fazes-lhe um pedido, para poderes oferecer a Jesus o t\u00famulo que fizeras construir para ti. O teu pedido \u00e9 tenaz, e \u00e0s palavras seguem-se as obras. Tu, Jos\u00e9, recordas-nos que a ora\u00e7\u00e3o insistente d\u00e1 fruto e atravessa at\u00e9 a escurid\u00e3o da morte; que o amor n\u00e3o fica sem resposta, mas oferece novos come\u00e7os. O teu t\u00famulo \u2013 \u00fanico na hist\u00f3ria \u2013 ser\u00e1 fonte de vida: era novo, h\u00e1 pouco escavado na rocha. E eu, o que dou de novo a Jesus nesta P\u00e1scoa? Um pouco de tempo para estar com Ele? Um pouco de amor para os outros? Os meus medos e as minhas mis\u00e9rias sepultadas, que Cristo espera lhe sejam oferecidos como fizeste tu com o t\u00famulo? Ser\u00e1 verdadeiramente P\u00e1scoa se der algo de meu \u00c0quele que por mim deu a sua vida: pois \u00e9 dando que se recebe; a vida \u00e9 encontrada quando se perde, e \u00e9 possu\u00edda quando se d\u00e1.<\/p>\n<p>Rezemos dizendo: Tende piedade, Senhor<\/p>\n<p>De mim, pregui\u00e7oso para me converter\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tende piedade, Senhor<\/p>\n<p>De mim, que gosto muito de receber e pouco de dar\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tende piedade, Senhor<\/p>\n<p>De mim, incapaz de me render ao vosso amor\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tende piedade, Senhor<\/p>\n<p>De n\u00f3s, prontos a servir-nos das coisas, mas lentos em servir os outros \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tende piedade, Senhor<\/p>\n<p>Do nosso mundo, infestado pelos t\u00famulos do ego\u00edsmo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tende piedade, Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Invoca\u00e7\u00e3o final (do nome de Jesus, 14 vezes)<\/strong><\/p>\n<p>Senhor, n\u00f3s Vos suplicamos como aqueles necessitados, fr\u00e1geis e doentes do Evangelho que Vos invocavam com a palavra mais simples e familiar, isto \u00e9, com o vosso nome.<\/p>\n<p>Jesus, o vosso nome salva, porque V\u00f3s sois a nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jesus, sois a minha vida e, para n\u00e3o perder o rumo no caminho, preciso de V\u00f3s, que perdoais e ergueis, que curais o meu cora\u00e7\u00e3o e dais sentido ao meu sofrimento.<\/p>\n<p>Jesus, tomastes sobre V\u00f3s o meu mal e, da cruz, n\u00e3o me acusais, mas abra\u00e7ais-me; V\u00f3s, manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, curai-me do rancor e do ressentimento, libertai-me da suspeita e da desconfian\u00e7a.<\/p>\n<p>Jesus, olho para V\u00f3s na cruz e vejo escancarar-se diante dos meus olhos o amor, sentido do meu ser e meta do meu caminho: ajudai-me a amar e a perdoar, a superar a impaci\u00eancia e a indiferen\u00e7a, a n\u00e3o me lamentar.<\/p>\n<p>Jesus, na cruz tivestes sede, e \u00e9 sede do meu amor e da minha ora\u00e7\u00e3o; precisais disso para realizar plenamente os vossos projetos de bem e de paz.<\/p>\n<p>Jesus, agrade\u00e7o-Vos por todos aqueles que respondem ao vosso convite e s\u00e3o perseverantes na ora\u00e7\u00e3o, t\u00eam a coragem de acreditar e a const\u00e2ncia para avan\u00e7ar nas dificuldades.<\/p>\n<p>Jesus, apresento-Vos os pastores do vosso povo santo: a sua ora\u00e7\u00e3o sustenta o rebanho; que eles encontrem tempo para estar diante de V\u00f3s, conformem o seu cora\u00e7\u00e3o ao vosso.<\/p>\n<p>Jesus, bendigo-Vos pelas contemplativas e os contemplativos, cuja ora\u00e7\u00e3o, escondida do mundo e agrad\u00e1vel a vossos olhos, guarde a Igreja e a humanidade.<\/p>\n<p>Jesus, trago \u00e0 vossa presen\u00e7a as fam\u00edlias e as pessoas que rezaram esta noite nas suas casas, os idosos, especialmente os que est\u00e3o sozinhos, os doentes, joias da Igreja que unem os seus sofrimentos ao vosso.<\/p>\n<p>Jesus, que esta ora\u00e7\u00e3o de intercess\u00e3o alcance as irm\u00e3s e os irm\u00e3os que, em muitas partes do mundo, sofrem persegui\u00e7\u00f5es por causa do vosso nome; aqueles que sofrem o drama da guerra e quantos, com a for\u00e7a que lhes vem de V\u00f3s, carregam cruzes pesadas.<\/p>\n<p>Jesus, com a vossa cruz fizestes de todos n\u00f3s um s\u00f3: uni os crentes em comunh\u00e3o, infundi sentimentos fraternos e pacientes, ajudai-nos a colaborar e a caminhar juntos; guardai a Igreja e o mundo na paz.<\/p>\n<p>Jesus, juiz santo que me chamareis pelo nome, livrai-me dos ju\u00edzos temer\u00e1rios, da cr\u00edtica e das palavras violentas e ofensivas.<\/p>\n<p>Jesus, antes de morrer dissestes \u00abtudo est\u00e1 consumado\u00bb (Jo 19, 30). Incompleto como estou, n\u00e3o poderei dizer o mesmo; mas confio em V\u00f3s, porque sois a minha esperan\u00e7a, a esperan\u00e7a da Igreja e do mundo.<\/p>\n<p>Jesus, quero dizer-Vos ainda uma palavra e ficar repetindo-a: obrigado! Obrigado, meu Senhor e meu Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abEm ora\u00e7\u00e3o com Jesus, no caminho da cruz\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":277860,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[274],"class_list":["post-319849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319849\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}