{"id":319705,"date":"2024-03-28T20:05:30","date_gmt":"2024-03-28T20:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=319705"},"modified":"2024-03-28T18:46:52","modified_gmt":"2024-03-28T18:46:52","slug":"evora-homilia-da-ceia-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/evora-homilia-da-ceia-do-senhor\/","title":{"rendered":"\u00c9vora: Homilia da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_163084\" aria-describedby=\"caption-attachment-163084\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-163084 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Francisco_Senra.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-163084\" class=\"wp-caption-text\">Foto Pedro Concei\u00e7\u00e3o(Jornal A Defesa)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como acreditamos e sabemos, \u00e0 Luz da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, o Cristianismo n\u00e3o \u00e9 a recorda\u00e7\u00e3o de um ausente, mas a cont\u00ednua celebra\u00e7\u00e3o de uma presen\u00e7a. Por tal motivo, n\u00f3s crist\u00e3os n\u00e3o dizemos que Cristo viveu, mas que vive (cf. Act 25, 19). Ali\u00e1s, ao longo do Seu ensinamento, Jesus Cristo foi preparando os disc\u00edpulos para a perenidade da Sua presen\u00e7a no mundo, \u00abat\u00e9 ao fim dos tempos\u00bb (Mt 28, 20).<\/p>\n<p>Esta nova presen\u00e7a de Cristo Ressuscitado, atrav\u00e9s da Sua corporeidade eclesial, Igreja Corpo de Cristo, ocorre especialmente na Eucaristia \u00abfazei isto em mem\u00f3ria de mim\u00bb, (1 Cor 11, 24; Lc 22, 19), do mandamento da Miss\u00e3o \u00abide por todo o mundo e anunciai o Evangelho\u00bb (Mc 16, 15; Mt 28, 19) e do Mandamento do Amor \u00abamai-vos uns aos outros como Eu vos amei\u00bb (Jo 15, 12; 13, 34). A presen\u00e7a real de Cristo na realidade do mundo atinge o seu \u00e1pice na Eucaristia. Porque \u00e9 sobretudo na Eucaristia, como nos diz a 2\u00aa Leitura, que se realiza o que Ele mandou fazer em Sua mem\u00f3ria: comer o p\u00e3o (cf. 1 Cor 11, 23-24; Lc 22, 19) e beber do c\u00e1lice (cf. 1 Cor 11, 25; Mc 14, 23; Mt 26, 27).<\/p>\n<p>Sucede que este p\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 p\u00e3o: \u00e9 o Corpo de Jesus Cristo: \u00abisto, ou (seja, o p\u00e3o) \u00e9 o Meu Corpo, que ser\u00e1 entregue por v\u00f3s\u00bb (1Cor 11, 24; Mc 14, 22; Mt 26, 26; Lc 22, 19). Do mesmo modo, este c\u00e1lice j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 c\u00e1lice: \u00e9 o Sangue de Jesus Cristo: \u00abisto (ou seja, o c\u00e1lice) \u00e9 o Meu Sangue da alian\u00e7a, que vai ser derramado por todos\u00bb (Mc 14, 24; 1 Cor 11, 25; Mt 26, 28; Lc 22, 20).<\/p>\n<p>Das suas pr\u00f3prias palavras depreende-se que Jesus est\u00e1 realmente presente naquele p\u00e3o e naquele c\u00e1lice. Pelo que h\u00e1 uma mudan\u00e7a de subst\u00e2ncia em tal p\u00e3o e tal c\u00e1lice. Nestes, como reparou S. Paulo VI, \u00abj\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 o que havia anteriormente, mas outra coisa completamente diferente\u00bb. Esta mudan\u00e7a de subst\u00e2ncia (transubstancia\u00e7\u00e3o) configura, ainda segundo o Papa Montini, \u00abo maior dos milagres\u00bb. S\u00e3o Cirilo de Jerusal\u00e9m verbalizou com suprema precis\u00e3o o que se passa: \u00abAquilo que parece p\u00e3o n\u00e3o \u00e9 p\u00e3o, apesar do sabor que tem, mas sim o Corpo de Cristo; e o que parece vinho n\u00e3o \u00e9 vinho, apesar de assim parecer ao gosto, mas sim o Sangue de Cristo\u00bb. O que passamos a ter, como notou Santo Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que a natureza formou, mas o que a b\u00ean\u00e7\u00e3o consagrou\u00bb. Por conseguinte e como observa de novo Paulo VI, n\u00e3o nos devemos guiar \u00abpelos sentidos, que testemunham as propriedades do p\u00e3o e do vinho, mas sim pelas palavras de Cristo, que t\u00eam o poder de mudar, transformar e \u201ctransubstanciar\u201d o p\u00e3o e o vinho no Seu Corpo e Sangue\u00bb. Isso significa que, na Eucaristia, Cristo vem at\u00e9 n\u00f3s e n\u00f3s vamos at\u00e9 Cristo.<\/p>\n<p>Ao mandar comer o p\u00e3o e beber o c\u00e1lice em Sua mem\u00f3ria (cf.1Cor 11, 24-25), Jesus est\u00e1 a admitir que a Ceia n\u00e3o termina naquela noite. A convers\u00e3o do p\u00e3o e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor s\u00e3o poss\u00edveis porque \u2013 sublinha Karl Rahner &#8211; \u00aba ceia n\u00e3o acabou\u00bb. O que ent\u00e3o se verificou nunca deixa de se verificar pois \u00abinsere-se no espa\u00e7o e no tempo que s\u00e3o nossos\u00bb. Daqui resulta que toda a realidade de Cristo \u00abestar\u00e1 sempre eficazmente presente onde se realiza a Ceia\u00bb. Xavier Zubiri, um existencialista crist\u00e3o do s\u00e9culo XX, apercebeu-se que na Eucaristia somos visitados pela \u00abactualidade do p\u00e3o feita actualidade de Cristo\u00bb. Pelo que \u00abo p\u00e3o eucar\u00edstico \u00e9 o Corpo de Cristo; \u00e9 Cristo mesmo\u00bb. Cingindo-nos \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da Missa, \u00e9 real a presen\u00e7a de Cristo na Palavra, no minist\u00e9rio ordenado do Sacerdote, na Assembleia Lit\u00fargica convocada e reunida. A presen\u00e7a real de Cristo n\u00e3o \u00e9 um exclusivo do P\u00e3o e do Vinho consagrados como se as outras presen\u00e7as fossem irreais, mas acontece por excel\u00eancia na Eucaristia. A presen\u00e7a real de Cristo na Eucaristia n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica, mas \u2013 avisa o Catecismo &#8211; \u00abo modo da presen\u00e7a de Cristo na Eucaristia \u00e9 \u00fanico\u00bb. Trata-se de uma presen\u00e7a substancial dado que, ela, torna presente Cristo completo, ou seja, o Ressuscitado.<\/p>\n<p>Experimentamos que a Igreja \u00abvive da Eucaristia\u00bb porque vive de Cristo nela realmente presente. Para a Igreja, viver \u00e9 sempre cristo-viver. \u00c9 em Cristo que se estabelece um estreit\u00edssimo v\u00ednculo entre a Igreja e a Eucaristia.<\/p>\n<p>Na continuidade de uma convic\u00e7\u00e3o muito antiga (retomada entre outros por Henri de Lubac e S. Jo\u00e3o Paulo II), dir-se-ia que \u00aba Igreja faz a Eucaristia\u00bb, porque sabe que \u00aba Eucaristia faz a Igreja\u00bb. A Igreja, ao celebrar a Eucaristia, celebra a presen\u00e7a real daquele que deu a vida por ela: o pr\u00f3prio Cristo (cf. Ef 5, 25). Assim, a Igreja \u00e9 de Cristo e com Ele, \u201cMist\u00e9rio da F\u00e9\u201d. Dizer, por conseguinte, que a \u00abEucaristia faz a Igreja\u00bb \u00e9, no fundo, dizer que quem faz a Igreja \u00e9 Cristo. Se Cristo faz a Igreja entregando-Se por ela (cf. Ef 5, 25), ent\u00e3o, ao fazer mem\u00f3ria de Cristo, a Igreja na Eucaristia faz mem\u00f3ria dessa entrega. Como assinalou o nosso Cardeal e Te\u00f3logo Portugu\u00eas D. Jos\u00e9 Saraiva Martins \u00abtoda a exist\u00eancia de Cristo foi uma continua oferta sacrificial ao Pai pela salva\u00e7\u00e3o que Ele lhe tinha confiado. Ela teve, portanto, do in\u00edcio at\u00e9 ao fim, um valor expiat\u00f3rio, merit\u00f3rio e redentor\u00bb. A entrega na Cruz \u00e9, por\u00e9m, o m\u00e1ximo de tal sacrif\u00edcio redentor. E esta entrega n\u00e3o est\u00e1 destinada a cessar, durando at\u00e9 ao fim dos tempos. Jesus quis que o Dom de Si mesmo na Cruz continuasse na Eucaristia; que o sacrif\u00edcio pascal prosseguisse sob as esp\u00e9cies sacramentais p\u00e3o e vinho.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II teve o cuidado de chamar a aten\u00e7\u00e3o para esta presen\u00e7a da Ressurrei\u00e7\u00e3o. Com efeito, a Eucaristia, no momento em que \u00abactualiza o \u00fanico e definitivo sacrif\u00edcio de Cristo na Cruz\u00bb, \u00abtorna presente o mist\u00e9rio da Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb. \u00c9 o que os nossos l\u00e1bios afirmam na aclama\u00e7\u00e3o depois da Consagra\u00e7\u00e3o: \u00abAnunciamos Senhor, a Vossa Morte\u00bb e \u00abProclamamos a Vossa Ressurrei\u00e7\u00e3o, Vinde Senhor Jesus\u00bb. Assim sendo, \u00abquem se alimenta na Eucaristia n\u00e3o precisa de esperar o Al\u00e9m para receber a vida eterna: j\u00e1 a possui na terra. Como prim\u00edcias da vida futura\u00bb. O pr\u00f3prio Jesus garantiu: \u00abQuem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna\u00bb (Jo6, 54).<\/p>\n<p>Como n\u00e3o agradecer tanta d\u00e1diva e tamanho dom? Curiosamente a palavra Eucaristia expande a ideia de gratid\u00e3o, ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. De resto, a Ceia de Jesus foi j\u00e1 dominada pela centralidade da \u00abac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u00bb. Antes de partir e distribuir o P\u00e3o, que \u00e9 o Seu Corpo, Ele \u00abdeu gra\u00e7as\u00bb (1Cor 11, 24), fazendo o mesmo com o c\u00e1lice que \u00e9 o Seu Sangue (cf. Mc 14, 23). E \u00abdeu gra\u00e7as\u00bb (euchsrist\u00e9sas) porqu\u00ea? Porque ocorreu aquilo que h\u00e1 tanto tempo se esperava; a reden\u00e7\u00e3o daqueles que a Jesus tinham sido entregues pelo Pai. Celebrar a Eucaristia implica uma identifica\u00e7\u00e3o com Cristo, Aquele que nos deixou o Mandamento Novo do Amor, da Caridade e o exemplifica com o gesto forte e inequ\u00edvoco do Lava-p\u00e9s: \u00abAssim como Eu Fiz, fazei v\u00f3s tamb\u00e9m\u00bb. Por isso a Eucaristia \u00e9 indissoci\u00e1vel do servir e do amar dando a vida. A Viv\u00eancia da Eucaristia \u00e9 afinal indissoci\u00e1vel do testemunho de cada dia.<\/p>\n<p>Diretamente ligado ao sinal do \u201cLava-P\u00e9s\u201d surge a edifica\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e o urgente servi\u00e7o \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o laboriosa do Dom da Paz: \u201cDeixo-vos a Paz, dou-vos a minha Paz\u201d. Sim, a Paz \u00e9 um Dom concedido ao cora\u00e7\u00e3o dos Homens e uma luz capaz de iluminar as mentes, a fim de que estas vislumbrem com lucidez a racionalidade da Paz e a monstruosidade da guerra. De facto, com que facilidade de argumentos e justifica\u00e7\u00f5es diversas se alimenta a guerra, e qu\u00e3o dif\u00edcil se torna a reconquista da paz! Efetivamente, a sensatez da paz \u00e9 um Dom de Deus.<\/p>\n<p>Em Quinta-feira Santa imploramos o Dom da Paz para esta guerra espalhada por diversos pa\u00edses e continentes, uma guerra mundial aos peda\u00e7os, como designa o Papa. Longe de n\u00f3s uma guerra global ou uma loucura nuclear! Saibamos ser com o nosso compromisso crist\u00e3o, e atrav\u00e9s da nossa cidadania, construtores duma civiliza\u00e7\u00e3o de Paz. Que a Eucaristia seja p\u00e3o partido para um mundo novo. Busquemos a Paz que nasce da Justi\u00e7a e da Liberdade, nomeadamente a liberdade de consci\u00eancia e da liberdade religiosa. Unamo-nos \u00e0 Igreja sofredora e aos m\u00e1rtires com origem nas comunidades crist\u00e3s mais pobres. Que o seu sangue derramado pela intoler\u00e2ncia da violenta seja sementeira do Reino de Deus na Paz, na Justi\u00e7a e no Amor.<\/p>\n<p>Santa Maria, Senhora do Cen\u00e1culo, rogai por n\u00f3s pecadores!<\/p>\n<p>+ Francisco Jos\u00e9 Senra Coelho<\/p>\n<p>Arcebispo de \u00c9vora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":4,"featured_media":158211,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-319705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319705"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319705\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}