{"id":319511,"date":"2024-03-28T12:16:55","date_gmt":"2024-03-28T12:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=319511"},"modified":"2024-03-28T17:33:33","modified_gmt":"2024-03-28T17:33:33","slug":"braga-homilia-de-d-jose-cordeiro-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/braga-homilia-de-d-jose-cordeiro-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Braga: Homilia de D. Jos\u00e9 Cordeiro na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_319514\" aria-describedby=\"caption-attachment-319514\" style=\"width: 1180px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-319514 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368.jpg\" alt=\"\" width=\"1180\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368.jpg 1180w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368-400x156.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368-1024x399.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2b6c1b26403c5c16104e6fdd6b61d368-768x299.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1180px) 100vw, 1180px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-319514\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquidiocese de Braga<\/figcaption><\/figure>\n<p>1.Aprender tamb\u00e9m com o fim<\/p>\n<p>A unidade org\u00e2nica da liturgia da palavra de hoje recorda-nos a ess\u00eancia do minist\u00e9rio de um Presb\u00edtero. Tal como Cristo, o Presb\u00edtero \u00e9 ungido (Evangelho) n\u00e3o para proveito pr\u00f3prio, mas para uma miss\u00e3o destinada aos outros (Livro de Isa\u00edas), a fim de que reproduza com convic\u00e7\u00e3o as mesmas palavras do salmista: \u00abSenhor, cantarei eternamente a vossa bondade\u00bb.<\/p>\n<p>Nesta Missa crismal \u00abo p\u00e3o fortalece o cora\u00e7\u00e3o do homem e o azeite faz brilhar no seu rosto a alegria\u00bb (das catequeses de Jerusal\u00e9m), testemunhando a beleza, a serenidade e a paz do perfume da un\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma tenta\u00e7\u00e3o presbiteral muito comum vem-nos descrita na segunda leitura: \u00e9 o risco de se olhar para Cristo apenas como Alfa e esquecer que Ele tamb\u00e9m \u00e9 \u00d3mega. \u00c9 o risco de nos contentarmos apenas com o in\u00edcio da caminhada, ignorando a finalidade \u00faltima para onde ela deve aportar. Da\u00ed n\u00e3o ser de estranhar que, depois de se acabar o entusiasmo inicial da caminhada, quando surgem os grandes obst\u00e1culos, emerge uma crise existencial que depois se traduz numa crise vocacional.<\/p>\n<p>O grande te\u00f3logo Karl Rahner, nos seus escritos sacerdotais, referia que o que distingue a f\u00e9 de um presb\u00edtero dos restantes membros do Povo de Deus era o facto de ser uma \u201cf\u00e9 orante\u201d. Ao contr\u00e1rio do que se pensa, n\u00e3o se distingue por ser uma f\u00e9 intelectual, porque fez um curso de teologia, mas por ser uma \u201cf\u00e9 de joelhos\u201d. E na ora\u00e7\u00e3o, o Presb\u00edtero deve ter a coragem de colocar diante de Deus os desassossegos, as adversidades, as ingratid\u00f5es e os insultos que sofre na sua miss\u00e3o. E porqu\u00ea? Porque se foi Deus que nos criou, ent\u00e3o s\u00f3 Deus pode dar resposta a essas dificuldades porque s\u00f3 Ele sabe o que \u00e9 o melhor para cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Como todos sabemos, caro Presb\u00edtero, Deus n\u00e3o te chamou apenas para o in\u00edcio, para uma fase da vida, para uma faixa de tempo&#8230;, mas chamou-te para sempre: chamou-te do princ\u00edpio at\u00e9 ao fim! Deus n\u00e3o te quer a part-time, mas a full-time. \u00c9 certo que Deus poderia ter chamado outros melhores que tu, mas chamou-te a ti, porque viu em ti algo que muitas vezes nem tu consegues ver e compreender em ti pr\u00f3prio, algo que \u00e9 fundamental para que Ele opere a sua provid\u00eancia.<\/p>\n<p>A beleza da vida espiritual reside neste dinamismo escatol\u00f3gico: Deus s\u00f3 nos permite conhecer o in\u00edcio, mas n\u00e3o o fim. E quando esquecemos que h\u00e1 um fim, o Cristo \u00d3mega, para onde nos encaminhamos, a\u00ed \u00e9 que est\u00e1 o problema: n\u00e3o te agarres \u00e0 \u201cnostalgia do in\u00edcio\u201d que n\u00e3o se repete mais, mas encaminha-te para o fim, abrindo-te ao mist\u00e9rio que vem ao teu encontro, enriquecendo-te com o inaudito.<\/p>\n<p>2. O alimento b\u00e1sico do minist\u00e9rio<\/p>\n<p>Por\u00e9m, este dinamismo espiritual esvai-se se n\u00e3o se alimenta diariamente daquilo que \u00e9 o seu alimento b\u00e1sico.Ao celebrarmos em breve o Congresso Eucar\u00edstico Nacional, hoje n\u00e3o poder\u00edamos deixar de reler o nosso minist\u00e9rio presbiteral a partir desta chave hermen\u00eautica.\u00a0 Se a Eucaristia \u00e9 a \u00abfonte e centro de toda a vida crist\u00e3\u00bb, como sust\u00e9m o n\u00famero 11 da Lumen Gentium, para o Presb\u00edtero ela deve ser algo mais: a fonte, o centro e tamb\u00e9m a finalidade do seu minist\u00e9rio. O presb\u00edtero vive da e para a Eucaristia: \u00e9 esta a raz\u00e3o principal da sua miss\u00e3o. E da\u00ed perguntamos: poder\u00e1 um Presb\u00edtero viver sem a Eucaristia (di\u00e1ria)? Deixo que cada um responda no seu interior a esta pergunta.<\/p>\n<p>No imponente documento em que articula o sacramento da Eucaristia com o mist\u00e9rio da Igreja, o Papa Jo\u00e3o Paulo II recordou-nos este axioma: \u00aba Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia\u00bb (EE 26). Mas o mesmo j\u00e1 n\u00e3o podemos afirmar do Presb\u00edtero: a Eucaristia edifica o Presb\u00edtero (PO 5), mas o Presb\u00edtero n\u00e3o faz a Eucaristia. N\u00e3o a faz porque ela n\u00e3o depende exclusivamente da sua a\u00e7\u00e3o humana, mas do mist\u00e9rio cristol\u00f3gico que habita nele: \u00e9 Cristo-Igreja que age por meio dele. At\u00e9 podemos ter uma Igreja sem padres, mas n\u00e3o podemos ter uma Igreja sem Eucaristia. A Igreja n\u00e3o depende exclusivamente do Presb\u00edtero, mas \u00e9 este que depende exclusivamente da Igreja. E \u00e9 dela que ele recebe o mandato de Cristo, o fundador e fundamento da Igreja, para celebrar a Eucaristia: \u00abfazei isto em mem\u00f3ria de mim\u00bb (Lc 22, 19; 1Cor 11, 24.25) e n\u00e3o conforme os seus caprichos moment\u00e2neos.<\/p>\n<p>Da\u00ed ser importante recordar uma segunda tenta\u00e7\u00e3o presbiteral que nos \u00e9 dita pelo Cardeal Se\u00e1n O\u2019Malley: a tenta\u00e7\u00e3o de pensarmos que o \u201cc\u00e1lice \u00e9 um trof\u00e9u\u201d. De um outro modo, sussurra-nos o Pe. Ab\u00edlio Correia, o Presb\u00edtero da Eucaristia: \u00abJesus no sacr\u00e1rio \u00e9 a nossa luz e a nossa vida: d\u2019Ele irradia o sol que aquece e abrasa o nosso cora\u00e7\u00e3o nas chamas do mais puro amor\u00bb.<\/p>\n<p>Uma das belezas das visitas pastorais \u00e9 que, para conhecermos o estilo pastoral e espiritual de um P\u00e1roco, n\u00e3o \u00e9 preciso fazer muitas perguntas nem observar as suas obras, basta uma coisa: reparar no modo como ele celebra a Eucaristia. E daqui acrescento uma terceira tenta\u00e7\u00e3o presbiteral: a \u201ctenta\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica II\u201d.<\/p>\n<p>O Missal Romano \u00e9 um livro volumoso, mas infelizmente apenas folheado em poucas p\u00e1ginas. A sua riqueza lit\u00fargica, pastoral e espiritual, proposta nos v\u00e1rios formul\u00e1rios apresentados, \u00e9 grande escola de ora\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o pode ser vetada ao Povo de Deus. N\u00e3o temos esse direito! Recordo a advert\u00eancia de Santa Teresa d\u2019\u00c1vila: \u00ab\u00c9 pelo preparo do aposento que se conhece o amor de quem acolhe o seu amado\u00bb.<\/p>\n<p>Caros Presb\u00edteros, n\u00e3o tenhais medo de arriscar rezar outras ora\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas, de ensinar outras respostas eucol\u00f3gicas, de promover outras formas previstas de celebra\u00e7\u00e3o e de \u201cdar o p\u00e3o\u201d consagrado na pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o. E, daqui, devo acrescentar mais uma coisa: enquanto Presbit\u00e9rio de Braga, acolhamos o novo calend\u00e1rio pr\u00f3prio da Arquidiocese, j\u00e1 aprovado e hoje publicado, n\u00e3o deixando cair no esquecimento o que nos identifica como Igreja bracarense em ora\u00e7\u00e3o. A Liturgia n\u00e3o \u00e9 propriedade de alguns, mas um patrim\u00f3nio de todos. Caso contr\u00e1rio, torna-se apenas mais um debate teol\u00f3gico, em vez de ser mais uma fonte de gra\u00e7a eucar\u00edstica.<\/p>\n<p>3. O sacerd\u00f3cio \u00e9 uma \u201chist\u00f3ria de Eucaristias\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante estas orienta\u00e7\u00f5es que vos gostaria de deixar, pois \u00e9 o meu dever enquanto vosso pastor, eu hoje quero sobretudo dizer-vos uma coisa, caros Presb\u00edteros. Talvez n\u00e3o seja de todo errado dizermos isto: a hist\u00f3ria de um Presb\u00edtero tamb\u00e9m se pode narrar como uma \u201chist\u00f3ria de Eucaristias\u201d. E um belo exame de consci\u00eancia que poder\u00edamos fazer neste momento era colocarmo-nos debaixo desta pergunta matem\u00e1tica: quantas Eucaristias j\u00e1 celebraste na tua vida presbiteral?<\/p>\n<p>Com sinceridade, eu penso que quase nenhum Presb\u00edtero consegue responder a isto. No entanto, embora a Eucaristia seja sempre a mesma, quantos e quantos Presb\u00edteros aqui presentes j\u00e1 celebraram as Eucaristias mais in\u00f3spitas, pois acreditam no poder transformador que a Eucaristia confere?\u00a0 Enquanto vosso pastor, hoje queria apenas agradecer-vos isso. Sim, quero agradecer as vossas Eucaristias na \u00fanica Eucaristia de Cristo-Igreja! N\u00e3o porque sois uns \u201ccolecionadores de Eucaristias\u201d, mas porque sois \u201cfilhos da Eucaristia\u201d.<\/p>\n<p>Quero agradecer-vos n\u00e3o apenas a Eucaristia celebrada com um grande grupo de ac\u00f3litos bem preparado e rodeado de incenso, mas tamb\u00e9m&#8230; aquela Eucaristia celebrada sem ac\u00f3litos e sem incenso.<\/p>\n<p>Quero agradecer-vos n\u00e3o somente a Eucaristia celebrada com paramentos de alta-costura, mas tamb\u00e9m&#8230; a Eucaristia com aqueles paramentos j\u00e1 gastos de celebra\u00e7\u00f5es durante d\u00e9cadas, porque a par\u00f3quia n\u00e3o det\u00e9m grandes posses econ\u00f3micas.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o-vos ainda n\u00e3o s\u00f3 a Eucaristia celebrada em igrejas grandes, confort\u00e1veis e com ar-condicionado, mas tamb\u00e9m&#8230; a Eucaristia celebrada no meio da montanha com um grupo de peregrinos e a Eucaristia celebrada de manh\u00e3 cedo numa igreja simples e debaixo de um frio tremendo, que at\u00e9 gela as m\u00e3os que consagram.<\/p>\n<p>Quero agradecer-vos a Eucaristia celebrada em igrejas cheias de pessoas, mas sobretudo&#8230; agradecer-vos aquela Eucaristia em que s\u00f3 estavas tu, o sacrist\u00e3o e mais uma pessoa na assembleia e sem inten\u00e7\u00e3o nem estip\u00eandio, mesmo assim, tu n\u00e3o deixaste de celebrar aquela Eucaristia. Obrigado por n\u00e3o ca\u00edres nessa tenta\u00e7\u00e3o! Porque o grande desafio do Cristianismo na atual p\u00f3s-modernidade, como dissemos na celebra\u00e7\u00e3o do passado Domingo, n\u00e3o \u00e9 o ter as \u201cigrejas vazias\u201d, mas o ter as \u201cigrejas permanentemente fechadas\u201d. N\u00e3o somos uma Igreja de n\u00fameros, mas de pessoas!<\/p>\n<p>E, por fim, quero agradecer o esfor\u00e7o desumano que muitos de v\u00f3s fazem todos os Domingos para que, embora conscientes de que brevemente teremos de repensar o nosso modo de agir pastoral com \u201cmenos missas e melhor Missa\u201d, o sacramento da Eucaristia seja celebrado nas v\u00e1rias comunidades a v\u00f3s confiadas e o \u201cp\u00e3o eucar\u00edstico\u201d n\u00e3o falte \u00e0 vida dos fi\u00e9is. Obrigado, caros Presb\u00edteros: s\u00f3 um \u201camor louco\u201d pela Eucaristia pode sustentar este esfor\u00e7o desumano que fazeis!<\/p>\n<p>No anivers\u00e1rio da pr\u00f3pria ordena\u00e7\u00e3o, pedimos a Deus na ora\u00e7\u00e3o depois da comunh\u00e3o para nos \u201ceucaristizar\u201d Nele: \u00abfazei que a minha vida corresponda sempre ao mist\u00e9rio que celebro no vosso altar\u00bb.<\/p>\n<p>4. Um desafio eucar\u00edstico<\/p>\n<p>Para terminar, apesar das diversas tipologias eucar\u00edsticas que todos j\u00e1 celebraram, hoje gostaria de vos lan\u00e7ar mais um desafio eucar\u00edstico. Um dos riscos da sinodalidade \u00e9 que esta se torne num refr\u00e3o usado para tudo ao ponto de n\u00e3o dar em nada. Mas n\u00f3s n\u00e3o queremos que a sinodalidade mission\u00e1ria seja uma teoria, mas uma verdadeira pr\u00e1xis da Igreja, como tantas vezes nos apela o Papa Francisco.<\/p>\n<p>Para tal, hoje quero pedir perd\u00e3o a todos os Presb\u00edteros pois, por ainda ser novo nesta miss\u00e3o arquidiocesana e com o abarcar de uma sobrecarga de trabalho, cometi uma falha imperdo\u00e1vel. No programa pastoral publicado no in\u00edcio do Ano lit\u00fargico e pastoral, j\u00e1 deveria vir esta informa\u00e7\u00e3o que agora vos pe\u00e7o.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 do pr\u00f3ximo dia 2 de junho teremos o encerramento do Congresso Eucar\u00edstico Nacional no Santu\u00e1rio do Sameiro. E seria belo fazermos uma experi\u00eancia eucar\u00edstica sinodal: que todos os Presb\u00edteros suspendessem a Eucaristia do Domingo de manh\u00e3 nas suas par\u00f3quias e capelanias, de modo a participarem com os seus paroquianos nesta Eucaristia de encerramento. \u00c0s capelanias e par\u00f3quias estaria assegurada a Missa vespertina em todas elas ou no Domingo \u00e0 tarde, de modo a garantir que n\u00e3o falte o p\u00e3o eucar\u00edstico \u00e0s pessoas com dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o ou ocupadas nas suas profiss\u00f5es. Sei que, em muitos Arciprestados, muitos de v\u00f3s j\u00e1 fazem esta bela e boa experi\u00eancia aquando das peregrina\u00e7\u00f5es arciprestais.<\/p>\n<p>Embora consciente do transtorno pastoral que isto cause, dados os eventuais compromissos j\u00e1 por v\u00f3s assumidos, deixo-vos, no entanto, este mesmo desafio. A raridade da celebra\u00e7\u00e3o deste mesmo Congresso Eucar\u00edstico, que no passado produziu tantos frutos espirituais na nossa Arquidiocese com marcas de santidade, \u00e9 uma ocasi\u00e3o que n\u00e3o podemos desperdi\u00e7ar. E como seria belo podermos fazer esta experi\u00eancia de uma Eucaristia sinodal com toda a Arquidiocese representada com os seus Presb\u00edteros e comunidades, essas comunidades que ao longo do ano j\u00e1 rezam semanalmente por este mesmo Congresso.<\/p>\n<p>Por isso, caros Presb\u00edteros, estou consciente de que vos pe\u00e7o uma coisa exigente, mas pe\u00e7o-vos isto em nome de um maior bem: em nome da Eucaristia e de tudo aquilo que desejamos que este Congresso produza nas nossas vidas. Nesta \u201caventura eucar\u00edstica\u201d pode tamb\u00e9m ressoar o ditado popular: \u00abDeus d\u00e1 o p\u00e3o, mas n\u00e3o amassa a farinha\u00bb, precisando das nossas m\u00e3os para tornar o p\u00e3o acess\u00edvel a todos.<\/p>\n<p>Por fim, recordo as palavras metaf\u00f3ricas e sapienciais de S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney: \u00abse as pessoas conhecessem o poder da Santa Missa, elas n\u00e3o morreriam de medo, mas de alegria\u00bb. Por isso, caros Presb\u00edteros, n\u00e3o deixes de rezar pelos frutos espirituais deste Congresso, pois eu continuarei a rezar a Jesus Eucaristia que cuide de cada um de v\u00f3s, pois todos n\u00f3s somos uma pequena migalha que forma esta grande h\u00f3stia viva, que \u00e9 a Igreja, enquanto Corpo de Cristo (Rm 12,4-5), nossa P\u00e1scoa e nossa Paz.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Manuel Cordeiro, arcebispo de Braga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":319603,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172],"class_list":["post-319511","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319511\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/319603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}