{"id":319487,"date":"2024-03-28T11:50:33","date_gmt":"2024-03-28T11:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=319487"},"modified":"2024-03-28T14:52:30","modified_gmt":"2024-03-28T14:52:30","slug":"lisboa-homilia-de-d-rui-valerio-na-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lisboa-homilia-de-d-rui-valerio-na-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Lisboa: Homilia de D. Rui Val\u00e9rio na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_319480\" aria-describedby=\"caption-attachment-319480\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-319480 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Crismal-Lisboa_3559-1-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-319480\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ag\u00eancia ECCLESIA\/PR<\/figcaption><\/figure>\n<p>Caros irm\u00e3os sacerdotes, irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo,<\/p>\n<p>Celebramos, com alegria, a Missa Crismal, quando j\u00e1 estamos \u00e0s portas do Tr\u00edduo Pascal. Se a P\u00e1scoa \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de toda a Liturgia da Igreja, ent\u00e3o a Missa de hoje coloca-nos no limiar desse \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d. E f\u00e1-lo, olhando para o Dom e Mist\u00e9rio do sacerd\u00f3cio que, todo ele, est\u00e1 enxertado no Sacerd\u00f3cio de Cristo.<\/p>\n<p>Logo, no crep\u00fasculo da tarde, celebraremos a Ceia do Senhor, a institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, para vivermos e fazermos mem\u00f3ria da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>A Missa Crismal, portanto, \u00e9 como que a entrada no Mist\u00e9rio da P\u00e1scoa, que nos encontra reunidos, como presbit\u00e9rio de Lisboa, e que constitui um dom especial do Senhor Ressuscitado.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o, por isso, a todos os Sacerdotes aqui presentes, porque hoje encontramo-nos juntos novamente, dando corpo e visibilidade ao presbit\u00e9rio. Todos! Mesmo aqueles que n\u00e3o podem aqui estar, por motivos de doen\u00e7a, ou raz\u00f5es de trabalho ou estudo distante, tamb\u00e9m os recordamos; assim como recordamos os irm\u00e3os que j\u00e1 partiram e j\u00e1 nos precedem no C\u00e9u, essa alegria da P\u00e1scoa eterna.<\/p>\n<p>Vivamos, por isso, esta P\u00e1scoa com gratid\u00e3o. Gratid\u00e3o que desejo e quero expressar-vos, essencialmente, pelo que sois e fazeis enquanto Padres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_319580\" aria-describedby=\"caption-attachment-319580\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-319580\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Missa-Criamal-Lisboa-2024_2B5A5632.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-319580\" class=\"wp-caption-text\">Foto Diogo Paiva Brand\u00e3o\/Patriarcado de Lisboa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Jesus Cristo instituiu o novo e eterno sacerd\u00f3cio, que se realiza plenamente na sua configura\u00e7\u00e3o mediadora, reconhecendo n\u00f3s, com a Igreja de todos os tempos, que foi existencialmente e de forma pr\u00e1tica, que o pr\u00f3prio Cristo desenvolveu e atuou essa sua condi\u00e7\u00e3o de Mediador.<\/p>\n<p>Enquanto verdadeiro Deus, Ele executa na perfei\u00e7\u00e3o a uni\u00e3o e ader\u00eancia a Deus, numa total obedi\u00eancia sacrificial e na absoluta consagra\u00e7\u00e3o da sua vida humana \u00e0 vontade do Pai; como verdadeiro homem, assume integralmente a condi\u00e7\u00e3o humana, porque \u201cs\u00f3 o que foi assumido ser\u00e1 salvo\u201d, e a sua conforma\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade manifestou-se na solidariedade plena pelos homens. Como refere o hino da Carta aos Filipenses: \u201cCristo Jesus, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo at\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz\u201d (Fil 2, 6-7). Ele foi tentado, sofreu, conheceu os grandes e pequenos dramas da humanidade, f\u00ea-los seus, at\u00e9 ao \u00faltimo suspiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Revela\u00e7\u00e3o ensina que \u00e9 na for\u00e7a incondicional da partilha e da solidariedade que reside um dos pilares da esperan\u00e7a libertadora. A profecia de Isa\u00edas, inspiradora da miss\u00e3o messi\u00e2nica de Jesus, confirma-o quando acomete \u00e0 d\u00f3cil disponibilidade do Ungido pelo Esp\u00edrito, de \u201clevar a boa nova aos pobres, de proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, e a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor\u201d (Is 61- 1-3; Lc 4, 18-19). E S\u00e3o Paulo estabelece uma liga\u00e7\u00e3o entre \u201ca esperan\u00e7a que n\u00e3o engana e a d\u00e1diva do amor que Deus, pelo Esp\u00edrito Santo, derrama em nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d (cf Rm 5, 6). No mesmo sentido, o Papa Bento, na Enc\u00edclica <em>Spes Salvi<\/em>, ao falar dos lugares da esperan\u00e7a, focaliza na participa\u00e7\u00e3o ao destino do outro, precisamente a for\u00e7a desse lugar, escreve:<em> \u201cAceitar o outro que sofre significa, de facto, assumir de alguma forma o seu sofrimento, de tal modo que este se torna tamb\u00e9m meu. Mas, precisamente porque agora se tornou sofrimento compartilhado, no qual h\u00e1 a presen\u00e7a do outro, este sofrimento \u00e9 penetrado pela luz do amor e da esperan\u00e7a\u201d<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os, nada vos pe\u00e7o, somente vos proponho sermos juntos a for\u00e7a da \u201cesperan\u00e7a que salva\u201d, na medida em que realizarmos o nosso sacerd\u00f3cio na esteia da proximidade e da participa\u00e7\u00e3o nas vicissitudes da humanidade. No esp\u00edrito da <em>Gaudium et Spes 1<\/em>: <em>\u201cas alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, (t\u00eam de ser) tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias dos disc\u00edpulos de Cristo; e n\u00e3o pode existir realidade alguma verdadeiramente humana que n\u00e3o encontre eco no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><em><strong>[2]<\/strong><\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\n<p>A partilha da situa\u00e7\u00e3o de cada pessoa, na realidade da sua exist\u00eancia, \u00e9 sem d\u00favida, o modo mais pertinente de derramar o b\u00e1lsamo da esperan\u00e7a para curar as feridas da desilus\u00e3o, do desespero, do cansa\u00e7o e do desalento que atingem hoje muitas pessoas. Que o presbit\u00e9rio de Lisboa, atuante na fidelidade ao genu\u00edno sacerd\u00f3cio de Cristo, seja lugar existencial de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m fique indiferente ao atual estado de elevada fragilidade do nosso Pa\u00eds: poder-se-\u00e1 considerar que \u00e9 meramente conjuntural, mas, para a vida real, \u00e9 sin\u00f3nimo de mais pobreza e maiores dificuldades. Por isso, partilhai a pobreza dos Pobres, comungai do sofrimento das V\u00edtimas de todas as formas de abusos, partilhai a solid\u00e3o dos que est\u00e3o s\u00f3s \u2013 e acendereis neles a luz da esperan\u00e7a numa vida nova.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Falando, ainda, da media\u00e7\u00e3o, como dimens\u00e3o estruturante do nosso sacerd\u00f3cio, reconhecemos que ela \u00e9, realmente, de elevada abrang\u00eancia.<\/p>\n<p>Cristo vive e mant\u00e9m viva a comunh\u00e3o com o Pai e uma perfeita rela\u00e7\u00e3o com a humanidade.<\/p>\n<p>\u00abA nossa comunh\u00e3o \u00e9 com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo\u00bb (1 Jo 1, 3) afirma S\u00e3o Jo\u00e3o, para revelar que a comunh\u00e3o de amor de Cristo, Filho eterno do Pai, \u00e9 a fonte de toda a comunh\u00e3o da humanidade, com Deus e com o pr\u00f3ximo. E s\u00f3 na comunh\u00e3o de amor do Filho com o Pai, o Filho que em Cristo se fez homem, \u00e9 poss\u00edvel e acess\u00edvel aos homens entrarem na intimidade com Deus. Foi pela vinda do Filho at\u00e9 n\u00f3s e pela efus\u00e3o do Seu Esp\u00edrito, que o mist\u00e9rio inacess\u00edvel do Pai entrou em rela\u00e7\u00e3o com os homens (filhos no Filho), e \u00e9 por Ele que os homens acedem ao Pai.<\/p>\n<p>O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica afirma que \u201cJesus, o \u00fanico mediador, \u00e9 o caminho da nossa ora\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. E este ano, de prepara\u00e7\u00e3o ao Jubileu, e dedicado \u00e0 Ora\u00e7\u00e3o, afigura-se como \u201cum momento privilegiado para redescobrir o seu valor e a sua import\u00e2ncia\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, sobretudo para o atual contexto da era digital. O nosso m\u00fanus sacerdotal, desafia-nos a ser mais do que mestres de ora\u00e7\u00e3o, exige que sejamos mediadores de rela\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o valha apenas a experi\u00eancia de Deus que um sacerdote faz, mas aponte-se para a experi\u00eancia de Deus que uma comunidade, ou mesmo um povo inteiro, pode fazer atrav\u00e9s da experi\u00eancia de Deus que o sacerdote vive.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta celebra\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m procedemos \u00e0 b\u00ean\u00e7\u00e3o dos santos \u00f3leos, destinados \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios fundamentais da vida crist\u00e3. Possuidor de um carater eminentemente terap\u00eautico, o \u00f3leo instituiu-se como sinal sacramental da for\u00e7a salv\u00edfica de Deus, o que nos remete para a boa nova da salva\u00e7\u00e3o, qual liberta\u00e7\u00e3o do mal e d\u00e1diva de vida nova. Assim, eles sinalizam ao sacerdote a sua voca\u00e7\u00e3o de \u201ccurador\u201d; n\u00e3o um \u201cCurador ferido\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, como apregoava Carl Jung, mas, permitam-me dizer assim, como um \u201cCurador curado\u201d. Atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, pass\u00e1mos do homem velho ao homem novo. Atrav\u00e9s dos santos \u00f3leos, podemos ser for\u00e7a restauradora de vidas desfeitas e desprotegidas, de hist\u00f3rias interrompidas&#8230;<\/p>\n<p>Neste momento, gostaria de descer ao concreto: ao drama da guerra, em muitas partes do mundo, e que, h\u00e1 mais de dois anos, assola a Ucr\u00e2nia, barbaramente agredida pela R\u00fassia, a que se juntou a m\u00e1-nova da Guerra na Terra Santa. N\u00e3o podemos, t\u00e3o pouco, ignorar o sofrimento e o desamparo de tantas pessoas que, na sua condi\u00e7\u00e3o de refugiados e migrantes, s\u00e3o v\u00edtimas de explora\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00f5es v\u00e1rias, mesmo entre n\u00f3s. E, os recentes \u00edndices sociol\u00f3gicos revelam que a pobreza real n\u00e3o cessa de aumentar, estando j\u00e1 a atingir n\u00e3o s\u00f3 as classes mais desfavorecidas, mas tamb\u00e9m a classe m\u00e9dia\u2026 \u00e9 uma profunda amargura, que turva o horizonte do mundo.<\/p>\n<p>Por isso, sintamos hoje com renovado vigor, que, enquanto padres, estamos investidos da voca\u00e7\u00e3o ao amor. \u00c0 imagem do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus que entra no Mist\u00e9rio da sua Paix\u00e3o, como se mergulhasse num abismo infind\u00e1vel, abramos o nosso cora\u00e7\u00e3o ao mist\u00e9rio da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>O \u00f3leo! Evoca o amor do Bom Samaritano; assinala a sabedoria e os crit\u00e9rios de Deus que escolheu e ungiu o jovem David; indica a f\u00e9, como a das virgens prudentes indo ao encontro do Esposo.<\/p>\n<p>O \u00f3leo da un\u00e7\u00e3o, \u00f3leo da ternura e da delicadeza, mostra que o Senhor quer atrair com o Seu amor aqueles que vai curar e salvar. O \u00f3leo da un\u00e7\u00e3o \u00e9 este \u00f3leo da cura: s\u00f3 quem \u00e9 curado pode ser enviado a realizar a cura dos outros. S\u00f3 quem primeiro encontra o amor de Deus na sua vida pode levar outros a descobrir que Deus os ama incondicionalmente. S\u00f3 quem primeiro faz caminho de convers\u00e3o pode ser iniciador de itiner\u00e1rios de convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Car\u00edssimos padres, somos ungidos porque o Senhor sabe e quer tocar a vida de cada um de n\u00f3s para a transformar em sacramento de Cristo, o Bom Pastor. O Pastor \u00e9 aquele que est\u00e1 sujeito a ser ferido, mas, principalmente, est\u00e1 dispon\u00edvel para dar a vida na defesa do seu rebanho, quando os lobos procuram arrebatar as suas ovelhas. E, tamb\u00e9m a\u00ed, sabemos que o Supremo Pastor vai ao encontro dos seus amigos.<\/p>\n<p>Iluminados e conduzidos pelo Esp\u00edrito de Cristo Ressuscitado, que o Patriarcado de Lisboa resplende\u00e7a como Igreja sinodal: na esperan\u00e7a, na comunh\u00e3o e na miss\u00e3o. \u00c1men!<\/p>\n<p><em>D. Rui Val\u00e9rio, patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n<table style=\"width: 100%; border-collapse: collapse; background-color: #f5f5f5;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 100%;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bento XVI, <em>Spes <u>S<\/u>alvi, <\/em>n\u00ba 38.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Gaudio et Spes<\/em>, n\u00ba 1<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em>, n\u00ba 2674<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> R. Fisichella: <em>O Ano da Ora\u00e7\u00e3o para semear esperan\u00e7a na vida da Igreja e do povo de Deus<\/em> in https:\/\/www.vaticannews.va\u00a0\u203a vaticano \u203a news \u203a coletiv&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Claire Dunne, <em>Carl Jung. Curador ferido de almas.<\/em> Ed Ala\u00fade.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":319580,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[343],"class_list":["post-319487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-lisboa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319487\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/319580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}