{"id":31941,"date":"2008-05-15T17:36:36","date_gmt":"2008-05-15T17:36:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/15\/projeto-lei-do-divorcio-gera-conflitualidade\/"},"modified":"2008-05-15T17:36:36","modified_gmt":"2008-05-15T17:36:36","slug":"projeto-lei-do-divorcio-gera-conflitualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/projeto-lei-do-divorcio-gera-conflitualidade\/","title":{"rendered":"Projeto-lei do div\u00f3rcio gera \u00abconflitualidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Em situa\u00e7\u00f5es j\u00e1 por si \u201dtristes\u201d, o Projecto-lei do div\u00f3rcio abre espa\u00e7o a \u201cconflitualidade\u201d, expressa \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Maria Teresa Ribeiro, Docente de Psicologia e colaboradora do Instituto das Ci\u00eancias da Fam\u00edlia da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa.  A quebra de um compromisso que existia \u201ctem implica\u00e7\u00f5es em todos os intervenientes\u201d e com o Projecto-lei do div\u00f3rcio, o Estado \u201ctorna claro que considera irrelevante o casamento enquanto estruturante da vida social\u201d, uma situa\u00e7\u00e3o considerada \u201cgrave\u201d pela psic\u00f3loga.  Permitindo que o casamento seja \u201cfacilmente quebrado, apenas com a vontade expressa de um dos c\u00f4njuges, torna o contrato mais desprotegido e desvalorizado\u201d, explica.  Com base em investiga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, Maria Teresa Ribeiro afirma que o div\u00f3rcio est\u00e1 relacionado com o aumento de droga, com a solid\u00e3o e com a indisciplina escolar. \u201cPromover o casamento faz diminuir a pobreza nas crian\u00e7as, adianta.   A psic\u00f3loga explica que com este projecto lei \u201cest\u00e1-se a promover o que se deseja combater\u201d, abrindo-se espa\u00e7o a \u201cfraquezas sociais\u201d.  Ao centrar a vida conjugal na dimens\u00e3o afectiva, Maria Teresa Ribeiro afirma estar-se a excluir dimens\u00f5es importantes na conjugalidade. \u201cPara al\u00e9m do afecto, o casamento envolve tamb\u00e9m a raz\u00e3o, os comportamentos e as decis\u00f5es\u201d.  O casamento \u00e9 considerado um contrato, pois \u201cn\u00e3o se legisla sob afectos\u201d, indica a psic\u00f3loga. \u201cMas o casamento, sob este quadro, \u00e9 algo onde apenas existe direitos e n\u00e3o deveres\u201d.  A presta\u00e7\u00e3o de contas entre marido e mulher \u201cvai minar o casamento. Algo que se espera que seja uni\u00e3o e comunh\u00e3o, vai ter caracter\u00edsticas economicistas\u201d, explica.   Num processo de desvaloriza\u00e7\u00e3o familiar, a psic\u00f3loga vaticina rela\u00e7\u00f5es mais inseguras. Numa sociedade onde n\u00e3o s\u00e3o promovidos os compromissos duradouros \u201cn\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m promovida a natalidade\u201d, aponta. \u201cPodemos questionar quem se arrisca a ter filhos numa rela\u00e7\u00e3o em que se facilita a vida a quem n\u00e3o foi fiel aos compromissos assumidos\u201d.  Estas altera\u00e7\u00f5es t\u00eam repercuss\u00f5es tanto para o casal como para os filhos. A facilita\u00e7\u00e3o do processo de div\u00f3rcio \u201cvai precipitar situa\u00e7\u00f5es que poderiam ser resolvidas entre os c\u00f4njuges e encaradas como crises conjugais\u201d.   Enquanto terapeuta familiar, Maria Teresa Ribeiro relembra casos em que os c\u00f4njuges estiveram de facto separados, mas que depois reconsideraram e reconstru\u00edram o casamento. \u201cFacilitar \u00e9 passar uma mensagem de ef\u00e9mero e n\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o\u201d.   A imagem de desburocratiza\u00e7\u00e3o criada em torno do projecto-lei \u201c\u00e9 falsa. O que \u00e9 apresentado como simplificador ir\u00e1 com certeza complicar e acentuar conflitos\u201d.  Acerca da partilha do poder paternal, agora denominado como exerc\u00edcio conjunto das responsabilidade parentais, Maria Teresa Ribeiro aponta a possibilidade de os filhos serem \u201cjoguete entre os pais\u201d.  Esta situa\u00e7\u00e3o exige um acordo entre os pais, que n\u00e3o existiu antes, acordo este que \u201cna maioria dos casos n\u00e3o acontece\u201d.  Maria Teresa Ribeiro alerta ainda que esta situa\u00e7\u00e3o imp\u00f5e, a quem fica com a guarda, o consentimento sobre mat\u00e9rias relevantes, mas que n\u00e3o s\u00e3o definidas na lei.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em situa\u00e7\u00f5es j\u00e1 por si \u201dtristes\u201d, o Projecto-lei do div\u00f3rcio abre espa\u00e7o a \u201cconflitualidade\u201d, expressa \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Maria Teresa Ribeiro, Docente de Psicologia e colaboradora do Instituto das Ci\u00eancias da Fam\u00edlia da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa. 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