{"id":31831,"date":"2008-05-11T16:40:25","date_gmt":"2008-05-11T16:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/11\/cardeal-saraiva-martins-deixa-apelo-pelas-familias-em-fatima\/"},"modified":"2008-05-11T16:40:25","modified_gmt":"2008-05-11T16:40:25","slug":"cardeal-saraiva-martins-deixa-apelo-pelas-familias-em-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cardeal-saraiva-martins-deixa-apelo-pelas-familias-em-fatima\/","title":{"rendered":"Cardeal Saraiva Martins deixa apelo pelas fam\u00edlias em F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia v\u00ea reconhecida a heroicidade das virtudes do seu fundador, Mons. Alves Br\u00e1s <!--more--> Este Domingo, 11 de Maio de 2008, Dia de Pentecostes,  a Eucaristia Internacional no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima foi presidida pelo Cardeal D. Jos\u00e9 Saraiva Martins, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos, que se encontra desde ontem em F\u00e1tima a participar no Encontro Nacional do Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia, institui\u00e7\u00e3o que este ano celebra 75 anos de exist\u00eancia e que viu em 15 de Mar\u00e7o de 2008 reconhecida por Bento XVI a heroicidade das virtudes do seu fundador, Mons. Joaquim Alves Br\u00e1s. O decreto da heroicidade do fundador das Cooperadoras da Fam\u00edlia foi lido hoje no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, seguindo-se uma salva de palmas pelo numeroso grupo de peregrinos presente no Recinto de Ora\u00e7\u00e3o. Foi assinalada a sua heroicidade na \u201cvigorosa procura de perfei\u00e7\u00e3o que cultivou desde crian\u00e7a\u201d.  Durante a homilia , o Cardeal Saraiva Martins, presidente da Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional Anivers\u00e1ria de 12 e 13 de Maio de 2008, afirmou que &#8220;o testemunho da vida de Mons. Joaquim Alves Br\u00e1s \u00e9 de tal modo eloquente que n\u00e3o podemos deixar de agradecer a Deus a sua obra e de nos abrirmos, como ele, \u00e0s m\u00faltiplas tarefas da evangeliza\u00e7\u00e3o, em especial das fam\u00edlias&#8221;. Mons. Alves Br\u00e1s, recordou o prelado, &#8220;desde os primeiros tempos de sacerd\u00f3cio, descobriu que a fam\u00edlia era fundamental para a sociedade e para a Igreja: como c\u00e9lula da vida e da educa\u00e7\u00e3o e como espa\u00e7o de paz e de santidade&#8221;. Ainda sobre o sacerdote considerado &#8220;o ap\u00f3stolo da fam\u00edlia&#8221;, o Cardeal portugu\u00eas recordou que \u201ca obra (de Mons. Br\u00e1s)  emerge na d\u00e9cada dos anos 30, tendo como pilares estruturantes a Secularidade e a Espiritualidade. Sem virar costas ao mundo, antes metidas no meio dele, as cooperadoras ter\u00e3o como tarefa mostrar a centralidade de Deus e da pessoa humana na nossa hist\u00f3ria. \u00c9 uma verdade, que testemunhada com alegria e confian\u00e7a, define um estilo de vida pessoal e constitui um servi\u00e7o ao pr\u00f3prio mundo\u201d.  No total procederam \u00e0 sua inscri\u00e7\u00e3o no Servi\u00e7o de Peregrinos do Santu\u00e1rio como participantes nesta Eucaristia outros 27 grupos provenientes de doze pa\u00edses. <i>LeopolDina Sim\u00f5es, Sala de Imprensa do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima<\/i>  <b>Mons. Alves Br\u00e1s<\/b> Tra\u00e7os Biogr\u00e1ficos   Monsenhor Joaquim Alves Br\u00e1s nasceu a 20 de Mar\u00e7o de 1899, na aldeia de Casegas, concelho da Covilh\u00e3, junto da serra da Estrela. Cresceu num ambiente familiar onde se respirava o amor a Deus e ao pr\u00f3ximo, e onde se vivia uma vida de s\u00e3 conviv\u00eancia, fidelidade e partilha de trabalho, de responsabilidades e deveres, que muito influenciaram a sua educa\u00e7\u00e3o marcada, desde o in\u00edcio, pela pedagogia do exemplo, do ensinamento e da mais salutar exig\u00eancia, a toda a prova.   Tal educa\u00e7\u00e3o, imprimiu-lhe, desde muito cedo, tra\u00e7os de um car\u00e1cter firme e decidido, profundamente crente, din\u00e2mico, empreendedor, sacrificado, corajoso e com um grande sentido de justi\u00e7a, de verdade e de caridade, que influenciaram toda a sua vida e ac\u00e7\u00e3o. Em 19 de Novembro de 1917, depois de superadas muitas dificuldades, que lhe advieram sobretudo de uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, que o acometeu e reteve no leito dos 11 aos 14 anos, deu entrada no Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, da Diocese da Guarda, a fim de realizar o grande sonho da sua vida &#8211; ser Padre, ao menos por um ano.    A 19 de Julho de 1925, um ano antes do tempo previsto, recebeu a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal, na capela do Pa\u00e7o Episcopal da Guarda tendo, com a maior alegria, celebrado a sua primeira Missa, logo no dia seguinte &#8211; 20 de Julho. A partir desse dia, pode-se dizer que se abriu um novo cap\u00edtulo na sua vida, cap\u00edtulo esse que foi escrito a letras de oiro e de fogo, que nunca mais se apagaram nem apagar\u00e3o, porque escritas nos cora\u00e7\u00f5es de todos os que, de alguma forma, j\u00e1 beneficiaram da sua ac\u00e7\u00e3o de Bem-fazer.   Tendo sido logo nomeado P\u00e1roco da aldeia de Donas, concelho do Fund\u00e3o, exerceu esse cargo, juntamente com o de confessor do Semin\u00e1rio do Fund\u00e3o, com a maior dilig\u00eancia e sabedoria espiritual, durante cinco anos, at\u00e9 que a doen\u00e7a o voltou a visitar, fazendo-o mudar de rumo. Deste modo, em Setembro de 1930, \u00e9 nomeado Director Espiritual do Semin\u00e1rio Maior da Guarda. Sacerdote zeloso e profundamente sens\u00edvel aos problemas da sociedade do seu tempo, nomeadamente a problem\u00e1tica da fam\u00edlia, depressa se apercebeu, nos contactos que fazia, das grandes car\u00eancias e situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria que atingiam os mais pobres dos pobres: os famintos de p\u00e3o material, cultural e espiritual. Sempre atento \u00e0 voz do Esp\u00edrito Santo que o marcou com os seus dons e particular carisma, sentiu-se enviado a uma miss\u00e3o, muito concreta, mas de longo alcance.    Ao servi\u00e7o da Fam\u00edlia  Assim, metendo m\u00e3os ao trabalho, com o olhar e o cora\u00e7\u00e3o sempre fixos em Deus, fundou: &#8211; Em 1931, a Obra de Santa Zita, uma associa\u00e7\u00e3o que visava promover, formar e amparar jovens do sexo feminino que se dedicavam ao servi\u00e7o da fam\u00edlia, como auxiliares ou empregadas dom\u00e9sticas, naquele tempo designadas por criadas de servir, e que \u00e9 hoje, uma Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social, de largo alcance neste e noutros campos de forma\u00e7\u00e3o, previd\u00eancia e assist\u00eancia, em prol do apoio aos mais carenciados, na linha da fam\u00edlia.    Em 1933, o Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia &#8211; um Instituto de vida consagrada, cujo carisma e miss\u00e3o \u00e9 o cuidado da santifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, atrav\u00e9s dos necess\u00e1rios apoios, entre os quais os prestados pelas obras mencionadas de que o Instituto \u00e9 o garante, aos mais diversos n\u00edveis.    Em 1960, os Centros de Coopera\u00e7\u00e3o Familiar e, em 1962, o Movimento por um Lar Crist\u00e3o, que concorrem, de modos diferentes, para o mesmo fim: cooperar com a fam\u00edlia, enquanto c\u00e9lula fundamental da Igreja e da sociedade, na realiza\u00e7\u00e3o da sua sublime voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. No m\u00eas em que fazia 67 anos, cheio de vigor e em plena actividade, morre, v\u00edtima de um acidente de via\u00e7\u00e3o. Era o dia 13 de Mar\u00e7o de 1966.  <I>Lu\u00eds Filipe Santos    FOTO: Lusa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia v\u00ea reconhecida a heroicidade das virtudes do seu fundador, Mons. 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