{"id":318131,"date":"2024-03-20T09:50:49","date_gmt":"2024-03-20T09:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=318131"},"modified":"2024-03-19T12:54:51","modified_gmt":"2024-03-19T12:54:51","slug":"sera-a-missa-uma-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sera-a-missa-uma-seca\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 a missa uma seca?"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre V\u00edtor Pereira, Diocese de Vila Real\u00a0<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-268285 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/PeVitor-Pereira-vila-real.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>De vez em quando, l\u00e1 v\u00e3o deixando escapar: \u00abeu at\u00e9 ia \u00e0 missa, mas aquilo tamb\u00e9m \u00e9 sempre a mesma coisa, a missa \u00e9 uma seca\u00bb. At\u00e9 os pais que t\u00eam os filhos na catequese, quando questionados sobre o esc\u00e2ndalo que \u00e9 andar na catequese e n\u00e3o ir \u00e0 missa &#8211; eu digo mesmo esc\u00e2ndalo, porque catequese que n\u00e3o chega \u00e0 missa do Domingo e \u00e0 comunidade \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma catequese incoerente e sem sentido, \u00e9 uma catequese de pernas para o ar &#8211; l\u00e1 v\u00e3o dizendo tamb\u00e9m: \u00abO meu filho diz que a missa \u00e9 uma seca\u00bb. N\u00e3o \u00e9 o filho que diz. De certeza que j\u00e1 o ouviu muitas vezes aos pais e no seu grupo de amigos e at\u00e9 da boca de muitas pessoas que se dizem cem por cento cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>Saber\u00e3o muitos cat\u00f3licos por que \u00e9 que se vai \u00e0 Missa e como se deve ir \u00e0 Missa? \u00c9 um sacril\u00e9gio dizermos uma coisa destas! Como \u00e9 poss\u00edvel que a celebra\u00e7\u00e3o do maior acontecimento da vida de Jesus Cristo, logo tamb\u00e9m dos crist\u00e3os, que trouxe salva\u00e7\u00e3o, vida nova, liberta\u00e7\u00e3o, paz e reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida de todos e do mundo, seja visto como uma seca? Como \u00e9 poss\u00edvel que a atualiza\u00e7\u00e3o do maior gesto de amor que jamais algu\u00e9m teve pelos outros e pela humanidade seja encarado quase como insignificante e merecedor de desprezo? Como \u00e9 poss\u00edvel que crist\u00e3os que receberam o batismo e aprofundaram a sua f\u00e9 na catequese (ser\u00e1 que sim?) n\u00e3o tenham gosto em estar com Jesus Cristo ressuscitado na Eucaristia e ouvir a sua palavra, e n\u00e3o tenham gosto de se encontrar uns com os outros, \u00e0 volta daquele que \u00e9 a fonte da vida? Como \u00e9 poss\u00edvel?<\/p>\n<p>Na verdade, este pobre e triste desabafo de muitos crist\u00e3os p\u00f5e a nu, mais uma vez, a falta de forma\u00e7\u00e3o, a falta de maturidade e a falta de espiritualidade de muitos crist\u00e3os, que nunca, possivelmente, na sua vida entenderam uma missa, que muito provavelmente foram \u00abobrigados a ir \u00e0 missa\u00bb, mas nunca entraram na beleza do seu mist\u00e9rio. Temos assim muitos crist\u00e3os. A missa acaba por sofrer com alguns defeitos deste tempo: aus\u00eancia de vida interior e de espiritualidade, falta de ora\u00e7\u00e3o e de contempla\u00e7\u00e3o na vida das pessoas, dificuldade em fazer e viver o sil\u00eancio, pouca reflex\u00e3o e incapacidade para pensar, falta de aten\u00e7\u00e3o e de concentra\u00e7\u00e3o, indisciplina mental, t\u00e9dio pelo excesso de oferta, afastamento da linguagem simb\u00f3lica. Para al\u00e9m disto, temos depois as caracter\u00edsticas deste tempo, que n\u00e3o deixam entrar na viv\u00eancia da eucaristia: individualismo, que tolda e atrofia a capacidade de se viver para um ideal e de pensar e viver para os outros, para a comunidade; o hedonismo, que confunde alegria e festa e at\u00e9 celebra\u00e7\u00e3o s\u00f3 com euforia, prazer, sensa\u00e7\u00e3o e divers\u00e3o; a valoriza\u00e7\u00e3o excessiva do movimento, que vai convencendo tudo e todos que s\u00f3 aquilo que p\u00f5e as pessoas aos pulos e aos gritos \u00e9 que tem gra\u00e7a, sendo at\u00e9 \u00aboriginal\u00bb e \u00abinovador\u00bb, sendo o seu contr\u00e1rio uma \u00abseca\u00bb ou cinzentismo. Enfim, a textura da suave superficialidade que vai reinando um pouco na vida de todos.<\/p>\n<p>Saber\u00e3o muitos crist\u00e3os o que v\u00e3o fazer \u00e0 missa? A Eucaristia \u00e9 o sacramento central da vida dos crist\u00e3os e da vida da Igreja. Como diz o Vaticano II, ela \u00e9 o cume e a fonte da vida da Igreja: \u00e9 dela que parte e nasce a vida do crist\u00e3o e da Igreja e \u00e9 para chegar a ela que tudo se faz e desenvolve. Foi institu\u00edda por Jesus Cristo (n\u00e3o somos n\u00f3s os donos e os protagonistas da eucaristia) para celebrarmos o principal acontecimento da sua vida, o seu sacrif\u00edcio na cruz e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, e para Ele mesmo se encontrar e alimentar, fortalecer e constituir a sua Igreja. Em ordem a isto, est\u00e1 organizada em duas partes, em duas mesas, de que somos os felizes convidados: liturgia da palavra, em que nos \u00e9 servido o p\u00e3o da Palavra de Deus, para ser escutada, ruminada e vivida por todos, e a liturgia eucar\u00edstica, parte em que se atualiza o sacr\u00edfico e a entrega de Jesus a Deus Pai na cruz, ao qual nos unimos com a nossa vida, o nosso ofert\u00f3rio, e em que damos gra\u00e7as a Deus e apresentamos a Deus as necessidades da Igreja e do mundo, atingindo esta parte o seu ponto culminante na comunh\u00e3o, momento em que a Igreja \u00e9 unida a Cristo e constitu\u00edda como seu corpo e se torna Povo de Deus. Repare-se no que celebramos em cada Eucaristia!<\/p>\n<p>Muitos crist\u00e3os argumentar\u00e3o que at\u00e9 t\u00eam consci\u00eancia dos grandes momentos e dos grandes acontecimentos da Eucaristia, mas que fica sempre a sensa\u00e7\u00e3o que \u00e9 sempre a mesma coisa. N\u00e3o \u00e9, meus amigos. Em cada Eucaristia \u00e9-nos servida uma palavra sempre diferente, sempre nova e interpeladora, e cada Eucaristia \u00e9 sempre um novo encontro e uma nova a\u00e7\u00e3o de Cristo em n\u00f3s. Se calhar, muito provavelmente, o problema est\u00e1 em n\u00f3s, que n\u00e3o vivemos uma vida centrada em Jesus Cristo e no seu Evangelho e vamos para a Missa sem motiva\u00e7\u00e3o, sem vontade em estar com Cristo e de receber dele para viver melhor e sem vontade para crescer e viver mais para Deus, para os outros e para Igreja. \u00c9 verdade que ela se celebra sempre da mesma forma, mas n\u00e3o \u00e9 sempre a mesma coisa. Nem tudo que se faz sempre da mesma maneira \u00e9 uma seca. Se assim fosse, ent\u00e3o temos de chegar \u00e0 triste e desoladora constata\u00e7\u00e3o de que toda a nossa vida \u00e9 uma seca: dormimos todos os dias na mesma cama, comemos todos os dias na mesma mesa, habitamos sempre na mesma casa, vamos todos os dias ao mesmo caf\u00e9, estudamos sempre na mesma escola, juntamo-nos sempre nas mesmas ruas e nos mesmos lugares, celebramos os anos sempre da mesma maneira, fazemos tanta coisa sempre da mesma maneira. E, no entanto, a nossa vida n\u00e3o \u00e9 uma seca. Importa, sobretudo, \u00e9 o sentido, a motiva\u00e7\u00e3o e a finalidade que pomos naquilo que fazemos.<\/p>\n<p>Em tempos, o arcebispo de Nova Iorque contava: \u00abUm homem contou-me, uma vez, sobre o seu jantar de domingo em fam\u00edlia, a melhor parte da semana enquanto cresceu. A comida era \u00f3tima, porque a sua m\u00e3e cozinhava t\u00e3o bem, e todos eram muito felizes, porque o pai estava sempre presente! Mesmo depois de casar e de ter os seus pr\u00f3prios filhos, todos iam a casa dos pais para aquele jantar de domingo. Quando os filhos ficaram um pouco mais velhos, perguntaram se &#8220;tinham de ir,&#8221; porque \u00e0s vezes achavam o jantar um bocado &#8220;chato&#8221;. Sim, respondia, t\u00eam que ir, porque n\u00e3o vamos pela comida, mas por causa do amor, porque a m\u00e3e e o pai est\u00e3o l\u00e1! Sentia uma ang\u00fastia enquanto se lembrava que, conforme a m\u00e3e e o pai foram envelhecendo, a comida j\u00e1 n\u00e3o era assim t\u00e3o boa e nem a companhia era t\u00e3o agrad\u00e1vel, mas ele nunca faltou, porque aquele acontecimento de domingo tinha uma enorme profundidade de sentido mesmo quando a m\u00e3e queimava a lasanha e o pai dormitava. E agora, concluiu, daria tudo para estar l\u00e1 novamente, porque a m\u00e3e morreu e o pai est\u00e1 num lar. Por isso, ele e a sua mulher s\u00e3o agora os anfitri\u00f5es e esperam ansiosamente que, um dia, os seus filhos tragam tamb\u00e9m os seus c\u00f4njuges e os seus pr\u00f3prios filhos para a sua mesa ao domingo. \u00c9 que o valor daquele jantar de domingo n\u00e3o depende de qu\u00e3o boa \u00e9 a comida; de qu\u00e3o caro \u00e9 o vinho; de qu\u00e3o interessante \u00e9 a conversa. Tudo isso ajuda, com certeza, mas \u00e9 o acontecimento em si que tem o real valor\u00bb.<\/p>\n<p>Este homem diz-nos a todos como sabia sempre bem aquele encontro e aquele jantar sagrado, \u00e0 volta do pai e da m\u00e3e. Que saudades sentia daquele jantar! Era sempre no mesmo dia e da mesma maneira, mas era sempre novo. Daria tudo para estar l\u00e1 novamente, todos os Domingos, com o pai e a m\u00e3e. Como eram t\u00e3o bons aqueles momentos familiares! Experimentavam e aprofundavam a alegria de serem fam\u00edlia e de se terem uns aos outros. \u00c9 at\u00e9 aqui que muitos crist\u00e3os ainda n\u00e3o chegaram.<\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia, celebramos a admir\u00e1vel obra de Jesus Cristo e o grande amor de Deus pela humanidade. Como celebra\u00e7\u00e3o sagrada, ela tem de ser express\u00e3o do sagrado, do transcendente e da santidade de Deus. N\u00e3o podemos ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de a querermos domesticar como muito bem nos apetece, com inven\u00e7\u00f5es e improvisos tontos e com teatralidade para divertir, intoxicando-a com o ru\u00eddo do mundo e com a nossa mediocridade. Ela n\u00e3o \u00e9 nossa, \u00e9 de Cristo e para ser sempre express\u00e3o da beleza e da grandeza do seu amor e da sua vida. No livro \u00abDi\u00e1logos Sobre a F\u00e9\u00bb, o Cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, afirma: \u00abA liturgia n\u00e3o \u00e9 um show, um espet\u00e1culo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia n\u00e3o vive de surpresas simp\u00e1ticas, de inven\u00e7\u00f5es cativantes, mas de repeti\u00e7\u00f5es solenes. N\u00e3o deve exprimir a atualidade e o seu ef\u00e9mero, mas o mist\u00e9rio do sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda a comunidade para ser realmente sua. \u00c9 um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de efic\u00e1cia espetacular, de entretenimento. Desse modo, por\u00e9m, terminou por dispersar o proprium lit\u00fargico, que n\u00e3o deriva daquilo que n\u00f3s fazemos, mas do facto de que acontece. Algo que n\u00f3s todos juntos n\u00e3o podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma for\u00e7a, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta \u00e9 o absolutamente Outro que, atrav\u00e9s da comunidade (que n\u00e3o \u00e9, portanto, dona, mas serva, mero instrumento), chega at\u00e9 n\u00f3s.\u00bb N\u00e3o \u00e9 a eucaristia que \u00e9 uma seca. N\u00f3s \u00e9 que talvez andemos secos e acabamos por espalhar a nossa secura em tudo o que tocamos e vivemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre V\u00edtor Pereira, Diocese de Vila Real\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":268285,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-318131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/268285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=318131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=318131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}