{"id":31731,"date":"2008-05-06T12:28:39","date_gmt":"2008-05-06T12:28:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/06\/e-em-nome-do-espirito-santo\/"},"modified":"2008-05-06T12:28:39","modified_gmt":"2008-05-06T12:28:39","slug":"e-em-nome-do-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-em-nome-do-espirito-santo\/","title":{"rendered":"E em nome do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p>Se a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o cartaz da Hist\u00f3ria, a Hist\u00f3ria \u00e9 a fonte fecunda de ideias e acontecimentos que merecem ser lembradas para sempre, ainda que, uma vez quer outra, a mesma Hist\u00f3ria reclame novas peregrina\u00e7\u00f5es na rota do tempo e da tradi\u00e7\u00e3o para que se reavive a mem\u00f3ria. Assim aconteceu desde que, j\u00e1 em 1989, se realizou na Casa dos A\u00e7ores o l\u00ba Congresso sobre o Esp\u00edrito Santo, e a implanta\u00e7\u00e3o do seu culto no territ\u00f3rio portugu\u00eas; e com os portugueses, em terras que se costumavam dizer &#8220;d\u00b4aqu\u00e9m e d\u00b4al\u00e9m mar&#8221;, desde as ilhas do Atl\u00e2ntico ao Brasil, Jap\u00e3o, \u00cdndia e norte Am\u00e9rica, com os emigrantes na sequ\u00eancia dos navegadores. Em 1980 um pequeno grupo de cidad\u00e3os fortemente empenhados numa alian\u00e7a-quadrin\u00f3mio: Hist\u00f3ria, Tradi\u00e7\u00e3o, Cultura e Religi\u00e3o, envolveu-se na cria\u00e7\u00e3o de um Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Fen\u00f3menos Religiosos (CIFR) que se debru\u00e7ou em trabalhos de pesquisa e an\u00e1lise em tudo quanto fosse terra de, e com, portugueses. Em 1992, na Universidade da Beira Interior (UBI &#8211; Covilh\u00e3) criou-se um Semin\u00e1rio, e que, sob orienta\u00e7\u00e3o do a\u00e7oreano Prof. Costa Garcia, se dedicou a um estudo de pesquisa e an\u00e1lise exaustiva sobre o culto do Esp\u00edrito Santo e as organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias na Cova da Beira. Em 1996, o CIFER assina um acordo com a Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, aceitando a Faculdade de Teologia dar, em 1997, a um Congresso cient\u00edfico-doutrin\u00e1rio sobre o tema. Em 1998 ganha corpo o II Congresso sobre o Esp\u00edrito Santo, mas conotado com as Miseric\u00f3rdias Portuguesas e que se cumpriu, com \u00eaxito e generosos ecos na Universidade da Covilh\u00e3, e em conota\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o densa e activa da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas. Em 2001 publicam-se as Actas do referido Congresso, onde intervieram te\u00f3logos, historiadores, soci\u00f3logos, biblistas e especialistas em outros diversos ramos do saber: tradicionalistas, folcloristas e &#8220;ca\u00e7adores&#8221; como tamb\u00e9m contadores de lendas e hist\u00f3rias, e ressaltando em tudo a Hist\u00f3ria no cora\u00e7\u00e3o da lenda, e a lenda como aur\u00e9ola da hist\u00f3ria. Fizeram-se inqu\u00e9ritos por todo o pa\u00eds; e, sobretudo atrav\u00e9s das Miseric\u00f3rdias, apurou-se que as tradicionais e populares Santas Casas eram, na sua maioria, a mem\u00f3ria e herdeiras da Confrarias, Imp\u00e9rios do Esp\u00edrito Santo em todo o espa\u00e7o lusitano, designadamente na Beira, ao longo do Z\u00eazere at\u00e9 ao Tejo &#8211; e a prop\u00f3sito do que o historiador Jaime Cortes\u00e3o chamava ao rio Z\u00eazere o &#8220;Rio do Esp\u00edrito Santo&#8221;. E tamb\u00e9m na regi\u00e3o do Oeste, assim como em tudo quanto tivessem sido &#8220;terras da Rainha Santa&#8221;, o culto mem\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo  teve &#8220;imp\u00e9rios&#8221; e &#8220;bodos&#8221; e cortejos; como o dos tabuleiros em Tomar \u00e9 ainda disso mem\u00f3ria. Em 2004, e por iniciativa da Torre do Tombo, uma generosa equipa de investigadores e int\u00e9rpretes, levam a cabo uma densa rede de inqu\u00e9ritos e investiga\u00e7\u00f5es, dando origem a um magn\u00edfico Tomo, graficamente bem equacionado e literariamente de muito apreci\u00e1vel texto assinado por uma elite de investigadores e int\u00e9rpretes de Tombos e Documentos de teor paracletiano. Em 2005, mas de \u00e2mbito e impacto mais regional, realizou-se o Congresso do Esp\u00edrito Santo em Santar\u00e9m, e do qual foi publicado um album-memorial sobre o evento: &#8220;O Divino Esp\u00edrito Santo &#8211; a hist\u00f3ria e a festa&#8221;, com base numa exposi\u00e7\u00e3o documental e iconogr\u00e1fica abrangendo mem\u00f3rias iconogr\u00e1ficas da Diocese. Finalmente em 2006, Alenquer alvoro\u00e7ou-se com j\u00fabilo e m\u00e9rito, porque recuperou mem\u00f3ria, e fez festa do maior j\u00fabilo, ao descobrir que, afinal, foi ali o ber\u00e7o do culto, dos imp\u00e9rios e dos bodos do Esp\u00edrito Santo, com a Rainha Santa Isabel. Desta forma, o Esp\u00edrito Santo, bem como o seu culto, hoje t\u00e3o em vias de ser reavivado como merece &#8211; e \u00e9 preciso &#8211; Fonte de Caridade, alma de Fraternidades (Irmandades, Confrarias, Corpora\u00e7\u00f5es) cumpre e anima o que de melhor j\u00e1 se registou na hist\u00f3ria, como quando o Papa Inoc\u00eancio III, j\u00e1 no seu tempo, promoveu a cria\u00e7\u00e3o do Grande Hospital do Esp\u00edrito Santo, em Roma, &#8211; e bem perto do Vaticano &#8211; lhe chamou e o classificou como &#8220;Gin\u00e1sio da Caridade Crist\u00e3&#8221;. S\u00f3 por isso h\u00e1 tudo a merecer e a ganhar, para que um reavivar do culto e festa do Esp\u00edrito Santo seja uma quase &#8220;cruzada-paix\u00e3o-religi\u00e3o&#8221;, a trazer uma aur\u00e9ola de luz nova aquilo que ainda hoje chamamos &#8220;tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, mas a precisar de uma alma nova. <i>Manuel Ferreira da Silva<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o cartaz da Hist\u00f3ria, a Hist\u00f3ria \u00e9 a fonte fecunda de ideias e acontecimentos que merecem ser lembradas para sempre, ainda que, uma vez quer outra, a mesma Hist\u00f3ria reclame novas peregrina\u00e7\u00f5es na rota do tempo e da tradi\u00e7\u00e3o para que se reavive a mem\u00f3ria. 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