{"id":31730,"date":"2008-05-06T12:25:41","date_gmt":"2008-05-06T12:25:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/06\/as-festas-do-imperio-do-divino-espirito-santo-de-alenquer\/"},"modified":"2008-05-06T12:25:41","modified_gmt":"2008-05-06T12:25:41","slug":"as-festas-do-imperio-do-divino-espirito-santo-de-alenquer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/as-festas-do-imperio-do-divino-espirito-santo-de-alenquer\/","title":{"rendered":"As Festas do Imp\u00e9rio do Divino Esp\u00edrito Santo de Alenquer"},"content":{"rendered":"<p>Foi no tempo da Rainha Santa Isabel, quando esta esteve com resid\u00eancia fixa em Alenquer, que surgiram as primeiras Festas do Esp\u00edrito Santo. Influenciada pelo esp\u00edrito da comunidade franciscana existente em Alenquer, a Rainha Santa funda as Festas n\u00e3o apenas para prestar culto \u00e0 terceira pessoa da Sant\u00edssima Trindade mas tamb\u00e9m para, por meio delas, assistir aos mais pobres, cujas necessidades estavam sempre presentes em seu cora\u00e7\u00e3o. De Alenquer, o culto e as Festas irradiaram para onde quer que existisse uma comunidade de portugueses, subsistindo ainda hoje em todas as ilhas dos A\u00e7ores, na Madeira, no Brasil, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, no Canad\u00e1, no Hawai, nas ilhas de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, e at\u00e9 mesmo no Oriente, como em Marg\u00e3o, na \u00cdndia, para al\u00e9m de outros lugares de Portugal Continental, com destaque para o Penedo, em Sintra, ou para as c\u00e9lebres Festas dos Tabuleiros, em Tomar. Com o passar dos anos, as Festas do Esp\u00edrito Santo de Alenquer foram decaindo, at\u00e9 que, depois de um per\u00edodo de realiza\u00e7\u00e3o intermitente, aconteceram pela \u00faltima vez em 1945. Em 2007, por influ\u00eancia que j\u00e1 vinha de h\u00e1 algum tempo atr\u00e1s do ent\u00e3o Bispo Auxiliar de Lisboa, e actual Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, Alenquer retomou essas seculares festividades em honra do Esp\u00edrito Santo. Por\u00e9m, n\u00e3o se quis simplesmente recuperar e reconstituir historicamente as Festas do passado. Pretendeu-se captar o sentido de ent\u00e3o, para lhe dar uma adequada concretiza\u00e7\u00e3o no presente, fazendo das actuais Festas do Imp\u00e9rio do Divino Esp\u00edrito Santo de Alenquer um acontecimento aglutinador, capaz de congregar as mais diversas for\u00e7as vivas do concelho, celebrando tudo aquilo que se faz em prol do bem comum e da dignifica\u00e7\u00e3o humana, nas artes ou na cultura, no desporto ou no lazer, sob o lema \u201cO Esp\u00edrito sopra onde quer!\u201d. Nesta perspectiva, as renovadas Festas do Esp\u00edrito Santo assentam sobretudo em tr\u00eas grandes pilares. <b>Festas Pascais<\/b> Em primeiro lugar elas s\u00e3o eminentemente Festas Pascais e, nesse sentido, n\u00e3o se reduzem ao dia de Pentecostes, embora tenham a\u00ed o seu cume, nem se esgotam num \u00fanico fim-de-semana. Preenchem todo o Tempo Pascal, qual \u00abgrande Domingo\u00bb como nos ensina Santo Atan\u00e1sio. Inaugurando-se no pr\u00f3prio Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o, as Festas marcam presen\u00e7a, sobretudo com eventos de car\u00e1cter cultural, em todos os demais Domingos da P\u00e1scoa. Assim como na Quaresma as prociss\u00f5es dos Passos ou do Enterro, as Vias-Sacras e tantas outras devo\u00e7\u00f5es, valorizam e procuram dar sentido a esse tempo lit\u00fargico, assim as Festas do Esp\u00edrito Santo pretendem preencher o Tempo Pascal com a alegria, o esp\u00edrito e os sentimentos pr\u00f3prios desse Tempo e, no caso, extravasando at\u00e9 a pr\u00f3pria comunidade crist\u00e3. <b>Solidariedade e ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito<\/b> Em segundo lugar, as Festas do Esp\u00edrito Santo procuram valorizar tudo aquilo que de bom se faz no concelho de Alenquer, contrapondo a uma vis\u00e3o pessimista e derrotista do tempo presente a esperan\u00e7a crist\u00e3 num mundo melhor que pode ser constru\u00eddo a partir da solidariedade entre os homens de boa vontade, se estes se deixarem conduzir \u2013 mesmo que inconscientemente \u2013 pela for\u00e7a renovadora e recriadora do Esp\u00edrito Santo, o qual \u201csopra onde quer!\u201d. E, assim, um dos momentos altos das Festas ocorre no s\u00e1bado, v\u00e9spera do Pentecostes, quando, na chamada \u201cFesta da Solidariedade\u201d, as dezasseis freguesias do concelho transformam em espect\u00e1culo uma aut\u00eantica mostra viva do bem-fazer que colectividades, associa\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es, grupos, e at\u00e9 pessoas individuais, desenvolvem nas suas terras em prol da comunidade local. <b>As prociss\u00f5es e o bodo<\/b> O terceiro grande pilar das renovadas Festas do Esp\u00edrito Santo s\u00e3o as prociss\u00f5es e o bodo. Na v\u00e9spera do Pentecostes, a Prociss\u00e3o da Luz ilumina a noite alenquerense, enchendo de beleza as pitorescas ruelas da vila \u2013 express\u00e3o, afinal, da luz e da beleza do Esp\u00edrito \u2013 e culminando com a celebra\u00e7\u00e3o da Vig\u00edlia de Pentecostes. No Domingo de Pentecostes, \u00e0 Missa segue-se a tradicional Prociss\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que, desembocando justamente no Largo do Esp\u00edrito Santo, a\u00ed termina com o grande Bodo. No passado era o bodo oferecido aos pobres. Hoje \u00e9 o bodo oferecido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o inteira e, bem assim, aos forasteiros, suscitando o conv\u00edvio fraterno pr\u00f3prio de uma refei\u00e7\u00e3o, capaz de superar as diferen\u00e7as de ra\u00e7as, de convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, de condi\u00e7\u00f5es sociais, de n\u00edveis culturais, e mesmo de credos religiosos, transformando as diferen\u00e7as em riqueza de diversidade e abrindo o cora\u00e7\u00e3o ao trabalhar do Esp\u00edrito Santo. Porque, afinal, \u201cO Esp\u00edrito sopra onde quer!\u201d. <i>Duarte Jo\u00e3o Ayres d\u2019Oliveira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no tempo da Rainha Santa Isabel, quando esta esteve com resid\u00eancia fixa em Alenquer, que surgiram as primeiras Festas do Esp\u00edrito Santo. 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