{"id":31729,"date":"2008-05-06T12:22:44","date_gmt":"2008-05-06T12:22:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/06\/festa-do-bodo-em-sardoal\/"},"modified":"2008-05-06T12:22:44","modified_gmt":"2008-05-06T12:22:44","slug":"festa-do-bodo-em-sardoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festa-do-bodo-em-sardoal\/","title":{"rendered":"Festa do Bodo em Sardoal"},"content":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 11 de Maio &#8211; Domingo de Pentecostes realiza-se, na Vila de Sardoal, a Festa do Esp\u00edrito Santo ou Festa do Bodo, uma das festas mais antigas desta regi\u00e3o, cuja tradi\u00e7\u00e3o foi retomada em 1995 pela Par\u00f3quia de S. Tiago e S. Mateus de Sardoal, com o apoio da C\u00e2mara Municipal, Junta de Freguesia e Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Sardoal e de outras Institui\u00e7\u00f5es e pessoas singulares. A Festa do Esp\u00edrito Santo foi institu\u00edda em Portugal pela Rainha Santa Isabel, sendo prov\u00e1vel que no Sardoal remonte a essa \u00e9poca, dada a circunst\u00e2ncia de aquela Santa Soberana ter sido Donat\u00e1ria do Sardoal, a quem dedicou uma aten\u00e7\u00e3o especial, como comprovam alguns privil\u00e9gios que lhe concedeu por diversas cartas, algumas guardadas no Arquivo Municipal de Sardoal, a mais antiga de 20 de Janeiro de 1313. D. Afonso V, por carta dada em Santar\u00e9m em 18 de Janeiro de 1471, regulamenta alguns aspectos da sua organiza\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, faculta poderes e abre concess\u00f5es aos respectivos mordomos a quem chama imperadores das festas, o que denota bem a antiguidade e a import\u00e2ncia que as Festas do Esp\u00edrito Santo do Sardoal, j\u00e1 tinham h\u00e1 mais de quinhentos anos. No princ\u00edpio do s\u00e9culo XVII existia, no Sardoal, a Irmandade do Esp\u00edrito Santo, cujo compromisso foi confirmado por D.Filipe II (ANTT &#8211; Livro 28 de D. Filipe II, fls 225 v\u00ba). A Igreja do Esp\u00edrito Santo, cuja data de funda\u00e7\u00e3o se desconhece, foi objecto de obras de remodela\u00e7\u00e3o em 1603, situa-se na zona central da Vila de Sardoal, fronteira ao Edif\u00edcio dos Pa\u00e7os do Concelho, junto \u00e0 actual Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, que no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII se designava Pra\u00e7a Nova e \u00e9 um templo de arquitectura simples mas muito harmoniosa, em que se destaca o Ret\u00e1bulo do Pentecostes, a Imagem da Sant\u00edssima Trindade e uma Imagem de S.Francisco que deve ter sido ali colocada quando ruiu a antiqu\u00edssima Capela de S.Francisco, que ficava pr\u00f3xima da que ainda hoje se designa por Ponte de S.Francisco, adjacente ao Chafariz das Tr\u00eas Bicas. A Sant\u00edssima Trindade existente na Igreja do Esp\u00edrito Santo do Sardoal \u00e9 do tipo trono de gra\u00e7a (Guimar\u00e3es), forma iconogr\u00e1fica muito vulgar nos s\u00e9culos XV e XVI, em que era usual uma Trindade tric\u00e9fala que foi condenada no Conc\u00edlio de Trento, de que hoje se conhecem poucos exemplares, representando o Pai Eterno, sentado, segurando a Cruz sobre a qual pousa a Pomba do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 de pedra e \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o popular que lhe foi cortada a base, h\u00e1 muitos anos, retirando-lhe cerca de 80 quilos, porque se tornava muito dif\u00edcil o seu transporte na Prociss\u00e3o, que ainda hoje, mesmo assim, n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. A Festa do Esp\u00edrito Santo, mais conhecida como a Festa do Bodo, realizou-se com grande brilho e impon\u00eancia at\u00e9 cerca de 1860, vindo a decair a partir de 1935\/36. Mesmo j\u00e1 numa fase descendente, no princ\u00edpio deste s\u00e9culo ainda se matavam cinco bois e as mem\u00f3rias que se encontram registadas na imprensa regional da \u00e9poca, denotam a import\u00e2ncia local e regional que ainda mantinha. Na forma como foi retomada a partir de 1995 e, particularmente, em 1996 e 1997, procurou-se privilegiar a sua componente religiosa e recriar, simbolicamente, o Cortejo do Bodo, integrado na Prociss\u00e3o, para o qual foram recuperados a partir de um traje original, os fatos das Meninas do Bodo, que em 1997 foram j\u00e1 20. Ap\u00f3s a Missa e Prociss\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, realiza-se um almo\u00e7o partilhado, aberto a todos os visitantes. Devido aos elevados encargos da sua organiza\u00e7\u00e3o, a partir do ano de 2006 a Festa do Esp\u00edrito Santo ou do Bodo, passou a realizar-se de dois em dois anos. <i>Lu\u00eds Manuel Gon\u00e7alves, Vice-Presidente da C\u00e2mara Municipal de Sardoal<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 11 de Maio &#8211; Domingo de Pentecostes realiza-se, na Vila de Sardoal, a Festa do Esp\u00edrito Santo ou Festa do Bodo, uma das festas mais antigas desta regi\u00e3o, cuja tradi\u00e7\u00e3o foi retomada em 1995 pela Par\u00f3quia de S. Tiago e S. Mateus de Sardoal, com o apoio da C\u00e2mara Municipal, Junta de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,180],"class_list":["post-31729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-santarem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}