{"id":31724,"date":"2008-05-06T11:53:13","date_gmt":"2008-05-06T11:53:13","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/05\/06\/quantos-paes-tendes\/"},"modified":"2008-05-06T11:53:13","modified_gmt":"2008-05-06T11:53:13","slug":"quantos-paes-tendes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/quantos-paes-tendes\/","title":{"rendered":"\u00abQuantos p\u00e3es tendes?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Ainda haver\u00e1 lugar e tempo na alma para se ouvir falar de crise? H\u00e1 coisas que s\u00e3o mais que claras. O petr\u00f3leo, pai convencional da energia, calor, frio, movimento e tecnologia tem os po\u00e7os em alerta e os pre\u00e7os a disparar todos os dias. Entra-se pela terra dentro para, em vez do po\u00e9tico girassol, se extrair for\u00e7a de cavalos que arrastem toda a tralha de que se comp\u00f5e a vida moderna. A terra, \u00e1rida e triste, diz que n\u00e3o d\u00e1 para tudo. Daria, mas da forma como a repartiram s\u00f3 v\u00ea tombar \u00e1rvores &#8211; motores de respira\u00e7\u00e3o do planeta. Se se volta ao carv\u00e3o a sala comum da humanidade fica irrespir\u00e1vel, pior que uma c\u00e2mara de g\u00e1s. E mais. Nesta lista, j\u00e1 quase se n\u00e3o fala de carne, peixe, legumes ou leite. Fala-se de p\u00e3o, arroz, mandioca. Quem n\u00e3o lembra as crises de outrora que come\u00e7avam quando os pais diziam: &#8220;come muito p\u00e3o e pouco toucinho&#8221;? \u00c9 f\u00e1cil demais apanhar estes dados e arremess\u00e1-los simplesmente para os sistemas, as ideologias, os respons\u00e1veis pela agricultura ou economia. Mas os governos n\u00e3o podem ser os \u00faltimos a reconhecer que isto acontece. Ningu\u00e9m pode ignorar esta crise global, ainda que passageira. Entramos em mat\u00e9ria planet\u00e1ria onde um minuto de luz ou refrigera\u00e7\u00e3o a mais, a demora num duche ou na lavagem dos dentes tem repercuss\u00f5es na humanidade. Tem o mesmo pre\u00e7o, para o planeta, esbanjar num hotel de luxo ou numa cabana perdida de \u00c1frica. Aqui entram outros elementos. Este pre\u00e7o n\u00e3o \u00e9 igual para todos. O p\u00e3o falta na mesa de  muitos e sobeja muito na mesa de poucos. H\u00e1 algo de errado nas contas do mundo. Alguns crist\u00e3os, apenas inspirados no Evangelho, t\u00eam deixado sugest\u00f5es simples que nos podem questionar sobre o nosso comportamento face \u00e0 terra e aos bens, mas tamb\u00e9m abrir pistas concretas e poss\u00edveis, individual e comunitariamente. Por exemplo: a agricultura deve estar voltada para os bens alimentares; importa reformular o conceito de pobreza neste novo contexto; qualquer desperd\u00edcio deve ser considerado como um crime de assalto \u00e0 mesa dos pobres; refor\u00e7ar a vigil\u00e2ncia para as situa\u00e7\u00f5es de fome envergonhada; ter coragem de aceitar este momento como de crise sem que isso signifique uma derrota ou humilha\u00e7\u00e3o. Mas aceitar que n\u00e3o se trata duma cat\u00e1strofe natural. \u00c9 uma trag\u00e9dia  que todos ajud\u00e1mos a desencadear. E na consci\u00eancia, deixar bem clara a pergunta de Jesus diante da multid\u00e3o faminta: &#8220;Quantos p\u00e3es tendes&#8221;? <i>Ant\u00f3nio Rego<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda haver\u00e1 lugar e tempo na alma para se ouvir falar de crise? H\u00e1 coisas que s\u00e3o mais que claras. O petr\u00f3leo, pai convencional da energia, calor, frio, movimento e tecnologia tem os po\u00e7os em alerta e os pre\u00e7os a disparar todos os dias. 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