{"id":316898,"date":"2024-03-11T09:51:55","date_gmt":"2024-03-11T09:51:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=316898"},"modified":"2024-03-08T23:53:15","modified_gmt":"2024-03-08T23:53:15","slug":"vagar-em-evora-uma-mensagem-a-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vagar-em-evora-uma-mensagem-a-humanidade\/","title":{"rendered":"Vagar em \u00c9vora &#8211; Uma mensagem \u00e0 Humanidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-271042 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Sendo da Guarda, muito gosto eu da cidade de \u00c9vora. E, direi eu, quem n\u00e3o gosta de \u00c9vora ser\u00e1 porque n\u00e3o a conhece.<\/p>\n<p>\u00c9vora \u00e9 uma cidade branca pintada na planura alentejana, onde at\u00e9 o Sol \u00e9 branco. E, no ano transacto, n\u00e3o fui a \u00c9vora. N\u00e3o sei se me perdoo a mim mesmo por tal falha. Mas sei \u2013 disso n\u00e3o tenho a mais pequena d\u00favida \u2013 que ela continua branca, fidel\u00edssima \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o, ou mais branca ainda, esta cidade encantada que se elevou, h\u00e1 tempos, a Capital Europeia da Cultura. Com vagar saltou anos e voou para 2027. Mas vamos devagar, devagarinho, porque foi assim que \u00c9vora fez o caminho. Rima e \u00e9 verdade. Como \u00e9 verdade a rima de planura e brancura da \u00c9vora alentejana.<\/p>\n<p>A vida moderna imp\u00f5e tal ritmo de vida que n\u00e3o s\u00e3o os metros nem os quil\u00f3metros que medem a dist\u00e2ncia entre dois lugares. E n\u00e3o penso numa prova de atletismo ou na maratona, mas no dia-a-dia de qualquer trabalhador. A dist\u00e2ncia \u00e9 medida pelo tempo. Pelo tempo que se gasta de casa ao trabalho, ultrapassando, sempre com pressa, as filas e as esperas m\u00faltiplas do percurso: nas paragens do autocarro, na confus\u00e3o do tr\u00e2nsito e at\u00e9 numa passadeira enquanto um simples pe\u00e3o espera pelo boneco verde que d\u00ea autoriza\u00e7\u00e3o de passagem. Porque a decis\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 nossa, humanos que somos, mas das m\u00e1quinas que cri\u00e1mos que, se muito nos ajudam, tamb\u00e9m muito nos empurram nesta ladeira da tecnoci\u00eancia.<\/p>\n<p>Nos tempos correntes n\u00e3o s\u00e3o os metros nem os quil\u00f3metros a medida do espa\u00e7o. \u00c9 o tempo. \u00c9 o tempo que mede a dist\u00e2ncia entre o lugar onde se mora e o lugar para onde se vai. Poderemos n\u00e3o saber quantos quil\u00f3metros medeiam entre a Guarda e Lisboa, mas sabemos quanto tempo demora a viagem, de autom\u00f3vel, de autocarro ou de comboio. Poderemos n\u00e3o saber a quantos quil\u00f3metros de casa fica o lugar do trabalho, mas sabemos quanto tempo demoramos na viagem. \u00c9 o tempo que mede o espa\u00e7o. \u00c9 o tempo a moderna medida de comprimento.<\/p>\n<p>\u00c9vora vai ser Capital Europeia da Cultura em 2027, partilhada com a cidade de Liepaja, na Let\u00f3nia. As outras tr\u00eas cidades portuguesas, Aveiro, Braga e Ponta Delgada, que foram as outras tr\u00eas cidades finalistas, v\u00e3o ser entre 2024 e 2026, Capital Portuguesa da Cultura, como foi anunciado em tempo adequado. A Guarda, tamb\u00e9m candidata inicial, n\u00e3o chegou a ir \u00e0 final. Eu, que da Guarda sou, n\u00e3o me admirei. \u00c9 verdade minha, e n\u00e3o sei se de mais gente, que a candidatura da Guarda nunca foi assumida com aquela convic\u00e7\u00e3o de quem quer ganhar com real esperan\u00e7a. Digo verdade minha na esperan\u00e7a \u00e9tica de estar enganado e para apaziguar os \u00e2nimos de quantos a ela estiveram ligados.<\/p>\n<p>Apreciei e anotei as palavras do Presidente da C\u00e2mara de \u00c9vora, quando recebeu a feliz not\u00edcia para a sua cidade. E guardei a mensagem. Emocionado, Carlos Pinto de S\u00e1, declarou: \u00ab<em>Propusemos um conceito de &#8220;vagar&#8221; para a Europa porque entendemos que a Europa precisa desse vagar. Estamos numa encruzilhada e precisamos repensar a nossa sociedade, a nossa vida, a forma como vivemos, como nos juntamos, como procuramos a felicidade. E julgo que o vagar, que est\u00e1 radicado na identidade cultural alentejana, \u00e9 fundamental n\u00e3o apenas para o Alentejo, mas para o pa\u00eds e para a Europa. Insere-se exatamente nos valores que Europa aponta e que n\u00f3s aqui tamb\u00e9m apontamos por via da cultura.<\/em>\u00bb<\/p>\n<p>Estamos habituados a glosar criticamente com o \u00abvagar\u00bb alentejano, traduzido, quantas vezes, em anedotas pouco abonat\u00f3rias para os alentejanos. Mas agora s\u00e3o eles que nos d\u00e3o li\u00e7\u00f5es de humanidade quando podemos ler: \u00ab<em>Queremos afirmar o vagar como uma outra arte de exist\u00eancia para a Humanidade. Porque acreditamos que a criatividade do povo alentejano, o seu modo de ser e de viver podem contribuir para encontrar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, inclusivas e belas para os principais desafios que enfrentamos enquanto europeus<\/em>.\u00bb (Do spot publicit\u00e1rio de \u00c9vora). \u00c9 claro: \u00c9vora quer celebrar a lentid\u00e3o num mundo acelerado, enfrentando, com o \u00abvagar\u00bb, os desafios europeus, e afirmando a necessidade de \u00ab<em>uma outra arte de exist\u00eancia para a Humanidade<\/em>\u00bb. Verdadeiramente, um \u00abvagar\u00bb de ambi\u00e7\u00e3o e de coragem, este \u00abvagar\u00bb alentejano da cidade de \u00c9vora.<\/p>\n<p>O \u00abvagar\u00bb, eis a quest\u00e3o. Se n\u00e3o erro, o \u00abvagar\u00bb vem do latim \u201cvagare\u201d [andar sem destino] ou do \u201cvacari\u201d [estar vazio, desocupado, sem uso]. E a pergunta \u00e9: como \u00e9 que o vagar do \u201cestar vazio\u201d se pode transformar em plenitude cultural do ser? E como \u00e9 que o vagar do \u201candar sem destino\u201d pode ser virtude de direc\u00e7\u00e3o e sentido? \u00c9vora dar\u00e1 a resposta. Ela j\u00e1 come\u00e7ou a responder. Com vagar, \u00c9vora deu raz\u00e3o ao ditado: \u00abdevagar se vai ao longe\u00bb. \u00c9 bom vaguear por l\u00e1, pela cidade branca de \u00c9vora e aprender com ela a saborear o vagar do viver. Fecundo vagar alentejano que assim ensina a cantar.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o visitei novamente a cidade de \u00c9vora depois do acontecimento cultural que lhe deu nova visibilidade, que a far\u00e1 reviver, com vagar, o seu patrim\u00f3nio cultural, os saborosos manjares dos seus restaurantes e que uma dota\u00e7\u00e3o financeira de vinte e nove milh\u00f5es de euros far\u00e1 brilhar ainda mais a luz na sua brancura de raiz. \u00c9vora tem agora ainda tr\u00eas anos para que essa luz v\u00e1 entrando devagar nos seus espa\u00e7os para ficar ainda mais bela e apreciada.<\/p>\n<p>Em tempos que j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o ouvia-se com frequ\u00eancia dizer que \u00aba ociosidade \u00e9 a m\u00e3e de todos os v\u00edcios.\u00bb e os nossos antigos l\u00e1 saberiam as raz\u00f5es. Ou sabemos n\u00f3s, tamb\u00e9m. Quando assim saboreamos, com agrado, o vagar que colocou \u00c9vora no horizonte da cultura n\u00e3o fazemos a apologia da ociosidade. Anuncia-se, antes uma esp\u00e9cie de salva\u00e7\u00e3o de um modo de escravid\u00e3o do trabalho que nos rouba o tempo para viver, embora os dicion\u00e1rios nos d\u00eaem o \u201c\u00f3cio\u201d como sin\u00f3nimo de \u201cvagar\u201d. Sabendo n\u00f3s que n\u00e3o h\u00e1 sin\u00f3nimos perfeitos, importar\u00e1 aqui recordar que h\u00e1 o \u00f3cio da ociosidade e o \u00f3cio do vagar, cujos efeitos poder\u00e3o ser bem diferentes.<\/p>\n<p>Diz-se que aqueles s\u00e9culos do iluminismo grego antigo foi, em parte, propiciado pelo \u00f3cio. Seria um \u00f3cio fecundo. Um vagar social que, libertando o homem do trabalho, foi ocasi\u00e3o de desenvolvimento da reflex\u00e3o, da aten\u00e7\u00e3o virada para a admira\u00e7\u00e3o e a interroga\u00e7\u00e3o que propiciou a ci\u00eancia, a filosofia, e os problemas superiores da vida. E deu-se um salto na hist\u00f3ria da cultura no Ocidente. Um salto de tal ordem que, com propriedade ou sem ela, foi chamado \u00abmilagre grego\u00bb, express\u00e3o que se poder\u00e1 encontrar ainda nos livros da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Foi a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2024 que me veio lembrar esta \u00c9vora do \u201cvagar\u201d que nos convida a uma quietude interior. N\u00e3o abusando do paciente leitor, embora em cita\u00e7\u00e3o bastante longa, aqui deixo palavras papais: \u00ab<em>\u00c9 tempo de agir e, na Quaresma, \u201cagir \u00e9 tamb\u00e9m parar: parar em ora\u00e7\u00e3o\u201d, para acolher a palavra de Deus, e parar como o Samaritano \u201cem presen\u00e7a do irm\u00e3o ferido\u201d<\/em>.\u00bb \u00ab<em>Por isso, ora\u00e7\u00e3o, esmola e jejum n\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas exerc\u00edcios independentes, mas um \u00fanico movimento de abertura, de esvaziamento: lancemos fora os \u00eddolos que nos tornam pesados, fora os apegos que nos aprisionam. Ent\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o atrofiado e isolado despertar\u00e1. Para isso, h\u00e1 que diminuir a velocidade e parar<\/em>.\u00bb<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o sei quando voltarei a \u00c9vora mas sei que, quando novamente a visitar, sabore\u00e1-la-ei com mais vagar e nela encontrarei a voz do Papa Francisco a associar-se ao embalo alentejano e cantar com os alentejanos: \u00ab<em>agir \u00e9 tamb\u00e9m parar\u2026 h\u00e1 que diminuir a velocidade e parar<\/em>\u00bb para despertar o cora\u00e7\u00e3o e deix\u00e1-lo reflectir-se na brancura daquela cidade da planura do Alentejo, para melhor se \u00ab<em>afirmar o vagar como uma outra arte de exist\u00eancia para a Humanidade\u00bb.<\/em> Verdadeiramente, celebrando o vagar num mundo acelerado e de cansa\u00e7o, o cante alentejano \u00e9 m\u00fasica que anuncia o futuro e algum rem\u00e9dio para depress\u00f5es e esgotamentos das nossas sociedades. Acto de f\u00e9? E porque n\u00e3o?<\/p>\n<p>Guarda, 7 de Mar\u00e7o de 2024<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-316898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316898\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}