{"id":315461,"date":"2024-02-27T14:22:25","date_gmt":"2024-02-27T14:22:25","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=315461"},"modified":"2024-02-27T14:22:25","modified_gmt":"2024-02-27T14:22:25","slug":"o-cristianismo-e-a-influencia-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-cristianismo-e-a-influencia-do-cinema\/","title":{"rendered":"O Cristianismo e &#8230; a influ\u00eancia do Cinema"},"content":{"rendered":"<p><em>Francisco Perestrello (in memoriam)<\/em><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-315462 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pexels-\u5c07\u5c07-\u738b-2893694-1536x1024.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com um pouco mais de um s\u00e9culo de Hist\u00f3ria o Cinema \u00e9 hoje uma importante componente da vida social, quer como divertimento quer como Arte. Lutou, desde os seus primeiros momentos, por um estatuto de dignidade capaz de o colocar, como forma de express\u00e3o, ao lado do teatro ou da literatura. Para uns bem cedo foi designado como a 7\u00aa Arte; para outros continua a ser apenas um processo recreativo muitas vezes com componentes mais que duvidosas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Produ\u00e7\u00e3o e P\u00fablico<\/em><\/p>\n<p>Tal como o teatro, ainda perto da sua origem esta arte dif\u00edcil contou com a influ\u00eancia religiosa. Se o teatro teve os adros das igrejas como palco privilegiado, o Cinema, logo com os Irm\u00e3os Lumi\u00e8re ou com Georges Meli\u00e9s, batia-se na concorr\u00eancia entre produtores com o recurso insistente a sequ\u00eancias da Paix\u00e3o de Cristo como tema preferido.<\/p>\n<p>Os Irm\u00e3os Lumi\u00e8re come\u00e7aram pela com\u00e9dia (\u00abArroseur Arros\u00e9\u00bb) e cenas da vida di\u00e1ria como o trabalho ou a rotina caseira (\u00abLa Sortie des Usines\u00bb, \u00abL&#8217;Arriv\u00e9 d&#8217;un Train en Gare\u00bb e \u00abLe D\u00e9jeuner du B\u00e9b\u00e9\u00bb). Mas j\u00e1 em 1897 a Casa Lumi\u00e8re se rendia \u00e0 necessidade de empreendimentos de maior dimens\u00e3o, iniciando a produ\u00e7\u00e3o do primeiro grande drama do Cinema, \u00abA Paix\u00e3o de Cristo\u00bb, com a consider\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o &#8211; para a \u00e9poca &#8211; de 15 minutos, que permitiam a inclus\u00e3o de 13 partes, ou seja, quadros animados de cerca de um minuto cada. Dada a dimens\u00e3o do empreendimento acabou por ser terminado por uma equipa diferente da inicial.<\/p>\n<p>Geoges Melies, por sua vez, em 1899 realizou \u00abCristo caminhando sobre as \u00c1guas, que se seguiu, um ano mais tarde, \u00abJoana D&#8217; Arc\u00bb, com 15 minutos e chegando a reunir 30 figurantes em cena. Note-se que, nessa \u00e9poca, dificilmente um filme excedia 10 minutos, ou seja, um rolo completo.<\/p>\n<p>Sentindo a concorr\u00eancia &#8211; dada a apet\u00eancia do tema &#8211; a Path\u00e9 produziu tamb\u00e9m \u00abA Paix\u00e3o\u00bb, em 1903, entregando a sua realiza\u00e7\u00e3o a Zecca e Nongue.<\/p>\n<p>O interesse pelos princ\u00edpios e assuntos referentes \u00e0 F\u00e9 e \u00e0 sua express\u00e3o, constituindo o primeiro e t\u00edmido passo da influ\u00eancia do Cristianismo no Cinema n\u00e3o se ficou pelos primeiros tempos. Ao longo dos anos a abordagem de temas religiosos ou de natureza b\u00edblica foi uma constante da 7\u00aa Arte, estendendo-se muitas vezes a tem\u00e1ticas que envolvem o posicionamento na vida de religiosos e leigos, de padres cat\u00f3licos, de pastores protestantes.<\/p>\n<p>Seria fastidioso citar as centenas ou milhares de filmes que se enquadram neste contexto, mas poder-se-\u00e3o referir apenas alguns, a t\u00edtulo de exemplo, sem que se pretenda que n\u00e3o existem muitos outros com a mesma for\u00e7a ou significado.<\/p>\n<p>Robert Bresson com \u00abDi\u00e1rio de um P\u00e1roco de Aldeia\u00bb e Ingmar Bergman com \u00abLuz de Inverno\u00bb s\u00e3o dois exemplos incontorn\u00e1veis. Se bem que qualquer destes autores tenha outras obras que mereceriam ser citadas, o contraste e o objetivo comum destes dois filmes, a par com a sua rara qualidade, justificam a cita\u00e7\u00e3o. De comum temos a F\u00e9, como \u00fanica via de salva\u00e7\u00e3o; de contraste temos a dedica\u00e7\u00e3o do p\u00e1roco cat\u00f3lico em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s d\u00favidas de F\u00e9 de um pastor luterano que luta pela sua estabiliza\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>S\u00e3o obras importantes, e como elas de muitas outras est\u00e1 o Cinema povoado. Mas \u00e0 grande massa de p\u00fablico o maior impacto prov\u00e9m de trabalhos de grande espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>E, como \u00e9 \u00f3bvio, a B\u00edblia presta-se a adapta\u00e7\u00f5es grandiosas, como grandioso \u00e9 o seu conte\u00fado. Cecil B. DeMille ser\u00e1 o realizador que mais conhecido se tornou nesta \u00e1rea da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Duas vers\u00f5es de \u00abOs Dez Mandamentos\u00bb (1923 e 1956) ou \u00abO Sinal da Cruz\u00bb (1932) s\u00e3o exemplos da genu\u00edna preocupa\u00e7\u00e3o que este cineasta teve na an\u00e1lise ou narra\u00e7\u00e3o da vida do cristianismo, sobretudo nas suas origens, mesmo que se lhe possa criticar um certo sensacionalismo e superficialidade. A estes se juntaram \u00abJoana D&#8217;Arc\u00bb (1916), \u00abO Rei dos Reis\u00bb (1927) e \u00abSans\u00e3o e Dalila\u00bb (1949), revelando muitas vezes um tratamento ing\u00e9nuo e pouco preciso, mas deixando transparecer uma sinceridade pessoal que levava \u00e0 ades\u00e3o das camadas mais populares do p\u00fablico cinematogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Outro exemplo muito concreto da presen\u00e7a do cristianismo na produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, se bem que de uma forma indireta, estar\u00e1 na sua influ\u00eancia em boa parte do neorrealismo. Corrente nascida no final da II Guerra Mundial, em It\u00e1lia, caracterizou-se pela natureza totalmente social, marcada por vezes por uma clara linha marxista. Dentro da mesma corrente, e sem que por tal na mesma se verificassem genu\u00ednos conflitos, convivia a linha crist\u00e3, igualmente preocupada com o problema social. Que interessa hoje, que interessa mesmo \u00e0 forma humana como os temas foram analisados, agrupar de um lado ou de outros cineastas como Roberto Rossellini, Alberto Lattuada, Pietro Germi ou Vittorio De Sica. E isto sem esquecer que este \u00faltimo, crist\u00e3o, sempre trabalhou em parceria com o argumentista Cesar Zavattini, comunista confesso. Veja-se, com olhos de hoje, o valor humano de \u00abArroz Amargo\u00bb &#8211; que t\u00e3o criticado foi na sua \u00e9poca &#8211; e sem esfor\u00e7o se concluir\u00e1 que o marxista Giuseppe De Santis n\u00e3o nos diz nada de diferente do que diria um cat\u00f3lico consciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A Hierarquia e as Organiza\u00e7\u00f5es da Igreja<\/em><\/p>\n<p>A Igreja praticamente ignorou o Cinema na primeira fase da sua Hist\u00f3ria. Mesmo sendo a tem\u00e1tica religiosa uma das preferidas dos realizadores, em geral n\u00e3o havia uma influ\u00eancia muito direta dos crist\u00e3os no nascimento de cada obra cinematogr\u00e1fica. Os filmes mudos de um ou dois rolos &#8211; ou seja com dez a vinte minutos &#8211; pareciam ter pouco para dizer, sendo mais uma curiosidade t\u00e9cnica que um meio de comunica\u00e7\u00e3o. Mas, ainda na segunda d\u00e9cada do nosso S\u00e9culo, a metragem dos filmes come\u00e7ou a crescer e o seu conte\u00fado a tornar-se mais complexo. S\u00f3 com a chegada do sonoro, em 1929, se sentiu realmente que a 7\u00aa Arte era, tamb\u00e9m ou sobretudo, uma via de transmiss\u00e3o de ideias, fosse ela suportada no simples divertimento fosse apresentada como um trabalho intelectual ou cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Os americanos, com uma s\u00f3lida ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica, ter\u00e3o sido os primeiros a exprimir as suas preocupa\u00e7\u00f5es. No mundo profissional multiplicaram-se as iniciativas para controlar a forma como se retratava o mundo do crime ou como se geria a viol\u00eancia. Por parte da Igreja nascia a Legi\u00e3o da Dec\u00eancia, destinada a sujeitar cada filme a uma classifica\u00e7\u00e3o moral e a exigir aos cat\u00f3licos um rigoroso cumprimento de orienta\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas e muito estritas.<\/p>\n<p>Seguindo este exemplo, as Confer\u00eancias Episcopais de diversos pa\u00edses come\u00e7aram a criar organiza\u00e7\u00f5es para a avalia\u00e7\u00e3o moral dos filmes exibidos.<\/p>\n<p>Em Portugal foi criado em 1938 o Secretariado do Cinema e da R\u00e1dio (que j\u00e1 atuava n\u00e3o oficialmente desde 1935), enquanto na Europa e na Am\u00e9rica Latina se multiplicavam as iniciativas cong\u00e9neres. Para coordenar a sua atividade foi criada a O.C.I.C. (Office Catholique International du Cin\u00e9ma), com sede em Bruxelas.<\/p>\n<p>Em 1934, o futuro Papa Pio XII, Cardeal Eug\u00e9nio Pacelli, Secret\u00e1rio de Estado de S.S. Pio XI, escrevia \u00e0 O.C.I.C. refor\u00e7ando a ideia da necessidade de den\u00fancia e alerta junto dos crentes para \u00abos perigos morais e religiosos\u00bb, preso ainda ao conceito de que o Cinema poderia constituir sobretudo um meio de degrada\u00e7\u00e3o dos valores humanos. O pr\u00f3prio Sumo Pont\u00edfice, Pio XI, publicava a primeira Carta Enc\u00edclica sobre a mat\u00e9ria, a Vigilanti Cura, que estabelecia as linhas mestras que deviam ser adotadas pelos Secretariados Nacionais de Cinema, j\u00e1 existentes ou a criar.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o positiva que presidiu a todo este movimento tinha apenas como grave limita\u00e7\u00e3o preocupar-se com os eventuais efeitos perniciosos do Cinema, n\u00e3o tirando qualquer partido da potencialidade do mesmo na dignifica\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de valores humanos. Tudo se analisava, ent\u00e3o, com uma evidente superficialidade, criando barreiras ao acesso do p\u00fablico, pondo o acento t\u00f3nico na condena\u00e7\u00e3o das obras ent\u00e3o consideradas menos consent\u00e2neas com a moral crist\u00e3. S\u00f3 bem mais tarde, a partir dos anos 50, se come\u00e7ou a verificar uma evolu\u00e7\u00e3o para o estudo do Cinema como meio de comunica\u00e7\u00e3o e como arte, fomentando ent\u00e3o o desenvolvimento de cineclubes e outros grupos culturais, capazes de atrair um n\u00famero crescente de cin\u00e9filos e fornecer-lhes os conhecimentos necess\u00e1rios para que de cada filme pudessem obter as devidas conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Os anos 60 e 70 foram marcados por um grande desenvolvimento da atividade da Igreja no campo cinematogr\u00e1fico, com algumas iniciativas de muito relevo, de que s\u00e3o exemplo as atribui\u00e7\u00f5es de Pr\u00e9mios O.C.I.C, que chegaram a ser ambicionados pelos meios cinematogr\u00e1ficos profissionais por serem uma distin\u00e7\u00e3o muito prestigiante.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia crist\u00e3 neste per\u00edodo mais intenso verificou-se sobretudo a n\u00edvel dos espectadores. S\u00f3 a partir da rea\u00e7\u00e3o destes ter\u00e1 havido alguma t\u00e9nue influ\u00eancia no sentido das obras produzidas. Tentativas que houve de intervir de uma forma direta no Campo da produ\u00e7\u00e3o saldaram-se em geral em aut\u00eanticas cat\u00e1strofes, ou em resultados que ficaram muito aqu\u00e9m da ambi\u00e7\u00e3o dos projetos iniciados.<\/p>\n<p>O trabalho cultural que se foi desenvolvendo contou muitas vezes com obst\u00e1culos junto do p\u00fablico, dada a conota\u00e7\u00e3o vinda do passado com uma certa forma de censura.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que as caracter\u00edsticas dos tempos eram bem diferentes das que hoje se verificam, sendo ent\u00e3o a censura uma das armas usadas pelos governos da generalidade dos pa\u00edses. Mesmo hoje, em que a abertura na maior parte dos campos \u00e9 muito vasta, a 7\u00aa Arte conta com um tratamento muito especial, sendo a censura ainda uma institui\u00e7\u00e3o em vig\u00eancia na pr\u00f3pria Inglaterra, onde \u00e9 aplicada com um impens\u00e1vel rigor, n\u00e3o estando tamb\u00e9m totalmente abolida em diversos pa\u00edses, incluindo os ocidentais. Por tal raz\u00e3o, e sobretudo nos estados que mais cedo aboliram esta limita\u00e7\u00e3o, a simples classifica\u00e7\u00e3o moral e as diretrizes sobre a sua aplica\u00e7\u00e3o eram por muitos sentidas como uma forma encapotada de censura.<\/p>\n<p>Tal n\u00e3o impediu que os crist\u00e3os tenham tido sempre uma palavra a dizer em rela\u00e7\u00e3o ao Cinema e que muito tenham contribu\u00eddo para o seu estudo e para a forma\u00e7\u00e3o dos espectadores. Tamb\u00e9m as Igrejas Protestantes criaram o seu organismo de natureza semelhante \u00e0 O.C.I.C. &#8211; a Interfilm &#8211; mantendo-se hoje uma certa colabora\u00e7\u00e3o, quer entre os dois organismos internacionais quer entre secretariados nacionais de cada um deles, havendo pelo menos um caso, na Su\u00ed\u00e7a, em que os textos dos dois organismos se editam conjuntamente na mesma publica\u00e7\u00e3o bilingue, a Cine Film.<\/p>\n<p>Mas pode-se dizer que a maior influ\u00eancia do cristianismo no Cinema proveio diretamente da atitude de cada crist\u00e3o, quer os que se encontram ligados de qualquer forma \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica ou \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es culturais, quer os que constituem uma parcela importante dos espectadores das salas, da televis\u00e3o ou do v\u00eddeo.<\/p>\n<p>Esta seria a influ\u00eancia decisiva se o seu volume fosse de molde a condicionar o sentido do que \u00e9 produzido. N\u00e3o o sendo, como \u00e9 o caso, assuma-se ent\u00e3o a responsabilidade de dar ao p\u00fablico em geral suficiente forma\u00e7\u00e3o para que possa apreciar a Arte Cinematogr\u00e1fica em todas as suas vertentes, sem se ficar por uma superficialidade muitas vezes comprometedora dos resultados atingidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Texto publicado em \u20182000 anos que mudaram o Mundo\u2019, suplemento da edi\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia ECCLESIA, n.\u00ba 752, 21.12.1999<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Perestrello (in memoriam)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":315462,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[373],"class_list":["post-315461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-cinema"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=315461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315461\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/315462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=315461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=315461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=315461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}