{"id":31537,"date":"2008-04-24T12:36:17","date_gmt":"2008-04-24T12:36:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2008\/04\/24\/turismo-cultural-e-religioso-3\/"},"modified":"2008-04-24T12:36:17","modified_gmt":"2008-04-24T12:36:17","slug":"turismo-cultural-e-religioso-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/turismo-cultural-e-religioso-3\/","title":{"rendered":"Turismo cultural e religioso"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do Congresso internacional promovido pela TUREL <!--more--> 1. As estat\u00edsticas mostram que as receitas totais do turismo ultrapassam 640 milh\u00f5es de euros, isto \u00e9, 1.8 milh\u00f5es de euros por dia. O turismo converteu-se na segunda fonte de divisas de 46 dos 49 pa\u00edses menos avan\u00e7ados (Francesco Frangialli, em Turismo 2007, p.96).  2.A diplomacia da Santa S\u00e9 procura que sejam respeitados os direitos fundamentais do homem, a sua dignidade e liberdade, em todo o mundo. N\u00e3o cessa de chamar a aten\u00e7\u00e3o da humanidade sobre o valor da paz, conviv\u00eancia pac\u00edfica, desenvolvimento    dos povos e sobre o respeito m\u00fatuo de todas as culturas. Promover o turismo significa unir os homens no respeito universal dos direitos e das liberdades fundamentais, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, l\u00edngua, religi\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o pessoal ou social.  3.O turismo pode ser um bem socio-econ\u00f3mico, desde que respeite os valores locais e n\u00e3o seja desorganizado, desequilibrado. Pode tornar-se fonte de ocupa\u00e7\u00e3o e dar vida ao com\u00e9rcio e ao desenvolvimento social.  4. O Turismo \u00e9 uma dimens\u00e3o natural do homem, capaz de constituir um importante momento educativo e formativo assim como caminho de aperfei\u00e7oamento espiritual.  5. As atitudes dos turistas est\u00e3o progressivamente a mudar. Um descontentamento crescente com os destinos fortemente comercializados, sobrelotados e polu\u00eddos est\u00e1 a for\u00e7ar a mudan\u00e7a dos pacotes tur\u00edsticos estandardizados e massificados da segunda metade do s\u00e9culo XX. Podendo, assim, o TCR assumir uma alternativa de qualidade e um espa\u00e7o de desenvolvimento.  6. Significativas altera\u00e7\u00f5es do perfil, tanto ao n\u00edvel da procura, como da oferta, t\u00eam gerado tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es nas popula\u00e7\u00f5es locais, que manifestam crescente necessidade de preserva\u00e7\u00e3o da sua identidade, do seu ambiente e do seu patrim\u00f3nio natural, hist\u00f3rico e cultural.  7. At\u00e9 agora, a peregrina\u00e7\u00e3o era um acto popular e o turismo uma dimens\u00e3o reservada a uma elite\u2026mas, o n\u00famero n\u00e3o mudou a raz\u00e3o fundamental do viajante: caminhar \u00e0 procura da sua humanidade, expressa esta de modos muito variados, sendo o turismo uma das formas em que a religiosidade, hoje, se expressa em grande escala\u2026  8. \u00c9 leg\u00edtimo opor turismo e peregrina\u00e7\u00e3o? A oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria de apresent\u00e1-la entre turismo de hoje e peregrina\u00e7\u00e3o? A peregrina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, acaso, a forma antiga de turismo? E o turismo de hoje n\u00e3o \u00e9, acaso, a peregrina\u00e7\u00e3o secularizada?   9. Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, a OMT quis fundamentar a sua ac\u00e7\u00e3o nos valores essenciais que suportam o fen\u00f3meno do turismo atrav\u00e9s da promo\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do turismo com vista a contribuir para o desenvolvimento econ\u00f3mico, a compreens\u00e3o internacional, a paz, a prosperidade e o respeito universal e a observ\u00e2ncia dos direitos humanos e as liberdades fundamentais para todos, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, sexo, l\u00edngua ou religi\u00e3o, fomentando a toler\u00e2ncia e o di\u00e1logo entre culturas e religi\u00f5es.  10. Importa destacar que turismo e religi\u00f5es partilham a utiliza\u00e7\u00e3o de um mesmo patrim\u00f3nio cultural, numa rela\u00e7\u00e3o complexa que importa clarificar e estruturar.  11. O Caminho de Abra\u00e3o, surge como uma boa experi\u00eancia de promo\u00e7\u00e3o de um produto de Turismo Religioso capaz de ligar territ\u00f3rios em conflito e de promover o di\u00e1logo inter-religioso. Apesar dos constrangimentos que existem em territ\u00f3rios em conflito \u00e9 poss\u00edvel a constru\u00e7\u00e3o de rotas com impacto e o alcance do Caminho de Abra\u00e3o. Sendo o caso do Caminho de Abra\u00e3o um produto em fase experimental e que se desenvolve por etapas\/fragmentos apenas em territ\u00f3rios pacificados, constitui um est\u00edmulo para levar os territ\u00f3rios em conflito a compreender as desvantagens e lutar pela pacifica\u00e7\u00e3o. O Caminho de Abra\u00e3o procura ligar \u201cFilhos Desavindos\u201d.  12.Face ao desenvolvimento que os Caminhos de Santiago t\u00eam vindo a ter ao longo dos anos, verificou-se a necessidade de criar um Observat\u00f3rio do Caminho de Santiago com o objectivo de aprofundar o seu desenvolvimento futuro. Este Observat\u00f3rio constitui-se como uma boa pr\u00e1tica a aplicar a outros produtos de turismo, j\u00e1 que tudo indica que tamb\u00e9m o turismo est\u00e1 sujeito a um Ciclo de Vida do Produto.  13. O TCR deve assumir-se como for\u00e7a determinante no desenvolvimento dos povos, nos direitos e liberdades universais.  14. O PENT deve constituir-se como instrumento de alavancagem dos produtos de TCR no contexto nacional e internacional, sendo para isso necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de parcerias de coopera\u00e7\u00e3o em rede.  15. O Turismo demasiadamente institucional tem tend\u00eancia para anular iniciativas de cariz popular, autenticamente diferentes, singulares e irrepet\u00edveis que n\u00e3o devem ser desconsideradas. Devem as entidades respons\u00e1veis pelo turismo evitar o excesso de formata\u00e7\u00e3o da oferta tur\u00edstica. Os produtos de TCR ter\u00e3o mais sucesso quanto menos governamentalizados estiverem, favorecendo as iniciativas locais e regionais dos operadores privados.  16. O Marketing de Turismo \u00e9 cada vez mais um elemento de refor\u00e7o da promo\u00e7\u00e3o tur\u00edstica construindo marcas com identidade pr\u00f3pria que favore\u00e7am a diferencia\u00e7\u00e3o e se distingam na concorr\u00eancia mundial.  17. Numa era de comunica\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia em que o p\u00fablico alvo de TCR se encontra estratificado mas n\u00e3o circunscrito, existe a necessidade de perceber o impacto da comunica\u00e7\u00e3o. \u00c0 falta de estruturas de planos de comunica\u00e7\u00e3o adequados. Importa inovar em termos de conte\u00fados e conceitos, criar uma plataforma comum de informa\u00e7\u00e3o tur\u00edstica dos Concelhos, distribuir informa\u00e7\u00e3o em larga escala aproveitando as potencialidades das novas tecnologias.  18. Importa que os Operadores Tur\u00edsticos saibam respeitar, na cria\u00e7\u00e3o de novos produtos as caracter\u00edsticas espec\u00edficas dos Monumentos e Santu\u00e1rios, fazendo com que as visitas a estes espa\u00e7os respeitam a sua Solenidade.  19. A TUREL foi reconhecida como uma boa pr\u00e1tica de desenvolvimento do Turismo Cultural e Religioso, sendo a sua estrutura cooperativa uma excelente forma de organiza\u00e7\u00e3o dos diferentes intervenientes nesta tem\u00e1tica, dada a capacidade que se cria de trabalhar em coopera\u00e7\u00e3o e em rede com todos os interesses.  20. A experimenta\u00e7\u00e3o efectuada em 2007 com o lan\u00e7amento pela primeira vez no pa\u00eds do conceito de  Guia Residente dos Santu\u00e1rios, permitiu criar um novo servi\u00e7o ao n\u00edvel dos Santu\u00e1rios de maior relev\u00e2ncia na Arquidiocese de Braga, com resultados verdadeiramente extraordin\u00e1rios. Os Santu\u00e1rios do Sameiro, Bom Jesus do Monte e S. Bento da Porta Aberta, beneficiaram do trabalho especializado de Guias de Turismo residentes, tendo acompanhado no conjunto cerca de 30.000 visitantes\/turistas. Esta mais valia oferecida pela primeira vez pela TUREL, permitir\u00e1 repensar a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho dos Guias Tur\u00edsticos a n\u00edvel nacional, que poder\u00e1 favorecer a cria\u00e7\u00e3o de mais de 2.500 novos postos de trabalho especializado. \u00c9 necess\u00e1rio para isso criar uma nova din\u00e2mica que aproveite as potencialidades dos Guias Profissionais no per\u00edodo de maior sazonalidade, na promo\u00e7\u00e3o de eventos de consolida\u00e7\u00e3o cultural em torno do espa\u00e7o em que operam. Desta forma \u00e9 poss\u00edvel manter viva uma rela\u00e7\u00e3o entre o Patrim\u00f3nio, a Religiosidade, a Cultura e o Turismo, numa dial\u00e9tica construtiva e promotora de um desenvolvimento humano mais estruturante.  21. As excelentes rela\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f3micas e culturais entre o Norte de Portugal e a Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Galiza em Espanha, estimula o desenvolvimento de uma oferta de Turismo de uma Euro-Regi\u00e3o  din\u00e2mica de mais de 6 milh\u00f5es de habitantes e possuidoras de um patrim\u00f3nio cultural e religioso not\u00e1veis. A conviv\u00eancia entre a diversidade que constitui S.Tiago de Compostela na Galiza e os Santu\u00e1rios; de Nossa Senhora do Sameiro em Braga, de S.Bento da Porta Aberta no Ger\u00eas, de Nossa Senhora da Penha em Guimar\u00e3es, permitir\u00e3o acreditar que nesta Euro-Regi\u00e3o o Turismo Religioso poder\u00e1 potenciar um volume de mais de 8 milh\u00f5es de turistas. 22. Neste contexto, a TUREL em parceria com a Direc\u00e7\u00e3o Geral de Turismo da Galiza e a Faculdade de Geografia da Universidade de Santiago de Compostela v\u00e3o lan\u00e7ar um produto de TCR inovador que resultou de uma tese acad\u00e9mica que estudou profundamente a realidade do Turismo Cultural e Religioso em Braga e Santiago de Compostela projectando a apresenta\u00e7\u00e3o de um produto conjunto de turismo. Ser\u00e1 a primeira vez na hist\u00f3ria do turismo dos dois pa\u00edses vizinhos que se promover\u00e1 um produto conjunto de duas regi\u00f5es hist\u00f3ricas, uma cidade romana e uma cidade medieval, integradas numa Euro-Regi\u00e3o.  Este ser\u00e1 o melhor exemplo que se pode dar ao mundo sobre a conviv\u00eancia europeia de uma euro-regi\u00e3o adulta e consciente da import\u00e2ncia de pensar conjuntamente o seu desenvolvimento tur\u00edstico, cultural, social e econ\u00f3mico.  23. Os congressistas reconheceram as potencialidades tur\u00edsticas ao n\u00edvel do turismo cultural e religioso do Norte de Portugal, destacando a P\u00f3voa de Varzim como possuindo apet\u00eancias especiais para a realiza\u00e7\u00e3o de Congressos e Reuni\u00f5es Internacionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do Congresso internacional promovido pela TUREL<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[167,172,189,285,297,299,303,320],"class_list":["post-31537","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-dialogo-inter-religioso","tag-diocese-de-braga","tag-direitos-humanos","tag-patrimonio","tag-santa-se","tag-santiago-de-compostela","tag-santuarios","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31537\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}